quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Importações e Exportações de 'Fruta' - 2018-2019 e Jan-Set 2019-2020

 

Importações e Exportações
portuguesas de 'Fruta'
2018-2019
Janeiro-Setembro de 2019-2020

                                                    ( disponível para download  >> aqui )


1 - Nota introdutória

As exportações portuguesas de ‘Fruta’, sustentadamente crescentes entre 2008 e 2019, representaram 1,5% das exportações globais portuguesas no período de Janeiro a Setembro de 2020 (1,2% em 2019). Por sua vez, as importações, após algum decréscimo entre 2008 e 2012, cresceram a partir de então mas a um ritmo mais moderado do que as exportações, tendo representado 1,4% do Total nos primeiros nove meses de 2020 (1,0% no ano anterior).


Contudo, apesar desde comportamento anual favorável, a balança portuguesa de ‘Fruta’ é deficitária.

Pretende-se neste trabalho analisar a evolução das suas importações e exportações por tipos de produtos, valor médio unitário ponderado dos principais produtos transaccionados, e mercados dominantes de origem e de destino nos anos de 2018 e 2019 e período acumulado de Janeiro a Setembro de 2019 e 2020.

São aqui utilizados dados de base do Instituto Nacional de Estatística divulgados no seu Portal, definitivos para 2018 e 2019 e preliminares para 2020, com última actualização em 9 de Novembro de 2020.

2 – Estrutura das importações e exportações de ‘Fruta’                              por tipos de produtos


Em 2020, no período de Janeiro a Setembro, 78,4% das importações incidiram em “Citrinos” (22,8%), “Bananas e plátanos” (15,9%), “Figos, ananases e outros”, como tâmaras, abacates, goiabas e mangas (12,9%), “Fruta fresca diversa”, como morangos, mirtilos e kiwis entre outros (9,2%), “Damascos, cerejas e outros”, como pêssegos, ameixas e abrunhos (8,8%) e “Melão, melancia e papaia” (8,8%).

As exportações dominantes (75,2% do Total) couberam a “Fruta fresca diversa”, (37,5%), “Citrinos” (22,9%) e ”Maçãs, peras e marmelos” (14,8%).

3 – Balança Comercial


Em 2019, o saldo da balança comercial de ‘Fruta’ foi de -33 milhões de Euros, com um grau de cobertura das importações pelas exportações de 95,7%.

No período de Janeiro a Setembro de 2020, o saldo foi de -84 milhões de Euros, com o grau de cobertura a descer de 89,9%, no período homólogo do ano anterior, para 87,4%.

No quadro seguinte pode observar-se a evolução da balança comercial dos 14 tipos de ‘Fruta’, correspondentes à desagregação a 4 dígitos do ‘Capítulo 08’ da Nomenclatura Combinada, com o conteúdo atrás referido.

Encontram-se assinalados, entre os 14 tipos de fruta considerados, os tipos em que a balança registou um saldo positivo:

- “Fruta fresca diversa” (+158,0 milhões de Euros nos primeiros nove meses de 2020), cabendo +143,6 milhões a Framboesas, seguidas de Mirtilos, Amoras, Kiwis e Groselhas, entre outros;

- “Maçãs, peras e marmelos” (+51,5 milhões), designadamente Peras (+48,0 milhões) e Maçãs (+3,6 milhões);

- “Fruta congelada” (+15,7 milhões);

- “Cascas de citrinos e melões” (+62 mil Euros).

Entre os “Frutos de casca rija”, com um saldo negativo no seu conjunto (-4,6 milhões de Euros), cabendo às Nozes (-10,6 milhões), registaram saldos positivos os Pinhões (+4,6 milhões) e Castanhas (+1,6 milhões).

Entre os saldos negativos destacam-se:

- “Bananas e plátanos” (89,9 milhões de Euros);

- “Melão, melancia e papaia” (-52,9 milhões) designadamente Melões e Melancias (-39,6 milhões) e Papaias (-13,3 milhões);

- “Figos, ananases e outros” (-47,4 milhões), principalmente Goiabas e Mangas (-22,7 milhões), Ananases (-16,6 milhões) e Abacates (-6,0 milhões);

- “Uvas” (-30,1 milhões);

- “Citrinos” (-18,5 milhões), principalmente Limões e Limas (-15,2 milhões), tendo sido positivo o saldo de Laranjas (+1,2 milhões).

