quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Comércio Internacional Portugal-Espanha - 2012-2016 e 1º Semestre 2017


Comércio Internacional de mercadorias
de  Portugal com Espanha
- 2012 a 2016 e 1º Semestre de 2017 -
(disponível para download > aqui )

1 – Nota introdutória
A Espanha é o principal parceiro comercial de Portugal, tendo sido em 2016 o mercado de origem de cerca de 1/3 das importações globais (32,9%) e o destino de mais de 1/4 das exportações (25,9%).
Em 1985, ano anterior à adesão dos dois países à então Comunidade Económica Europeia (CEE), o peso de Espanha era, nas importações e nas exportações globais, respectivamente de 7,4% e 4,1%, para no ano da adesão subir já para 10,9% e 6,6%. A partir de então esse crescimento foi-se intensificando, estabilizando as importações em torno dos 32% a partir de 2009. Por sua vez decresceu o peso das exportações a partir de 2007, para voltar a aumentar sustentadamente após 2012.



Pretende-se aqui avaliar, com algum detalhe, a evolução das chegadas e das expedições de mercadorias de e para Espanha (que designaremos respectivamente por importações e exportações) nos últimos cinco anos (2012-2016) e no primeiro semestre de 2016-2017. Para o efeito, os produtos transaccionados foram agregados em 11 grupos de produtos, cujo conteúdo, em termos de Nomenclatura Combinada, se encontra definido em quadro anexo.
De acordo com dados disponíveis para 2015, as Comunidades Autónomas de Espanha que registaram as maiores quotas de importação das mercadorias portuguesas foram a Galiza (17,4%), Madrid (16,9%) e Catalunha (16,5%). Seguiram-se a Comunidade Valenciana (9,8%), Andaluzia (9,6%) e Castela e Leão (6,0%). 
Com quotas inferiores a 4,0% as restante Comunidades: País Basco, Castela-La Mancha, Aragão, Extremadura, Astúrias, Navarra, Múrcia, I.Canárias, La Rioja, Cantábria e I.Baleares.

2 – Balança Comercial
A Balança Comercial de mercadorias de Portugal com Espanha é deficitária, tendo o défice oscilado entre -7,2 e -7,9 mil milhões de Euros ao longo dos últimos cinco anos, com um grau de cobertura médio das importações pelas exportações da ordem dos 60%.
No 1º Semestre de 2017 o défice registou um crescimento de +12,3% face ao semestre homólogo do ano anterior, ao situar-se em -3,7 mil milhões de Euros, com um grau de cobertura de cerca de 66%.

Segue-se um conjunto de quadros e gráficos com a balança comercial por Grupos de Produtos no período 2012-2016 e 1º Semestre 2016-2017, e quota detida por Espanha em cada um dos grupos.
Como se pode observar, o único grupo de produtos em que o saldo da balança é positivo foi “Têxteis e vestuário”.


3 – Importações
O grupo de produtos com maior peso nas importações é “Agro-alimentares”, sempre acima de 20% na estrutura ao longo dos últimos cinco anos e no 1º Semestre do ano em curso (21,4%). Neste semestre alinharam-se depois os grupos “Químicos” (16,1%), “Máquinas, aparelhos e partes” (11,9%), “Minérios e metais” (11,4%) e “Material de transporte terrestre e partes” (10,3%). Com peso inferior a 10% seguiram-se os grupos “Produtos acabados diversos” (7,1%), “Têxteis e vestuário” (7,0%), “Energéticos” (6,8%), “Madeira, cortiça e papel” (5,3%), “Calçado, peles e couros” (2,3%) e “Aeronaves, embarcações e partes” (0,4%).

Nos gráficos seguintes encontra-se representada, por grupos de produtos, a variação em valor das importações originárias de Espanha ao longo do último quinquénio (2012=100).



