domingo, 28 de novembro de 2021

Índices do Comércio Internacional - Janeiro a Setembro 2021/2020

 

Comércio internacional de mercadorias
Taxas de variação homóloga
em Valor, Volume e Preço
por Grupos e Subgrupos de produtos
(Janeiro-Setembro 2021/2020)

                                                 ( disponível para download  >> aqui )

1 - Nota introdutória

Apresentam-se neste trabalho indicadores de evolução em valor, volume e preço das importações e das exportações portuguesas de mercadorias no período acumulado de Janeiro a Setembro de 2021, face ao período homólogo de 2020.

Para o cálculo dos índices de preço, as posições pautais a oito dígitos da Nomenclatura Combinada (NC-8), relativas às importações e às exportações de mercadorias com movimento nos dois anos, foram agregadas em 11 grupos e 38 subgrupos de produtos afins (ver Anexo).

Os índices de preço, do tipo Paasche, utilizados como deflatores dos índices de valor para o cálculo dos correspondentes índices de volume, foram calculados a partir de dados de base elementares constantes do Portal do Instituto Nacional de Estatística (INE) em versão definitiva para 2020 e preliminar para 2021, com última actualização em 9 de Novembro de 2021.

2 – Nota metodológica

O método utilizado para o cálculo dos índices de preço de Paasche das importações e exportações de mercadorias, assenta na selecção de uma amostra representativa do comportamento dos preços de cada subgrupo de produtos, índices posteriormente ponderados para o cálculo dos índices dos respectivos grupos de produtos, e estes por sua vez ponderados para o cálculo do índice do Total.  

Os índices de preço de cada subgrupo são obtidos a partir de uma primeira amostra automática, construída com base no universo dos produtos com movimento nos dois períodos em análise e respeitando as alterações pautais anualmente introduzidas na Nomenclatura Combinada em uso na União Europeia, dentro de um intervalo calculado por métodos estatísticos.

Segue-se uma análise crítica, que pode incluir, entre outros, o recurso à evolução do preço das matérias-primas utilizadas na manufactura de um dado produto, como indicador de consistência de um determinado índice que, apesar de um comportamento aparentemente anormal, pode vir a ser incluído na amostra.

Mais frequentemente procede-se à desagregação por mercados de origem e de destino de posições pautais de países que, detendo um peso relevante, se encontram fora do intervalo considerado, incluindo-se na amostra do subgrupo os índices relativos ao conjunto dos países que apresentarem um comportamento coerente na proximidade do intervalo previamente calculado.

3 – Balança Comercial

De acordo com os dados disponíveis para os primeiros nove meses do ano, o défice da balança comercial de mercadorias aumentou +10,8% face ao período homólogo do ano anterior, com o grau de cobertura das importações pelas exportações a aumentar de 78,0% para 79,3%. As importações (somatório das ‘chegadas’ de mercadorias provenientes do espaço comunitário com as importações originárias dos países terceiros), com um acréscimo em valor de +18,1%, terão registado um aumento em volume de +13,2% e um acréscimo em preço de +4,3%. Por sua vez, o aumento em valor de +20,1% verificado nas exportações (somatório das ‘expedições’ intracomunitárias com as exportações para os países terceiros) terá resultado de um acréscimo em volume de +14,1%, com o preço a crescer +5,3%.


Excluindo os produtos “Energéticos das importações e das exportações, o défice da balança comercial em 2021 ter-se-á situado em -8,5 mil milhões de Euros, contra -12,2 mil milhões em termos globais. Por sua vez o grau de cobertura das importações pelas exportações sobe de 79,3%, em termos globais, para 83,7%. De acordo com os dados disponíveis, as importações, excluindo os produtos “Energéticos”, terão registado taxas de variação em valor, volume e preço respectivamente de +15,8%, +13,8% e +1,7%. Por sua vez, as exportações terão averbado um acréscimo em valor de +18,4%, em resultado de um aumento em volume de +14,3%, com o preço a aumentar +3,6%.


