sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Comércio Internacional de mercadorias - Índices de Valor, Volume e Preço - Janeiro-Dezembro 2025/2024

 

Comércio Internacional
de mercadorias
Índices de Valor, Volume e Preço
por grupos e subgrupos de produtos
(Janeiro-Dezembro 2025/2024)

                                                
                                           (disponível para download  >> aqui )

 1 - Introdução

Apresentam-se neste trabalho indicadores de evolução em Valor, Volume e Preço das importações e das exportações portuguesas de mercadorias por grupos e subgrupos de produtos, à excepção do grupo em que se inserem “Aeronaves, embarcações e partes”, calculados para o período acumulado de Janeiro a Dezembro de 2025, a preços do período homólogo de 2024.

Para o cálculo dos índices de preço, as posições pautais a oito dígitos da Nomenclatura Combinada (NC-8), relativas às importações e exportações de mercadorias com movimento nos dois anos, foram agregadas em 11 grupos e 38 subgrupos de produtos (ver Anexo).

Os índices de preço, do tipo Paasche, utilizados como deflatores dos índices de valor para o cálculo dos correspondentes índices de volume, foram calculados a partir de dados de base elementares constantes do Portal do 'Instituto Nacional de Estatística' (INE), em versão definitiva para 2024 e preliminar para 2025, com última actualização em 9 de Fevereiro de 2026.

2 – Nota metodológica

O método utilizado para o cálculo dos índices de preço de Paasche aqui apresentados assenta na selecção de uma amostra representativa do comportamento dos preços de cada subgrupo de produtos, índices posteriormente ponderados para o cálculo dos índices dos respectivos grupos de produtos, e estes por sua vez ponderados para o cálculo do índice do total, em cada uma das vertentes comerciais.

Os índices de preço de cada subgrupo são obtidos a partir de uma primeira amostra automática, construída com base nos produtos com movimento nos dois períodos em análise e respeitando as alterações pautais anualmente introduzidas na Nomenclatura Combinada, dentro de um intervalo calculado por métodos estatísticos.

Segue-se uma análise crítica, que pode incluir, entre outros, o recurso à evolução do preço das matérias-primas que entram na manufactura de um dado produto, como indicador de consistência de um determinado índice que, apesar de um comportamento aparentemente anormal, pode vir a ser incluído na amostra.

Mais frequentemente procede-se à desagregação por mercados de origem e de destino de posições pautais com peso relevante que se encontram fora do intervalo calculado, incluindo-se na amostra do subgrupo a informação do conjunto dos países que apresentam um comportamento coerente na proximidade do intervalo previamente encontrado.

No caso presente foram desagregados por países e analisados os respectivos índices 71 produtos da Nomenclatura Combinada a oito dígitos, nas importações, e 50 nas exportações.

Também produtos dominantes incluídos no intervalo e decisivos para o índice do subgrupo podem ser desagregados e considerados por mercados se, através de uma análise crítica, forem encontrados desvios sensíveis face aos restantes produtos do subgrupo.

Na figura seguinte pode observar-se, por grupos de produtos, a representatividade das amostras globais em cada uma das vertentes comerciais, que serviram de base ao cálculo dos índices de preço de Paasche, envolvendo mais de 18000 posições pautais a oito dígitos da Nomenclatura Combinada, na base de dados do INE. 

3 – Balança Comercial

De acordo com os dados disponíveis, o défice da balança comercial de mercadorias no período de Janeiro a Dezembro de 2025 aumentou +13,2% face ao período homólogo do ano anterior, com o grau de cobertura das importações pelas exportações a descer de 73,6% para 71,2%.

As importações (somatório das ‘chegadas’ de mercadorias provenientes do espaço comunitário com as ‘importações‘ originárias dos países terceiros), com um aumento em valor de +3,9%, terão registado um acréscimo em volume de +6,5% e um decréscimo em preço de -2,5%. O aumento em valor de +0,5% verificado nas exportações terá resultado de um acréscimo em volume de +2,3%, com o preço a decrescer -1,7%.