De salientar que neste tipo de fruta, o segundo mais importante em ambas as vertentes comerciais, em que as Laranjas ocupam a primeira posição, no período de Janeiro a Setembro de 2020 as importações cifraram-se em 98,0 milhões de Euros e as exportações num valor apenas ligeiramente superior, 99,2 milhões.  

- Cocos e castanha – do Brasil e de cajú” (-11,3 milhões de Euros), com destaque para a Castanha de cajú, (‑8,3 milhões).


4 – Valor médio unitário por tipos de produtos


5 – Mercados de origem e de destino

O espaço intracomunitário foi a principal origem e destino das importações e exportações portuguesas de ‘Fruta’, respectivamente 60,2% e 87,0% no período de Janeiro a Setembro de 2020, sendo a Espanha o mercado dominante, com 47,1% e 42,0%.

Do lado das importações, entre os principais fornecedores, seguiram-se África do Sul (16,3%), a Costa Rica (7,0%) e a Alemanha (4,5%). Na vertente das exportações destacaram-se a França (13,0%), os Países Baixos (11,8%) e a Alemanha (10,1%).

Do quadro seguinte constam também os principais mercados de origem e de destino por tipos de fruta.




6 – Taxas de variação homóloga do comércio internacional                        de ‘Fruta’em Valor, Volume e Preço

Foram calculados índices de preço de Paasche para as importações e exportações de ‘Fruta’, a partir de posições pautais a oito dígitos da Nomenclatura Combinada com movimento nos períodos homólogos em análise. Estes índices, calculados por métodos estatísticos, foram depois utilizados como deflatores dos índices de valor para o cálculo dos correspondentes índices de volume.

De acordo com os cálculos efectuados, verifica-se que no ano de 2019, face a 2018, as importações de ‘Fruta’, que quebraram em valor -4,3%, viram o seu preço decrescer -1,6%, com uma descida em volume de -2,7%. Por sua vez, no mesmo ano, as exportações, que aumentaram em valor +9,5%, terão decrescido em preço -0,9%, a par de um aumento em volume de +10,4%

No período acumulado de Janeiro a Setembro de 2020, face ao período homólogo do ano anterior, as importações, com +16,2% em valor, aumentaram +4,5% em preço e +11,1% em volume. Neste período, na vertente da exportação, que viu o seu valor aumentar +13,0%, ter-se-ão registado acréscimos em volume e preço respectivamente de +7,5% e +5,2%.

A representatividade das amostras que serviram de base a estes cálculos foi nas duas vertentes superior a 85%.

Alcochete, 25 de Novembro de 2020.




quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Índices do Comérciio Internacional - Janeiro a Setembro 2020/2019

 

Comércio internacional de mercadorias
Taxas de variação homóloga
em Valor, Volume e Preço
por Grupos e Subgrupos de produtos
(Janeiro-Setembro 2020/2019)

                                                    ( disponível para download  >> aqui )

1 - Nota introdutória

No presente trabalho apresentam-se indicadores de evolução em valor, volume e preço das importações e das exportações portuguesas de mercadorias calculados para o período de Janeiro a Setembro de 2020, face ao período homólogo de 2019.

Para o cálculo dos índices de preço, as posições pautais a oito dígitos da Nomenclatura Combinada (NC-8), relativas às importações e às exportações de mercadorias com movimento nos dois anos, foram agregadas em 11 grupos e 38 subgrupos de produtos (ver Anexo).

Os índices de preço, do tipo Paasche, utilizados como deflatores dos índices de valor para o cálculo dos correspondentes índices de volume, foram calculados a partir de dados de base elementares, constantes do Portal do Instituto Nacional de Estatística (INE), para o período de Janeiro a Setembro, em versão definitiva para 2019 e preliminar para 2020.

2 – Nota metodológica

O método utilizado para o cálculo dos índices de preço de Paasche aqui apresentados assenta na selecção de uma amostra representativa do comportamento dos preços de cada subgrupo de produtos, construída com base em metodologia definida, ensaiada e testada na antiga Direcção-Geral do Comércio Externo e utilizada ao longo dos anos nos organismos que lhe sucederam, índices posteriormente ponderados para o cálculo dos índices dos respectivos grupos, e estes por sua vez ponderados para o cálculo do índice do total, em cada uma das vertentes comerciais.

Os índices de preço de cada subgrupo são obtidos a partir de uma primeira amostra automática, com base nos produtos com movimento nos dois períodos em análise e respeitando as alterações pautais, dentro de um intervalo definido por métodos estatísticos. 