3.1 – Principais acréscimos e decréscimos das importações
          no 1º Semestre de 2017, por grupos de produtos
No 1º Semestre de 2017 verificou-se um acréscimo de +985,0 milhões de Euros (M€) nas importações portuguesas de mercadorias provenientes de Espanha, face ao 1º semestre do ano anterior. Em todos os grupos de produtos se verificaram acréscimos nas importações, à excepção do grupo “Calçado, peles e couros”.
O maior aumento ocorreu no grupo de produtos “Agro-alimentares” (+258,2 M€), o grupo com maior peso no total, 21,4% e t.v.h. +12,6%, envolvendo, entre outras, importações de gorduras e óleos (+79,1 M€), principalmente azeite (+51,6 M€), carnes e miudezas comestíveis (+28,4 M€), em sua grande parte de suíno, peixe, crustáceos e moluscos (+25,5 M€), principalmente peixe congelado excepto filetes e moluscos, frutas (+21,3 M€), animais vivos (+15,8M€), principalmente suínos, produtos hortícolas (+15,6 M€) e vinho (+16,0 M€). O maior decréscimo incidiu nas importações de tabaco e seus sucedâneos manufacturados, como cigarros, cigarrilhas e charutos (-5,8 M€).
Seguiu-se o grupo “Energéticos” (+179,3 M€), com um peso de 6,8% na estrutura e t.v.h. +32,3%, com acréscimos principalmente nos produtos refinados do petróleo (+67,9 M€), energia eléctrica (+59,0 M€) e gás (+25,0 M€).
No grupo “Minérios e metais” (+160,9 M€), com um peso de 11,4% e t.v.h. +15,2%, destacam-se os aumentos verificados nas importações de ferro fundido, ferro e aço (+57,9 M€), como perfis, fio-máquina, barras e laminados, e de suas obras (+25,0 M€), de alumínio e suas obras (+43,2 M€), e de zinco e suas obras (+15,8 M€). Verificou-se um decréscimo nas importações de pedras preciosas e semipreciosas, metais preciosos e bijutarias à base destes materiais (-14,1 M€).
Seguiu-se o grupo “Material de transporte terrestre e partes” (+148,7 M€), 10,3% na estrutura e t.v.h. +15,5%, incidindo os acréscimos essencialmente nos automóveis de passageiros (+65,9 M€) e partes e acessórios de automóveis (+62,0 M€).
No grupo “Máquinas, aparelhos e partes” (+113,6 M€), com um peso no total das importações de 11,9% e t.v.h. +9,7%, destacam-se, entre os aparelhos mecânicos, os acréscimos nas importações de caixas de fundição e moldes (+30,0 M€), de máquinas automáticas para processamento de dados e suas unidades (+13,6 M€) e de torneiras e válvulas (+8,5 M€). Entre os aparelhos eléctricos (+26,6 M€) sobressaíram as de fios e cabos (+18,8 M€), de telefones e aparelhos de telecomunicação (+13,5 M€) e de partes de leitores, gravadores de som e vídeos (+10,4 M€).
Nos restantes grupos de produtos verificaram-se acréscimos de menor amplitude:
No grupo “Químicos” (+35,4 M€), com um peso na estrutura de 16,1% e t.v.h. +2,1%, os acréscimos incidiram principalmente na área dos plásticos e da borracha, designadamente pneus novos. Verificou-se um decréscimo significativo nas importações de produtos químicos inorgânicos (-49,9 M€), na sua quase totalidade compostos e amálgamas de ouro e também carbonatos, seguido de quebras nos produtos químicos orgânicos (-19,5 M€), principalmente compostos heterocíclicos de azoto, e nos sabões e ceras (-10,5 M€), com destaque para os primeiros;
No grupo “Produtos acabados diversos” (+34,3 M€), com peso de 7,1% no total e t.v.h. +4,7%, destacam-se os acréscimos nas importações o vidro e suas obras (+9,1 M€), de brinquedos e jogos (+8,7 M€), de aparelhos ópticos, de fotografia, de medida e precisão (+7,2 M€), de produtos cerâmicos (+6,0 M€) e de mobiliário, colchões, almofadas e candeeiros (+5,9M€);
No grupo “Madeira. Cortiça e papel” (+30,0 M€), com um peso de 5,3% na estrutura e t.v.h. +5,6%, sobressai um aumento no papel, cartão e suas obras (+22,1 M€), seguido da cortiça (+5,9 M€), tendo-se registado um decréscimo nas importações de livros e jornais (-6,9 M€);
No grupo “Aeronaves, embarcações e partes” (+25,6 M€), com um peso de apenas 0,4% na estrutura e t.v.h.+162,1%, o acréscimo verificado incidiu na sua quase totalidade em aeronaves;
O grupo “Têxteis e vestuário” (+14,2 M€), com um peso de 7,2% na estrutura e t.v.h. +1,9%, registou um acréscimo nas importações de vestuário de tecido (+14,9 M€) e um decréscimo nas aquisições de algodão, de lã e de filamentos sintéticos ou artificiais (-12,7 M€).
O único grupo de produtos em que se registou um decréscimo nas importações foi “Calçado, peles e couros” (-15,3 M€), 2,3% na estrutura e t.v.h. +4,7%, sendo superiores as quebras verificadas nas peles (-9,3 M€) às do calçado e suas partes (-7,1 M€).
4 – Exportações
O grupo com maior peso nas exportações é também aqui o dos produtos “Agro-alimentares”, com uma quota que oscilou entre 17,6% e 18,9% ao longo dos últimos cinco anos. 

No 1º Semestre de 2017 este grupo representou 15,9% do total (16,3% no Semestre homólogo). Alinharam-se depois, por ordem decrescente, os grupos “Químicos” (13,6%), “Têxteis e vestuário” (12,9%), “Minérios e metais” (12,4%)  e “Material de transporte terrestre e partes” (11,5%).
Com um peso inferior a 10% seguiram-se os grupos “Produtos acabados diversos” (9,1%), “Máquinas, aparelhos e partes” (8,6%), “Madeira, cortiça e papel” e “Energéticos” (6,9% cada), “Calçado, peles e couros” (1,9%) e “Aeronaves, embarcações e partes” (0,2%).
Nos gráficos que se seguem encontra-se representada, por grupos de produtos, a variação em valor das exportações com destino a Espanha ao longo do último quinquénio (2012=100).