Excluindo os produtos “Energéticos” do Total das importações e das exportações, o défice da balança comercial em 2025 situa-se em -26,7 mil milhões de Euros, contra -32,1 mil milhões em termos globais. Por sua vez, em 2025 o grau de cobertura das importações pelas exportações sobe de 71,2%, em termos globais, para 73,8%.

Numa análise por Grupos de Produtos, em 2025 o saldo da Balança Comercial de mercadorias no período em análise foi positivo em quatro dos onze grupos de produtos considerados, designadamente “Madeira, cortiça e papel” (+2041 milhões de Euros), “Calçado, peles e couros” (+222milhões), “Têxteis e vestuário” (+165 milhões) e “Produtos acabados diversos” (+52 milhões de Euros).



4 - Importações

Em 2025 os grupos de produtos com peso a dois dígitos nas importações de mercadorias foram “Químicos” (19,0% do Total), “Máquinas, aparelhos e partes” (18,0%), “Agro-alimentares” (16,3%) e “Material de transporte terrestre e partes” (12,7%).

Seguiram-se os grupos “Minérios e metais” (8,7%), “Energéticos” (8,5%), “Produtos acabados diversos” (6,4%), “Têxteis e vestuário” (4,9%), “Madeira, cortiça e papel” (2,8%), “Calçado, peles e couros” (1,8%) e “Aeronaves, embarcações e partes” (0,7%).

Foram positivas as taxas de variação em Valor de todos os Grupos de Produtos à excepção de “Energéticos” (-18,4%), tendo incidido os maiores acréscimos nos grupos “Químicos” (+12,8%) e “Material de transporte terrestre e partes” (+11,6%). Seguiram-se os grupos “Agro-alimentares” (+8,1%), “Produtos acabados diversos” (+7,0%), “Calçado, peles e couros” (+4,7%), “Minérios e metais” (+3,6%), “Têxteis e vestuário” (+2,5%), “Madeira, cortiça e papel” (+2,3%) e “Máquinas, aparelhos e partes” (+1,1%).

Em Volume, foram positivas as taxas de variação em todos os grupos de produtos à excepção de “Energéticos” (-10,1%), com destaque para “Químicos” (+15,7%) e “Material de transporte terrestre e partes” (+11,9%). Seguiram-se os grupos “Agro-alimentares” (+8,3%), “Produtos acabados diversos” (+8,0%), “Têxteis e vestuário” (+7,4 %), “Calçado, peles e couros” (+7,0%), “Minérios e metais” (+6,4%), “Máquinas, aparelhos e partes” (+5,1%) e “Madeira, cortiça e papel” (+3,0%).

Em Preço, foram negativas as taxas de variação em todos os grupos de produtos: “Energéticos” (-9,2%), “Têxteis e Vestuário” (-4,6%), “Máquinas, aparelhos e partes” (-3,8%), “Minérios e metais” (-2,6%), Químicos” (-2,5%), “Calçado, peles e couros” (-2,1%), “Produtos acabados diversos” (-0,9%), “Madeira, cortiça e papel” (-0,8%), “Material de transporte terrestre e partes” (-0,3%) e “Agro-alimentares” (-0,2%).

5 – Exportações

No período em análise de 2025 os grupos de produtos com peso a dois dígitos nas exportações de mercadorias foram “Químicos” (16,0%), “Máquinas aparelhos e partes” (15,6%), “Agro-alimentares” (14,7%) e “Material de transporte terrestre e partes” (12,4%).

Seguiram-se os grupos “Minérios e metais” (9,8%), “Produtos acabados diversos” (9,1%), “Têxteis e vestuário” (7,1%), “Madeira, cortiça e papel” (6,5%), “Energéticos” (5,1%), “Calçado, peles e couros” (2,8%) e “Aeronaves, embarcações e partes” (0,8%).

Verificaram-se decréscimos em Valor, face ao ano anterior, nos Grupos de Produtos “Energéticos” (-26,9%), “Madeira, cortiça e papel” (-4,3%), “Produtos acabados diversos” (-3,9%), Têxteis e vestuário” (-0,6%), “Minérios e metais” e “Calçado, peles e couros” (praticamente -0,0%).“O maior acréscimo em valor verificou-se no grupo “Químicos” (+11,9%), seguido dos grupos “Máquinas, aparelhos e partes” (+5,9%), “Material de transporte terrestre e partes” (+2,5%), “Agro-alimentares” (+0,6%).

