domingo, 8 de março de 2026

Comércio Internacional de mercadorias de Portugal com países do Médio-Oriente (2024-2025)

 

Comércio Internacional de mercadorias
de Portugal
com países do Médio-Oriente
(2024-2025)

                                           (disponível para download >> aqui )

1 – Introdução

Analisa-se neste trabalho, atavés de quadros e gráficos, o peso de um conjunto de treze países do Médio-Oriente nas importações e exportações portuguesas em 2024 e 2025, designadamente nos Emiratos Árabes Unidos, Baharein, Chipre, Israel, Iraque, Irão, Jordânia, Kuwait, Líbano, Oman, Catar, Arábia Saudita e Síria.

Em 2024 e 2025 estes países representaram 0,7% das Importações globais portuguesas de mercadorias e 1,3% das Exportações. 

As principais importações incidiram no Grupo de Produtos “Energéticos” (55,2% do Total), seguido de “Químicos” (19,0%) e “Minérios e metais” (12,1%). Por sua vez as principais exportações couberam aos grupos “Agro-alimentares” (29,1%), “Produtos acabados diversos” (12,4%), “Químicos” (12,3%), “Máquinas, aparelhos e partes” (11,6%) e “Madeira, cortiça e papel” (10,2%).


Nos anos em análise a Balança Comercial foi favorável a Portugal, com saldos de +236,9 milhões de Euros em 2024 e +290,5 milhões em 2025. 

Nas páginas seguintes apresentam-se quadros com os valores e estrutura das importações e exportações portuguesas com cada um destes países em 2024-2025, desagregados por Grupos de Produtos (definição do conteúdo em Anexo), a partir de dados de base do ‘Instituto Nacional de Estatística de Portugal’ (INE) em versão definitiva para 2024 e preliminar para 2025, com última actualização em 09-02-2026.

2 – Importações e Exportações portuguesas por países do                    Médio-Oriente desagregadas por Grupos de Produtos                      (2024-2025)


3 – Peso relativo das Importações (%) com origem em países            do Médio-Oriente, por Grupos de Produtos (2024-2025)

4 – Peso relativo das Exportações (%) com destino a países                do Médio-Oriente, por Grupos de Produtos (2024-2025)

5 – Importação de produtos “Energéticos” do Médio-Oriente                Principais países fornecedores em 2024 e2025

Em 2025 os principais fornecedores de produtos “Energéticos” entre o conjunto de países considerado foram o Kuwait, com 59,7% do total (18,2% em 2024) e a Arábia Saudita, com 37,4% (81,7% em 2024).

Com pesos muito reduzidos alinharam-se depois, em 2025, o Iraque (2,1%), Israel (0,7%) e os Emiratos Árabes Unidos (0,2%), com fornecimentos nulos ou praticamente nulos no ano anterior.

Por tipos de produtos, a importação com origem no Kuwait consistiu em “Jet-fuel” para carboreatores, que em 2025 totalizou 251 milhões de Euros (89,5 milhões em 2024).

Em 2025 as importações provenientes da Arábia Saudita, mais diversificadas, incidiram em “Fuelóleos”, com 378,5 milhões de Euros (111,7 milhões em 2024) e “Gasóleos”, 39,5 milhões, sem importação em 2024..

Em 2024 realizou-se ainda uma importação de “Jet-Fuel” no valor de 89,5 milhões de Euros, sem correspondência em 2025.


Alcochete, 7 de Março de 2026.



ANEXO






























sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Comércio Internacional de mercadorias - Índices de Valor, Volume e Preço - Janeiro-Dezembro 2025/2024

 

Comércio Internacional
de mercadorias
Índices de Valor, Volume e Preço
por grupos e subgrupos de produtos
(Janeiro-Dezembro 2025/2024)

                                                
                                           (disponível para download  >> aqui )

 1 - Introdução

Apresentam-se neste trabalho indicadores de evolução em Valor, Volume e Preço das importações e das exportações portuguesas de mercadorias por grupos e subgrupos de produtos, à excepção do grupo em que se inserem “Aeronaves, embarcações e partes”, calculados para o período acumulado de Janeiro a Dezembro de 2025, a preços do período homólogo de 2024.

