domingo, 29 de março de 2026

Comércio Internacional português de mercadorias do Grupo de Produtos "Agro-alimentares" (2024-2025)

 

Comércio Internacional

 português de mercadorias

do Grupo de Produtos

“Agro-alimentares”

 (2024-2025)

                                              (disponível para download  >> aqui )


1 – Introdução

Os produtos do Grupo “Agro-alimentares” encontram-se repartidos por um elevado número de tipos de produtos no contexto da agricultura, de produtos alimentares e de indústrias transformadoras afins.

Neste trabalho vamos analisar em 2025, face ao ano anterior, a evolução das importações e das exportações dos produtos que integram os Capítulos 01 a 24 das nomenclaturas de mercadorias  NC (Nomenclatura Combinada) e SH (Sistema Harmonizado), coincidentes até 6 dígitos, que aqui vamos designar por Grupo “Agro-alimentares”, desagregados em sete Subgrupos (ver descritivo do conteúdo em Anexo), a partir de dados estatísticos de base do “Instituto Nacional de Estatística de Portugal” (INE), em versão definitiva para 2024 e preliminar para 2025, com última actualização em 12 de Março de 2026.

No período de 2021 a 2023, o ‘ritmo de crescimento’ das importações de produtos “Agro-alimentares, face ao valor que detinham em 2020, manteve-se acima do ‘ritmo’ das exportações, tendo em 2024 coincidido com este, para novamente o ultrapassar em 2025.

A Balança Comercial do Grupo “Agro-alimentares” foi deficitária ao longo dos últimos seis anos, com saldos negativos crescendo de -3,3 mil milhões de Euros, em 2020, para -6,5 mil milhões, em 2025.

2 – Comércio Internacional do Grupo “Agro-alimentares”                            2024-2025

2.1 – Taxas de variação anual em Valor, Volume e Preço

Por cálculos efectuados com base em métodos estatísticos foram encontrados para o Grupo, nas importações e exportações, a partir dos cálculos relativos a cada um dos sete Subgrupos considerados, índices de preço do tipo Paasche, utilizados como deflatores dos índices de valor para o cálculo dos correspondentes índices de volume. Para o cálculo dos índices foram utilizadas as posições pautais a oito dígitos da Nomenclatura com movimento nos dois anos.

2.2 – Peso do Grupo “Agro-alimentares” no Total do                                       Comércio Internacional em 2025

2.3 – Importações por Subgrupos (2024-2025)

Entre os sete Subgrupos destacaram-se em 2025, pelo seu peso, as importações de “Outros agro-alimentares” (26,6% do Total, com 25,8% em 2024). Seguiram-se as “Conservas e preparações alimentares” (17,8% e 17,9%, respectivamente), as “Carnes e lacticínios” (17,4% e 16,2%), os “Produtos da pesca” (14,1% e 13,9%), as “Frutas e hortícolas” (12,2% e 11,8%), as “Oleaginosas, gorduras e óleos” (9,6% e 11,8%) e as “Bebidas alcoólicas” (2,3% e 2,6%).

Verificaram-se decréscimos face ao período homólogo do ano anterior nas importações de “Oleaginosas, gorduras e óleos” (-235 milhões de Euros) e de “Bebidas alcoólicas” (-9 milhões). Os maiores acréscimos, para um aumento global de cerca de +1,4 mil milhões de Euros, ocorreram nas importações de “Outros agro-alimentares” (+489 milhões) e “Carnes e lacticínios” (+439 milhões).

Na figura seguinte relacionam-se, por Subgrupos, a 4 dígitos da Nomenclatura, os principais produtos importados em 2025 e correspondente valor em 2024, com uma representatividade superior a 90% nos dois anos.


2.4 – Exportações por Subgrupos (2024-2025)

Em 2025 as principais exportações, à semelhança das Importações, incidiram no Subgrupo “Outros agro-alimentares” (25,1% do Total, com 23,2% em 2024). Seguiram-se “Conservas e preparações alimentares” (18,6% e 17,9%), “Frutas e hortícolas” (15,2% e 14,1%), “Oleaginosas, gorduras e óleos” (13,9% e 18,4%), “Bebidas alcoólicas” (10,0% e 10,3%), “Produtos da pesca” (9,2% e 8,9%) e “Carnes e lacticínios” (8,0% e 7,2%).

