quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Comércio Internacional de mercadorias de Portugal com a Venezuela - 2022-2024 e Janeiro-Novembro 2024-2025

 

Comércio Internacional
de mercadorias
de Portugal com a Venezuela
2022-2024
Janeiro-Novembro 2024-2025

                                           (disponível para download >> aqui )

 

1 – Nota introdutória

Analisa-se neste trabalho a evolução do Comércio Internacional de mercadorias de Portugal com a Venezuela, a partir de dados de base divulgados no Portal do “Instituto Nacional de Estatística de Portugal” (INE) para os anos de 2022 a 2024, em versão definitiva, e de Janeiro a Novembro de 2025, em versão preliminar, com última actualização em 9 de Janeiro de 2026.

Ao longo dos últimos cinco anos as importações portuguesas com origem na Venezuela, que em 2023 haviam atingido 36 milhões de Euros, registaram uma acentuada quebra no ano seguinte, descendo para 10 milhões de Euros.

Por sua vez as exportações, que haviam aumentado sustentadamente entre 2020 e 2023, atingindo 36 milhões de Euros, viram o seu valor descer acentuadamente em 2024, ficando ao nível do valor das importações, 10 milhões de Euros.

2 – Balança Comercial

A Balança Comercial de Portugal com a Venezuela foi deficitária em 2022 e 2023, com saldos da ordem dos -6 milhões de Euros, e favorável a Portugal em 2024, com + 231 milhares de Euros, bem como nos primeiros onze meses de 2025, com um saldo de +1,8 milhões de Euros. 


3 - Importações por grupos de produtos

Ao longo dos últimos três anos e período de Janeiro a Novembro de 2025, as importações portuguesas de mercadorias com origem na Venezuela incidiram principalmente no grupo de produtos “Minérios e metais”, principalmente desperdícios e resíduos de ferro ou aço e produtos ferrosos, sempre com mais de 80% do Total (definição do conteúdo dos Grupos de Produtos em Anexo).

Nos primeiros onze meses de 2025 seguiram-se os grupos “Madeira, cortiça e papel”, com 11,8% do Total em 2025 e 0,7% em 2024, constituído por estilhas, partículas e desperdícios de madeira, e carvão vegetal, e “Agro-alimentares” com 5,8% do Total nos dois anos, com destaque para moluscos e semelhantes, seguidos de gorduras e óleos e de produtos hortícolas.

As importações dos restantes grupos de produtos foram nulas, como no grupo “Energéticos”, onde se insere o petróleo, de que a Venezuela é um dos maiores exportadores, ou com menor significado.

No quadro seguinte relacionam-se, a dois dígitos da Nomenclatura (NC/SH), por grupos de produtos, os principais produtos importados no período de Janeiro a Novembro de 2025, e correspondente valor no mesmo período de 2024.

4 – Exportações por grupos de produtos

As exportações para a Venezuela nos últimos três anos e período de Janeiro a Novembro de 2025 foram bem mais diversificadas.

No período em análise de 2025 destacaram-se as exportações de produtos “Agro-alimentares” (28,4% do Total e 34,0% no mesmo período de 2024), seguidos dos grupos “Máquinas, aparelhos e partes” (18,2% e 9,3%, respectivamente), “Minérios e metais” (17,9% e 4,9%), “Produtos acabados diversos” (15,0% e 21,2%), “Químicos” (9,4% e 17,5%) e “Madeira, cortiça e papel” (6,4% e 7,9%).

Com pesos inferiores alinharam-se depois os grupos “Têxteis e vestuário” (1,8% e 1,9%), ”Calçado, peles e couros” (1,7% e 1,3%), “Material de transporte terrestre e partes” (1,2% e 0,7%), “Energéticos” e “Aeronaves, embarcações e partes”, com exportações nulas em 2025 e respectivamente 1,2% e 0,2% em 2024.

De salientar que em 2023 Portugal havia realizado uma exportação de produros “Energéticos”  para a Venezuela no valor de 20,6 milhões de Euros, cerca de 70% do Total  (0,6% em 2022 e 0,1% em 2024), constituída principalmente por óleos leves e preparações de petróleo, e também óleos para motores, para engrenagens e lubrificantes, e líquidos para transmissões hidráulicas.                 