4.1 – Principais acréscimos e decréscimos das exportações
          no 1º Semestre de 2017, por grupos de produtos
No 1º Semestre de 2017 verificou-se um acréscimo de +584,4 milhões de Euros (M€) nas exportações de mercadorias com destino a Espanha, face ao 1º Semestre do ano anterior.
O maior aumento ocorreu no grupo de produtos “Minérios e metais” (+152,7 M€), com um peso no total de 12,4% e t.v.h. +21,0%, envolvendo, entre outras, as exportações de ferro fundido, ferro ou aço e suas obras (+101,3 M€), principalmente desperdícios e sucata, laminados planos, fio-máquina e outros fios, construções, reservatórios, fios e cabos para uso não eléctrico, as de alumínio e suas obras (+32,9 M€), as de minérios, escórias e cinzas (+14,1 M€), com destaque para o minério de cobre, de cobre e suas obras (+8,5 M€), principalmente desperdícios, residuos e sucata, e as de chumbo e suas obras (+5,0 M€).
Os maiores decréscimos incidiram na platina em formas brutas (-14,8 M€), nos minérios de zinco (-8,6 M€) e no ferro fundido em formas primárias (-5,9 M€).
Seguiu-se o grupo “Energéticos” (+137,3 M€), com um peso de 6,9% e t.v.h. +39,3%, com acréscimos nos refinados de petróleo (+101,6 M€) e na energia eléctrica (+28,1 M€).
No grupo “Máquinas, aparelhos e partes” (+73,7 M€), com 8,6% na estrutura e t.v.h. +13,9%, destacam-se acréscimos nas exportações de máquinas e aparelhos mecânicos (+65,8 M€), como moldes e caixas de fundição, máquinas automáticas para processamento de dados e suas unidades, motores e máquinas motrizes, elevadores, escadas rolantes, transportadores e “robots” industriais, entre outros, e nas máquinas e aparelhos eléctricos (+7,8 M€), como receptores de rádio, partes de motores e geradores, quadros eléctricos e transformadores.
Os maiores decréscimos ocorreram nas exportações de partes de emissores, radares, receptores rádio e TV (-6,7 M€), de bombas de ar ou vácuo, compressores, ventiladores e exaustores (-5,6 M€) e de fios e cabos eléctricos ou de fibra óptica (-5,2 M€).
Seguiu-se o grupo dos produtos “Agro-alimentares” (+71,9 M€), com um peso de 15,9% no total e t.v.h. +6,8%. Os acréscimos mais significativos couberam às frutas (+33,3 M€), peixe, crustáceos e moluscos (+31,7 M€), produtos hortícolas (+10,4 M€), carnes e miudezas (+7,1 M€), preparações de carne, peixe, crustáceos e moluscos (+6,2 M€) e gorduras e óleos animais ou vegetais (+6,2 M€).
Os maiores decréscimos verificaram-se nas exportações de bebidas (-12,6 M€), com destaque para as águas minerais, de preparações à base de cereais e de leite (-5,7 M€), de plantas vivas e floricultura (-3,4 M€), de animais vivos (-3,2 M€), principalmente bovinos, e de cereais (-3,1 M€), principalmente milho mas também arroz.
No grupo “Químicos” (+44,2 M€), 13,6% na estrutura e t.v.h. +4,8%, sobressaem os plásticos e suas obras (+43,2 M€). Seguiram-se os produtos químicos orgânicos (+19,5 M€), como etileno, propileno e outros, e a borracha e suas obras (+9,7 M€), principalmente pneus novos.
O decréscimo mais significativo coube aos metais preciosos no estado coloidal, compostos e amálgamas (-48,4 M€), designadamente compostos de ouro.
Seguiu-se o grupo “Material de transporte terrestre e partes” (+42,2 M€), com 11,5% na estrutura e t.v.h. +5,4%, incidindo o acréscimo quase exclusivamente nos automóveis, tractores, ciclos e outros veículos terrestres , suas partes e acessórios (+42,2 M€). Destacam-se aqui as partes e acessórios de automóveis e tractores (+31,5 M€), veículos automóveis de passageiros, incluindo para 10 ou mais passageiros (+10,1 M€) e bicicletas e triciclos sem motor (+6,0 M€).
Neste 1º Semestre verificou-se uma quebra na exportação de veículos automóveis para o transporte de mercadorias (-6,7 M€).
Nos restantes grupos verificaram-se acréscimos de menor amplitude:
“Produtos acabados diversos” (+22,1 M€), com um peso de 9,1% e t.v.h. +3,5% inclui produtos muito diversificados, destacando-se entre os acréscimos os de mobiliário não médico (+8,9 M€) e entre os decréscimos os de assentos mesmo transformáveis em cama (-7,4 M€);
“Têxteis e vestuário” (+18,6 M€), com 12,9% na estrutura e t.v.h. +2,1%, com destaque para os aumentos no vestuário de tecido (+23,3 M€) nas e fibras sintéticas ou artificiais (+5,5 M€), incidindo o maior decréscimo no vestuário de malha (-14,2 M€);
“Madeira, cortiça e papel” (+10,8 M€), com um peso de 6,9% no total e t.v.h. +2,3%, registou acréscimos principalmente na cortiça e suas obras (+8,3 M€), no papel, cartão e suas obras (+5,3 M€), como caixas, sacos e embalagens, guardanapos, papel higiénico, lenços, fraldas e pensos, e na madeira e suas obras (+5,1 M€), principalmente obras de carpintaria para construção e ‘pellets’ de madeira. Entre os decréscimos detaca-se o das pastas de papel (-9,4 M€);
“Aeronaves, embarcações e partes” (+10,1 M€), com apenas 0,2% na estrutura e t.v.h. +138,2%, distribuindo-se os acréscimos por aeronaves, outros aparelhos aéreos e suas partes (+8,2 M€), essencialmente partes, e por embarcações (+1,8 M€), principalmente barcos para desporto ou recreio;
“Calçado, peles e couros” (+0,8 M€), com um peso de 1,9% e t.v.h. +0,6%, onde se registou um aumento nas exportações das obras de couro, bolsas e artigos de viagem (+1,7 M€) e um decréscimo no calçado (-0,6 M€) e também nas peles (-0,3 M€).