Segue-se uma análise crítica, que pode incluir, entre outros, o recurso à evolução do preço das matérias-primas que entram na manufactura de um dado produto, como indicador de consistência de um determinado índice que, apesar de um comportamento aparentemente anormal, pode vir a ser incluído na amostra.

Mais frequentemente procede-se à desagregação por mercados de origem e de destino de posições pautais com peso relevante que se encontram fora do intervalo, incluindo-se na amostra do subgrupo a informação do conjunto dos países que apresentam um comportamento coerente na proximidade do intervalo previamente encontrado.

Também produtos dominantes incluídos no intervalo e decisivos para o índice do subgrupo podem ser desagregados e considerados por mercados se, através de uma análise crítica, forem encontrados desvios sensíveis face aos restantes.

3 – Balança Comercial

De acordo com os dados preliminares disponíveis, no período de Janeiro a Setembro de 2020 o défice da balança comercial de mercadorias decresceu -30,6% face ao período homólogo do ano anterior, com o grau de cobertura das importações pelas exportações a aumentar de 74,5% para 78,6%.

As importações (somatório das ‘chegadas’ de mercadorias provenientes do espaço comunitário com as importações originárias dos países terceiros), com um decréscimo em valor de -17,2%, terão registado uma quebra em volume de -13,4% e um decréscimo em preço de ‑4,4%. Por sua vez, a descida em valor de -12,7% verificada nas exportações terá resultado de uma descida em volume de -10,0%, com o preço a decair –3,0%.

Excluindo os produtos “Energéticos do Total das importações e das exportações, o défice da balança comercial em 2020 situa-se em -7,8 mil milhões de Euros, contra -10,6 mil milhões em termos globais. Por sua vez o grau de cobertura das importações pelas exportações, em 2020, sobe de 78,6% em termos globais para 82,6%. De acordo com os dados disponíveis as importações terão registado taxas de variação em valor, volume e preço respectivamente de –14,9%, -13,3% e -1,9%. Por sua vez, as exportações terão averbado uma quebra em valor de -11,6%, em resultado de descidas de -9,9% em volume e -1,9% em preço.

Em 2020, o saldo da balança comercial foi positivo em quatro dos onze grupos de produtos considerados, que representaram 29,9% das exportações e 17,0% das importações totais, designadamente “Madeira, cortiça e papel”, “Têxteis e vestuário”, “Calçado, peles e couros” e “Produtos acabados diversos”.

4 – Importações

No período em análise, os grupos de produtos com peso a dois dígitos nas importações de mercadorias foram: “Máquinas, aparelhos e partes” (18,6% em 2020 e 17,5% em 2019),  “Químicos” (18,5% e 16,2%), “Agro-alimentares” (16,2% e 14,1%) e “Material de transporte terrestre e partes” (10,6% e 12,1%). Seguiram-se os grupos de produtos “Energéticos” (9,2% e 11,7%), ”Minérios e metais” (8,3% e 8,1%), “Produtos acabados diversos” (6,3% e 5,8%), “Têxteis e vestuário” (5,7% e 5,6%), “Madeira, cortiça e papel” (3,2% e 3,0%), “Calçado, peles e couros” (1,8% e 2,1%) e “Aeronaves, embarcações e partes” (1,6% e 3,9%).

Em todos os onze grupos de produtos considerados registaram-se, nos primeiros nove meses de 2020, taxas de variação homóloga em Valor negativas, incidindo as mais acentuadas nos grupos "Aeronaves, embarcações e partes" (-66,0%), não constante dos gráficos por não serem calculados índices de volume e preço para este grupo, “Energéticos” (-34,6%),  “Material de transporte terrestre” (-27,6%), e “Calçado, peles e couros” (-27,0%). 

Foram também negativas as taxas de variação em Volume, ocorrendo os maiores decréscimos no “Material de transporte terrestre e partes” (-29,0%) e no “Calçado, peles e couros” (‑28,0%).

Na óptica do preço verificou-se algum crescimento nos grupos “Material de transporte terrestre e partes” (+1,9%), “Calçado, peles e couros” (+1,3%), “Produtos acabados diversos” (+0,2%) e “Têxteis e vestuário” (+0,1%). A principal quebra coube ao grupo “Energéticos” (-23,5%).