Verificaram-se decréscimos, face ao ano anterior, nas exportações de “Oleaginosas, gorduras e óleos” (-512 milhões de Euros) e de “Bebidas alcoólicas” (-28 milhões). Os maiores acréscimos, para um aumento global de +71 milhões de Euros, ocorreram nas exportações de “Outros agro-alimentares” (+240 milhões) e “Frutas e hotícolas” (+135 milhões).

Na figura seguinte relacionam-se, por Subgrupos, a 4 dígitos da Nomenclatura, os principais produtos exportados em 2025 e o correspondente valor em 2024, com uma representatividade superior a 90% nos dois anos.


2.5 – Mercados de origem das importações


2.6 – Mercados de destino das exportações


Alcochete, 29 de Março de 2026.



quarta-feira, 18 de março de 2026

Comércio Internacional de mercadorias - Série mensal -Janeiro de 2026

 

Comércio Internacional

de mercadorias
- Série mensal -
(Janeiro de 2026)

                                           ( disponível para download  >> aqui )

 1 - Balança comercial

De acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) para Janeiro de 2026 e 2025, em versões preliminares, com última actualização em 12 de Março de 2026, as exportações de mercadorias em 2026 decresceram, em termos homólogos, -14,1% (-995 milhões de Euros), a par de um decréscimo das importações de -2,5% (-217 milhões). 



O défice comercial externo (Fob-Cif), +44,9% face a 2025, situou-se em -2510 milhões de Euros (superior em 778 milhões ao do ano anterior), a que corresponderam agravamentos de 679 milhões no comércio intracomunitário e de 99 milhões no extracomunitário. Em termos globais, o grau de cobertura (Fob/Cif) das importações pelas exportações desceu de 80,3% em 2025, para 70,7% em 2026.

A variação do preço de importação do petróleo repercute-se no valor das exportações de produtos energéticos, com reflexo na Balança Comercial. Em Janeiro de 2026 o preço de importação do petróleo bruto desceu de 544 Euros/Ton em 2024, para 407 Euros/Ton. 


Para além da variação da cotação internacional do barril de petróleo, medida em dólares, a variação da cotação do dólar face ao Euro é também um dos factores determinantes da evolução do seu preço em Euros (o gráfico inclui já a cotação média do mês de Fevereiro).

Se excluirmos do total das importações e das exportações o conjunto dos produtos “Energéticos” (Capº 27 da NC), que pesou 8,7% no total das importações em 2026 e 4,8% nas exportações, o grau de cobertura (Fob/Cif) das importações pelas exportações sobe, em 2026, de 70,7% no comércio global, para 73,8%.

2 – Evolução mensal

3 – Mercados de destino e de origem

3.1 - Exportações

Em Janeiro de 2026 as exportações para a UE (expedições), que representaram 74,2% do Total, decresceram -14,9%, contribuindo com -11,2 pontos percentuais (p.p.) para uma taxa em termos globais de -14,1%.

As exportações para o espaço extracomunitário, 25,8% do Total, decresceram -11,7%, contribuindo com uma taxa de -2,9% para a evolução global.

Os dez principais destinos das exportações foram a Espanha (26,3%), a França (13,2%), a Alemanha (12,7%), os EUA e a Itália (4,7% cada), o Reino Unido incl. Irlanda NT e Países Baixos (3,7% cada), a Bélgica (2,3%), a China  (1,7%) e a  Polónia (1,6%), países que representaram 74,6% do Total.

Angola, que no ano de 2025 ocupou a 3ª posição no conjunto dos Países Terceiros, depois dos EUA e do Reino Unido, registou em Janeiro um decréscimo de -12,2% nas nossas exportações (-10,5 milhões de Euros).

Ocorreram acréscimos nos grupos de produtos “Aeronaves, embarcações e partes” (+3,4 milhões de Euros), “Calçado, peles e couros) (+172 mil Euros) e Químicos (+66 mil Euros). 

Os maiores decréscimos incidiram nos grupos “Máquinas, aparelhos e partes” (-5,3 milhões de Euros), “Produtos acabados diversos (-2,7 milhões), “Agro-alimentares” (-2,7 milhões) e “Minérios e metais” (-2,5 milhões).

Entre os principais destinos, os maiores contributos positivos para a evolução das exportações neste período (-14,1%) pertenceram à China (+0,7 p.p.), seguida de Marrocos e Cabo Verde (+0,2 p.p.), Brasil e Hungria (+o,1p.p.).