Em 2021, o saldo da balança comercial foi positivo em cinco dos onze grupos de produtos considerados, que representaram 41,4% das exportações e 26,0% das importações totais, designadamente “Madeira, cortiça e papel”, “Têxteis e vestuário”, “Calçado, peles e couros”, “Material de transporte terrestre e partes” e “Produtos acabados diversos”.

4 – Importações

Em 2021 os grupos de produtos com peso a dois dígitos nas importações de mercadorias foram: “Químicos” (19,2%), “Máquinas, aparelhos e partes” (18,4%), “Agro-alimentares” (14,8%) e “Energéticos” (11,0%). Seguiram-se os grupos “Material de transporte terrestre e partes” e ”Minérios e metais” (9,8% cada), “Produtos acabados diversos” (6,3%), “Têxteis e vestuário” (5,1%), “Madeira, cortiça e papel” (3,2%), “Calçado, peles e couros” (1,6%) e “Aeronaves, embarcações e partes” (0,9%).


O grupo “Aeronaves, embarcações e partes”, para que não foram calculados índices de preço e de volume, foi o único, entre os onze grupos, que em 2021 registou uma taxa de variação homóloga em Valor negativa (-39,9%). 

Foram positivas em todos os restantes dez grupos as taxas de variação em Volume, ocorrendo os maiores acréscimos nos grupos “Minérios e metais” (+21,2%), “Máquinas, aparelhos e partes” (+20,0%), “Químicos” (+19,8%), “Madeira, cortiça e papel” (14,9%), “Produtos acabados diversos” (+14,7%) e “Material de transporte terrestre e partes” (+14,1%).

Na óptica do preço verificaram-se decréscimos em apenas três dos grupos: “Máquinas, aparelhos e partes” (-3,5%), “Material de transporte terrestre e partes” (-2,8%) e “Calçado, peles e couros” (-1,6%).

Entre os acréscimos destacaram-se os verificados nos grupos “Energéticos” (+31,9%) e “Minérios e metais” (+16,0%).

5 – Exportações

Em 2021 os grupos de produtos com peso a dois dígitos nas exportações de mercadorias foram “Máquinas aparelhos e partes” (14,5%), “Químicos” (13,8%), “Agro-alimentares” (12,9%), “Material de transporte terrestre e partes” (12,5%), e “Minérios e metais” (10,8%).

Seguiram-se os grupos “Produtos acabados diversos” (9,5%), “Têxteis e vestuário” (8,7%), “Madeira, cortiça e papel” (7,4%), “Energéticos” (6,0%), “Calçado, peles e couros” (3,3%) e “Aeronaves, embarcações e partes” (0,6%).




Em 2021, à excepção do grupo “Aeronaves, embarcações e partes” (-9,1%), não constante dos gráficos por não ser, à semelhança das importações, objecto de cálculo dos índices de volume e preço, verificaram-se acréscimos em valor nos restantes grupos.

 Os maiores acréscimos incidiram nos grupos “Energéticos” (+53,8%), “Minérios e metais” (+38,4%), “Material de transporte terrestre e partes” (+29,9%), “Químicos” (+25,1%) e “Máquinas, aparelhos e partes” (+22,0%).

Seguiram-se os grupos “Madeira, cortiça e papel” (+17,6%), “Têxteis e vestuário” (+16,.4%), “Produtos acabados diversos” (+15,6%), “Calçado, peles e couros” (+11,1%), “Agro-alimentares” (+10,4%) e “Material de transporte terrestre e partes” (+10,3%)

Em volume, verificaram-se igualmente acréscimos em todos os grupos de produtos, com destaque para “Máquinas, aparelhos e partes” (+22,9%), “Produtos acabados diversos” (+20,0%), “Químicos” e “Minérios e metais” (+17,2%).

