terça-feira, 20 de outubro de 2026

Comércio Internacional português do Calçado (2023-2025 e Janeiro-Agosto 2025-2026)



Comércio Internacional português
do Calçado
2023-2025
Janeiro-Agosto 2025-2026

(disponível para download >>> aqui)

1 - Introdução

Sustentadamente crescente desde o início da passada década de 80, a exportação portuguesa de calçado atingiu 1,7 mil milhões de Euros em 2001, tendo o seu valor decrescido tendencialmente a partir de então, até se situar em 1,3 mil milhões em 2009. A partir de então aumentou sucessivamente, atingindo 2 mil milhões de Euros em 2017. Seguiram-se quebras até 2020, ano marcado pelo Pandemia do COVID-19, em que se situou em 1,5 mil milhões. Tendo recuperado o crescimento até 2022, com 2,6 mil milhões, decresceu até 2024, com 1,8 mil milhões, sitando-se em 2025 ligeiramente acima deste valor.

O peso do calçado na exportação global portuguesa, que em 2001 representava 6,3%, decresceu significativamente, representando 2,3% em 2025.

Os maiores exportadores de calçado são a China e o Vietname, a grande distância dos restantes, devendo Portugal ter ocupado a 13ª posição no “ranking” de 2025.

O valor da importação de calçado, que em 2000 se situava em cerca de 400 milhões de Euros, subiu até 2019, atingido 842 milhões, para decair a 659 milhões em 2020 (pandemia do COVID-19), recuperando depois o crescimento até 2025, ano em que atingiu 1,1 milhões de Euros.

Neste trabalho vai-se analisar a evolução da importação e exportação portuguesa de calçado nos períodos 2023-2025 e Janeiro-Agosto 2025-2026, com base em dados definitivos do ‘Instituto Nacional de Estatística’ (INE) até 202 e preliminares para 2026, com última actualização em 09-10-2026.

2 – Balança Comercial do Calçado 

Entre 2023 e 2025 a Balança Comercial foi fortemente favorável a Portugal, com saldos decrescendo de 939 milhões de Euros em 2023 a 697 milhões em 2025, e elevados graus de cobertura das importações pelas exportações.

Nos primeiros oito meses de 2026 o saldo (486 milhões) manteve-se praticamente constante em relação ao do período homólogo de 2025.

3 – Importação

3.1 – Importação por tipos de calçado

Em 2026, no período em análise, predominaram as importações de ‘Calçado com a parte superior em couro’ (29,3% do Total em 2026 e 29,9% em 2025) e as de ‘Calçado com a parte superior em matérias têxteis’ (29,2% e 30,4%, respectivamente).

Seguiram-se, entre as principais, as importações de ‘Calçado com a parte superior em borracha ou plástico’ (20,0% e 19,5%) e as de ‘Partes de calçado’ (19,3% e 18,5%).

O ‘Calçado impermeável’ representou 1,1% em 2026 e 0,9% em 2025 e o ‘Calçado não especificado’ 1,1% e 0,8%.

3.2 – Principais mercados de origem

Tiveram origem no espaço comunitário 78,8% das importações de calçado em 2025 e 79,5% nos primeiros oito meses de 2026.

Mais de 1/3 das importações em 2025 e período de Janeiro-Agosto 2026 couberam a Espanha. Neste último período seguiram-se, entre as principais origens, a Alemanha (15,4% do Total), a França e a China (8,7% cada) e a Itália (7,5%). 

Na figura seguinte alinham-se os principais mercados de origem das importações nos primeiros oito meses de 2026, por tipos de calçado.


4 – Exportação

4.1 – Exportação por tipos de calçado


As exportações portuguesas incidem esmagadoramente no calçado com a parte superior em couro, o de maior valor, tendo representado 76,9% do Total no período de Janeiro a Agosto de 2026 e 79,0% em 2025.

