domingo, 29 de setembro de 2024

Comércio Internacional de Portugal com a Ucrânia - 2019-2023 e 1º Semestre 2023-2024

 

Comércio Internacional
 de Portugal com a Ucrânia
 2019-2023
 1º Semestre 2023-2024

 ( disponível para download  >> aqui )

1 - Introdução

Analisa-se neste trabalho a evolução do Comércio Internacional de mercadorias de Portugal com a Ucrânia no período 2019-2023 e 1º Semestre 2023-2024, a partir de dados de base do “Instituto Nacional de Estatística de Portugal” (INE), em versões definitivas até 2023 e versão preliminar para 2024, com última actualização em 9 de Setembro de 2024.

2 – Comércio Internacional de Portugal com a Ucrânia

2.1 – Balança Comercial

A Balança Comercial de Portugal com a Ucrânia é desfavorável, com défices ao longo dos últimos cinco anos oscilando entre -175,2 milhões de Euros, em 2020, e -292,0 milhões, em 2023.

No período de Janeiro a Junho de 2024 o défice situou-se em -146,2 milhões de Euros, contra ‑207,9 milhões no mesmo período do ano anterior, tendo-se situado o grau de cobertura das importações pelas exportações respectivamente em 26,2% e 11,5%.

2.2 – Importações

As principais importações no período em análise, por Grupos de Produtos (ver em Anexo a sua definição), incidiram no grupo “Agro-alimentares”, que no 1º Semestre de 2024 representou 94,4% do Total, contra 92,7% no mesmo período do ano anterior, com destaque para os cereais e sementes de oleaginosas.

No 1º Semestre de 2024, a grande distância, seguiram-se, entre os principais, os grupos “Madeira, cortiça e papel”, “Calçado, peles e couros”, “Máquinas, aparelhos e partes” e “Têxteis e vestuário”.

No quadro seguinte relacionam-se os principais produtos importados da Ucrânia por Grupos de Produtos desagregados por capítulos da Nomenclatura (NC2/SH2).

Na figura seguinte pode observar-se, por Grupos de Produtos, o ritmo de variação anual do valor das importações ao longo do último quinquénio, com base no valor do ano de 2019. 


2.3 – Exportações



No período de Janeiro a Junho de 2024 o grupo de produtos com maior peso nas exportações portuguesas para a Ucrânia foi “Aeronaves, embarcações e partes” (36,0%% do Total e 31,3% no mesmo período do ano anterior), constituídas por aeronaves não tripuladas de controle remoto.

Seguiram-se, entre os principais, os grupos “Produtos acabados diversos” (36,0% e apenas 1,2% no ano anterior), principalmente constituído por aparelhos ópticos e para navegação aérea, “Madeira, cortiça e papel” (10,9% e 18,1%, respectivamente), com destaque para o papel e cartão, cortiça e suas obras, “Agro-alimentares” (9,9% e 17,6%), essencialmente vinhos e outras bebidas alcoólicas, café, preparados à base de cereais e de leite, e produtos para alimentação de animais, “Máquinas, aparelhos e partes” (8,4% e 19,0%), muito diversificados, principalmente aparelhos que utilizam mudança de temperatura, emissores de rádio, TV e suas partes, radares, aparelhos para interrupção, seccionamento e protecção de circuitos eléctricos, fios e cabos eléctricos, aparelhos de soldar, motores e máquinas motrizes, aparelhos com função própria n.e. e bombas para líquidos, entre muitos outros, e “Material de transporte terrestre e partes ” (5,3% e 2,0%), com destaque para os veículos de transporte de mercadorias, tractores e suas partes.

Com pesos inferiores alinharam-se depois os grupos “Químicos” (2,2% e 4,7%), “Minérios e metais” (1,4% e 2,9%), “Têxteis e vestuário” (1,1% e 2,6%) e “Calçado, peles e couros” (0,6% em cada um dos semestres), tendo sido nulas as exportações de produtos “Energéticos”.

No quadro seguinte relacionam-se os principais produtos exportados para a Ucrânia por Grupos de Produtos desagregados por capítulos da Nomenclatura (NC2/SH2).