Para o cálculo dos índices de preço, as posições pautais a oito dígitos da Nomenclatura Combinada (NC-8), relativas às importações e exportações de mercadorias com movimento nos dois anos, foram agregadas em 11 grupos e 38 subgrupos de produtos (ver Anexo).

Os índices de preço, do tipo Paasche, utilizados como deflatores dos índices de valor para o cálculo dos correspondentes índices de volume, foram calculados a partir de dados de base elementares constantes do Portal do 'Instituto Nacional de Estatística' (INE), em versão definitiva para 2024 e preliminar para 2025, com última actualização em 9 de Fevereiro de 2026.

2 – Nota metodológica

O método utilizado para o cálculo dos índices de preço de Paasche aqui apresentados assenta na selecção de uma amostra representativa do comportamento dos preços de cada subgrupo de produtos, índices posteriormente ponderados para o cálculo dos índices dos respectivos grupos de produtos, e estes por sua vez ponderados para o cálculo do índice do total, em cada uma das vertentes comerciais.

Os índices de preço de cada subgrupo são obtidos a partir de uma primeira amostra automática, construída com base nos produtos com movimento nos dois períodos em análise e respeitando as alterações pautais anualmente introduzidas na Nomenclatura Combinada, dentro de um intervalo calculado por métodos estatísticos.

Segue-se uma análise crítica, que pode incluir, entre outros, o recurso à evolução do preço das matérias-primas que entram na manufactura de um dado produto, como indicador de consistência de um determinado índice que, apesar de um comportamento aparentemente anormal, pode vir a ser incluído na amostra.

Mais frequentemente procede-se à desagregação por mercados de origem e de destino de posições pautais com peso relevante que se encontram fora do intervalo calculado, incluindo-se na amostra do subgrupo a informação do conjunto dos países que apresentam um comportamento coerente na proximidade do intervalo previamente encontrado.

No caso presente foram desagregados por países e analisados os respectivos índices 71 produtos da Nomenclatura Combinada a oito dígitos, nas importações, e 50 nas exportações.

Também produtos dominantes incluídos no intervalo e decisivos para o índice do subgrupo podem ser desagregados e considerados por mercados se, através de uma análise crítica, forem encontrados desvios sensíveis face aos restantes produtos do subgrupo.

Na figura seguinte pode observar-se, por grupos de produtos, a representatividade das amostras globais em cada uma das vertentes comerciais, que serviram de base ao cálculo dos índices de preço de Paasche, envolvendo mais de 18000 posições pautais a oito dígitos da Nomenclatura Combinada, na base de dados do INE. 

3 – Balança Comercial

De acordo com os dados disponíveis, o défice da balança comercial de mercadorias no período de Janeiro a Dezembro de 2025 aumentou +13,2% face ao período homólogo do ano anterior, com o grau de cobertura das importações pelas exportações a descer de 73,6% para 71,2%.

As importações (somatório das ‘chegadas’ de mercadorias provenientes do espaço comunitário com as ‘importações‘ originárias dos países terceiros), com um aumento em valor de +3,9%, terão registado um acréscimo em volume de +6,5% e um decréscimo em preço de -2,5%. O aumento em valor de +0,5% verificado nas exportações terá resultado de um acréscimo em volume de +2,3%, com o preço a decrescer -1,7%.

Excluindo os produtos “Energéticos” do Total das importações e das exportações, o défice da balança comercial em 2025 situa-se em -26,7 mil milhões de Euros, contra -32,1 mil milhões em termos globais. Por sua vez, em 2025 o grau de cobertura das importações pelas exportações sobe de 71,2%, em termos globais, para 73,8%.

Numa análise por Grupos de Produtos, em 2025 o saldo da Balança Comercial de mercadorias no período em análise foi positivo em quatro dos onze grupos de produtos considerados, designadamente “Madeira, cortiça e papel” (+2041 milhões de Euros), “Calçado, peles e couros” (+222milhões), “Têxteis e vestuário” (+165 milhões) e “Produtos acabados diversos” (+52 milhões de Euros).