Em Volume registaram-se decréscimos nos grupos “Energéticos” (-19,0%), “Produtos acabados diversos” (-1,5%), “Minérios e metais” (-0,8%) e “Material de transporte terrestre e partes” (-0,1%),

Os maiores acréscimos ocorreram nos grupos “Máquinas, aparelhos e partes” (+10,2%) e “Químicos” (+10,0%), seguidos de “Agro-alimentares” (+4,0%) “Calçado. peles e couros” (+2,1%), “Madeira, cortiça e papel” (+1,1%) e “Têxteis e vestuário” (+0,3%).

No âmbito do Preço verificaram-se decréscimos nas exportações dos grupos de produtos “Energéticos” (-9,8%), “Madeira, cortiça e papel” (-5,4%), “Máquinas, aparelhos e partes” (-3,9%), “Agro-alimentares” (-3,3%), “Produtos acabados diversos” (-2,4%), “Calçado, peles e couros” (-2,0%), e “Têxteis e vestuário” (-0,9%).

 Os acréscimos incidiram nos grupos “Material de transporte terrestre e partes” (+2,6%), “Químicos” (+1,7%) e “Minérios e metais” (+0,8%). 


Alcochete, 27 de Fevereiro de 2025.


ANEXO


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Comércio Internacional de mercadorias - Série mensal -Janeiro a Dezembro de 2025

 

Comércio Internacional

de mercadorias
- Série mensal -
(Janeiro a Novembro de 2025)

                                           ( disponível para download  >> aqui )

 1 - Balança comercial

De acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) para o período de Janeiro a Dezembro de 2025 (versão preliminar com última actualização em 9 de Fevereiro de 2026) e de 2024 (versão definitiva), as exportações de mercadorias em 2025 cresceram, em termos homólogos, +0,5% (+417 milhões de Euros), a par de um acréscimo das importações de +3,9% (+4169 milhões).

A partir de Janeiro de 2021, nas estatísticas de base do INE foram acrescentados, na sequência do “Brexit”, dois códigos de países, “XI-Reino Unido (Irlanda do Norte)” e “XU-Reino Unido (não incluindo a Irlanda do Norte)”, apresentando-se a zeros a posição pautal com o código “GB-Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte”. Nos quadros desta série mensal manteremos, para já, este código “GB”, correspondente ao somatório dos valores dos dois novos códigos.

As exportações para o espaço comunitário (expedições), cujo total corresponde aqui aos actuais 27 membros, registaram no período em análise um acréscimo de +2,4% (+1341 milhões de Euros), tendo as exportações para os Países Terceiros decrescido -4,0% (-924 milhões). Por sua vez, as importações com origem na UE (chegadas) aumentaram +6,7% (+5330 milhões) e as originárias dos Países Terceiros decresceram -4,2 % (-1161 milhões de Euros). 


O défice comercial externo (Fob-Cif), +13,2% face a 2024, situou-se em -32100 milhões de Euros (superior em 3752 milhões ao do ano anterior), a que correspondeu um agravamento de 3989 milhões no comércio intracomunitário e um desagravamento de 48 milhões no extrecomunitário. Em termos globais, o grau de cobertura (Fob/Cif) das importações pelas exportações desceu de 73,6% em 2024, para 71,2% em 2025.

A variação do preço de importação do petróleo repercute-se no valor das exportações de produtos energéticos, com reflexo na Balança Comercial. No período acumulado de Janeiro a Dezembro o valor médio de importação do petróleo bruto desceu de 571 Euros/Ton, em 2024, para 485 Euros/Ton, em 2025. 


Para além da variação da cotação internacional do barril de petróleo, medida em dólares, a variação da cotação do dólar face ao Euro é também um dos factores determinantes da evolução do seu preço em Euros.