4.2 – Principais mercados de destino

Tiveram como destino o espaço comunitário 72,1% das exportações de calçado em 2025 e 71,6% nos primeiros oito meses de 2026.

Em 2025 e nos primeiros oito meses de 2026 o principal destino das exportações foi a Espanha, com mais de ¼ do Total em cada uma das vertentes.

Em 2025, entre os principais mercados, seguiram-se a Alemanha (13,9%) e a França (11,9%), os mesmos países no “ranking” das exportações no período em análise de 2026 (11,9% e 11,8%, respectivamente).

Na figura seguinte alinham-se os principais mercados de destino das exportações nos primeiros oito meses de 2025, por tipos de calçado.


5 – Índices de variação anual homóloga das importações                            e das exportações de Calçado em Valor, Volume e Preço

Nas figuras seguintes apresenta-se a evolução dos índices de Valor, Volume e Preço das importações e exportações de Calçado de 2023 a 2025 e 1º Semestre de 2026.

Os índices de Preço de Paasche foram calculados logo que divulgadas pelo INE as primeiras versões preliminares, indicando a experiência que não se registam variações sensíveis destes índices face a versões definitivas.

Os índices de Valor nos quadros seguintes correspondem a versões já definitivas de 2023 a 2025, sendo os do 1º semestre de 2026 ainda preliminares.



Alcochete, 20 de Outubro de 2026.



segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Comércio Internacional de mercadorias - Série mensal - Janeiro-Agosto 2026

 


Comércio Internacional

de mercadorias
- Série mensal -
(Janeiro a Agosto de 2026)

                                     ( disponível para download  >> aqui )

 1 - Balança comercial

De acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) para o período de Janeiro a Agosto de 2026, em versão preliminar com última actualização em 9 de Outubro de 2026, e de 2025, em versão definitiva, as exportações de mercadorias cresceram, em termos homólogos, +2,9% (+1,5 mil milhões de Euros), a par de um acréscimo das importações de +5,3% (+4,0 mil milhões).

A partir de Janeiro de 2021, nas estatísticas de base do INE foram acrescentados, na sequência do “Brexit”, dois códigos de países, “XI-Reino Unido (Irlanda do Norte)” e “XU-Reino Unido (não incluindo a Irlanda do Norte)”, apresentando-se a zeros a posição pautal com o código “GB-Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte”. Nos quadros desta série mensal manteremos, para já, este código GB, correspondente ao somatório dos valores dos dois novos códigos.

As exportações para o espaço comunitário (expedições), cujo total corresponde aos actuais 27 membros, registaram no período em análise um acréscimo de +3,0% (+1,1 mil milhões de Euros), tendo as exportações para os Países Terceiros registado um acréscimo de +2,7% (+398 milhões). Por sua vez, as importações com origem na UE (chegadas) cresceram +4,1% (+2,3 mil milhões) e as originárias dos Países Terceiros aumentaram +9,1% (+1,6 mil milhões de Euros). 

O défice comercial externo (Fob-Cif), +11,1% face a 2025, situou-se em -24,4 mil milhões de Euros (superior em cerca de 2,5 mil milhões ao ano anterior), a que corresponderam agravamentos de 1,2 mil milhões no comércio intra-UE e de 1,2 mil milhões no extra-UE. Em termos globais, o grau de cobertura das importações pelas exportações desceu de 70,5% em 2025, para 68,9% em 2026.

A variação do preço de importação do petróleo repercute-se no valor das exportações de produtos energéticos, com reflexo na Balança Comercial. No período de Janeiro a Agosto o valor médio de importação do petróleo bruto subiu de 506 Euros/Ton, em 2025, para 599 Euros/Ton, em 2026, sendo de assinalar uma acentuada subida do preço no mês de Abril face ao mês anterior (de 474 para 818 Euros/Ton).

Para além da variação da cotação internacional do barril de petróleo, medida em dólares, a variação da cotação do dólar face ao Euro é também um dos factores determinantes da evolução do seu preço em Euros (o gráfico inclui já a cotação média no mês de Setembro).