4 - Importações

Em 2025 os grupos de produtos com peso a dois dígitos nas importações de mercadorias foram “Químicos” (19,0% do Total), “Máquinas, aparelhos e partes” (18,0%), “Agro-alimentares” (16,3%) e “Material de transporte terrestre e partes” (12,7%).

Seguiram-se os grupos “Minérios e metais” (8,7%), “Energéticos” (8,5%), “Produtos acabados diversos” (6,4%), “Têxteis e vestuário” (4,9%), “Madeira, cortiça e papel” (2,8%), “Calçado, peles e couros” (1,8%) e “Aeronaves, embarcações e partes” (0,7%).

Foram positivas as taxas de variação em Valor de todos os Grupos de Produtos à excepção de “Energéticos” (-18,4%), tendo incidido os maiores acréscimos nos grupos “Químicos” (+12,8%) e “Material de transporte terrestre e partes” (+11,6%). Seguiram-se os grupos “Agro-alimentares” (+8,1%), “Produtos acabados diversos” (+7,0%), “Calçado, peles e couros” (+4,7%), “Minérios e metais” (+3,6%), “Têxteis e vestuário” (+2,5%), “Madeira, cortiça e papel” (+2,3%) e “Máquinas, aparelhos e partes” (+1,1%).

Em Volume, foram positivas as taxas de variação em todos os grupos de produtos à excepção de “Energéticos” (-10,1%), com destaque para “Químicos” (+15,7%) e “Material de transporte terrestre e partes” (+11,9%). Seguiram-se os grupos “Agro-alimentares” (+8,3%), “Produtos acabados diversos” (+8,0%), “Têxteis e vestuário” (+7,4 %), “Calçado, peles e couros” (+7,0%), “Minérios e metais” (+6,4%), “Máquinas, aparelhos e partes” (+5,1%) e “Madeira, cortiça e papel” (+3,0%).

Em Preço, foram negativas as taxas de variação em todos os grupos de produtos: “Energéticos” (-9,2%), “Têxteis e Vestuário” (-4,6%), “Máquinas, aparelhos e partes” (-3,8%), “Minérios e metais” (-2,6%), Químicos” (-2,5%), “Calçado, peles e couros” (-2,1%), “Produtos acabados diversos” (-0,9%), “Madeira, cortiça e papel” (-0,8%), “Material de transporte terrestre e partes” (-0,3%) e “Agro-alimentares” (-0,2%).

5 – Exportações

No período em análise de 2025 os grupos de produtos com peso a dois dígitos nas exportações de mercadorias foram “Químicos” (16,0%), “Máquinas aparelhos e partes” (15,6%), “Agro-alimentares” (14,7%) e “Material de transporte terrestre e partes” (12,4%).

Seguiram-se os grupos “Minérios e metais” (9,8%), “Produtos acabados diversos” (9,1%), “Têxteis e vestuário” (7,1%), “Madeira, cortiça e papel” (6,5%), “Energéticos” (5,1%), “Calçado, peles e couros” (2,8%) e “Aeronaves, embarcações e partes” (0,8%).

Verificaram-se decréscimos em Valor, face ao ano anterior, nos Grupos de Produtos “Energéticos” (-26,9%), “Madeira, cortiça e papel” (-4,3%), “Produtos acabados diversos” (-3,9%), Têxteis e vestuário” (-0,6%), “Minérios e metais” e “Calçado, peles e couros” (praticamente -0,0%).“O maior acréscimo em valor verificou-se no grupo “Químicos” (+11,9%), seguido dos grupos “Máquinas, aparelhos e partes” (+5,9%), “Material de transporte terrestre e partes” (+2,5%), “Agro-alimentares” (+0,6%).