Na figura seguinte pode observar-se, por Grupos de Produtos, o ritmo de variação anual do valor das exportações ao longo do último quinquénio, com base no valor do ano de 2019.


Alcochete, 26 de Setembro de 2024.

ANEXO


segunda-feira, 23 de setembro de 2024

Importação e Exportação de "Madeira e suas obras" e "Mobiliário de madeira" - 2019-2023 e 1º Semestre 2023-2024

 

Importação e Exportação
de "Madeira e suas obras"
e "Mobiliário de madeira"
2019-2023 e 1º Semestre 2023-2024

( disponível para download  >> aqui )

1 - Introdução

Analisa-se neste trabalho a evolução da importação e exportação portuguesa dos produtos da “Madeira e suas obras” e do “Mobiliário de madeira” no período de 2019 a 2023 (versões definitivas) e 1º Semestre de 2023 e 2024 (versão preliminar para 2024, com última actualização em 09-09-2024), a partir de dados de base do “Instituto Nacional de Estatística”.  

No período em análise as importações deste conjunto de produtos pesaram em média cerca de 1,5% nas importações globais e 2,5% nas exportações.

No 1º Semestre de 2024 predominou nas importações a “Madeira e suas obras” (77,1% do total do conjunto) e na vertente das exportações o “Mobiliário de madeira” (51,7%). 


2 - Balança Comercial do conjunto 
     “Madeira e suas obras” e “Mobiliário de madeira”
     2019-2023 e 1º Semestre 2023-2024

A Balança Comercial do conjunto destes produtos ao longo do último quinquénio e 1º Semestre de 2024 foi favorável a Portugal, com saldos de 310 milhões de Euros em 2023 e de 128 milhões no 1º Semestre de 2024, tendo o défice da balança da “Madeira e suas obras” sido anulado pelo saldo positivo da lado do “Mobiliário de madeira”, como se verá adiante.

Passa-se a analisar, separadamente, a evolução das importações e das exportações de cada uma das componentes.  

3 – Madeira e suas obras

3.1 – Balança Comercial

Ao longo dos últimos cinco anos e 1º Semestre de 2024 a Balança Comercial da “Madeira e suas obras” foi deficitária, tendo ocorrido o maior saldo negativo em 2022 (-336 milhões de Euros). No primeiro Semestre de 2024 o défice atingiu -168 milhões de Euros, contra -194 milhões no semestre homólogo do ano anterior.

O grau de cobertura das importações pelas exportações, que no 1º Semestre de 2023 se situara em 77,1%, subiu para 72,7% em 2024.


3.2 – Importação

No quadro seguinte encontram-se relacionados, a quatro dígitos da Nomenclatura Combinada, os principais produtos importados no período em análise, que pesaram cerca de 97% do Total em cada um dos anos e semestres. 


O produto dominante foi a ‘Madeira em bruto’, que no 1º Semestre de 2024 atingiu 147,5 milhões de Euros. Seguiram-se, entre os principais produtos, a ‘Lenha, estilhas, desperdícios e resíduos’ (79,2 milhões), os “Painéis de fibras’ (63,2 milhões). os ‘Painéis de partículas’ (56,4 milhões), as ‘Obras de carpintaria para construções’ (51,8 milhões) e a ‘Madeira serrada esp. >6 mm).


O principal mercado de origem das importações no 1º Semestre de 2024 foi a Espanha (43,5% do Total e 41,4% no semestre homólogo de 2023), seguida, entre os principais, pelo Brasil (12,9% e 14,3%, respectivamente), Uruguai (6,6% e 9,3%) e França (6,5% e 6,4%).

3.3 – Exportação

Os principais produtos exportados no período em análise, que pesaram mais de 98% do Total em cada um dos anos, constam do quadro seguinte. Destacaram-se, no 1º Semestre de 2024, as “Obras de carpintaria para construções” (82,1 milhões de Euros e 85,2 milhões no semestre homólogo de 2023), os ‘Painéis de partículas’ (66,7 e 76,0 milhões, respectivamente), os “Painéis de fibras’ (62,4 e 80,9 milhões) e a ‘Lenha, estilhas, desperdícios e resíduos’ (54,1 e 64,8 milhões).