19 de Setembro de 2017

sábado, 9 de setembro de 2017

Série Mensal - Jul 2017 - Comércio Internacional

Comércio Internacional de mercadorias
- Série mensal -
Período acumulado de Janeiro a Julho de 2017

" Publicação disponível para download > aqui "



1 - Balança comercial
De acordo com dados preliminares divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), com última actualização em 8 de Setembro de 2017, nos primeiros sete meses de 2017 as exportações de mercadorias cresceram em valor +11,1% face ao mesmo período do ano anterior (+3243 milhões de Euros), a par de um acréscimo das importações de +14,1% (+4920 milhões de Euros).
As exportações para o espaço comunitário (expedições) registaram um aumento de +7,9% (+1762 milhões de Euros), ao mesmo tempo que as exportações para os países terceiros cresceram +21,8% (+1481 milhões de Euros). Por sua vez, as importações de mercadorias provenientes dos parceiros comunitários (chegadas) aumentaram +10,6% (+2907 milhões de Euros), com as importações originárias dos países terceiros a crescerem +26,6% (+2013 milhões de Euros). 
Na sequência deste comportamento, o défice comercial externo (Fob-Cif) aumentou +28,9%, ao situar-se em -7479 milhões de Euros (um acréscimo de 1676 milhões, cabendo 1145 milhões ao comércio intracomunitário e 532 milhões ao extracomunitário). Em termos globais, o grau de cobertura (Fob/Cif) das importações pelas exportações nos sete primeiros meses do ano desceu de 83,4%, em 2016, para 81,2%, em 2017.


A variação do preço de importação do petróleo repercute-se também, naturalmente, no valor das exportações de produtos energéticos, e logo na balança comercial. O valor médio unitário de importação do petróleo, que nos sete primeiros meses de 2016 se situou em 260 Euros/Ton, subiu para 347 Euros/Ton no mesmo período de 2017.

Para além da variação da cotação internacional do barril de petróleo, medida em dólares, a variação da cotação do dólar face ao Euro é também um dos factores determinantes da evolução do seu preço em Euros.

Se excluirmos do total das importações e das exportações o conjunto dos produtos “Energéticos” (respectivamente 11,4% e 7,1% no período Janeiro-Julho de 2017), o grau de cobertura (Fob-Cif) das importações pelas exportações dos restantes produtos desce de 86,4% para 85,2%, com o aumento do défice, em termos homólogos, a descer de +28,9% para +20,7%.

2 – Evolução mensal


3 – Mercados de destino e de origem
3.1 - Exportações
No período acumulado de Janeiro a Julho de 2017, as exportações nacionais para a UE (expedições), que representaram 74,5% do total (76,7% em 2016), cresceram em valor +7,9%, contribuindo com +6,1 pontos percentuais (p.p.) para uma taxa de crescimento global de +11,1%.
As exportações para o espaço extracomunitário, que representaram 25,5% do total em 2017 (23,3% em 2016), registaram um crescimento em valor de +21,8%, contribuindo com +5,1 p.p. para a taxa de crescimento global. 

Os principais mercados de destino das nossas mercadorias em 2017 foram a Espanha (25,4%), a França (12,8%), a Alemanha (11,3%), o Reino Unido (6,7%), os EUA (5,2%), os Países Baixos (4,0%), a Itália (3,6%), Angola (3,2%), a Bélgica (2,4%), a China (1,5%) e Marrocos (1,4%), conjunto de países que absorveu 77,6% das nossas exportações.
Angola, o segundo mercado de destino das exportações para os países terceiros depois dos EUA, que vinha apresentando no passado recente sucessivos decréscimos em termos homólogos nas exportações na quase totalidade dos 11 grupos de produtos considerados, registou nos sete primeiros meses do ano um aumento global de +48,4%, com decréscimos em apenas dois dos grupos, designadamente “Energéticos” (-6,4%), e “Aeronaves, embarcações e partes” (-73,8%), principalmente barcos de pesca.