Em Volume registaram-se decréscimos nos grupos “Energéticos” (-19,0%), “Produtos acabados diversos” (-1,5%), “Minérios e metais” (-0,8%) e “Material de transporte terrestre e partes” (-0,1%),

Os maiores acréscimos ocorreram nos grupos “Máquinas, aparelhos e partes” (+10,2%) e “Químicos” (+10,0%), seguidos de “Agro-alimentares” (+4,0%) “Calçado. peles e couros” (+2,1%), “Madeira, cortiça e papel” (+1,1%) e “Têxteis e vestuário” (+0,3%).

No âmbito do Preço verificaram-se decréscimos nas exportações dos grupos de produtos “Energéticos” (-9,8%), “Madeira, cortiça e papel” (-5,4%), “Máquinas, aparelhos e partes” (-3,9%), “Agro-alimentares” (-3,3%), “Produtos acabados diversos” (-2,4%), “Calçado, peles e couros” (-2,0%), e “Têxteis e vestuário” (-0,9%).

 Os acréscimos incidiram nos grupos “Material de transporte terrestre e partes” (+2,6%), “Químicos” (+1,7%) e “Minérios e metais” (+0,8%). 


Alcochete, 27 de Fevereiro de 2025.


ANEXO


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Comércio Internacional de mercadorias - Série mensal -Janeiro a Dezembro de 2025

 

Comércio Internacional

de mercadorias
- Série mensal -
(Janeiro a Dezembro de 2025)

                                           ( disponível para download  >> aqui )

 1 - Balança comercial

De acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) para o período de Janeiro a Dezembro de 2025 (versão preliminar com última actualização em 9 de Fevereiro de 2026) e de 2024 (versão definitiva), as exportações de mercadorias em 2025 cresceram, em termos homólogos, +0,5% (+417 milhões de Euros), a par de um acréscimo das importações de +3,9% (+4169 milhões).

A partir de Janeiro de 2021, nas estatísticas de base do INE foram acrescentados, na sequência do “Brexit”, dois códigos de países, “XI-Reino Unido (Irlanda do Norte)” e “XU-Reino Unido (não incluindo a Irlanda do Norte)”, apresentando-se a zeros a posição pautal com o código “GB-Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte”. Nos quadros desta série mensal manteremos, para já, este código “GB”, correspondente ao somatório dos valores dos dois novos códigos.

As exportações para o espaço comunitário (expedições), cujo total corresponde aqui aos actuais 27 membros, registaram no período em análise um acréscimo de +2,4% (+1341 milhões de Euros), tendo as exportações para os Países Terceiros decrescido -4,0% (-924 milhões). Por sua vez, as importações com origem na UE (chegadas) aumentaram +6,7% (+5330 milhões) e as originárias dos Países Terceiros decresceram -4,2 % (-1161 milhões de Euros). 


O défice comercial externo (Fob-Cif), +13,2% face a 2024, situou-se em -32100 milhões de Euros (superior em 3752 milhões ao do ano anterior), a que correspondeu um agravamento de 3989 milhões no comércio intracomunitário e um desagravamento de 48 milhões no extrecomunitário. Em termos globais, o grau de cobertura (Fob/Cif) das importações pelas exportações desceu de 73,6% em 2024, para 71,2% em 2025.

A variação do preço de importação do petróleo repercute-se no valor das exportações de produtos energéticos, com reflexo na Balança Comercial. No período acumulado de Janeiro a Dezembro o valor médio de importação do petróleo bruto desceu de 571 Euros/Ton, em 2024, para 485 Euros/Ton, em 2025. 


Para além da variação da cotação internacional do barril de petróleo, medida em dólares, a variação da cotação do dólar face ao Euro é também um dos factores determinantes da evolução do seu preço em Euros.


Se excluirmos do total das importações e das exportações o conjunto dos produtos “Energéticos” (Capº 27 da NC), que pesou 8,7% no total das importações em 2025 e 5,1% nas exportações, o grau de cobertura (Fob/Cif) das importações pelas exportações sobe, em 2025, de 71,2% no comércio global, para 73,8%.