5 – Exportações

Em 2020, no período em análise, os grupos de produtos com peso a dois dígitos nas exportações de mercadorias foram “Máquinas aparelhos e partes” (14,3% em 2020 e 13,7% em 2019), “Agro-alimentares” (14,0% e 11,9%), “Material de transporte terrestre e partes” (13,6% e 15,1%) e “Químicos” (13,3% e 12,9%). Seguiram-se os grupos “Produtos acabados diversos” (9,9% e 9,7%), “Minérios e metais” (9,4% nos dois anos ), “Têxteis e vestuário” (8,9% nos dois anos), “Madeira, cortiça e papel” (7,6% e 7,5%), “Energéticos” (4,7% e 5,8%), “Calçado, peles e couros” (3,5% e 3,7%) e “Aeronaves, embarcações e partes” (0,8% e 1,3%).


À excepção do grupo “Agro-alimentares” (+3,0%), verificaram-se decréscimos em valor, face ao ano anterior, nos restantes grupos de produtos.

 Os maiores decréscimos incidiram nos grupos “Energéticos” (-29,8%), “Material de transporte terrestre e partes” (‑21,6%) e “Calçado, peles e couros” (‑17,8%). Seguiram-se os grupos “Minérios e metais” e “Têxteis e vestuário”” (‑12,8% cada), “Madeira, cortiça e papel” (‑11,6%), “Produtos acabados diversos” (‑10,9%), “Químicos” (-9,8%) e “Máquinas, aparelhos e partes” (-8,5%).

No grupo “Aeronaves, embarcações e partes”, não constante dos gráficos seguintes por não ser, à semelhança das importações, objecto de cálculo dos índices de volume e preço, verificou-se uma quebra em valor de -48,3%.

Em volume, verificaram-se descidas das exportações em todos os grupos de produtos à excepção de “Agro-alimentares” (+5,1%). 

Os maiores descréscimos ocorreram no grupo “Material de transporte terrestre e partes” (‑22,5%) e “Calçado, peles e couros” (-18,2%).

Seguiram-se os grupos “Têxteis e vestuário” (‑13,1%), “Energéticos” (-10,4%), “Máquinas, aparelhos e partes” (-9,1%), “Minérios e metais” (-7,9%), “Químicos” (-7,7%), “Produtos acabados diversos” (-6,5%) e “Madeira, cortiça e papel” (‑6,2%).

No âmbito do preço verificaram-se acréscimos nas exportações dos grupos “Material de transporte terrestre e partes” (+1,2%), “Máquinas, aparelhos e partes” (+0,6%), “Calçado, peles e couros” (+0,5%) e “Têxteis e vestuário” (+0,4%).  

O maior decréscimo incidiu no grupo “Energéticos” (‑21,7%). Seguiram-se os grupos “Madeira, cortiça e papel” (‑5,7%), “Minérios e metais” (‑5,4%), “Produtos acabados diversos” (-4,6%), “Químicos” (-2,2%) e “Agro-alimentares” (-2,0%).

6 – Representatividade das amostras

Como se pode observar no quadro seguinte, a representatividade da amostra global de cada uma das vertentes comerciais, que serviu de base ao cálculo dos respectivos índices de preço de Paasche, foi da ordem dos 90%, o que também aconteceu na maioria dos grupos de produtos, mas sempre superior a 80%.


Alcochete, 19 de Novembro de 2020.           


ANEXO



sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Acréscimos e decréscimos das exportações - Produtos e Mercados - Setembro 2020


Acréscimos e Decréscimos
das Exportações
por Produtos e Mercados
Evolução Mensal - Setembro de 2020

                                                        ( disponível para download  >> aqui )

1 - Nota introdutória

Neste trabalho pretende-se analisar onde incidiram os maiores acréscimos e decréscimos nas exportações portuguesas de mercadorias, por produtos e por mercados, ao longo dos nove primeiros meses de 2020, acumulados e não acumulados, face ao período homólogo de 2019. São para este fim utilizados dados de base divulgados no portal do Instituto Nacional de Estatística (INE), em versão definitiva para 2019 e preliminar para 2020, com última actualização em 9 de Novembro de 2020.

2 – Exportações no período acumulado                                                          Janeiro-Setembro 2019 e 2020

Em 2020, no período acumulado de Janeiro a Setembro, as exportações de mercadorias decresceram em valor -12,7% face a igual período do ano anterior (-5,6 mil milhões de Euros), abrangendo todos os grupos de produtos à excepção do grupo “Agro-alimentares”, que aumentou 157 milhões de Euros, +3,0% (definição do conteúdo dos grupos em Anexo).