O principal mercado de destino foi ainda a Espanha (47,5% e 45,3% no semestre homólogo), seguida pela França (13,4% e 13,0%), Reino Unido/Irl NT (7,0% e 8,8%), Países Baixos (3,7% e 4,1%), Itália (3,2% em cada um dos anos), Bélgica (3,0% e 2,3%), Irlanda (2,6% e 2,9%), EUA (2,6% e 2,3%), Alemanha (2,5% em cada um dos anos) e Emiratos (1,8% e 1,2%).

4 – Mobiliário de madeira

4.1 – Balança Comercial



No período em análise a Balança Comercial do “Mobiliário de madeira” foi favorável a Portugal, tendo ocorrido o maior saldo anual em 2023, com 575 milhões de Euros.

No 1º Semestre de 2024 as importações cresceram +2,0% face ao semestre homólogo de 2023 e as exportações +2,7%, com um saldo de +296 milhões de Euros, contra +287 milhões em 2023.

 4.2 – Importação

Nas importações de mobiliário de madeira prevaleceram os móveis e suas partes, seguidos dos assentos, excepto transformáveis em cama.


Neste 1º Semestre o principal mercado de destino foi a França (36,0% do Tota e 38,9% no semestre homólogo de 2023), seguida da Espanha (17,0% e 16,2%), dos EUA (8,9% e 9,4%), da Alemanha (6,3% e 5,1%) e do Reino Unido/Irl NT (6,1% e 6,6%). Com pesos inferiores alinharam-se depois o Vietname (4,4% e 0,5%), a Suíça (2,2% e 2,5%), os Países Baixos (2,1% e 2,0%), a Itália (2,1% e 2,4%), o Canadá (1,5% e 1,4%) e a Bélgica (1,4% e 1,9%).



Alcochete, 19 de Setembro de 2024.






quinta-feira, 19 de setembro de 2024

Comércio da China com os PALOP 2019-2023 - Principais produtos exportados e correspondentes exportações portuguesas 2022-2023

 

Comércio Externo da China com os PALOP
2019-2023
Principais produtos exportados  e correspondentes exportações portuguesas
2022-2023

( disponível para download  >> aqui )

1 - Introdução

Analisa-se neste trabalho a evolução do comércio externo de mercadorias da China com os “Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa” (PALOP) entre 2019 e 2023, a partir de cálculos do “International Trade Centre” (ITC) com base em estatisticas "Customs Administration of China".

Em 2023 as importações do país com origem nos cinco PALOP cifraram-se em 19,2 mil milhões de Euros e as exportações com este destino em 7,5 mil milhões, tendo cabido 90,8% das importações a produtos energéticos, essencialmente constituídos por petróleo bruto, com origem em Angola.

Os principais parceiros da China entre os PALOP são Angola e Moçambique, tendo Angola representado nesse ano 91,4% destas importações e Moçambique 8,6%, sendo praticamente nulas as importações com origem em Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe.

Na vertente das exportações coube a Angola uma quota de 51,7% e a Moçambique de 46,1%.

Ao longo dos últimos cinco anos o ritmo das exportações portuguesas para o conjunto dos PALOP tem-se mantido em torno do valor que detinham em 2019, enquanto que o das exportações da China tem crescido significativamente, em particular nos últimos dois anos.

Nos quadros da abordagem que mais adiante é feita às exportações por Grupos de Produtos (ver definição do seu conteúdo em Anexo) e principais produtos definidos a 4 dígitos da Nomenclatura (NC4/SH4) exportados pela China para os PALOP em 2022 e 2023, relacionam-se também os correspondentes valores desses produtos nas exportações portuguesas com este destino e seu peso na exportação global dos Grupos de Produtos em que se integram.

2 – Balança Comercial

A Balança Comercial da China com o conjunto dos PALOP ao longo do último quinquénio foi deficitária, sublinhando-se que na importação existe uma forte componente de petróleo com origem em Angola, que representou 90,8% do Total dos PALOP em 2023.