No quadro seguinte relacionam-se, a dois dígitos da Nomenclatura (NC/SH), por grupos de produtos, os principais produtos exportados no período de Janeiro a Novembro de 2025, e correspondente valor no mesmo período de 2024.


Alcochete, 14 de Janeiro de 2026.

ANEXO


terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Comércio Internacional de mercadorias - Série Mensal - Janeiro-Novembro 2025

 

Comércio Internacional

de mercadorias
- Série mensal -
(Janeiro a Novembro de 2025)

                                           (disponível para download  >> aqui)

 1 - Balança comercial

De acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) para o período de Janeiro a Novembro de 2025 (versão preliminar com última actualização em 9 de Janeiro de 2025) e de 2024 (versão definitiva), as exportações de mercadorias em 2025 cresceram, em termos homólogos, +0,6% (+456 milhões de Euros), a par de um acréscimo das importações de +4,3% (+4248 milhões).

A partir de Janeiro de 2021, nas estatísticas de base do INE foram acrescentados, na sequência do “Brexit”, dois códigos de países, “XI-Reino Unido (Irlanda do Norte)” e “XU-Reino Unido (não incluindo a Irlanda do Norte)”, apresentando-se a zeros a posição pautal com o código “GB-Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte”. Nos quadros desta série mensal manteremos, para já, este código “GB”, correspondente ao somatório dos valores dos dois novos códigos.

As exportações para o espaço comunitário (expedições), cujo total corresponde aqui aos actuais 27 membros, registaram no período em análise um acréscimo de +2,5% (+1293 milhões de Euros), tendo as exportações para os Países Terceiros decrescido -4,0% (-837 milhões). Por sua vez, as importações com origem na UE (chegadas) aumentaram +6,9% (+5037 milhões) e as originárias dos Países Terceiros decresceram -3,1 % (-789 milhões de Euros). 


O défice comercial externo (Fob-Cif), +15,0% face a 2024, situou-se em -29079 milhões de Euros (superior em 3792 milhões ao do ano anterior), a que corresponderam agravamentos de 3744 milhões no comércio intracomunitário e 48 milhões no extrecomunitário. Em termos globais, o grau de cobertura (Fob/Cif) das importações pelas exportações desceu de 74,3% em 2024, para 71,7% em 2025.

A variação do preço de importação do petróleo repercute-se no valor das exportações de produtos energéticos, com reflexo na Balança Comercial. No período acumolado de Janeiro a Novembro o valor médio de importação do petróleo bruto desceu de 632 Euros/Ton, em 2024, para 536 Euros/Ton, em 2025.

Para além da variação da cotação internacional do barril de petróleo, medida em dólares, a variação da cotação do dólar face ao Euro é também um dos factores determinantes da evolução do seu preço em Euros (o gráfico inclui já a cotação média do mês de Dezembro).

Se excluirmos do total das importações e das exportações o conjunto dos produtos “Energéticos” (Capº 27 da NC), que pesou 8,7% no total das importações em 2025 e 5,1% nas exportações, o grau de cobertura (Fob/Cif) das importações pelas exportações sobe, em 2025, de 71,7% no comércio global, para 74,5%.

2 – Evolução mensal


3 – Mercados de destino e de origem

3.1 - Exportações

Em 2025, no período em análise, as exportações para a UE (expedições), que representaram 72,4% do Total, cresceram +2,5%, contribuindo com +1,8 pontos percentuais (p.p.) para uma taxa de ‘crescimento’ global de +0,6%.

As exportações para o espaço extracomunitário, 27,6% do Total, decresceram em valor -4,0%, com um contributo negativo de -1,1 p.p. para o crescimento global.


Os dez principais destinos das exportações foram a Espanha (25,8%), a Alemanha (14,2%), a França (12,0%), os EUA (5,9%), o Reino Unido incl. Irlanda NT (4,5%), a Itália (4,4% cada), os Países Baixos (3,3%), a Bélgica (2,6%), a Polónia (1,5%) e a Angola (1,4%), destinos que representaram 75,6% do Total.

Angola, que no ano de 2024 ocupou a 5ª posição no conjunto dos Países Terceiros, depois dos EUA, do Reino Unido, de Marrocos e do Brasil, registou no período em análise um acréscimo de +6,9% nas nossas exportações com este destino (+65,8 milhões de Euros).