Seguiram-se os grupos “Têxteis e vestuário” (+13,5%), “Madeira, cortiça e papel” (+12,4%), “Calçado, peles e couros” (+10,5%), “Energéticos” (+10,4%), “Material de transporte terrestre e partes” (+8,0%) e “Agro-alimentares” (+7,1%).

No âmbito do preço verificaram-se acréscimos das exportações em oito dos grupos de produtos, com destaque para “Energéticos” (+39,3%) e “Minérios e metais” (+18,1%).

Seguiram-se os grupos “Químicos” (+6,7%), “Madeira, cortiça e papel” (+4,7/), “Agro-alimentares” (+3,1%), “Têxteis e vestuário” (+2,6%), “Material de transporte terrestre e partes” (+2,1%) e “Calçado, peles e couros” (+0,5%).

Os decréscimos incidiram nos grupos “Produtos acabados diversos” (-3,6%) e “Máquinas, aparelhos e partes” (-0,8%).

6 – Representatividade das amostras

Como se pode observar no quadro seguinte, a representatividade das amostras globais das importações e das exportações, que serviram de base ao cálculo dos índices de preço de Paasche foi, em cada um dos anos, respectivamente superior a 87% e a 89%.

Por grupos de produtos, a representatividade foi sempre superior a 80%, à excepção na importação do grupo “Químicos”, em 2021 (79,7%) e na exportação do grupo “Máquinas, aparelhos e partes”, em 2021 (79,6%).


Alcochete, 28 de Novembro de 2021.




segunda-feira, 15 de novembro de 2021

Acréscimos e decréscimos das exportações - Setembro de 2021 - Produtos e mercados

 

Acréscimos e Decréscimos
das Exportações
por Produtos e Mercados
Evolução Mensal - Setembro de 2021

( disponível para download  >> aqui )

1 - Nota introdutória

Analisa-se neste trabalho onde incidiram os maiores acréscimos e decréscimos das exportações portuguesas de mercadorias, por produtos e por mercados, no período acumulado de Janeiro a Setembro e no mês autónomo de Setembro de 2021, face aos períodos homólogos de 2020. Analisa-se também a evolução comparada do valor das exportações mensais não acumuladas, por grupos de produtos, de Janeiro de 2020 a Setembro de 2021. São para este efeito utilizados dados de base divulgados no portal do Instituto Nacional de Estatística (INE), em versão definitiva para 2020 e preliminar para 2021, com última actualização em 9 de Novembro de 2021.

2 – Exportações no período acumulado de Janeiro a Setembro de 2020-2021

No período acumulado de Janeiro a Setembro de 2021 as exportações de mercadorias cresceram em valor +20,1% face ao mesmo período de 2020 (+7,8 mil milhões de Euros). À excepção do grupo “Aeronaves, embarcações e partes” (-29 milhões de Euros), registaram-se acréscimos nos restantes dez grupos de produtos considerados (definição do conteúdo dos grupos em Anexo), sendo por ordem decrescente de valor: “Minérios e metais” (+1,4 mil milhões), “Químicos” (+1,3 mil milhões), “Máquinas, aparelhos e partes” (+1,2 mil milhões), “Energéticos” (+975 milhões), “Produtos acabados diversos” (+602 milhões), Agro-alimentares” e “Têxteis e vestuário”  (+569 milhões cada), “Material de transporte terrestre e partes” (+546 milhões), “Madeira, cortiça e papel” (+519 milhões) e “Calçado, peles e couros” (+152 milhões).

Considerando a partição entre espaço Intra UE-27 (Reino Unido e Irlanda NT, excluído) e espaço Extra-UE, verifica-se que neste período, no seio da Comunidade, as exportações (expedições), que representaram 71,1% do Total em 2021, cresceram +19,3% face ao ano anterior (+5,4 mil milhões de Euros).

Por sua vez, para fora da Comunidade as exportações registaram um aumento de +22,1% (+2,4 mil milhões de Euros). 