Se excluirmos do total das importações e das exportações o conjunto dos produtos “Energéticos” (Capº 27 da NC), que pesou 10,4% no total das importações em 2026 e 7,0% nas exportações, o grau de cobertura (Fob/Cif) das importações pelas exportações sobe, em 2026, de 68,9% no comércio global, para 71,5%.


2 – Evolução mensal


3 – Mercados de destino e de origem

3.1 - Exportações

No período Janeiro-Agosto de 2026 as exportações para a UE (expedições), que representaram 71,6% do Total, cresceram +3,0%, contribuindo com +2,1 pontos percentuais (p.p.) para uma taxa em termos globais de +2,9%. As exportações para o espaço extracomunitário, 28,4% do Total, cresceram +2,7%, contribuindo com +0,8 p.p. para a taxa de evolução global.


Os dez principais destinos das exportações foram a Espanha (26,2%), a Alemanha (11,9%), a França (11,8%), os EUA (5,4%), a Itália (4,4%), o Reino Unido/Irl NT (4,1%), os Países Baixos (3,6%), a Bélgica (2,7%), as Provisões de Bordo para Terceiros (1,8%) e a Polónia (1,7%), países que representaram 73,7% do Total.

Angola, que no ano de 2025 ocupou a 3ª posição no conjunto dos Países Terceiros, depois dos EUA e do Reino Unido, registou no período em análise um acréscimo de +8,0% nas nossas exportações (+56,0 milhões de Euros). Ocorreram acréscimos nos grupos de produtos “Químicos” (+24,8 milhões), “Minérios e metais” (+10,1 milhões), “Produtos acabados diversos” (+8,5 milhões), “Agro-alimentares” (+7,6 milhões de Euros), “Aeronaves, embarcações e partes” (+7,1 milhões), “Têxteis e vestuário” (+2,0 milhões), “Energéticos” (+1,2 mil Euros), “Calçado, peles e couros” (+727 mil Euros). Os decréscimos incidiram nos grupos “Madeira, cortiça e papel” (-5,2 milhões), “Máquinas, aparelhos e partes” (-519 mil Euros) e “Material de transporte terrestre e partes” (-420 mil Euros).


Entre os principais destinos, os maiores contributos positivos para a evolução das exportações neste período (+2,9%) pertenceram à Espanha (+1,3 p.p.), seguida das Provisões de Bordo Extra-UE (+0,5 p.p.), da França (+0,4 p.p.), da China e Turquia (+0,3 p.p. cada), e das Provisões de Bordo Intra-UE, Marrocos, Países Baixos e Bélgica  (+0,2 p.p. cada).

Os maiores contributos negativos couberam à Alemanha (-1,3 p.p.), seguida dos EUA (-1,0 p.p.) e do Reino Unido/ Irl.NT (-0,3 p.p.).

Os maiores acréscimos nas exportações para o espaço comunitário (expedições) incidiram em Espanha (+660 milhões de Euros), seguida da França (+192 milhões), Provisões de bordo (+123 milhões), Países Baixos (+118 milhões), Finlândia (+115 milhões), Bélgica (+91 milhões), Polónia (+91 milhões), Suécia (+87 milhões), Irlanda (+73 milhões) e Itália (+49 milhões de Euros).    

O principai decréscimo coube à Alemanha (-686 milhões de Euros), seguida da Estónia e da Roménia (-12 milhões cada).




No conjunto dos Países Terceiros, entre os maiores acréscimos nas exportações destacaram-se as Provisões de Bordo (+260 milhões), a China (+166 milhões), a Turquia (+157 milhões), Marrocos (+122 milhões), a Nigéria (+79 milhões), o Brasil (+74 milhões), Cabo Verde (+71 milhões), Angola (+56 milhões), a Suíça (+55 milhões), o Togo e Emiratos (+54 milhões cada).