Por Grupos de Produtos ocorreram acréscimos em “Produtos acabados diversos” (+45,3milhões de Euros), “Máquinas, aparelhos e partes” (+22,0 milhões), “Agro-alimentares” (+9,4 milhões), Químicos (+5,4 milhões), “Madeira, cortiça e papel” (+2,9 milhões de Euros), e “Minérios e metais” (+2,2 milhões). Os decréscimos incidiram em “Material de transporte terrestre e partes” (-7,9 milhões), “Aeronaves, embarcações e partes” (-4,9 milhões), “Energéticos” (-4,5milhões), “Têxteis e vestuário” (-3,6 milhões), e “Calçado, peles e couros” (-459 mil Euros).

Entre os principais destinos, o maior contributo positivo para o ‘crescimento’ das exportações neste período (+0,6 %) pertenceu à Alemanha (+1,9 p.p.), seguida da da Turquia (+0,3 p.p.). Alinharam-se depois a Espanha , a Irlanda, Angola, a Hungria e o Canadá  (+0,1 p.p. cada).

Os maiores contributos negativos couberam aos EUA (-0,8 p.p.), à Argélia (-0,3 p.p.), seguidos da Finlândia, Marrocos e Países Baixos (-0,2 p.p. cada), e da Brasil, da França, Brasil, Gibraltar, França, e Provisões de Bordo para Países Terceiros e  Itália (-0,1 p.p. cada).

Os maiores acréscimos nas exportações para o espaço comunitário (expedições) incidiram na Alemanha, seguida a grande distância pela Espanha, Irlanda, Hungria, Bélgica, Repúbica Checa, Áustria e Roménia. Os principais decréscimos couberam à Finlândia, Países Baixos, França, Itália, Suécia, Provisões de Bordo e Grécia.


No conjunto dos Países Terceiros, entre os maiores acréscimos nas exportações destacou-se a Turquia, seguida de Angola, Ucrânia, Taiwan, Egipto, Emiratos,  Noruega e Reino Unido.

Entre os decréscimos evidenciaram-se os EUA, seguidos da Argélia, Marrocos, Brasil, Gibraltar, Moçambique, Provisões de Bordo, Austrália e Argentina.

3.2 – Importações

No período de Janeiro a Novembro de 2025 as chegadas de mercadorias com origem na UE, que representaram 76,3% do total, registaram um acréscimo de +6,9% e contribuíram com +5,1 p.p. para uma taxa de variação homóloga global de +4,3%.

As importações com origem no espaço extracomunitário registaram no mesmo período um decréscimo de -3,1% representando 23,7% do total, com um contributo negativo para o ‘crescimento’ global de -0,8 p.p..

O principal mercado de origem das importações foi a Espanha (32,6% do Total) seguida da Alemanha (11,9%), da França (7,3%), dos Países Baixos (5,9%), da China (5,1%), da Itália (5,0%), da Bélgica (3,3%), da Irlanda (3,1%), do Brasil (2,6%) e dos EUA (2,1%).

Estes países representaram, no seu conjunto, 78,9% do total das importações.

Entre os contributos positivos para a taxa de variação homóloga das importações  (+4,3%), destacaram-se a Espanha (+1,4 p.p.), a Irlanda (+1,2 p.p.), a Alemanha (+1,0 p.p.), a China (+0,6 p.p.), os Países Baixos (+0,5 p.p), a França (+0,4 p.p.), a Bélgica (+0,3 p.p.), a Hungria (+0,2 p.p.) e a Turquia (+0,1 p.p.).

Os principais contributos negativos incidiram no Brasil (-0,7 p.p.), na Noruega (-0.4 p.p.), na Arábia Saudita e Azerbaijão (-0,3 p.p. cada), na Nigéria, Argélia, Japão e Áustria (-0,1 p.p. cada).

Nas duas figuras seguintes relacionam-se os maiores acréscimos e decréscimos do valor nas importações com origem Intracomunitária (chegadas) e nos Países Terceiros, entre o período em análise de 2025 e de 2024.



4 – Saldos da Balança Comercial       

No período em análise de 2025, os maiores saldos positivos da balança (Fob-Cif) couberam ao Reino Unido (+2239 milhões), aos EUA (+2128 milhões de Euros), à França (+1352 milhões), a Angola (+781 milhões) e a Marrocos (+467 milhôes).