Em termos globais, os maiores acréscimos couberam a Espanha (+2,5 mil milhões de Euros) e à França (+822 milhões). Seguiram-se os EUA (+673 milhões), a Alemanha (+456 milhões),  a Itália (+413 milhões), os Países Baixos (+364 milhões), Marrocos (+309 milhões), o Reino Unido (+291 milhões), a Bélgica (+267 milhões), Gibraltar (+234 milhões), a Polónia (+146 milhões), a China (+137 milhões) e a Suécia (104 milhões).

Os principais decréscimos ocorreram nas exportações para Provisões de Bordo Intra-UE (-81 milhões de Euros), Taiwan (-46 milhões), Irlanda (-39 milhões), Áustria (-21 milhões), Suíça (-12 milhões) e Malásia (-10 milhões de Euros).

3 – Exportações no mês de Setembro de 2021 (não acumulado)                                        face a 2020, por Grupos de Produtos

Os grupos de produtos com maior peso nas exportações no mês de Setembro de 2021, não acumulado, foram “Máquinas, aparelhos e partes” (15,0%), “Químicos” (14,2%), “Agro-alimentares” (13,9%), “Material de transporte terrestre e partes” (11,5%)  e “Minérios e metais” (11,4%).

Seguiram-se os grupos “Produtos acabados diversos” (9,2%), “Madeira, cortiça e papel” (7,5%),   “Têxteis e vestuário” (7,3%), “Energéticos” (6,1%), “Calçado, peles e couros” (3,1%) e “Aeronaves, embarcações e partes” (0,7%).

Registaram-se acréscimos (em Euros) nas exportações de oito dos onze grupos de produtos, com destaque para “Minérios e metais” (+184 milhões), “Químicos” (+165 milhões), “Energéticos” (+144 milhões), “Agro-alimentares” (+98 milhões), “Máquinas, aparelhos e partes” (+90 milhões), “Madeira, cortiça e papel” (+80 milhões), “Têxteis e vestuário” (+33 milhões) e “Calçado, Peles e couros” (15 milhões de Euros).

Os decréscimos incidiram nos grupos “Material de transporte terrestre e partes” (-269 milhões de Euros), Produtos acabados diversos” (-18 milhões) e “Aeronaves, embarcações e partes” (‑5 milhões de Euros).

No quadro seguinte encontram-se relacionados, por grupos de produtos, os maiores acréscimos e decréscimos verificados nas exportações dos principais tipos de produtos, definidos a dois dígitos da Nomenclatura Combinada (NC-2).

O grupo “Máquinas, aparelhos e partes”, com um peso de 15,0% do Total no mês de Setembro, engloba máquinas e aparelhos mecânicos e eléctricos muito diversificados. No quadro seguinte encontram-se, desagregados a um nível mais fino (NC-4), os principais produtos exportados em 2021 e os respectivos acréscimos e decréscimos.


4 – Evolução mensal comparada das exportações em 2020 e 2021,                                  por grupos de produtos

Nos gráficos seguintes pode observar-se a evolução comparada do valor das exportações por meses não acumulados, por grupos de produtos, no período de Janeiro de 2020 a Setembro de 2021.




ANEXO


Alcochete, 14  de Novembro de 2021.






quinta-feira, 11 de novembro de 2021

Série mensal - Janeiro a Setembro 2021 - Comércio Internacional

 

Comércio Internacional de mercadorias
- Série mensal -
Janeiro a Setembro de 2021

( disponível para download  >> aqui )

1 - Balança comercial

De acordo com dados preliminares divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) para o período de Janeiro a Setembro de 2021 e definitivos para 2020, com última actualização em 9 de Novembro de 2021, as exportações de mercadorias aumentaram em valor, em termos homólogos, +20,1% (+7808 milhões de Euros), a par de uma subida nas importações de +18,1% (+8999 milhões).