O maior decréscimo, em Euros, incidiu no grupo “Material de transporte terrestre e partes” (‑1,5 mil milhões de Euros).

Seguiram-se os grupos “Energéticos” (-771 milhões), “Químicos” (-561 milhões), “Minérios e metais” (-537 milhões),   “Máquinas., aparelhos e partes” (-520 milhões), “Têxteis e vestuário” (‑510 milhões), “Produtos acabados diversos” (‑470 milhões), “Madeira, cortiça e papel” (-390 milhões), “Calçado, peles e couros” (-295 milhões) e “Aeronaves, embarcações e partes” (‑282milhões de Euros). 

Considerando a partição entre espaço Intra-UE27 (Reino Unido excluído) e Extra-UE, verifica-se que no período em análise, no seio da Comunidade, as exportações, que representaram 71,6% do Total, decresceram -11,8% face ao mesmo período do ano anterior (‑3,7 mil milhões de Euros). Por sua vez, para fora da Comunidade as exportações registaram uma quebra de ‑14,7% (-1,9 mil milhões).

O Total do espaço Intracomunitário foi aqui calculado, para ambos os anos, por somatório dos valores dos actuais parceiros de Portugal (Reino Unido excluído), acrescido das provisões de bordo, países não determinados e confidencialidade, quando atribuídos à União Europeia.

Em termos globais, os maiores decréscimos couberam a Espanha (-1,1 mil milhões de Euros), Alemanha (-734 milhões), Reino Unido (-552 milhões), França (-466 milhões), Itália (-348 milhões), Países Baixos (-291 milhões), EUA (-274 milhões), Provisões de Bordo para Países Terceiros (-266 milhões), Angola (-260 milhões), Canadá (-220 milhões), Provisões de Bordo para a UE (-216 milhões), Marrocos (‑109 milhões), Bélgica (‑108 milhões) e Áustria (‑106 milhões de Euros).

O acréscimo mais significativo pertenceu ao Japão (+74 milhões de Euros), seguido de Gibraltar (+51 milhões), Ida rlanda (+47 milhões), da Coreia do Sul (+31 milhões), de Países não determinados Intra-UE (+24 milhões), da Suécia (+21 milhões) e de Ceuta (+20 milhões de Euros).

3 – Exportações no mês de Setembro de 2020 (não acumulado)                face a 2019, por Grupos de Produtos

Os grupos de produtos com maior peso nas exportações portuguesas no mês de Setembro de 2020, não acumulado, foram “Material de transporte terrestre e partes” (18,1%),“Máquinas, aparelhos e partes” (15,0%), “Agro-alimentares” (13,2%), “Químicos” (12,5%), e “Produtos acabados diversos” (10,6%).

Seguiram-se os grupos “Minérios e metais” (8,9%), “Têxteis e vestuário” (7,3%), “Madeira, cortiça e papel” (6,9%), “Energéticos” (3,9%) “Calçado, peles e couros” (3,0%), e “Aeronaves, embarcações e partes” (0,5%).

O maior decréscimo, face ao mês de Setembro de 2019, ocorreu no grupo “Aeronaves, embarcações e partes” (-137 milhões de Euros), seguido dos grupos “Energéticos” (-42 milhões), “Têxteis e vestuário” (-26 milhões), “Calçado, peles e couros” (-21 milhões), “Químicos” (-16 milhões), “Madeira, cortiça e papel” e “Minérios e metais” (-4 milhões cada).

Registaram-se acréscimos nos restantes quatro grupos de produtos: “Material de transporte terrestre e partes” (+90 milhões de Euros), “Máquinas, aparelhos e partes” (+63 milhões), “Produtos acabados diversos” (+42 milhões) e “Agro-alimentares” (+35 milhões).

No quadro seguinte encontram-se relacionados, por grupos de produtos, os acréscimos e decréscimos verificados nas exportações dos principais produtos definidos a dois dígitos da Nomenclatura Combinada (NC-2).

O grupo “Máquinas, aparelhos e partes”, o segundo grupo com maior peso entre os onze grupos considerados (14,0% do Total), engloba máquinas e aparelhos mecânicos e eléctricos muito diversificados. No quadro seguinte encontram-se, desagregados a um nível mais fino da Nomenclatura Combinada (NC-4), os principais produtos exportados por Portugal no período em análise e respectivos acréscimos e decréscimos, com um valor superior a 800 mil Euros em cada um dos anos. 