O maior défice, a grande distância dos restantes, pertenceu a Espanha (-14494 milhões de Euros), seguida da China (-4716 milhões), dos Países Baixos (-3584 milhões), da Irlanda (-2681 milhões) e da Itália (-1801 milhões).


5 – Evolução por grupos de produtos

5.1 – Exportações

Os capítulos da Nomenclatura Combinada (NC-2 Ξ SH-2), foram aqui agregados em 11 grupos de produtos (ver ANEXO).

Em 2025 os grupos de produtos com maior peso foram “Químicos” (16,3% do Total e +1348 milhões de Euros face ao ano anterior), “Máquinas, aparelhos e partes” (15,5% e +638milhões), “Agro-alimentares” (14,6% e +41 milhões) e “Material de transporte terrestre e partes” (12,5% e +333 milhões),

Seguiram-se os grupos “Minérios e metais” (9,8% e -107 milhões), “Produtos acabados diversos” (9,1% e -300 milhões), “Têxteis e vestuário” (7,1% e -24 milhões), Madeira, cortiça e papel” (6,5% e -207 milhões), “Energéticos” (5,1% e -1372 milhões), “Calçado, peles e couros” (2,8% e +6 milhões) e “Aeronaves, embarcações e partes” (0,8% e +101 milhões de Euros).


5.2 – Importações

Em 2025 os grupos de produtos com maior peso foram “Químicos” (19,2% do Total e +2257 milhões de Euros face ao ano anterior), “Máquinas, aparelhos e partes” (17,8% e +86 milhões), “Agro-alimentares” (16,2% e +1277 milhões) e “Material de transporte terrestre e partes” (128% e +1431 milhões). Seguiram-se os grupos “Energéticos” (8,7% e -1508 milhões), “Minérios e metais” (8,7% e +216 milhões), “Produtos acabados diversos” (6,4% e +451 milhões), “Têxteis e vestuário” (4,9% e +147 milhões), Madeira, cortiça e papel” (2,8% e +65 milhões), “Calçado, peles e couros” (1,8% e +84 milhões) e “Aeronaves, embarcações e partes” (0,7% e -258 milhões de Euros).


6 – Mercados por grupos de produtos

6.1 – Exportações

Entre os mercados de destino, a Espanha ocupou em 2025 a primeira posição em 6 dos 11 grupos de produtos com 25,8% do total, ocorrendo as excepções nos grupos “Energéticos” (2ª posição depois das Provisões de Bordo para Países Terceiros), “Químicos” (2ª posição depois da Alemanha), “Calçado, peles e couros” (3ª posição, depois da França e da Alemanha), “Máquinas, aparelhos e partes” (2ª posição, depois da Alemanha) e “Aeronaves, embarcações e partes” (4ª posição, precedida do Brasil, França e Ucrânia).

Seguiram-se no “ranking” a Alemanha (14,2%), a França (12,0%), os EUA (5,9%), o Reino Unido/Irl NT (4,5%), a Itália (4,4%), os Países Baixos (3,3%), a Bélgica (2,6%), a Polónia (1,5%) e Angola (1,4%).

Estes dez destinos representaram 75,6% da exportação total.

6.2 – Importações

Na vertente das importações, a Espanha ocupou o primeiro lugar em dez dos onze grupos de produtos, com 32,6% do total, ocorrendo a excepção no grupo “Aeronaves, embarcações e partes” (5ª posição depois dos EUA, França, Alemanha e Brasil.

Seguiram-se, no “ranking”, a Alemanha (11,9%), a França (7,3%), os Países Baixos (5,9%), a China (5,1%), a Itália (5,0%), a Bélgica (3,3%), a Irlanda (3,1%), o Brasil (2,6%) e os EUA (2,1%).

Estes dez países cobriram 78,9% da importação total.

7 – Valor dos grupos de produtos das exportações em 2025                                                face a 2024, por meses homólogos não acumulados


Alcochete, 12 de Janeiro de 2026.

ANEXO




segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Comércio Internacional Portugal-Japão - 2022-24 e Janeiro-Outubro 2024-25

 

Comércio Internacional
de mercadorias
de Portugal com o Japão
2022-2024
Janeiro-Outubro 2024-2025

                                           (disponível para download >> aqui )

 

1 – Nota introdutória

Analisa-se neste trabalho a evolução do comércio de Portugal com o Japão de 2022 a 2024 e período de Janeiro a Outubro de 2024 e 2025, com base em dados estatísticos do “Instituto Nacional de Estatística de Portugal” (INE), em versões com última actualização em 09-08-2025.