Entre os trinta principais países de destino, os maiores contributos positivos para o ‘crescimento’ das exportações no período em análise (+11,1%), couberam a Espanha (+1,8 p.p.), Angola (+1,2 p.p.), França e EUA (+1,0 p.p. cada), Países Baixos e Itália (+0,6 p.p. cada), Alemanha (0,5 p.p.), China e Brasil (+0,4 p.p. cada). O maior contributo negativo coube à Argélia (-0,5 p.p.).

O maior acréscimo no valor das exportações para o espaço comunitário (expedições), em termos homólogos, verificou-se em Espanha, seguindo-se a França, Países Baixos, Itália, Alemanha, e Provisões de Bordo. Com menor expressão alinharam-se o Reino Unido, a Bélgica, a Polónia, a Roménia, o Luxemburgo, a Eslováquia e a Finlândia. O maior decréscimo coube à Irlanda.

Entre os Países Terceiros, os maiores acréscimos ocorreram nas exportações para Angola e EUA, serguidos do Brasil, China, Taiwan, Marrocos, Paquistão, Gibraltar, México e Israel.
Os maiores decréscimos couberam à Argélia, seguida de Moçambique, Djibuti, Macau, Togo e Líbia.

3.2 - Importações
No período de Janeiro a Julho de 2017, as importações com origem na UE (chegadas), que representaram 76,0% do total (78,3% em 2016), contribuíram com +8,3 p.p., para uma taxa de crescimento global de +14,1%.

As importações com origem no espaço extracomunitário registaram um acréscimo de +26,6%, representando 24,0% do total (21,7% no período homólogo de 2016), com um contributo para o crescimento de +5,8 p.p.. 

Os principais mercados de origem das importações nos sete primeiros meses do ano foram a Espanha (31,7%), a Alemanha (13,7%) e a França (7,5%). Seguiram-se a Itália (5,6%), os Países Baixos (5,2%), a China (2,9%), a Bélgica (2,8%), o Reino Unido (2,7), a Federação Russa (2,4%), o Brasil (1,9%) e os EUA (1,7%), conjunto de países que representou 77,8% das nossas importações totais.

Entre os maiores contributos positivos para o crescimento das importações (+14,1%) destacam-se a Espanha (+3,2 p.p.), a Alemanha (+2,0%) e a Federação Russa (+1,2 p.p.). Seguiram-se os Países Baixos e a Itália (+0,8 p.p. cada), a França (+0,7 p.p.), a Arábia Saudita (+0,5 p,p,), o Azerbaijão e a China (0,4 p.p. cada).


Por sua vez, os maiores contributos negativos couberam a Angola (-0,8 p.p.) e, com cerca de -0,1 p.p. cada, à Irlanda, Argélia e Rep. Checa.
Nas duas figuras seguintes relacionam-se os maiores decréscimos e acréscimos das importações com origem intracomunitária e nos países terceiros.


4 – Saldos da Balança Comercial
No período em análise, o maior saldo positivo da balança comercial (Fob-Cif) coube a França (+1156 milhões de Euros), seguida dos EUA (+1082 milhões), do Reino Unido (+1077 milhões), de Angola (+931 milhões) e de Marrocos (+370 milhões de Euros).
O maior défice, a grande distância dos restantes, pertenceu a Espanha (-4397 milhões de Euros), seguido dos da Alemanha (‑1800 milhões), da Itália (‑1053 milhões), da Rússia (‑857 milhões) e dos Países Baixos (-768 milhões de Euros).

5 – Evolução por grupos de produtos
5.1 – Exportações
Os capítulos da Nomenclatura Combinada (NC-2 Ξ SH-2) em uso na União Europeia, foram aqui agregados em 11 grupos de produtos (ver Anexo).
Os grupos com maior peso nas exportações de mercadorias no período em análise de 2017, representando 80,3% do total, foram “Máquinas, aparelhos e partes” (15,5% do total, com uma taxa de variação homóloga de +13,4%), “Químicos” (13,0% e TVH +10,1%), “Agro-alimentares” (11,9% e TVH +13,1%) “Material de transporte terrestre e partes” (10,8% e TVH +5,3%), “Têxteis e vestuário” (9,9% e TVH +4,2%), “Minérios e metais” (9,7% e TVH +14,5%) e “Produtos acabados diversos” (9,5% e TVH +10,5%).
Registaram-se acréscimos em valor, em termos homólogos, em todos os grupos de produtos. Os maiores aumentos, em Euros, ocorreram nos grupos “Energéticos” (+664 milhões), “Máquinas, aparelhos e partes” (+593 milhões), “Agro-alimentares” (+449 milhões), “Minérios e metais” (+398 milhões de Euros) e “Químicos” (+383 milhões).