Se excluirmos do total das importações e das exportações o conjunto dos produtos “Energéticos” (Capº 27 da NC), que pesou 8,7% no total das importações em 2025 e 5,1% nas exportações, o grau de cobertura (Fob/Cif) das importações pelas exportações sobe, em 2025, de 71,2% no comércio global, para 73,8%.

2 – Evolução mensal

3 – Mercados de destino e de origem

3.1 - Exportações

Em 2025, no período em análise, as exportações para a UE (expedições), que representaram 72,3% do Total, cresceram +2,4%, contribuindo com +1,7 pontos percentuais (p.p.) para uma taxa de ‘crescimento’ global de +0,5%.

As exportações para o espaço extracomunitário, 27,7% do Total, decresceram em valor -4,0%, com um contributo negativo de -1,2 p.p. para o crescimento global.


Os dez principais destinos das exportações foram a Espanha (26,0%), a Alemanha (13,9%), a França (12,0%), os EUA (5,8%), o Reino Unido/Irlanda NT e  Itália (4,5% cada), os Países Baixos (3,3%), a Bélgica (2,6%), a Polónia (1,5%) e a Angola (1,4%), destinos que representaram 75,5% do Total.

Angola ocupou a 3ª posição no conjunto dos Países Terceiros, depois dos EUA e do  Reino Unido,  tendo registado um acréscimo de +6,1% nas nossas exportações com este destino (+62,6 milhões de Euros).

Por Grupos de Produtos ocorreram acréscimos em “Produtos acabados diversos” (+,3milhões de Euros), “Máquinas, aparelhos e partes” (+26,0 milhões), Químicos (+6,8 milhões), “Agro-alimentares” (+4,7 milhões) e “Madeira, cortiça e papel” (+3,9 milhões). Os decréscimos incidiram em “Material de transporte terrestre e partes” (-8,5 milhões), “Energéticos” (-5,2 milhões), “Aeronaves, embarcações e partes”      (-5,0 milhões), “Têxteis e vestuário” (-4,1 milhões), e “Minérios e metais” (-2,4 milhões) e “Calçado, peles e couros” (-751 mil Euros).


Entre os principais destinos, o maior contributo positivo para o ‘crescimento’ das exportações neste período (+0,5%) pertenceu à Alemanha (+1,8 p.p.), seguida da da Turquia (+0,3 p.p.) e da Espanha (+0,2 p.p.). Alinharam-se depois Angola, a Irlanda, a Hungria e o Canadá  (+0,1 p.p. cada).

Os maiores contributos negativos couberam aos EUA (-0,9 p.p.), aos Países Baixos e Finlândia (-0,2 p.p.), seguidos de Marrocos, Gibraltar, Brasil e e Provisões de Bordo para Países Terceiros (-0,1 p.p cada).


Os maiores acréscimos nas exportações para o espaço comunitário (expedições) incidiram na Alemanha, seguida a grande distância pela Espanha, Irlanda, Hungria, Áustria, Polónia, Roménia e Repúbica Checa.

Os principais decréscimos couberam aos Países Baixos, à Finlândia, às Provisões de Bordo, à Itália, à Bulgária e à Grécia.


No conjunto dos Países Terceiros, entre os maiores acréscimos nas exportações destacou-se a Turquia, seguida da Ucrânia, Angola, Taiwan, Emiratos, Egipto,  Canadá e Noruega.

Entre os decréscimos evidenciaram-se os EUA, seguidos da Argélia, Marrocos, Gibraltar, Brasil, Austrália, Moçambique, Coreia do Sul e Reino Unido.

3.2 – Importações


No período de Janeiro a Dezembro de 2025 as chegadas de mercadorias com origem na UE, que representaram 76,5% do total, registaram um acréscimo de +6,7% e contribuíram com +5,0 p.p. para uma taxa de variação homóloga global de +3,9%.

As importações com origem no espaço extracomunitário registaram no mesmo período um decréscimo de -4,2% representando 23,5% do total, com um contributo negativo para o ‘crescimento’ global de -1,1 p.p..