2 – Evolução mensal

3 – Mercados de destino e de origem

3.1 - Exportações

Em 2025, no período em análise, as exportações para a UE (expedições), que representaram 72,3% do Total, cresceram +2,4%, contribuindo com +1,7 pontos percentuais (p.p.) para uma taxa de ‘crescimento’ global de +0,5%.

As exportações para o espaço extracomunitário, 27,7% do Total, decresceram em valor -4,0%, com um contributo negativo de -1,2 p.p. para o crescimento global.


Os dez principais destinos das exportações foram a Espanha (26,0%), a Alemanha (13,9%), a França (12,0%), os EUA (5,8%), o Reino Unido/Irlanda NT e  Itália (4,5% cada), os Países Baixos (3,3%), a Bélgica (2,6%), a Polónia (1,5%) e a Angola (1,4%), destinos que representaram 75,5% do Total.

Angola ocupou a 3ª posição no conjunto dos Países Terceiros, depois dos EUA e do  Reino Unido,  tendo registado um acréscimo de +6,1% nas nossas exportações com este destino (+62,6 milhões de Euros).

Por Grupos de Produtos ocorreram acréscimos em “Produtos acabados diversos” (+,3milhões de Euros), “Máquinas, aparelhos e partes” (+26,0 milhões), Químicos (+6,8 milhões), “Agro-alimentares” (+4,7 milhões) e “Madeira, cortiça e papel” (+3,9 milhões). Os decréscimos incidiram em “Material de transporte terrestre e partes” (-8,5 milhões), “Energéticos” (-5,2 milhões), “Aeronaves, embarcações e partes”      (-5,0 milhões), “Têxteis e vestuário” (-4,1 milhões), e “Minérios e metais” (-2,4 milhões) e “Calçado, peles e couros” (-751 mil Euros).


Entre os principais destinos, o maior contributo positivo para o ‘crescimento’ das exportações neste período (+0,5%) pertenceu à Alemanha (+1,8 p.p.), seguida da da Turquia (+0,3 p.p.) e da Espanha (+0,2 p.p.). Alinharam-se depois Angola, a Irlanda, a Hungria e o Canadá  (+0,1 p.p. cada).

Os maiores contributos negativos couberam aos EUA (-0,9 p.p.), aos Países Baixos e Finlândia (-0,2 p.p.), seguidos de Marrocos, Gibraltar, Brasil e e Provisões de Bordo para Países Terceiros (-0,1 p.p cada).


Os maiores acréscimos nas exportações para o espaço comunitário (expedições) incidiram na Alemanha, seguida a grande distância pela Espanha, Irlanda, Hungria, Áustria, Polónia, Roménia e Repúbica Checa.

Os principais decréscimos couberam aos Países Baixos, à Finlândia, às Provisões de Bordo, à Itália, à Bulgária e à Grécia.


No conjunto dos Países Terceiros, entre os maiores acréscimos nas exportações destacou-se a Turquia, seguida da Ucrânia, Angola, Taiwan, Emiratos, Egipto,  Canadá e Noruega.

Entre os decréscimos evidenciaram-se os EUA, seguidos da Argélia, Marrocos, Gibraltar, Brasil, Austrália, Moçambique, Coreia do Sul e Reino Unido.

3.2 – Importações


No período de Janeiro a Dezembro de 2025 as chegadas de mercadorias com origem na UE, que representaram 76,5% do total, registaram um acréscimo de +6,7% e contribuíram com +5,0 p.p. para uma taxa de variação homóloga global de +3,9%.

As importações com origem no espaço extracomunitário registaram no mesmo período um decréscimo de -4,2% representando 23,5% do total, com um contributo negativo para o ‘crescimento’ global de -1,1 p.p..

O principal mercado de origem das importações foi a Espanha (32,9% do Total) seguida da Alemanha (11,9%), da França (7,3%), dos Países Baixos (5,9%), da China (5,3%), da Itália (5,0%), da Bélgica (3,3%), da Irlanda (2,9%), do Brasil (2,4%) e dos EUA (2,1%).

Estes países representaram, no seu conjunto, 79,0% do total das importações.