A partir do mês de Janeiro de 2021, nas estatísticas de base do INE foram acrescentados dois novos códigos de países, “XI-Reino Unido (Irlanda do Norte)” e “XU-Reino Unido (não incluindo a Irlanda do Norte)”, apresentando-se a zeros a posição pautal com o código “GB-Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte”. Nos quadros destas séries mensais do Comércio Internacional manteremos, para já, este código GB, correspondente ao somatório dos valores dos dois novos códigos.

As exportações para o espaço comunitário (expedições), cujo total corresponde aqui aos actuais 27 membros, registaram de Janeiro a Setembro de 2021 um acréscimo de +19,3% (+5364 milhões de Euros), tendo as exportações para os países terceiros aumentado +22,1% (+2445 milhões). Por sua vez, as importações com origem na UE (chegadas) aumentaram +18,2% (+6669 milhões de Euros), com as originárias dos países terceiros a crescerem +17,8% (+2330 milhões). 

O défice comercial externo (Fob-Cif) aumentou +10,8% ao situar-se em -12181 milhões de Euros (superior em 1191 milhões ao do ano anterior), a que correspondeu um agravamento de 1305 milhões no comércio intracomunitário e um decréscimo de 114 milhões no extracomunitário. Em termos globais, o grau de cobertura (Fob/Cif) das importações pelas exportações subiu de 78,0%, em 2020, para 79,3%, em 2021.

A variação do preço de importação do petróleo repercute-se no valor das exportações de produtos energéticos, com reflexo na Balança Comercial. Nos primeiros nove meses de 2021 o valor médio de importação do petróleo bruto subiu, face ao período homólogo de 2020, de 304 para 409 Euros/Ton.

Para além da variação da cotação internacional do barril de petróleo, medida em dólares, a variação da cotação do dólar face ao Euro é também um dos factores determinantes da evolução do seu preço em Euros (o gráfico já inclui a cotação de Outubro).

Se excluirmos do total das importações e das exportações o conjunto dos produtos “Energéticos” (Capº 27 da NC), que pesou 11,0% no total das importações no período de Janeiro-Setembro de 2021 e 6,0% do lado das exportações, o grau de cobertura (Fob/Cif) das importações pelas exportações sobe de 79,3%, no comércio global, para 83,7%.

2 – Evolução mensal

3 – Mercados de destino e de origem

3.1 - Exportações

No período de Janeiro a Setembro de 2021, as exportações para a UE (expedições), que representaram 71,1% do Total, cresceram +19,3%, contribuindo com +13,8 pontos percentuais (p.p.) para uma taxa de ‘crescimento’ global de +20,1%. As exportações para o espaço extracomunitário (28,9% do Total), cresceram +22,1%, contribuindo com +6,3 p.p. para a taxa de ‘crescimento’ global.

Os principais destinos das exportações no período em análise de 2021 foram a Espanha (26,3%), a França (13,2%), a Alemanha (11,0%), os EUA (5,7%), o Reino Unido incl. Irlanda NT (5,2%), a Itália (4,5%), os Países Baixos (3,9%), a Bélgica (2,5%), Marrocos (1,5%), a Polónia e Angola (1,4% cada), a Suécia (1,2%), o Brasil e a China (1,1% cada), destinos que representaram 80,2% do total das exportações.

Angola, o terceiro principal mercado entre os países terceiros, depois do Reino Unido e dos EUA, registou no período em análise um aumento de 3,8% nas nossas exportações (+24,6 milhões de Euros), envolvendo os acréscimos 7 dos 11 grupos de produtos: “Máquinas, aparelhos e partes” (+33,1 milhões), “Produtos acabados diversos” (+6,0 milhões), Químicos (+5,7 milhões), “Madeira, cortiça e papel” (+2,4 milhões), “Minérios e metais” (+2,3 milhões), “Aeronaves, embarcações e partes” (+1,8 milhões) e “Material de transporte terrestre e partes“ (+1,6 milhões).