5.2 – Importações
No mesmo período, os grupos de produtos com maior peso nas importações, representando 72,3% do total, foram “Máquinas, aparelhos e partes” (16,7%, com uma taxa de variação homóloga em valor de +15,9%) “Químicos” (16,5% do total e TVH de +8,3%), “Agro-alimentares” (15,1% e TVH de +10,2%), “Material de transporte terrestre e partes” (12,6% e TVH de +10,3%) e “Energéticos” (11,4% e TVH de +46,5%).
Os maiores acréscimos, em Euros, couberam aos grupos “Energéticos” (+1447 milhões), “Máquinas, aparelhos e partes” (+909 milhões), “Minérios e metais” (+629 milhões), “Agro-alimentares” (+556 milhões), “Químicos” (+502 milhões de Euros) e “Material de transporte terrestre e partes” (+470 milhões de Euros). 

6 – Mercados por grupos de produtos
6.1 – Exportações
Entre os mercados de destino das exportações de mercadorias, a Espanha ocupou nos primeiros sete meses de 2017 a primeira posição em 8 dos 11 grupos de produtos com 25,4% do total, ocorrendo as excepções nos grupos “Calçado, peles e couros” (4ª posição), “Máquinas, aparelhos e partes” (2ª posição) e “Aeronaves, embarcações e partes” (4ª posição).

Seguiram-se no “ranking” a França (12,8%), a Alemanha (11,3%), o Reino Unido (6,7%), os EUA (5,2%), os Países Baixos (4,0%), a Itália (3,6%), Angola (3,2%), a Bélgica (2,4%) e China (1,5%). Estes dez países cobriram 76,2% das exportações totais.
6.2 – Importações

Nesta vertente do comércio internacional, a Espanha ocupou o primeiro lugar em sete dos onze grupos de produtos, com 31,7% do total, sendo as excepções os grupos “Energéticos” (2ª posição), a seguir à Rússia, “Máquinas, aparelhos e partes” (2ª posição), precedido da Alemanha, “Material de transporte terrestre e partes”, (2ª posição), depois da Alemanha, e “Aeronaves, embarcações e partes”, em que ocupou o 4º lugar, antecedida de Singapura, EUA e Brasil.
Seguiram-se a Alemanha (13,7%), a França (7,5%), a Itália (5,6%), os Países Baixos (5,2%), a China (2,9%), a Bélgica (2,8%), o Reino Unido (2,7%), a Rússia (2,4%) e o Brasil (1,9%). Estes dez países cobriram 76,3% das importações totais.

9 de Setembro de 2017


terça-feira, 29 de agosto de 2017

Pesca - Import / Export (1º Semestre 2016 e 2017)

Comércio Internacional de pescado,
conservas e outros produtos do mar
- 1º Semestre de 2016 e 2017 -

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1 – Nota introdutória

Portugal é detentor de uma das maiores Zonas Económicas Exclusivas (ZEE), abrangendo actualmente mais de 1,7 milhões de Km2. Contudo, a balança comercial de pescado, conservas e outros produtos do mar é deficitária.
No presente trabalho pretende-se analisar a evolução das trocas comerciais portuguesas com o exterior entre o 1º Semestre de 2016 e de 2017, a partir de dados de base divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), para os seguintes agregados:
- Peixe, crustáceos, moluscos e outros invertebrados aquáticos;
- Conservas de peixe, crustáceos e moluscos;
- Gorduras e óleos de peixe e de mamíferos marinhos;
- Produtos da pesca impróprios para a alimentação humana;
- Sal, águas-mãe de salinas e algas;
- Extractos e sucos de carnes de peixe, crustáceos, moluscos e outros
  invertebrados aquáticos.
2- Peso do sector no comércio internacional global

As exportações portuguesas de pescado, conservas e outros produtos do mar, que no 1º Semestre de 2016 representaram 1,9% das exportações globais, viram o seu peso subir para 2,1% no 1º Semestre do ano em curso. Por sua vez o peso das importações destes produtos no total, com um valor quase duplo do das exportações, decresceu ligeiramente entre os dois semestres, de 3,1% para 3,0%.

3 – Balança Comercial

De acordo com os dados disponíveis, com última actualização em 9/8/2017, as importações cresceram +11,5% entre o 1º Semestre de 2016 e de 2017 (+106 milhões de Euros), com as exportações a aumentarem a um ritmo mais vigoroso, +19,1% (+92 milhões de Euros). O grau de cobertura das importações pelas exportações subiu de 52,2% para 55,8%, contudo, sendo o valor das importações quase duplo do das exportações, o défice da balança comercial aumentou +3,2%, situando-se em 2017 em -456 milhões de Euros.



O bacalhau, muito utilizado na alimentação dos portugueses, pesa cerca de 30% no conjunto das importações e 10% nas exportações. Se o excluirmos da balança comercial, o défice em 2017 é ainda significativo, -225 milhões de Euros.
Entre os agregados de produtos aqui considerados destacam-se, nas duas vertentes comerciais, o “Peixe”, os “Crustáceos, moluscos e outros invertebrados aquáticos” e as “Conservas de peixe, crustáceos e moluscos”, este último o único agregado em que o saldo da balança comercial foi positivo.