Entre os contributos positivos para a taxa de variação homóloga das importações  (+3,9%), destacaram-se a Espanha (+1,3 p.p.), a Irlanda (+1,2 p.p.), a Alemanha (+1,0 p.p.), a China (+0,7 p.p.), os Países Baixos (+0,5 p.p), a França (0,4 p.p.), a a Bélgica (+0,3%).

Os principais contributos negativos incidiram no Brasil (-1,0 p.p.), Azerbaijão e Argélia (-0,3 p.p. cada), Arábia Saudita e Nigéria (-0,2 p.p. cada), Áustria e Japão  (-0,1 p.p. cada).

Nas duas figuras seguintes relacionam-se os maiores acréscimos e decréscimos do valor nas importações com origem Intracomunitária (chegadas) e nos Países Terceiros, entre o período em análise de 2025 e 2024.



4 – Saldos da Balança Comercial       

No em 2025, os maiores saldos positivos da balança (Fob-Cif) couberam ao Reino Unido (+2400 milhões de Euros), aos EUA (+2209 milhões), à França (+1436 milhões), a Angola (+857 milhões) e a Marrocos (+524 milhôes).

O maior défice, a grande distância dos restantes, pertenceu a Espanha (-16029 milhões de Euros), seguida da China (-5241 milhões), dos Países Baixos (-3957 milhões), da Irlanda (-2732 milhões) e da Alemanha (-2157 milhões).


5 – Evolução por grupos de produtos

5.1 – Exportações

Os capítulos da Nomenclatura Combinada (NC-2 Ξ SH-2), foram aqui agregados em 11 grupos de produtos (ver ANEXO).

Em 2025 os grupos de produtos com maior peso foram “Químicos” (16,0% do Total e +1347 milhões de Euros face ao ano anterior), “Máquinas, aparelhos e partes” (15,6% e +691milhões), “Agro-alimentares” (14,7% e +70 milhões) e “Material de transporte terrestre e partes” (12,4% e +237 milhões).

Seguiram-se os grupos “Minérios e metais” (9,8% e -2 milhões), “Produtos acabados diversos” (9,1% e -292 milhões), “Têxteis e vestuário” (7,1% e -33 milhões), Madeira, cortiça e papel” (6,5% e -231 milhões), “Energéticos” (5,1% e -1482 milhões), “Calçado, peles e couros” (2,8% e diferença praticamente nula face ao ano anterior) e “Aeronaves, embarcações e partes” (0,8% e +111 milhões de Euros).


5.2 – Importações

Em 2025 os grupos de produtos com maior peso foram “Químicos” (19,0% do Total e +2403 milhões de Euros face ao ano anterior), “Máquinas, aparelhos e partes” (18,1% e +221 milhões), “Agro-alimentares” (16,3% e +1365 milhões) e “Material de transporte terrestre e partes” (12,7% e +1472 milhões). Seguiram-se os grupos “Energéticos” (8,5% e -2126 milhões), “Minérios e metais” (8,7% e +216 milhões), “Produtos acabados diversos” (6,4% e +469 milhões), “Têxteis e vestuário” (4,9% e +140 milhões), Madeira, cortiça e papel” (2,8% e +70 milhões), “Calçado, peles e couros” (1,8% e +93 milhões) e “Aeronaves, embarcações e partes” (0,7% e -278 milhões de Euros).


6 – Mercados por grupos de produtos

6.1 – Exportações

Entre os mercados de destino, a Espanha ocupou em 2025 a primeira posição em 6 dos 11 grupos de produtos com 26,0% do total, ocorrendo as excepções nos grupos “Energéticos” (2ª posição depois das Provisões de Bordo para Países Terceiros), “Químicos” (2ª posição depois da Alemanha), “Calçado, peles e couros” (3ª posição, depois da França e da Alemanha), “Máquinas, aparelhos e partes” (2ª posição, depois da Alemanha) e “Aeronaves, embarcações e partes” (4ª posição, precedida do Brasil, França e Ucrânia).