A China tem intensificado as relações económicas com África. No caso dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa destacam-se, nas duas vertentes comerciais, Angola e Moçambique, e nos restantes países as exportações.

3 – Importações por Grupos de Produtos

Excluindo do Total as importações do Grupo de Produtos “Energéticos” a partir de Angola, designadamente petróleo e algum gás de petróleo, que em 2023 representaram 90,8% do Total, destacaram-se em 2023, entre o conjunto dos restantes, os grupos “Minérios e metais” (79,1% e 75,4% em 2022), “Agro-alimentares” (13,8% e 13,4% respectivamente) e “Madeira, cortiça e papel” (6,8% e 11,10%).

4 – Exportações por Grupos de Produtos

Em 2023 as principais exportações da China para os PALOP incidiram nos grupos “Máquinas, aparelhos e partes” (22,7% do Total e 22,4% em 2022), “Produtos acabados diversos” (14,4% e 12,9%), “Minérios e metais” (13,9% e 15,9%), “Têxteis e vestuário” (13,6% e 12,2), “Químicos” (13,0% e 13,9%) e “Material de transporte terrestre e partes” (10,8% e 9,7%).

Com pesos inferiores alinharam-se depois os grupos “Calçado, peles e couros” (7,0% e 6,0%), “Madeira, cortiça e papel” (1,6% e 1,5%), “Agro-alimentares” (1,5% e 1,3%), “Energéticos” (1,3% e 3,9%) e “Aeronaves, embarcações e partes” (0,1% e 0,4%).

Nos quadros seguintes pode observar-se, por Grupos de Produtos, relativamente a cada um dos PALOP, o valor dos principais produtos exportados pela China em 2023, e seu valor no ano transacto, desagregados a 4 dígitos da Nomenclatura (NC4/SH4), bem como o correspondente valor da exportação portuguesa dos mesmos produtos com este destino, de fonte INE, e seu peso na exportação global do grupo de produtos em que se integram.








Alcochete, 10 de Setembro de 2024.

 

ANEXO




domingo, 1 de setembro de 2024

Comércio Internacional de Portugal com os PALOP - 2019-2023 e 1º Semestre 2023-2024

 

Comércio Internacional de Portugal com os PALOP
(Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa)
2019-2023
1º Semestre 2023-2024


( disponível para download  >> aqui )

1 - Introdução

Analisa-se neste trabalho a evolução do Comércio internacional de mercadorias de Portugal com os “Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa” (PALOP), no seu conjunto e individualmente, no período 2019-2023 e, com maior pormenor, no 1º Semestre 2023-2024, com base em dados divulgados pelo “Instituto Nacional de Estatística de Portugal” (INE), em versões definitivas até 2023 e preliminar para 2024, com última actualização em 9-8-2024.

2 – Conjunto dos PALOP

O peso do conjunto dos PALOP na importação anual de mercadorias de Portugal com origem nos Países Terceiros foi tendencialmente decrescente entre 2019 e 2023 (5,4% do Total para 1,2%), tendo ocorrido a maior quebra em 2021 (0,6%). Tendencialmente decrescente foi também a exportação (de 10,6% para 8,7%).

No quadro seguinte pode observar-se a evolução do peso relativo de cada um dos países componentes no Total das importações e das exportações de Portugal com os PALOP entre 2019 e 2023 e no 1º Semestre de 2023 e 2024.

Entre 2019 e 2023 e 1º Semestre de 2023 e 2024, Angola ocupou a primeira posição em ambas as vertentes, seguida de Moçambique, Cabo Verde, S.Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau, nas importações, e de Cabo Verde, Moçambique, Guiné-Bissau e S.Tomé e Príncipe, nas exportações.

Os gráficos seguintes mostram o ritmo de evolução anual das importações e exportações de Portugal com o conjunto dos PALOP e com cada um dos seus componentes entre 2019 e 2023.

2.1– Balança Comercial

No período em análise a Balança Comercial foi favorável a Portugal, com elevados graus de cobertura das importações pelas exportações.

O saldo da balança aumentou sustentadamente entre 2019 e 2023, subindo de 737 milhões de Euros para 1,7 mil milhões.