4 – Importações

Nas importações de “Peixe” assumem particular relevância as de “Peixe seco, salgado, em salmoura ou fumado”, constituídas essencialmente por bacalhau, que no 1º Semestre de 2017 ultrapassaram os 200 milhões de Euros, ou seja, cerca de 30% do total do peixe importado.



O principal fornecedor de pescado, conservas e outros produtos do mar a Portugal foi a Espanha (35,6% em 2017), seguida da Suécia (12,9%), dos Países Baixos (11,9%) e da China (4,2%).


Os fornecimentos da Suécia reportam-se em sua grande parte a bacalhau.
Sabe-se que a maior parte do bacalhau consumido em Portugal tem origem na Noruega, país extracomunitário limítrofe da Suécia. Contudo, de acordo com os dados estatísticos disponibilizados pelo INE, foram nulas as importações de bacalhau provenientes da Noruega no 1º Semestre do ano em curso, tudo indicando que a posição da Suécia reside no facto de ser este um país de “introdução em livre prática” na União Europeia do bacalhau destinado a Portugal, após serem pagos os direitos aduaneiros a que houver lugar e cumpridas as condições de importação.
Das figuras seguintes constam os principais mercados de origem das importações nas três áreas dominantes, com indicação do seu peso na importação global proveniente de cada mercado.





5 – Exportações

As maiores exportações incidiram no “Peixe”, principalmente congelado, mas também fresco, refrigerado e filetes. Seguiram-se as de “Crustáceos, moluscos e outros invertebrados aquáticos”, com destaque para os moluscos, e as “Conservas de peixe, crustáceos e moluscos, com destaque para as de peixe.



Reduzida expressão tiveram as exportações de “Gorduras e óleos de peixe e mamíferos marinhos”, de “Produtos da pesca impróprios para a alimentação humana”, centrados nas farinhas, pós e “pellets”, e de “Extratos e sucos de carnes de peixe, crustáceos, moluscos e outros invertebrados aquáticos”.

O principal mercado de destino das exportações em análise foi a Espanha, com 54,7% do total em 2017, seguida da Itália (12,0%), França (9,1%), Brasil (6,6%), Reino Unido (3,5%), EUA (2,5%) e Angola (1,9%).


Das figuras seguintes constam os principais mercados de destino das exportações nas três áreas dominantes, com indicação do seu peso na exportação global para cada mercado.





      Alcochete, 1 de Setembro de 2017.


quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Índices do Comércio Internacional - Jan-Jun 2017

Taxas de variação homóloga
em valor, volume e preço
por grupos e subgrupos de produtos

(Janeiro a Junho de 2017/2016)

" Publicação disponível para download > aqui"



1 - Nota introdutória
O presente trabalho visou o cálculo de indicadores de evolução em valor volume e preço do comércio internacional português de mercadorias no período de Janeiro a Junho de 2017, face ao período homólogo do ano anterior.
Os índices de preço, do tipo Paasche, utilizados depois como deflatores dos índices de valor para o cálculo dos correspondentes índices de volume, foram calculados a partir de dados de base elementares divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) para o primeiro semestre de 2017, em primeira versão preliminar, sendo preliminar também a versão dos correspondentes dados de 2016.
Na comparação entre os dois anos, foram tomadas em consideração as numerosas alterações pautais da Nomenclatura Combinada verificadas entre 2016 e 2017, envolvendo 405 agregados de produtos a 8 dígitos, num total de 1434 posições pautais para o conjunto dos dois anos.
Para o cálculo dos índices de preço as posições pautais a oito dígitos da Nomenclatura Combinada (NC-8), relativas às importações e exportações com movimento no período em análise, foram agregadas em 11 grupos de produtos e 38 subgrupos (ver Anexo).

2 – Nota metodológica
O método utilizado no cálculo dos índices de preço de Paasche deste trabalho assenta na selecção de uma amostra representativa do comportamento dos preços de cada subgrupo de produtos, que integram produtos com relativa homogeneidade, posteriormente ponderados para o cálculo do índice dos respectivos grupos, por sua vez ponderados para o cálculo do índice do total.
Os índices de preço de cada subgrupo são obtidos a partir de uma primeira amostra automática construída com base nos produtos com movimento nos dois períodos em análise, dentro de um intervalo definido por métodos estatísticos.
Segue-se uma análise crítica, que pode incluir, entre outros, o recurso à evolução do preço das matérias-primas que entram na manufactura de um dado produto, como indicador de consistência de um determinado índice que, apesar de um comportamento aparentemente anormal, pode ser incluído na amostra.
Mais frequentemente procede-se à desagregação por mercados de origem ou de destino de posições pautais com peso relevante que se encontram fora do intervalo, incluindo-se na amostra do subgrupo aqueles que apresentam um comportamento coerente na proximidade do intervalo encontrado. 
Também produtos dominantes incluídos no intervalo e decisivos para o índice do subgrupo podem ser desagregados e considerados por mercados se, através de uma análise crítica, forem encontrados desvios sensíveis entre eles.