As excepções incidiram nos grupos “Agro-alimentares” (-26,3 milhões de Euros), “Energéticos” (-1,2 milhões), “Têxteis e vestuário” (-466 mil Euros) e “Calçado, peles e couros” (-324 mil Euros).

Entre os principais destinos, os maiores contributos positivos para o ‘crescimento’ das exportações neste período (+20,1%) pertenceram a Espanha (+6,4 p.p.), à França (+2,1 p.p.), aos EUA (+1,7 p.p.), à Alemanha (+1,2 p.p.), à Itália (+1,1 p.p.), aos Países Baixos (+0,9%), a Marrocos (+0,8 p.p.) e ao Reino Unido (+0,7 p.p.).

Os maiores contributos negativos couberam às Provisões de Bordo para países comunitários (-0,2 p.p.), à Irlanda e à Áustria (-0,1 p.p. cada).

Os maiores acréscimos nas expedições para o espaço comunitário incidiram na Espanha, França, Alemanha, Itália, Países Baixos, Bélgica, Polónia, Suécia, Rep. Checa e Finlândia. Os maiores decréscimos couberam às Provisões de Bordo, à Irlanda e Áustria.


No conjunto dos Países Terceiros, entre os maiores acréscimos nas exportações destacaram-se os EUA, Marrocos, o Reino Unido, Gibraltar, a China, Israel, a Noruega, a África do Sul, o México, a Austrália, a Tunísia e a Turquia.

Entre os maiores decréscimos evidenciaram-se os de Taiwan, da Suíça e da Malásia.  

3.2 - Importações

No período de Janeiro a Setembro de 2021, as chegadas de mercadorias com origem na UE, que representaram 73,7% do total, registaram um acréscimo de +18,2% e contribuíram com +13,4 p.p. para uma taxa de variação homóloga global de +18,1%.

As importações com origem no espaço extracomunitário registaram no mesmo período um acréscimo de +17,8%, representando 26,3% do total, com um contributo para o ‘crescimento’ global de +4,7 p.p..

Os principais mercados de origem das importações em 2021 foram a Espanha (32,6% do Total) e a Alemanha (13,0%). Seguiram-se a França (6,8%) os Países Baixos (5,4%), a Itália (5,1%), a China (4,5%), o Brasil (3,2%), Bélgica (3,1%), os EUA (2,1%), a Nigéria (2,0%) e a Polónia (1,9% cada). Estes países representaram, no seu conjunto, 79,7% do total das importações.

Entre os contributos positivos para a taxa de variação homóloga das importações no período de Janeiro a Setembro de 2021 (+18,1%) destacaram-se os da Espanha, (+6,7 p.p.) e da Alemanha (+2,0 p.p.), seguidos do Brasil (+1,3 p.p), da Itália e dos Países Baixos (+0,9 p.p. cada), da Bélgica, dos EUA e da China (+0,8 p.p. cada). Os principais contributos negativos incidiram no Reino Unido (-1,4 p.p.), em Angola (‑0,6 p.p.), na Guiné Equatorial (-0,4 p.p.), na Argélia (-0,2 p.p.), na Dinamarca e Arábia Saudita (-0,1 p.p. cada).

Nas duas figuras seguintes relacionam-se os maiores acréscimos e decréscimos das importações com origem intracomunitária e nos países terceiros entre o período em análise  de 2021 e o período homólogo do ano anterior.



4 – Saldos da Balança Comercial        

No período acumulado de Janeiro a Setembero de 2021, os maiores saldos positivos da balança comercial (Fob-Cif) couberam à França (+2186 milhões de Euros) e ao Reino Unido (+1693 milhões). Seguiram-se os EUA (+1383 milhões), Angola (+594 milhões) e Marrocos (+512 milhões).