No 1º Semestre de 2024, face ao semestre homólogo do ano anterior, o saldo registou uma quebra de -18,5%, ao descer de 933 para 750 milhões de Euros.

2.2– Importação

As posições pautais a oito dígitos da Nomenclatura Combinada (NC-8), tomando em consideração as alterações pautais anuais introduzidas, foram aqui agregadas, nas duas vertentes comerciais, em 11 grupos de produtos (ver Anexo).

A importação portuguesa com origem no conjunto dos cinco PALOP, tem como forte componente o grupo “Energéticos”, centrado em Angola e constituído por óleos brutos do petróleo, que representou 71,5% do Total no 1º Semestre de 2024 (64,0% no Semestre homólogo de 2023).

Seguiu-se, neste 1º Semestre, o grupo “Agro-alimenares” com 17,3% do Total (20,5% no ano anterior). Com pesos inferiores alinharam-se depois os grupos Têxteis e vestuário” (3,7% e 3,1%), “Minérios e metais” (1,8% e 1,4%), “Produtos acabados diversos” (1,8% e 1,1%), “Calçado, Peles e couros” (1,3% e 1,2%), “Máquinas, aparelhos e partes” (1,2% e 1,6%)  e “Madeira, cortiça e papel” (1,1% e 6,8%), tendo sido muito reduzidas as importações nos restantes grupos.

No quadro seguinte constam as principais importações por Capítulos da Nomenclatura (NC2/SH2) efectuadas no 1º Semestre de 2024 e correspondente valor em 2023.

2.3 – Exportação

Na Exportação, bem mais diversificada, no 1º Semestre de 2024 destacaram-se os grupos de produtos “Máquinas, aparelhos e partes” (24,8% e 27,2%), “Agro-alimentares” (22,3% e 21,1%) e Químicos” (16,9% e 16,2%).

Seguiram-se, entre os principais, os grupos “Minérios e metais” (9,9% e 10,6%), “Produtos acabados diversos” (9,0% e 10,1%) e “Energéticos” (6,8% e 5,4%).

Com pesos inferiores alinharam-se depois os grupos “Madeira, cortiça e papel” (3,3% e 3,5%), “Material de transporte terrestre e partes” (3,2% e 2,8%), “Têxteis e vestuário” (2,3% e 2,1%), “Aeronaves, embarcações e partes” (0,8% e 0,5%) e “Calçado, peles e couros” (0,6% nos dois anos).

Na página seguinte consta e a Balança Comercial de Portugal com o conjunto e com cada um dos PALOP no período de 2019 a 2023 e 1º Semestre de 2023 e 2024.

Segue-se uma análise, neste período, da evolução das importações e das exportações de Portugal com cada um dos PALOP, mais pormenorizada no 1º Semestre de 2023 e 2024.


3 - Angola

3.1 - Balança Comercial

No primeiro Semestre de 2024, face ao homólogo do ano anterior, as importações registaram uma descida de -10,5% e as exportações uma quebra de -30,4%, com o saldo da balança a decrescer ‑33,5%.

3.2 – Importação

Nos primeiros seis meses de 2024 a principal importação portuguesa com origem em Angola incidiu no grupo de produtos “Energéticos”, representando 84,3% do Total (82,4% no mesmo período do ano anterior), essencialmente constituída por petróleo bruto. 

Seguiu-se, no mesmo período, o grupo “Agro-alimentares” (11,2% e 13,1%) e, com pesos inferiores, alinharam-se depois os grupos “Madeira, cortiça e papel” (1,3% e 1,5%), “Minérios e metais” (1,2% e 0,8%), “Produtos acabados diversos” (1,0% e 0,8%), “Máquinas, aparelhos e partes” (0,7% e 1,3%).

3.3 – Exportação

As principais exportações portuguesas com destino a Angola no 1º Semestre de 2024 couberam aos grupos “Máquinas, aparelhos e partes” (24,8% e 27,2% no ano anterior), “Agro-alimentares” (22,3% e 21,1%) e “Químicos” (16,9% e 16,2%).