O principal mercado de origem das importações foi a Espanha (32,9% do Total) seguida da Alemanha (11,9%), da França (7,3%), dos Países Baixos (5,9%), da China (5,3%), da Itália (5,0%), da Bélgica (3,3%), da Irlanda (2,9%), do Brasil (2,4%) e dos EUA (2,1%).

Estes países representaram, no seu conjunto, 79,0% do total das importações.

Entre os contributos positivos para a taxa de variação homóloga das importações  (+3,9%), destacaram-se a Espanha (+1,3 p.p.), a Irlanda (+1,2 p.p.), a Alemanha (+1,0 p.p.), a China (+0,7 p.p.), os Países Baixos (+0,5 p.p), a França (0,4 p.p.), a a Bélgica (+0,3%).

Os principais contributos negativos incidiram no Brasil (-1,0 p.p.), Azerbaijão e Argélia (-0,3 p.p. cada), Arábia Saudita e Nigéria (-0,2 p.p. cada), Áustria e Japão  (-0,1 p.p. cada).

Nas duas figuras seguintes relacionam-se os maiores acréscimos e decréscimos do valor nas importações com origem Intracomunitária (chegadas) e nos Países Terceiros, entre o período em análise de 2025 e 2024.



4 – Saldos da Balança Comercial       

No em 2025, os maiores saldos positivos da balança (Fob-Cif) couberam ao Reino Unido (+2400 milhões de Euros), aos EUA (+2209 milhões), à França (+1436 milhões), a Angola (+857 milhões) e a Marrocos (+524 milhôes).

O maior défice, a grande distância dos restantes, pertenceu a Espanha (-16029 milhões de Euros), seguida da China (-5241 milhões), dos Países Baixos (-3957 milhões), da Irlanda (-2732 milhões) e da Alemanha (-2157 milhões).


5 – Evolução por grupos de produtos

5.1 – Exportações

Os capítulos da Nomenclatura Combinada (NC-2 Ξ SH-2), foram aqui agregados em 11 grupos de produtos (ver ANEXO).

Em 2025 os grupos de produtos com maior peso foram “Químicos” (16,0% do Total e +1347 milhões de Euros face ao ano anterior), “Máquinas, aparelhos e partes” (15,6% e +691milhões), “Agro-alimentares” (14,7% e +70 milhões) e “Material de transporte terrestre e partes” (12,4% e +237 milhões).

Seguiram-se os grupos “Minérios e metais” (9,8% e -2 milhões), “Produtos acabados diversos” (9,1% e -292 milhões), “Têxteis e vestuário” (7,1% e -33 milhões), Madeira, cortiça e papel” (6,5% e -231 milhões), “Energéticos” (5,1% e -1482 milhões), “Calçado, peles e couros” (2,8% e diferença praticamente nula face ao ano anterior) e “Aeronaves, embarcações e partes” (0,8% e +111 milhões de Euros).


5.2 – Importações

Em 2025 os grupos de produtos com maior peso foram “Químicos” (19,0% do Total e +2403 milhões de Euros face ao ano anterior), “Máquinas, aparelhos e partes” (18,1% e +221 milhões), “Agro-alimentares” (16,3% e +1365 milhões) e “Material de transporte terrestre e partes” (12,7% e +1472 milhões). Seguiram-se os grupos “Energéticos” (8,5% e -2126 milhões), “Minérios e metais” (8,7% e +216 milhões), “Produtos acabados diversos” (6,4% e +469 milhões), “Têxteis e vestuário” (4,9% e +140 milhões), Madeira, cortiça e papel” (2,8% e +70 milhões), “Calçado, peles e couros” (1,8% e +93 milhões) e “Aeronaves, embarcações e partes” (0,7% e -278 milhões de Euros).


6 – Mercados por grupos de produtos

6.1 – Exportações

Entre os mercados de destino, a Espanha ocupou em 2025 a primeira posição em 6 dos 11 grupos de produtos com 26,0% do total, ocorrendo as excepções nos grupos “Energéticos” (2ª posição depois das Provisões de Bordo para Países Terceiros), “Químicos” (2ª posição depois da Alemanha), “Calçado, peles e couros” (3ª posição, depois da França e da Alemanha), “Máquinas, aparelhos e partes” (2ª posição, depois da Alemanha) e “Aeronaves, embarcações e partes” (4ª posição, precedida do Brasil, França e Ucrânia).