O maior défice, a grande distância dos restantes, pertenceu a Espanha (-6863 milhões de Euros), seguida da Alemanha (-2480 milhões), da China (‑2128 milhões), do Brasil (‑1370 milhões) e dos Países Baixos (-1351 milhões).

5 – Evolução por grupos de produtos

5.1 – Exportações

Os capítulos da Nomenclatura Combinada (NC-2 Ξ SH-2), foram aqui agregados em 11 grupos de produtos (ver ANEXO).

Todos os grupos, à excepção de “Aeronaves embarcações e partes” (-29 milhões de Euros) registaram em 2021 acréscimos nas exportações face ao período homólogo de 2020, sendo os que detiveram maior peso na estrutura “Máquinas, aparelhos e partes” (14,5% do Total e +1216 milhões de Euros), “Químicos” (13,8% e +1292 milhões), “Agro-alimentares” (12,9% e +569 milhões), “Material de transporte terrestre e partes” (12,5% e +546 milhões), “Minérios e metais” (10,8% e +1397 milhões).

Seguiram-se os grupos “Produtos acabados diversos” (9,5% e +602 milhões), “Têxteis e vestuário” (8,7% e +569 milhões), “Madeira cortiça e papel” (7,4% e +519 milhões), “Energéticos” (6,0% e +975 milhões) e “Calçado, peles e couros” (3,3% e +152 milhões de Euros).


5.2 – Importações

Também nas importações o único grupo de produtos em que se registou um decréscimo em valor nos nove primeiros meses de 2021 foi “Aeronaves, embarcações e partes”, com um peso de 0,9% na estrutura, (‑346 milhões de Euros).

Os grupos de produtos com maior peso foram “Químicos” (19,2% e +2134 milhões de Euros), “Máquinas, aparelhos e partes” (18,4% e +1478 milhões), “Agro-alimentares” (14,8% e +638 milhões), “Energéticos” (11,0% e +1863 milhões), “Material de transporte terrestre e partes” (9,8% e +567 milhões), “Minérios e metais” (9,8% e +1661 milhões).

Seguiram-se os grupos “Produtos acabados diversos” (6,3% e +477 milhões), “Têxteis e vestuário” (5,1% e +195 milhões), Madeira, cortiça e papel” (3,2% e +289 milhões) e “Calçado, peles e couros” (1,6% e +44 milhões de Euros). 


6 – Mercados por grupos de produtos

6.1 – Exportações

Entre os mercados de destino, a Espanha ocupou em 2021 a primeira posição em 8 dos 11 grupos de produtos com 26,3% do total, ocorrendo as excepções nos grupos “Calçado, peles e couros” (4ª posição, depois da Alemanha, França e Países Baixos), “Máquinas, aparelhos e partes” (2ª posição, depois da Alemanha) e “Aeronaves, embarcações e partes” (5ª posição, precedida da França, do Brasil, do Reino Unido e da Roménia.

Seguiram-se no “ranking” a França (13,2%), a Alemanha (11,0%), os EUA (5,7%), o Reino Unido (5,2%), a Itália (4,5%), os Países Baixos (3,9%), a Bélgica (2,5%), Marrocos (1,5%) e a Polónia (1,4%).

Estes dez países representaram 75,3% das exportações totais.

6.2 – Importações

Na vertente das importações, a Espanha ocupou o primeiro lugar em dez dos onze grupos de produtos, com 32,6% do total, sendo a excepção o grupo “Aeronaves, embarcações e partes” (5º lugar, depois da França, da Alemanha, dos EUA e das Ilhas Virgens Britânicas).

Seguiram-se, no “ranking”, a Alemanha (13,0%), a França (6,8%), os Países Baixos (5,4%), a Itália (5,1%), a China (4,5%), o Brasil (3,2%), a Bélgica (3,1%), os EUA (2,1%) e a Nigéria (2,0%).

Estes dez países cobriram 77,8% das importações totais.

 

Alcochete, 11 de Novembro de 2021.

ANEXO