Os maiores contributos negativos couberam à Alemanha (-8,7 p.p.), seguida da Espanha (-1,8 p.p.), do Reino Unido/Irlanda NT (-1,1 p.p.), da Bélgica (-0,8 p.p.), de Gibrantar (-0,7 p.p.) e dos EUA (-0,6 p.p.).

Os maiores acréscimos nas exportações para o espaço comunitário (expedições) incidiram na Finlândia (+26 milhões de Euros) e na Hungria (+10 milhões).

Os principais decréscimos couberam à Alemanha (-614 milhões de Euros), seguida da Espanha (-127 milhões), da Bélgica (-53 milhões), dos Países Baixos (-15 milhões) e da Irlanda (-10 milhões).


No conjunto dos Países Terceiros, entre os maiores acréscimos nas exportações destacaram-se a China (+52 milhões de Euros), Marrocos (+16 milhões), Cabo Verde (+11 milhões), o Brasil (+10 milhões) e Trinidade/Tobago (+8 milhões).

Entre os maiores decréscimos evidenciaram-se o Reino Unido/Irlanda NT (-301 milhões de Euros), Gibraltar (-48 milhões) e as Provisões de Bordo (-26 milhões).

3.2 – Importações

Em Janeiro de 2026 as chegadas de mercadorias com origem na UE, que representaram 77,1% do total, registaram um decréscimo de -1,6% e contribuíram com -1,2 p.p. para uma taxa de variação homóloga global de -2,5%.

As importações com origem no espaço extracomunitário registaram no mesmo período um decréscimo de -5,3%, representando 22,9% do total, com um contributo para o resultado global de -1,2 p.p..

O principal mercados de origem das importações em Janeiro de 2026 foi a Espanha (33,4% do Total), seguida da Alemanha (12,6%), os Países Baixos (8,0%), da França (7,7%), da China (5,0%), da Itália (4,7%), do Brasil (3,7%), da Bélgica (3,0%), da Polónia (1,8%) e dos EUA (1,6%).

Estes países representaram, no seu conjunto, 81,5% do total das importações.

Entre os contributos positivos para a taxa de variação homóloga das importações em Janeiro de 2026 (-2,5 p.p.), destacaram-se os Países Baixos (+2,2 p.p.), a Argélia e a Alemanha (+0,6 p.p. cada), o Brasil (+0,5 p.p.), a França (+0,4 p.p.), a Dinamarca e a Eslováquia (+0,3 p.p. cada), e a Espanha, a Índia e Marrocos (+0,2 p.p. cada).

Os principais contributos negativos incidiram na Irlanda (-4,3 p.p.), no Azerbaijão (-0,5 p.p.), na Nigéria (-0,4 p.p.), na Bélgica e na Itália (-0,3%) e no Vietname (-0,2 p.p.).

Nas duas figuras seguintes relacionam-se os maiores acréscimos e decréscimos do valor das importações com origem intracomunitária (chegadas) e nos Países Terceiros, entre Janeiro de 2026 e Janeiro de 2025.


4 – Saldos da Balança Comercial       

Em Janeiro de 2026, os maiores saldos positivos da balança comercial (Fob-Cif) couberam aos EUA (+149 milhões de Euros), ao Reino Unido/Irlanda NT (+145 milhões), à França (+141 milhões), a Angola (+72 milhões) e a Marrocos (+48 milhões).

O maior défice, a grande distância dos restantes, pertenceu a Espanha (-1270 milhões de Euros), seguida dos Países Baixos (-465 milhões), da China (-328 milhões), da Alemanha (-309 milhões) e do Brasil (-217 milhões).

5 – Evolução por grupos de produtos

5.1 – Exportações

Os capítulos da Nomenclatura Combinada (NC-2 Ξ SH-2), foram aqui agregados em 11 grupos de produtos (ver ANEXO).

Em 2026, os grupos que detiveram maior peso na estrutura foram “Máquinas, aparelhos e partes” (17,1% e +29 milhões de Euros face ao ano antterior), “Agro-alimentares” (14,0% e -107 milhões), “Químicos” (13,3% e -743 milhões), “Material de transporte terrestre e partes” (11,4% e -11 milhões), “Minérios e metais” (11,4% e +47 milhões) e “Produtos acabados diversos” (9,6% e -30 milhões). Seguiram-se os grupos “Têxteis e vestuário” (7,8% e -12 milhões de Euros), “Madeira cortiça e papel” (6,5% e -30 milhões), “Energéticos” (4,8% e -139 milhões), “Calçado, peles e couros” (3,2% e -11 milhões) e “Aeronaves, embarcações e partes” (0,9% e +12 milhões de Euros).