Seguiram-se no “ranking” a Alemanha (13,9%), a França (12,0%), os EUA (5,8%), o Reino Unido/Irl NT (4,5%), a Itália (4,5%), os Países Baixos (3,3%), a Bélgica (2,6%), a Polónia (1,5%) e Angola (1,4%).

Estes dez destinos representaram 75,5% da exportação total.

6.2 – Importações

Na vertente das importações, a Espanha ocupou o primeiro lugar em todos os onze grupos de produtos, com 32,9% do total.

Seguiram-se, no “ranking”, a Alemanha (11,9%), a França (7,3%), os Países Baixos (5,9%), a China (5,3%), a Itália (5,0%), a Bélgica (3,3%), a Irlanda (1,9%), o Brasil (2,4%) e os EUA (2,1%).

Estes dez países cobriram 79,0% da importação total.

 7 – Valor dos grupos de produtos das exportações em 2025                       face a 2024, por meses homólogos não acumulados


Alcochete, 13 de Fevereiro de 2026.

 

ANEXO


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Comércio Internacional de mercadorias de Portugal com a Suíça - 2020-2024 e Janeiro-Novembro 2024-2025


Comércio internacional de mercadorias

de Portugal com a Suíça

(2020-2024 e Janeiro-Novembro 2024-2025)

                                          (disponível para download >> aqui )


1 – Nota introdutória                              

No período de Janeiro a Novembro de 2025 a Suíça pesou 0,5% nas importações totais de mercadorias de Portugal e 2,2% nas originárias dos países terceiros. Na vertente das exportações pesou respectivamente 1,0% e 3,7%.

Nas páginas seguintes é feita uma breve análise da evolução recente do comércio externo de Suíça, com referência às respectivas quotas de Portugal, com base em cálculos efectuados pelo “International Trade Centre” (ITC) a partir de dados da "Administration Fédérale des Douanes" (DFD) da Suíça. Segue-se uma abordagem da evolução das nossas importações e exportações de 2020 a 2024 e período de Janeiro a Novembro de 2024-2025, com base em dados estatísticos divulgados pelo “Instituto Nacional de Estatística de Portugal” (INE), definitivos para os anos de 2020 a 2024 e preliminares para o período em análise de 2025, com última actualização em 9 de Janeiro de 2026.

Os produtos transaccionados, foram agregados em 11 grupos de produtos, cujo conteúdo, em capítulos da Nomenclatura (NC2/SH2), se encontra definido no quadro em Anexo.

2 – Alguns dados sobre o comércio externo da Suíça

2.1 – Balança Comercial


De acordo com os dados disponíveis, entre 2020 e 2024 a Balança Comercial de mercadorias da Suíça foi ‘superavitária’, com saldos compreendidos entre +24,5 milhões de Euros em 2020 e +71,3 milhões em 2024.

As quotas de Portugal nas importações suíças mantiveram-se, ao longo destes cinco anos, na ordem dos 0,4% do total, tendo as quotas das exportações rondado os 0,3%.

2.2 – Importações na Suíça por grupos de produtos

Em 2024, face ao ano anterior, as importações suíças cresceram +0,9%. As principais incidiram nos grupos “Minérios e metais” (37,4% e 37,7% no ano anterior), “Químicos” (25,1% e 23,1%, respectivamente), “Máquinas, aparelhos e partes” (10,7% e 11,3%) e “Produtos acabados diversos” (7,1% e 7,2%).

As maiores quotas de Portugal ocorreram nos grupos “Calçado, peles e couros” (2,8% do total do grupo), “Têxteis e vestuário” (1,7%), “Agro-alimentares” (1,0%), “Madeira, cortiça e papel” (0,9%), “Material de transporte terrestre e partes” e “Produtos acabados diversos” (0,7% cada).

2.3 – Exportações da Suíça por grupos de produtos

Por sua vez, em 2024, face ao ano anterior, as exportações terão crescido +6,2%, tendo Portugal contribuído com uma quota de 0,3%.