2 – Comércio de Portugal com o Japão

Ao longo da última década, as importações portuguesas com origem no Japão cresceram sustentadamente entre 2015 e 2019. Tendo registado uma quebra acentuada em 2020, recuperaram significativamemte no ano seguinte, atingindo o valor mais alto da década, para decrescerem depois sucessivamente até 2024.

Por sua vez as exportações, podendo-se considerar tendencialmente crescentes ao longo da década, mantiveram-se praticamente ao mesmo nível entre 2015 e 2019, cresceram até 2021, seguindo-se um comportamento algo irregular a partir de então. 


Em 2024 o Japão ocupou, nas importações, a 30ª posição face ao Mundo (0,5%), e a 16ª em relação ao conjunto dos países Extra-comunitários (1,8%).

Nas exportações ocupou respectivamente a 33ª (0,4%) e a 17ª (1,3%) posições.

2.1 – Balança Comercial

A Balança Comercial de mercadorias de Portugal com o Japão é deficitária. Em 2024, face ao ano anterior, o défice aumentou +73,6%, tendo-se situado em -209,8 milhões de Euros., com um grau de cobertura das importações pelas exportações de 58,2%.

Nos primeiros dez meses de 2025 o défice da Balança decresceu -47,1% face ao período homólogo do ano anterior, situando-se em -103,0 milhões de Euros, com um grau de cobertura das importações pelas exportações de 69,5%.

2.2- Importações por grupos de produtos

Os produtos da Nomenclatura Combinada (NC), em uso na UE, coincidente até seis dígitos com o Sistema Harmonizado (SH), foram agregados, nas importações e nas exportações, em onze Grupos de Produtos (ver definição do conteúdo de cada grupo em Anexo).

No período de Janeiro a Outubro de 2025 as principais importações incidiram nos grupos  “Material de transporte terrestre e partes” (28,6% do Total e 30,9% em igual período de 2024), “Máquinas, aparelhos e partes” (24,4% e 17,0%), “Químicos” (18,5% e 12,2%), “Minérios e metais” (11,5% e 28,3%) e “Produtos acabados diversos” (9,2% e 7,7%).

Seguiram-se os grupos “Têxteis e vestuário” (4,0% e 2,2%), “Agro-alimentares” (1,8% e 1,3%), “Madeira, cortiça e papel” (1,7% e 0,3%), sendo muito reduzidas as importações do conjunto dos restantes grupos (0,2% e 0,1%).

No quadro seguinte relacionam-se, por grupos de produtos, as principais importações efectuadas no período de Janeiro-Outubro 2024-2025, desagregadas a quatro dígitos da Nomenclatura.


2.3- Exportações por grupos de produtos

As principais exportações no período de Janeiro a Outubro de 2025 couberam aos grupos de produtos “Material de transporte terrestre e parte”” (37,2% em 2025 e 32,4% em 2024) e “Agro-alimentares” (26,3% e 28,2%, respectivamente).

Seguiram-se os grupos “Químicos” (9,2% e 9,5%), “Máquinas, aparelhos e partes” (7,6% e 10,7%), “Produtos acabados diversos”, (7,4% e 7,3%), “Têxteis e vestuário” (4,7% e 3,8%), “Madeira, cortiça e papel” (3,3% e 3,4%), “Minérios e metais” (2,4% e 3,2%), “Calçado, peles e couros” (1,8% e 1,3%) e “Aeronaves, embarcações e partes” (0,1% e 0,2%), sendo praticamente nulas as exportações de “Energéticos”.

No quadro seguinte constam, por Grupos de Produtos, os principais produtos exportados nos primeiros dez meses de 2024 e 2025, desagregados a quatro dígitos da Nomenclatura (NC/SH).




ANEXO


Alcochete, 5 de Janeiro de 2026.





segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Comércio Internacional Portugal-MERCOSUL 2020-24 e Jan-Outubro 2024-25

 

Comércio Internacional de Portugal
com os signatários
do Acordo UE-MERCOSUL
2020-2024
Janeiro-Outubro 2024-2025

                                  (disponível para download >> aqui )


1 – Nota introdutória

Analisa-se neste trabalho a evolução do comércio internacional de mercadorias de Portugal com os quatro países fundadores do MERCOSULl, signatários do Acordo de Parceria entre a União Europeia e o MERCOSUL que vai ser proximamente assinado após mais de duas décadas de negociações (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai).