4 – Evolução comparada das exportações mensais
      por grupos de produtos

Numa análise das exportações de mercadorias por meses não acumulados ao longo de 2020, face a 2019, por grupos de produtos, verifica-se que após uma quebra acentuada das exportações da generalidade dos grupos, em particular nos meses de Abril e Maio, se está a assistir ao longo dos meses seguintes a uma aproximação sucessiva aos níveis mensais do ano anterior, que foram já mesmo ultrapassados em alguns dos grupos, como se pode observar nos gráficos que se seguem.


Alcochete, 12 de Novembro de 2020.

 ANEXO


terça-feira, 10 de novembro de 2020

Série mensal - Janeiro-Setembro 2020 - Comércio Internacional

 

Comércio Internacional de mercadorias
- Série Mensal -
Janeiro a Setembro de 2020 

( disponível para download  >> aqui )

1 - Balança comercial

De acordo com dados preliminares divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), com última actualização em 9 de Novembro de 2020, para o período acumulado de Janeiro a Setembro de 2020, e definitivos para o ano de 2019, as exportações de mercadorias, face ao mesmo período do ano anterior, decresceram em valor ‑12,7% (‑5,6 mil milhões de Euros), a par de uma quebra nas importações de -17,2% (-10,3 mil milhões).

Estas descidas reflectem quebras mensais significativas, em termos homólogos, verificadas de Março a Julho, principalmente nos meses de Abril e Maio (-39,2% e ‑39,4% nas importações e -41,3% e -38,8% nas exportações). A partir de então o volume destas quebras, face ao mês homólogo do ano anterior, tem-se vindo a reduzir sucessivamente, situando-se no mês de Setembro em ‑9,9% nas importações e -0,4% nas exportações.

As exportações para o espaço comunitário (expedições), cujo Total corresponde aqui aos actuais 27 membros (Reino Unido excluído), registaram no período acumulado de Janeiro a Setembro uma quebra de ‑11,8% (‑3,7 mil milhões de Euros), tendo as exportações para os países terceiros decaído -14,7% (‑1,9 mil milhões).  Por sua vez, as importações com origem na UE (chegadas) diminuíram –17,0% (-7,5 mil milhões), com as originárias dos países terceiros a decrescerem -17,7% (-2,8 mil milhões).

O défice comercial externo (Fob-Cif) decresceu -30,6% ao situar-se em -10,6 mil milhões de Euros (menos 4,7 mil milhões do que no ano anterior), a que correspondeu uma redução de 3,7 mil milhões no comércio intracomunitário e de 914 milhões no extracomunitário. Em termos globais, o grau de cobertura (Fob/Cif) das importações pelas exportações subiu de 74,5%, em 2019, para 78,6%, em 2020.

A variação do preço de importação do petróleo repercute-se no valor das exportações de produtos energéticos, com reflexo na Balança Comercial. Em 2020, neste período, o valor médio unitário de importação do petróleo desceu, face a 2019, de 433 para 305 Euros/Ton, com prática estagnação nos últimos quatro meses.

Para além da variação da cotação internacional do barril de petróleo, medida em dólares, a variação da cotação do dólar face ao Euro é também um dos factores determinantes da evolução do seu preço em Euros.

Se excluirmos do total das importações e das exportações o conjunto dos produtos “Energéticos”, Capº 27 da NC (11,7% e 9,2% do total das importações em 2019 e 2020, no período em análise, 5,8% e 4,7% na vertente das exportações), o grau de cobertura (Fob/Cif) das importações pelas exportações sobe, em 2020, de 78,6%, no comércio global, para 82,6%.

2 – Evolução mensal

3 – Mercados de destino e de origem

3.1 - Exportações

Em 2020, no período em análise, as exportações nacionais para a UE (expedições), que representaram 71,6% do total (70,9% em 2019), decresceram em valor -11,8%, contribuindo com -8,4 pontos percentuais (p.p.) para uma taxa de ‘crescimento’ global negativa de -12,7%.

As exportações para o espaço extracomunitário, que representaram os restantes 28,4% do total em 2020 (29,1% em 2019), decaíram -14,7%, contribuindo com -4,3 p.p. para a taxa de ‘crescimento’ global.