Entre os maiores decréscimos evidenciaram-se os EUA (-524 milhões de Euros), seguidos do Reino Unido/Irl.NT (-172 milhões), da Ucrânia (-65 milhões), de Taiwan (-50 milhões), da Austrália (-47 milhões), do Panamá (-46 milhões), da Arábia Saudita (-40 milhões) e da Argélia (-34 milhões de Euros).

3.2 – Importações


No período em análise de 2026 as chegadas de mercadorias com origem na UE, que representaram 75,2% do total, registaram um acréscimo de +4,1%, com um contributo para o resultado global de +3,1 p.p.. As importações com origem no espaço extracomunitário registaram no mesmo período um acréscimo de +9,1%, representando 24,8% do total, com um contributo de +2,2 p.p..

O principal mercado de origem das importações em 2026 foi a Espanha (32,3% do Total), seguida da Alemanha (12,1%), da França e dos Países Baixos (7,3% cada), da China (5,3%), da Itália (4,8%), do Brasil (3,8%), da Bélgica (3,1%), dos EUA (2,3%) e da Polónia (1,7%). Estes países representaram, no seu conjunto, 80,3% do total das importações.

Em Janeiro-Agosto de 2026, entre os contributos positivos para a taxa de variação homóloga das importações (+5,3%), destacaram-se a Espanha (+2,2 p.p.), os Países Baixos (+1,8 p.p.), o Brasil (+1,2 p.p.), a Alemanha (+1,0 p.p.), a China (+0,7 p.p.), a França (+0,6 p.p.) e os EUA (+0,3 p.p.).

Os principais contributos negativos incidiram na Irlanda (-2,8 p.p.), seguida da Argélia (-0,3 p.p.), da Turquia e da Hungria (-0,2 p.p.) e do Reino Unido/ Irl NT (-0,1 p.p.).

Nas duas figuras seguintes relacionam-se os maiores acréscimos e decréscimos do valor das importações com origem intracomunitária (chegadas) e nos Países Terceiros.




4 – Saldos da Balança Comercial       

No período em análise os maiores saldos positivos da balança comercial (Fob-Cif) couberam ao Reino Unido/Irl.NT (+1523 milhões de Euros), aos EUA (+1168 milhões), à França (+641 milhões), a Angola (+638 milhões) e a Marrocos (+367 milhões).

O maior défice, a grande distância dos restantes, pertenceu a Espanha (-11368 milhões de Euros), seguida dos Países Baixos (-3807 milhões), da China (-3610 milhões), da Alemanha (-3063 milhões) e do Brasil (-2221 milhões).


5 – Evolução por grupos de produtos

5.1 – Exportações

Os capítulos da Nomenclatura Combinada (NC-2 Ξ SH-2) foram aqui agregados em 11 grupos de produtos (ver ANEXO).

Em 2026 os grupos que detiveram maior peso na estrutura foram “Máquinas, aparelhos e partes” (16,5% e +841 milhões de Euros face ao ano anterior), “Agro-alimentares” (14,3% e +134 milhões), “Químicos” (13,6% e -1175 milhões), “Material de transporte terrestre e partes” (11,6% e -142 milhões) e “Minérios e metais” (11,1% e +994 milhões).

Seguiram-se os grupos “Produtos acabados diversos” (8,8% e -18 milhões), “Têxteis e vestuário” (7,2% e +98 milhões), “Energéticos” (7,0% e +767 milhões), “Madeira cortiça e papel” (6,4% e -10 milhões), “Calçado, peles e couros” (2,8% e +11 milhões) e “Aeronaves, embarcações e partes” (0,8% e +19 milhões de Euros).