As principais exportações couberam aos grupos de produtos “Químicos” (38,9% do Total e 37,0% no ano anterior), “Minérios e metais” (33,0% e 32,9%, respectivamente), “Produtos acabados diversos” (12,2% e 13,0%) e “Máquinas, aparelhos e partes” (9,0% e 9,7%).

As maiores quotas de Portugal incidiram nos grupos de produtos “Agro-alimentares” (0,9% do total do Grupo), “Aeronaves, embarcações e partes” (0,7%), “Madeira, cortiça e papel” e “Material de transporte terrestre e partes” (0,6% cada), e “Máquinas, aparelhos e partes” (0,5%).


2.4 – Mercados das importações e das exportações da Suíça

Em 2024 os principais países fornecedores da Suíça foram a Alemanha (18,4%), a Itália (8,2%), os EUA (7,9%), a França (5,7%), a Eslovénia e a China (5,5% cada).

No mesmo ano as principais exportações tiveram por destino ao EUA (16,5%), a Alemanha (11,5%), a China (9,5%), a Eslovénia (6,7%), a Itália (6,3%), a Índia (5,1%) e o Reino Unido (5,0%).


3 – Comércio de Portugal com a Suíça

3.1 – Balança Comercial

Ao longo do último quinquénio e período de Janeiro a Novembro de 2024 e 2025 a Balança Comercial de mercadorias de Portugal com a Suíça foi favorável a Portugal.

Nos primeiros onze meses de 2025 o saldo da Balança foi de 230,4 milhões Euros, com um elevado grau de cobertura das importações pelas exportações (143,7%).

Entre 2020 e 2024 e nos primeiros onze meses de 2025 o peso da Suíça nas importações portuguesas manteve-se entre 0,4% e 0,5%. Por sua vez o seu peso nas exportações desceu de 1,2% em 2020 para uma faixa em torno de 1,0% nos anos seguintes e período em análise de 2025.

O ritmo de crescimento anual do valor das importações entre 2020 e 2024 manteve-se acima do ritmo de crescimento das exportações.


3.2 – Importações por grupos de produtos

No período em análise, os grupos de produtos dominantes nas importações de mercadorias foram “Químicos” e “Máquinas, aparelhos e partes”. Nos primeiros onze meses de 2025 o primeiro destes grupos representou 57,4% do Total das importações e o segundo 23,5%.


Seguiram-se os grupos “Têxteis e vestuário” (8,5%), “Minérios e metais” (7,6%), “Madeira, cortiça e papel” (4,5%), “Aeronaves, embarcações e partes” (2,5%) e “Calçado, peles e couros” (1,8%), tendo sido praticamernte nulas as exportações do grupo “Energéticos”.

No quadro seguinte relacionam-se as principais exportações efectuadas no período de Janeiro a Novembro de 2025, face ao período homólogo do ano anterior, por grupos de produtos desagregadas a dois dígitos da Nomenclatura (NC/SH), com uma representatividade por grupo superior a 90%.


3.3 – Exportações por grupos de produtos

No período de Janeiro a Novembro de 2025 predominaram, com pesos a dois dígitos, as exportações de “Químicos” (18,9% do Total), “Agro-alimentares” (15,5%),“Máquinas, aparelhos e partes” (14,9%), “Produtos acabados diversos” (14,8%) e “Material de transporte terrestre e partes” (10,8%).

Seguiram-se os grupos “Têxteis e vestuário” (8,5%), “Minérios e metais” (7,6%), “Madeira, cortiça e papel” (4,5%), “Aeronaves, embarcações e partes” (2,5%) e “Calçado, peles e couros” (1,8%), tendo sido praticamernte nulas as exportações do grupo “Energéticos”.

No quadro seguinte relacionam-se as principais exportações efectuadas no período de Janeiro a Novembro de 2025, face ao período homólogo do ano anterior, por grupos de produtos desagregadas a dois dígitos da Nomenclatura (NC/SH), com uma representatividade por grupo superior a 90%.


Alcochete, 9 de Fevereiro de 2026.

ANEXO