Os principais destinos nos primeiros nove meses de 2020 foram a Espanha (25,3%), a França (13,7%), a Alemanha (12,1%), o Reino Unido (5,5%), os EUA (5,1%), a Itália (4,3%), os Países Baixos (3,8%), a Bélgica (2,4%), Angola (1,7%), a Polónia e o Brasil (1,3% cada), a Suíça (1,2%), a Suécia e Turquia (1,1% cada), destinos que  representaram 79,8% do total das exportações.

Angola, o terceiro principal mercado entre os países terceiros depois do Reino Unido e dos EUA, registou uma quebra em valor nas exportações de –28,8% em 2020 (-259,9 milhões de Euros), envolvendo a totalidade dos onze grupos de produtos. As maiores descidas incidiram nos grupos “Máquinas, aparelhos e partes” (-68,9 milhões de Euros), “Agro-alimentares” (-43,1 milhões), “Químicos” (‑41,8 milhões), “Minérios e metais” (-39,3 milhões), “Produtos acabados diversos” (‑25,6 milhões), “Madeira, cortiça e papel” (-17,0 milhões), e “Têxteis e vestuário” (-13,0 milhões de Euros).

Entre os trinta principais destinos, os maiores contributos positivos para o ‘crescimento’ negativo das exportações neste período (-12,7%), pertenceram à Irlanda (+0,1 p.p.), à Suécia (+0,05 p.p.) e à Turquia (+0,02 p.p.).

O maior contributo negativo coube a Espanha (‑2,5 p.p.), seguida da Alemanha (-1,6 p.p.), do Reino Unido (-1,2 p.p.), da França (-1,0 p.p.), da Itália (-0,8 p.p.), dos Países Baixos (-0,7 p.p.), dos EUA, Provisões de Bordo para Países Terceiros e Angola (‑0,6 p.p. cada), e do Canadá (-0,5 p.p.).

Os maiores acréscimos, de pequena monta, nas expedições para o espaço comunitário, em termos homólogos, incidiram na Irlanda e na Suécia. Os maiores decréscimos couberam a Espanha, Alemanha, França, Itália, Países Baixos e Provisões de Bordo, seguidos da Bélgica, Áustria, Polónia, Grécia, Finlândia, Eslováquia, Eslovénia, Bulgária e Malta.


No conjunto dos Países Terceiros, entre os maiores acréscimos nas exportações destacaram-se os do Japão, de Gibraltar e da Coreia do Sul.

Entre os maiores decréscimos evidenciou-se o Reino Unido, seguido dos EUA, Provisões de Bordo, Angola, Canadá, Marrocos, México, Egipto, China, Argélia, África do Sul, Noruega e Índia.

3.2 - Importações

De Janeiro a Setembro de 2020, as chegadas de mercadorias com origem na UE, que representaram 73,5% do total (73,4% em 2019), registaram um decréscimo de -17,0% e contribuíram com -12,5 p.p. para uma taxa de variação homóloga global de ‑17,2%.

As importações com origem no espaço extracomunitário registaram um decréscimo de ‑17,7%, representando 26,5% do total em 2020 (26,6% em 2019), com um contributo para o ‘crescimento’ global de -4,7 p.p..

Os principais mercados de origem das importações em 2020 foram a Espanha (31,9% do Total), a Alemanha (13,3%) e a França (7,3%).

Seguiram-se os Países Baixos (5,5%), a Itália (5,1%), a China (4,6%), a Bélgica (2,9%), o Reino Unido (2,8%), o Brasil (2,6%), os EUA e a Nigéria (1,8% cada).

Estes países representaram, no seu conjunto, 79,4% das importações totais.

Entre os contributos positivos para a taxa de variação homóloga das importações em 2020 (‑17,2%) destacou-se o do Brasil (+0,9 p.p.), seguido da Nigéria (+0,4 p.p.).

Os maiores contributos negativos couberam a França (-4,0 p.p.), Espanha (-3,7 p.p.) e Alemanha (-2,1 p.p.).

Seguiram-se a Federação Russa (-1,0 p.p.), Angola e a Itália (-0,9 p.p. cada), o Azerbaijão (-0,8 p.p.), a Bélgica e a Arábia Saudita (-0,6 p.p. cada), e os Países Baixos (-0,5 p.p.).

Nas duas figuras seguintes relacionam-se os maiores acréscimos e decréscimos das importações com origem intracomunitária e nos países terceiros.