Seguiram-se os grupos “Minérios e metais” (9,9% e 10,6%), “Produtos acabados diversos” (9,0% e 10,1%) e “Energéticos” (6,8% e 5,4%).

Com pesos inferiores alinharam-se depois os grupos “Madeira, cortiça e papel” (3,3% e 3,5%), “Material de transporte terrestre e partes” (3,2% e 2,8%), “Têxteis e vestuário” (2,3% e 2,1%), “Aeronaves, embarcações e partes” (0,8% e 0,5%) e “Calçado, peles e couros” (0,6% nos dois anos). 



4 – Cabo Verde

4.1 - Balança Comercial

No 1º Semestre de 2024 as importações portuguesas de Cabo Verde representaram 5,6% do Total dos PALOP (5,5 milhões de Euros), com um decréscimo de -0,6% face ao mesmo período do ano anterior. Por sua vez, as exportações ocuparam a segunda posição no conjunto dos PALOP, a seguir a Angola, com 20,6% do Total (176,9 milhões de Euros), com um aumento de +0,8% em relação ao período homólogo do ano anterior.

4.2 – Importação

No 1º Semestre de 2024 as principais importações portuguesas com origem em Cabo Verde incidiram nos grupos de produtos “Têxteis e vestuário” (52,3% do Total e 49,8% no 1º Semestre de 2023), “Calçado, peles e couros” (23,2% e 26,5%) e “Produtos acabados diversos” (11,5% e 8,7%).

Seguiram-se os grupos “Agro-alimentares” (5,6% e 3,7%), “Máquinas, aparelhos e partes” (3,1% e 6,6%), “Minérios e metais” (2,3% e 1,6%), “Energéticos” (1,1% e 2,1%) e “Material de transporte terrestre e partes” (0,7% e 0,8%).

Na figura seguinte relacionam-se os principais produtos transaccionados, por Capítulos da Nomenclatura (NC2/SH2).

4.3 – Exportação

No 1º Semestre de 2024 as principais exportações couberam ao grupo “Agro-alimentares” (30,7% e 30,6% no ano anterior), “Químicos” (15,6% e 14,0%), “Minérios e metais” (14,3% e 15,3%) e “Máquinas, aparelhos e partes” (13,8% e 12,9%).

Com pesos inferiores alinharam-se depois os grupos “Produtos acabados diversos” (8,8% e 8,1%), “Energéticos” (6,3% e 8,8%), “Madeira, cortiça e papel” (4,5% e 4,6%), “Têxteis e vestuário” (3,1% e 2,6%), “Material de transporte terrestre e partes” (2,1% em ambos os anos), “Calçado, peles e couros” (0,7% nos dois anos) e “Aeronaves, embarcações e partes” (0,1% e 0,2%).


5 – Guiné-Bissau

5.1 - Balança Comercial

No 1º Semestre de 2024 as importações portuguesas com origem na Guiné-Bissau cifraram-se em escassos 342 mil Euros, contra 39 mil euros no mesmo período do ano anterior (+777,6%). Por sua vez, as exportações situaram-se respectivamente em 60,2 e 65,2 milhões  de Euros (+8,3%).

5.2 – Importação


No 1º Semestre de 2024 a principal importação incidiu no grupo “Agro-alimentares” (60,8% e 98,9% no semestre homólogo de 2023).

Seguiram-se, com importações nulas em 2023, os grupos “Máquinas, aparelhos e partes” (28,8%), “Material de transporte terrestre e partes” (6,4%),  “Madeira, cortiça e papel” (2,1%) e “Químicos” (1,8%), tendo sido nulas as importações nos restantes grupos de produtos.

5.3 – Exportação

No 1º Semestre de 2024 o principal grupo de produtos nas exportações para a Guiné-Bissau foi “Energéticos” (49,2% e 46,8% em 2023) e “Agro-alimentares” (28,3% e 33,0%).

Com pesos inferiores alinharam-se depois os grupos “Produtos acabados diversos” (5,6% e 5,3%), “Máquinas, aparelhos e partes” (5,3% e 4,4%), “Químicos” (4,0% e 3,3%), “Minérios e metais” (3,1% e 3,6%), “Material de transporte terrestre e partes” (1,8% e 1,5%), “Madeira cortiça e papel(1,1% e 0,9%), “Aeronaves, embarcações e partes” (0,8% e exportação nula em 2023), “Têxteis e vestuário” (0,7% e 1,2%) e “Calçado, peles e couros” (0,1% nos dois anos).