5.2 – Importações

Em Janeiro-Agosto de 2026 os grupos de produtos com maior peso foram “Máquinas, aparelhos e partes” (19,1% do Total e +1913 milhões de Euros face ao ano anterior), “Químicos” (16,9% e -1479 milhões), “Agro-alimentares” (15,5% e +256 milhões), “Material de transporte terrestre e partes” (13,2% e +804 milhões) e “Energéticos” (10,4% e +1503 milhões). Seguiram-se os grupos “Minérios e metais” (8,5% e +301 milhões), “Produtos acabados diversos” (6,3% e +356 milhões), “Têxteis e vestuário” (4,6% e +43 milhões), Madeira, cortiça e papel” (2,6% e -33 milhões), “Calçado, peles e couros” (1,7% e +30 milhões) e “Aeronaves, embarcações e partes” (1,1% e +270 milhões de Euros).


6 – Mercados por grupos de produtos

6.1 – Exportações

No período em análise, entre os mercados de destino, a Espanha ocupou a primeira posição em 7 dos 11 grupos de produtos com 26,2% do total, ocorrendo as excepções nos grupos “Energéticos” (2ª posição depois das Provisões de Bordo para Países Terceiros), “Calçado, peles e couros” (3ª posição depois da Alemanha e da França), “Máquinas, aparelhos e partes” (2ª depois da Alemanha) e “Aeronaves, embarcações e partes” (3ª posição, precedida do Brasil e da França). 


Seguiram-se no “ranking” a Alemanha (11,9%), a França (11,8%), os EUA (5,4%), a Itália (4,4%), o Reino Unido (4,1%), os Países Baixos (3,6%), a Bélgica (2,7%), as Provisões de Bordo para Países Terceiros (1,8%) e a Polónia (1,7%).

Estes dez destinos representaram 73,7% da exportação total.

6.2 – Importações

Na vertente das importações, a Espanha ocupou o primeiro lugar em nove dos onze grupos de produtos, com 32,5% do total.

As excepções foram os grupos “Energéticos” (2º lugar depois do Brasil) e “Aeronaves, embarcações e partes” (5º lugar, depois da França, Brasil, Alemanha e EUA).

Seguiram-se, no “ranking”, a Alemanha (12,1%), a França e os Países Baixos (7,3% cada), (7,4%), a China (5,3%), a Itália (4,8%), o Brasil (3,8%), a Bélgica (3,1%), os EUA (2,3%) e a Polónia (1,7%).

Estes dez países cobriram 80,3% da importação total.

7 – Valor dos grupos de produtos das exportações em 2026           face a 2025, por meses homólogos não acumulados



Alcochete, 11 de Outubro de 2026.


ANEXO





quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Mercados de origem das importações de petróleo bruto, seus derivados e gás natural

 

Mercados de origem das importações  de
petróleo bruto, seus derivados e gás natural
2021-2025

(disponível para download >> aqui )


1- Introdução

Os Produtos “Energéticos” ocupam uma posição de relevo no panorama do Comércio Internacional português.

Na fase crítica que atravessam as importações de petróleo bruto e seus derivados, bem como de gás natural, torna-se útil analisar a evolução dos seus mercados de origem ao longo dos últimos cinco anos.

No presente trabalho relacionam-se, em quadros, os mercados de origem das importações, de 2021 a 2025, e seu valor, designadamente de “Óleos brutos de petróleo”, “Gasóleos”, “Fuel-óleos”, “Jet-fuel”, “Gasolinas”, “Gás natural no estado líquido” e “Gás natural no estado gasoso” (posições pautais em Anexo).

Em gráficos pode observar-se, para o ano de 2025, quais as origens das importações de cada tipo de produtos, por ordem decrescente de valor.

Utilizam-se aqui dados de base disponíveis no Portal do “Instituto Nacional de Estatística” (INE) em versões já definitivas.