3 – Balança Comercial
De acordo com os dados preliminares utilizados, o défice da balança comercial de mercadorias no primeiro semestre de 2017 aumentou +26,3% face ao ano anterior, com o grau de cobertura das importações pelas exportações a descer de 83,1%, em 2016, para 81,4%, em 2017.


As importações (somatório das chegadas de mercadorias provenientes do espaço comunitário com as importações originárias dos países terceiros), com um acréscimo em valor de +14,5%, terão registado um aumento em volume de +9,3% e um acréscimo em preço de +4,7%.
Por sua vez, o acréscimo em valor de +12,1% das exportações terá resultado de um incremento em volume de +9,2%, com o preço a crescer +2,7%.
Na presente conjuntura, dada a evolução do preço do petróleo, torna-se conveniente atentarmos na evolução do nosso comércio internacional quando excluído dos produtos do grupo “Energéticos”


De acordo com os dados disponíveis, as importações, com exclusão dos produtos energéticos, terão registado acréscimos em valor, volume e preço respectivamente de +11,4%, +9,2% e +2,0%.
Por sua vez, as exportações terão averbado um aumento em valor de +10,0%, em resultado de num incremento em volume também de +9,2% e de um aumento do preço de +0,7%.
O défice da balança comercial cresceu +20,2%, com o grau de cobertura das importações pelas exportações a descer de 86,2% para 85,1%.
A evolução em volume das exportações constitui uma medida da capacidade produtiva da indústria, tendo-se verificado no período em análise uma taxa de crescimento de +9,2%, incluindo-se ou não os produtos “Energéticos”. 


Nos primeiros seis meses de 2017, o saldo da balança comercial foi positivo em quatro dos onze grupos de produtos considerados, que representaram 30,8% das exportações e 17,6% das importações totais, designadamente: “Madeira, cortiça e papel”, “Têxteis e vestuário”, “Calçado, peles e couros” e “Produtos acabados diversos”.


4 – Importações

No primeiro semestre de 2017, os grupos de produtos com maior peso nas importações de mercadorias foram: “Máquinas, aparelhos e partes” (16,6% do total), “Químicos” (16,5%), “Agro-alimentares” (15,1%), “Material de transporte terrestre e partes” (12,7%) e “Energéticos” (11,3%).
De acordo com os cálculos efectuados, todos os grupos de produtos registaram taxas de crescimento em valor positivas, com destaque para o grupo “Energéticos” (+46,7%).


Por sua vez, à excepção do grupo “Calçado, peles e couros” (-0,7%), em todos os restantes grupos se verificaram taxas de crescimento em volume positivas, com destaque para as “Máquinas, aparelhos e partes” (+19,5%).
Na óptica da evolução em preço, exceptuando os grupos “Máquinas, aparelhos e partes” (-1,4%), “Têxteis e vestuário” (‑0,9%) e “Madeira, cortiça e papel” (‑0,7%), todos os restantes acusaram aumentos, sobressaindo o grupo “Energéticos” (+32,7%), seguido do grupo “Minérios e metais” (+12,1%).
No quadro seguinte encontram-se relacionados, por grupos e subgrupos de produtos, os respectivos valores, estrutura e indicadores de valor, volume e preço.




5 – Exportações

No primeiro semestre de 2017, os grupos de produtos com peso a dois dígitos nas exportações de mercadorias foram: “Máquinas, aparelhos e partes” (15,4% do total), “Químicos” (13,0%), “Agro-alimentares” (12,3%) e “Material de transporte terrestre e partes” (10,9%).
Em todos os grupos de produtos se registaram crescimentos em valor, com destaque para o grupo “Energéticos” (+49,1%), seguido dos grupos “Minérios e metais” (+15,3%), “Agro-alimentares” (+14,8%), “Máquinas, aparelhos e partes” (+13,0%), "Químicos" (+10,6%) e “Produtos acabados diversos” (+10,2%). Também em volume ocorreram aumentos em todos os grupos de produtos, com taxas de crescimento a dois dígitos nos grupos “Máquinas, aparelhos e partes” (+15,7%), “Agro-alimentares” (+12,5%), “Químicos” (+12,4%) e “Produtos acabados diversos” (+11,6%).
Verificaram-se decréscimos em preço nos grupos “Máquinas, aparelhos e partes” (‑2,3%), “Químicos” (-1,6%) “Produtos acabados diversos (-1,3%) e “Calçado, peles e couros” (-0,3%). Os maiores acréscimos ocorreram nos grupos “Energéticos” (+36,8%) e “Minérios e metais” (+8,5%).



No quadro seguinte encontram-se relacionados, por grupos e subgrupos de produtos, os respectivos valores, estrutura e indicadores de valor, volume e preço.



6 – Representatividade da amostra

A representatividade da amostra global de cada uma das vertentes comerciais, que serviu de base ao cálculo dos índices de preço de Paasche no 1º semestre de 2016 e 2017, foi de 89,3% e 88,2% nas importações e de 92,6% e 91,1% nas exportações.



Na figura seguinte encontra-se definido o conteúdo dos grupos e subgrupos de produtos aqui considerados, com base na Nomenclatura Combinada em uso na União Europeia.


24 de Agosto de 2017