6 – Moçambique

6.1 - Balança Comercial

A Balança Comercial de mercadorias de Portugal com Moçambique foi favorável a Portugal ao longo dos últimos cinco anos e 1º Semestre de 2024, com elevados graus de cobertura das importações pelas exportações. O saldo da Balança oscilou entre um mínimo de 154 milhões de Euros em 2021 e um máximo de 179 milhões em 2023 tendo-se situado no 1º Semestre de 2024 em 97 milhões de Euros.

6.2 - Importação

Pouco diversificadas, no 1º Semestre de 2024 as importações portuguesas de mercadorias com origem em Moçambique centraram-se no grupo de produtos “Agro-alimentares” (78,9% do Total e 57,5% em 2023).

Seguiram-se “Têxteis e vestuário (6,9% e 4,8%), “Minérios e metais” (6,1% e 3,5%), “Máquinas, aparelhos e partes” (3,9% e 1,5%), “Produtos acabados diversos” (3,4% e 0,5%),”Material de transporte terrestre e partes” (0,3% e 0,5%) e “Químicos” (0,3% e 0,2%). Os restantes grupos de produtos registaram movimento nulo ou praticamente nulo.

6.3 - Exportação

No 1º Semestre de 2024 os grupos de produtos com maior peso no total das exportações foram “Máquinas, aparelhos e partes (27,2% e 30,3% em 2023), “Químicos” (26,2% e 23,2%) e “Agro-alimentares” (19,2% e 17,7%).

Seguiram-se os grupos “Produtos acabados diversos” (8,7% e 7,5%), “Minérios e metais” (7,3% e 9,4%) e “Madeira. cortiça e papel” (3,6% e 5,9%). Com pesos inferiores alinharam-se depois os grupos “Material de transporte terrestre e partes” (1,9% e 2,3%), “Têxteis e vestuário” (1,8% e 2,4%), “Energéticos” (1,8% e 0,6%), “Aeronaves, embarcações e partes” (1,1% e exportação nula em 2023) e “Calçado, peles e couros” (1,1% e 0,8%).



7 – São Tomé e Príncipe

7.1 - Balança Comercial

No 1º Semestre de 2024, face ao semestre homólogo do ano anterior, as importações portuguesas com origem em São Tomé e Príncipe cresceram de 249 para 690 mil Euros (+177,0%), tendo aumentado também as exportações, de 25,0 para 27,6 milhões de Euros (+10,3%).

7.2 - Importação

Nos primeiros seis meses de 2024 as principais importações incidiram no grupo “Agro-alimentares” (64,6% e 16,4% no mesmo período do ano anterior), “Têxteis e vestuário” (18,9% e importação nula em 2023), “Minérios e metais” (15,9% e 76,8%) e “Máquinas, aparelhos e partes” (0,6% e 2,3%), tendo os restantes grupos um valor muito reduzido ou praticamente nulo.

7.3 - Exportação

No 1º Semestre de 2024 as principais exportações portuguesas para São Tomé e Príncipe couberam ao grupo de produtos “Agro-alimentares” (44,0% em 2024 e 43,6% em 2023), Máquinas, aparelhos e partes” (19,4% e 17,3%) e “Químicos” (10,0% e 12,6%).

Seguiram-se os grupos “Minérios e metais” (6,9% e 7,7%), “Produtos acabados diversos” (6,8% e 5,9%), “Material de transporte terrestre e partes” (5,3% e 3,0%),“Madeira, cortiça e papel” (2,8% e 3,0%), “Têxteis e vestuário” (2,4% e 2,2%),“Energéticos” (1,7% e 3,9%), “Calçado, peles e couros” (0,6% e 0,5%) e  “Aeronaves, embarcações e partes” (0,1% e 0,2%).



Alcochete, 1 de Setembro de 2024.


ANEXO