Utilizam-se aqui dados de base do “Instituto Nacional de Estatística de Portugal” (INE) para os anos 2020-2024, em versão definitiva, e período de Janeiro-Outubro 2025, em versão preliminar, com última actualização em 10-12-2025.

Neste trabalho quando se refere MERCOSUL estão apenas incluídos os quatro países fundadores. Em anexo incluem-se dados relativos à Bolívia (Anexo-2), em processo final de adesão plena, e à Venezuela (Anexo-3), que se encontra suspensa desde 2016, por prazo indeterminado, por motivos de ordem técnica, política e económica.                     

2 – Comércio de Portugal com o Mercosul


2.1 Balança Comercial

Ao longo do último quinquénio e período de Janeiro-Outubro de 2024-2025 a Balança Comercial de Portugal com o MERCOSUL foi deficitária, com um saldo de -1,9 milhões de Euros nos primeiros dez meses de 2025 (-2,4 milhões no período homólogo do ano anterior), com um grau de cobertura das importações pelas exportações de 32,5%.

Neste período, face ao ano anterior, registaram-se decréscimos de -15,7% nas importações e de -9,9% nas exportações. 


2.2 -  Importação portuguesa por Grupos de Produtos

Os produtos relativos às importações e exportações (Nomenclatura NC/SH) foram aqui englobados em onze Grupos de Produtos, encontrando-se em anexo a definição do seu conteúdo (Anexo-1).

No período de Janeiro-Outubro de 2025 as principais importações portuguesas com origem no conjunto dos quatro países do MERCOSUL centraram-se no grupo de produtos “Energéticos” com 58,6% do Total (61,7% no ano anterior). Seguiu-se o grupo de produtos “Agro-alimentares” (24,6% e 21,7% no período homólogo de 2024. Com pesos muito inferiores alinharam-se depois os grupos “Madeira, cortiça e papel” (5,8% e 5,6%, respectivamente), “Aeronaves, embarcações e partes” (4,2% e 3,6%), “Químicos” (2,3% e 1,6%), “Máquinas, aparelhos e partes” (1,2% e 1,0%), “Têxteis e vestuário” (0,9% e 0,7%), “Minérios e metais” (0,7% e 2,7%), “Produtos acabados diversos” (0,6% e 0,5%), “Calçado, peles e couros” (0,6% e 0,5%) e “Material de transporte terrestre e partes” (0,5% e 0,3%).

No quadro seguinte relacionam-se, por grupos de produtos, os principais produtos importados, definidos a dois dígitos da Nomenclatura (Capítulos).


2.3 - Exportação portuguesa por Grupos de Produtos

No período em análise destacaram-se as exportações do grupo de produtos “Agro-alimentares” (52,3% e 58,1% no mesmo período de 2024). Seguiram-se os grupos “Aeronaves, embarcações e partes” (18,0% e 13,7%), “Máquinas, aparelhos e partes” (9,2% e 8,3%), “Químicos” (5,4% e 4,5%), “Minérios e metais” (4,3% e 4,1%), “Produtos acabados diversos” (2,9% e 2,8%), “Têxteis e vestuário” (2,2% nos dois anos), “Madeira, cortiça e papel” (2,1% e 1,9%), “Material de transporte terrestre e partes” (1,8% e 1,5%), “Energéticos” (1,7% e 2,8%) e “Calçado, peles e couros” (0,1% em ambos os anos).

No quadro seguinte relacionam-se, por grupos de produtos, os principais produtos exportados, definidos a dois dígitos da Nomenclatura (Capítulos).


2.4- Importação e Exportação dos Países-membros por Grupos                   de Produtos - Janeiro-Outubro 2024-2025

3 – Comércio de Portugal com os países do Mercosul

3.1 - Argentina




3.2 - Brasil




3.3 - Paraguai




3.4 – Uruguai





ANEXO-1



ANEXO-2
Bolívia






ANEXO-3
Venezuela




Alcochete, 29 de Dezembro de 2025.