Seguiram-se no “ranking” a Alemanha (13,9%), a França (12,0%), os EUA (5,8%), o Reino Unido/Irl NT (4,5%), a Itália (4,5%), os Países Baixos (3,3%), a Bélgica (2,6%), a Polónia (1,5%) e Angola (1,4%).

Estes dez destinos representaram 75,5% da exportação total.

6.2 – Importações

Na vertente das importações, a Espanha ocupou o primeiro lugar em todos os onze grupos de produtos, com 32,9% do total.

Seguiram-se, no “ranking”, a Alemanha (11,9%), a França (7,3%), os Países Baixos (5,9%), a China (5,3%), a Itália (5,0%), a Bélgica (3,3%), a Irlanda (1,9%), o Brasil (2,4%) e os EUA (2,1%).

Estes dez países cobriram 79,0% da importação total.

 7 – Valor dos grupos de produtos das exportações em 2025                       face a 2024, por meses homólogos não acumulados


Alcochete, 13 de Fevereiro de 2026.

 

ANEXO


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Comércio Internacional de mercadorias de Portugal com a Suíça - 2020-2024 e Janeiro-Novembro 2024-2025


Comércio internacional de mercadorias

de Portugal com a Suíça

(2020-2024 e Janeiro-Novembro 2024-2025)

                                          (disponível para download >> aqui )


1 – Nota introdutória                              

No período de Janeiro a Novembro de 2025 a Suíça pesou 0,5% nas importações totais de mercadorias de Portugal e 2,2% nas originárias dos países terceiros. Na vertente das exportações pesou respectivamente 1,0% e 3,7%.

Nas páginas seguintes é feita uma breve análise da evolução recente do comércio externo de Suíça, com referência às respectivas quotas de Portugal, com base em cálculos efectuados pelo “International Trade Centre” (ITC) a partir de dados da "Administration Fédérale des Douanes" (DFD) da Suíça. Segue-se uma abordagem da evolução das nossas importações e exportações de 2020 a 2024 e período de Janeiro a Novembro de 2024-2025, com base em dados estatísticos divulgados pelo “Instituto Nacional de Estatística de Portugal” (INE), definitivos para os anos de 2020 a 2024 e preliminares para o período em análise de 2025, com última actualização em 9 de Janeiro de 2026.

Os produtos transaccionados, foram agregados em 11 grupos de produtos, cujo conteúdo, em capítulos da Nomenclatura (NC2/SH2), se encontra definido no quadro em Anexo.

2 – Alguns dados sobre o comércio externo da Suíça

2.1 – Balança Comercial


De acordo com os dados disponíveis, entre 2020 e 2024 a Balança Comercial de mercadorias da Suíça foi ‘superavitária’, com saldos compreendidos entre +24,5 milhões de Euros em 2020 e +71,3 milhões em 2024.

As quotas de Portugal nas importações suíças mantiveram-se, ao longo destes cinco anos, na ordem dos 0,4% do total, tendo as quotas das exportações rondado os 0,3%.

2.2 – Importações na Suíça por grupos de produtos

Em 2024, face ao ano anterior, as importações suíças cresceram +0,9%. As principais incidiram nos grupos “Minérios e metais” (37,4% e 37,7% no ano anterior), “Químicos” (25,1% e 23,1%, respectivamente), “Máquinas, aparelhos e partes” (10,7% e 11,3%) e “Produtos acabados diversos” (7,1% e 7,2%).

As maiores quotas de Portugal ocorreram nos grupos “Calçado, peles e couros” (2,8% do total do grupo), “Têxteis e vestuário” (1,7%), “Agro-alimentares” (1,0%), “Madeira, cortiça e papel” (0,9%), “Material de transporte terrestre e partes” e “Produtos acabados diversos” (0,7% cada).

2.3 – Exportações da Suíça por grupos de produtos

Por sua vez, em 2024, face ao ano anterior, as exportações terão crescido +6,2%, tendo Portugal contribuído com uma quota de 0,3%.