4 – Saldos da Balança Comercial

Em 2020, os maiores saldos positivos da balança comercial (Fob-Cif) couberam à França (+1710 milhões de Euros), aos EUA (+1085milhões) e ao Reino Unido (+757 milhões). Seguiram-se a Turquia (+410 milhões) e Angola (+294 milhões). O maior défice, a grande distância dos restantes, pertenceu a Espanha (-5934 milhões de Euros), seguido dos da Alemanha (-1891 milhões), da China (‑1889 milhões), dos Países Baixos (-1237 milhões) e da Nigéria (-845 milhões).

5 – Evolução por grupos de produtos

5.1 – Exportações

Os capítulos da Nomenclatura Combinada (NC-2 Ξ SH-2), foram aqui agregados em 11 grupos de produtos (ver ANEXO). Os grupos com maior peso nas exportações em 2020, representando 55,2% do total, foram “Máquinas, aparelhos e partes” (14,3% do total e ‑8,5% de TVH), “Agro-alimentares” (14,0% e TVH +3,0%), “Material de transporte terrestre e partes” (13,6% e -21,6%) e “Químicos” (13,3% e ‑9,8%).

À excepção do grupo “Agro-alimentares”, (+157 milhões de Euros), em todos os restantes dez grupos se registaram decréscimos nas exportações face a 2019. Os maiores contributos para o decréscimo global (-5,6 mil milhões de Euros), couberam aos grupos “Material de transporte terrestre e partes” (-1,5 mil milhões de Euros), “Energéticos” (‑771 milhões), “Quimicos” (-561 milhões), “Minérios e metais” (-537 milhões),  “Máquinas, aparelhos e partes” (-520 milhões) e “Têxteis e vestuário” (-510 milhões de Euros).

5.2 – Importações

Em 2020, os grupos de produtos com maior peso nas importações, representando 81,4% do total, foram “Máquinas, aparelhos e partes” (18,6% e TVH -12,4%), “Químicos” (18,5% do total e TVH -5,7%), “Agro-alimentares” (16,2% e TVH -4,6%), “Material de transporte terrestre e partes” (10,6% e TVH -27,6%), “Energéticos” (9,2% e TVH -34,6%) e “Minérios e metais” (8,3% e TVH -15,1%). 

Verificaram-se decréscimos em todos os 11 grupos de produtos, num total de -10,3 mil milhões de Euros, cabendo os mais significativos aos grupos “Energéticos” (-2,4 mil milhões), “Material de transporte terrestre e partes” (-2,0 mil milhões), “Aeronaves, embarcações e partes” (‑1,5 mil milhões). “Máquinas, aparelhos e partes” (-1,3 mil milhões), “Minérios e metais” (-734 milhões de Euros), “Químicos” (-555 milhões) e “Têxteis e vestuário” (-502 milhões de Euros).

6 – Mercados por grupos de produtos

6.1 – Exportações

Entre os mercados de destino, a Espanha ocupou em 2020 a primeira posição em 8 dos 11 grupos de produtos com 25,3% do total, ocorrendo as excepções nos grupos “Calçado, peles e couros” (4ª posição, depois da França, Alemanha e Países Baixos), “Máquinas, aparelhos e partes” (2ª posição, depois da Alemanha) e “Aeronaves, embarcações e partes” (5ª posição, precedida do Brasil, dos EUA, da França e da Roménia).

Seguiram-se no “ranking” a França (13,7%), a Alemanha (12,1%), o Reino Unido (5,5%), os EUA (5,1%), a Itália (4,3%), os Países Baixos (3,8%), a Bélgica (2,4%), Angola (1,7%) e a Polónia (1,3%). Estes dez países representaram 75,0% das exportações totais.

6.2 – Importações

Na vertente das importações, a Espanha ocupou o primeiro lugar em nove dos onze grupos de produtos, com 31,9% do total, sendo as excepções os grupos “Energéticos” (2ª posição, precedida da Nigéria) e “Aeronaves, embarcações e partes” (5º lugar, depois da França, Alemanha, EUA e Ilhas Virgens Britânicas).

Seguiram-se, no “ranking”, a Alemanha (13,3%), a França (7,3%), os Países Baixos (5,5%), a Itália (5,1%), a China (4,6%), a Bélgica (2,9 %), o Reino Unido (2,8%), o Brasil (2,6%) e os EUA (1,8%). Estes dez países cobriram 77,7% das importações totais.

Alcochete, 10 de Novembro de 2020.

ANEXO