 2- Balança Comercial



3 – Mercados de origem das importações



















Alcochete, 7 de Outubro de 2026.








terça-feira, 29 de setembro de 2026

Comércio Internacional de mercadorias Portugal-EUA - 2021-25 e Janeiro-Julho 2025-26

 

Comércio Internacional de mercadorias
de Portugal com os EUA
2021-2025
Janeiro-Julho 2025-2026

(disponível para download >> aqui)


1 – Nota introdutória

Analisa-se neste trabalho a evolução do Comércio Internacional de Portugal com os Estados Unidos da América (EUA) de 2021 a 2025 e período de Janeiro a Julho de 2025 e 2026, com base em dados divulgados pelo ‘Instituto Nacional de Estatística de Portugal’ (INE), definitivos até 2025 e preliminares para o período de 2026, com última actualização em 07-08-2026.

Nos primeiros sete meses de 2026, os EUA ocuparam a 1ª posição nas exportações portuguesas para o espaço Extra-UE, com 18,8% do Total, e a terceira posição nas importações, com 8,9%. Identificam-se neste trabalho, por Grupos de Produtos, com o peso das amostras superior a 80%, os produtos actualmente com maior peso nestas transacções, definidos a quatro dígitos da Nomenclatura.

2 – Balança comercial 

A balança comercial de Portugal com os EUA registou um saldo positivo nos anos e período em análise. Crescente de 2021 a 2023, o saldo estabilizou em 2024, decrescendo em 2025.

No período em análise de 2026, face ao período homólogo do ano anteior, a importação cresceu +10,1%, tendo a exportação decaído -12,8%, com o saldo da Balança a registar uma quebra significativa de -33,7%.

A importação, com um crescimento superior ao da exportação em 2022, face ao nível que detinha em 2021 (174,8% e 143,0% respectivamente), inverteu essa posição, estabilizando numa faixa compreendida entre 112,5% e 120,7% até 2025. Por sua vez o ritmo da  exportação, após ter-se mantido num nível próximo de 150% em 2023 e 2024, desacelerou acentuadamente no ano seguinte, situando-se em 131,4%.


3 – Importações por Grupos de Produtos

Para uma análise do tipo de produtos transaccionados, as 97 posições pautais a dois dígitos da Nomenclatura de codificação de mercadorias utilizada (NC2/SH2) foram agregadas em 11 Grupos de Produtos (ver definição do conteúdo em Anexo).

No período de Janeiro a Julho de 2026 mais de metade do valor das importações incidiu no grupo “Energéticos” (53,9% do Total e 45,4% em 2025), principalmente gás e óleos brutos do petróleo. Seguiram-se, entre os principais, os grupos “Agro-alimentares” (14,4% e 10,9%), “Quimicos”, (10,8% e 11,9%) e “Máquinas, aparelhos e partes” (8,1% e 12,3%).

Nas figuras seguintes discriminam-se, por Grupos de Produtos, os principais produtos importados, desagregados a quatro dígitos da Nomenclatura (NC4/SH4).



4 – Exportações por grupos de produtos

No período em análise de 2026, as principais exportações portuguesas para os EUA couberam aos Grupos de Produtos “Químicos” (26,0% e 38,7% em 2025) e “Energéticos” (17,3% e 15,2%, respectivamente).

Seguiram-se, entre os principais, os grupos “Máquinas, aparelhos e partes” (11,5% e 9,9%), “Têxteis e vestuário” (11,2% e 9,3%), “Produtos acabados diversos” (9,0% e 8,8%), “Minérios e metais” (8,8% e 4,3%), “Madeira, cortiça e papel” (7,4% e 5,7%), “Agro-alimentares” (5,1% nos dois anos) e “Calçado, peles e couros” (2,4% e 2,0%).

Com pesos inferiores a 1% alinharam-se depois os grupos “Aeronaves, embarcações e partes” (0,7% e 0,6%) e “Material de transporte terrestre e partes” (0,6% e 0,4%).

Nas figuras seguintes discriminam-se, por Grupos de Produtos, os principais produtos exportados, desagregados a quatro dígitos da Nomenclatura (NC4/SH4).




Alcochete, 29 de Setembro de 2026.


ANEXO