As principais exportações couberam aos grupos de produtos “Químicos” (38,9% do Total e 37,0% no ano anterior), “Minérios e metais” (33,0% e 32,9%, respectivamente), “Produtos acabados diversos” (12,2% e 13,0%) e “Máquinas, aparelhos e partes” (9,0% e 9,7%).

As maiores quotas de Portugal incidiram nos grupos de produtos “Agro-alimentares” (0,9% do total do Grupo), “Aeronaves, embarcações e partes” (0,7%), “Madeira, cortiça e papel” e “Material de transporte terrestre e partes” (0,6% cada), e “Máquinas, aparelhos e partes” (0,5%).


2.4 – Mercados das importações e das exportações da Suíça

Em 2024 os principais países fornecedores da Suíça foram a Alemanha (18,4%), a Itália (8,2%), os EUA (7,9%), a França (5,7%), a Eslovénia e a China (5,5% cada).

No mesmo ano as principais exportações tiveram por destino ao EUA (16,5%), a Alemanha (11,5%), a China (9,5%), a Eslovénia (6,7%), a Itália (6,3%), a Índia (5,1%) e o Reino Unido (5,0%).


3 – Comércio de Portugal com a Suíça

3.1 – Balança Comercial

Ao longo do último quinquénio e período de Janeiro a Novembro de 2024 e 2025 a Balança Comercial de mercadorias de Portugal com a Suíça foi favorável a Portugal.

Nos primeiros onze meses de 2025 o saldo da Balança foi de 230,4 milhões Euros, com um elevado grau de cobertura das importações pelas exportações (143,7%).

Entre 2020 e 2024 e nos primeiros onze meses de 2025 o peso da Suíça nas importações portuguesas manteve-se entre 0,4% e 0,5%. Por sua vez o seu peso nas exportações desceu de 1,2% em 2020 para uma faixa em torno de 1,0% nos anos seguintes e período em análise de 2025.

O ritmo de crescimento anual do valor das importações entre 2020 e 2024 manteve-se acima do ritmo de crescimento das exportações.


3.2 – Importações por grupos de produtos

No período em análise, os grupos de produtos dominantes nas importações de mercadorias foram “Químicos” e “Máquinas, aparelhos e partes”. Nos primeiros onze meses de 2025 o primeiro destes grupos representou 57,4% do Total das importações e o segundo 23,5%.


Seguiram-se os grupos “Têxteis e vestuário” (8,5%), “Minérios e metais” (7,6%), “Madeira, cortiça e papel” (4,5%), “Aeronaves, embarcações e partes” (2,5%) e “Calçado, peles e couros” (1,8%), tendo sido praticamernte nulas as exportações do grupo “Energéticos”.

No quadro seguinte relacionam-se as principais exportações efectuadas no período de Janeiro a Novembro de 2025, face ao período homólogo do ano anterior, por grupos de produtos desagregadas a dois dígitos da Nomenclatura (NC/SH), com uma representatividade por grupo superior a 90%.


3.3 – Exportações por grupos de produtos

No período de Janeiro a Novembro de 2025 predominaram, com pesos a dois dígitos, as exportações de “Químicos” (18,9% do Total), “Agro-alimentares” (15,5%),“Máquinas, aparelhos e partes” (14,9%), “Produtos acabados diversos” (14,8%) e “Material de transporte terrestre e partes” (10,8%).

Seguiram-se os grupos “Têxteis e vestuário” (8,5%), “Minérios e metais” (7,6%), “Madeira, cortiça e papel” (4,5%), “Aeronaves, embarcações e partes” (2,5%) e “Calçado, peles e couros” (1,8%), tendo sido praticamernte nulas as exportações do grupo “Energéticos”.

No quadro seguinte relacionam-se as principais exportações efectuadas no período de Janeiro a Novembro de 2025, face ao período homólogo do ano anterior, por grupos de produtos desagregadas a dois dígitos da Nomenclatura (NC/SH), com uma representatividade por grupo superior a 90%.


Alcochete, 9 de Fevereiro de 2026.

ANEXO