5.2 – Importações

Em Janeiro de 2026 os grupos de produtos com maior peso foram “Máquinas, aparelhos e partes” (18,9% do Total e +34 milhões de Euros face ao ano anterior), “Químicos” (18,3% do Total e -208 milhões, “Agro-alimentares” (15,7% e -18 milhões) e “Material de transporte terrestre e partes” (13,0% e +86 milhões).

Seguiram-se os grupos “Minérios e metais” (8,8% e -33 milhões), “Energéticos” (8,7% e ‑17 milhões), “Produtos acabados diversos” (6,3% e -6 milhões), “Têxteis e vestuário” (5,1% e -33 milhões), Madeira, cortiça e papel” (2,8% e -2 milhões), “Calçado, peles e couros” (2,0% e -3 milhões) e “Aeronaves, embarcações e partes” (0,3% e -17 milhões de Euros).

6 – Mercados por grupos de produtos

6.1 – Exportações

Entre os mercados de destino, a Espanha ocupou em Janeiro de 2026 a primeira posição em 7 dos 11 grupos de produtos com 26,3% do total, ocorrendo as excepções nos grupos “Energéticos” (2ª posição depois das Provisões de Bordo), “Calçado, peles e couros” (3ª posição, depois da França e da Alemanha), “Máquinas, aparelhos e partes” (2ª posição, depois da Alemanha) e “Aeronaves, embarcações e partes” (5ª posição, precedida do Brasil, França, Angola e Marrocos).

Seguiram-se no “ranking” a França (13,2%), a Alemanha (12,7%), os EUA e a Itália (4,7% cada), os Países Baixos (3,7%), a Bélgica (2,3%), a China (1,7%), a Polónia e o Brasil (1,6% cada).

Estes dez destinos representaram 72,5% da exportação total.

6.2 – Importações

Na vertente das importações, a Espanha ocupou o primeiro lugar em nove dos onze grupos de produtos, com 33,4% do total.

As excepções foram os grupos “Energéticos” (2º lugar depois do Brasil) e “Aeronaves, embarcações e partes” (2º lugar, depois da França).

Seguiram-se, no “ranking”, a Alemanha (12,6%), os Países Baixos (8,0%), a França (7,7%), a China (5,0%), a Itália (4,7%), o Brasil (3,7%), a Bélgica (3,7%), a Polónia (1,8%) e os EUA (1,6%)

Estes dez países cobriram 81,5% da importação total.

7 – Valor dos grupos de produtos das exportações em 2026                                              face a 2025, por meses homólogos não acumulados


Alcochete, 17 de Março de 2026.

 

ANEXO


domingo, 8 de março de 2026

Comércio Internacional de mercadorias de Portugal com países do Médio-Oriente (2024-2025)

 

Comércio Internacional de mercadorias
de Portugal
com países do Médio-Oriente
(2024-2025)

                                           (disponível para download >> aqui )

1 – Introdução

Analisa-se neste trabalho, atavés de quadros e gráficos, o peso de um conjunto de treze países do Médio-Oriente nas importações e exportações portuguesas em 2024 e 2025, designadamente nos Emiratos Árabes Unidos, Baharein, Chipre, Israel, Iraque, Irão, Jordânia, Kuwait, Líbano, Oman, Catar, Arábia Saudita e Síria.

Em 2024 e 2025 estes países representaram 0,7% das Importações globais portuguesas de mercadorias e 1,3% das Exportações. 

As principais importações incidiram no Grupo de Produtos “Energéticos” (55,2% do Total), seguido de “Químicos” (19,0%) e “Minérios e metais” (12,1%). Por sua vez as principais exportações couberam aos grupos “Agro-alimentares” (29,1%), “Produtos acabados diversos” (12,4%), “Químicos” (12,3%), “Máquinas, aparelhos e partes” (11,6%) e “Madeira, cortiça e papel” (10,2%).


Nos anos em análise a Balança Comercial foi favorável a Portugal, com saldos de +236,9 milhões de Euros em 2024 e +290,5 milhões em 2025. 

Nas páginas seguintes apresentam-se quadros com os valores e estrutura das importações e exportações portuguesas com cada um destes países em 2024-2025, desagregados por Grupos de Produtos (definição do conteúdo em Anexo), a partir de dados de base do ‘Instituto Nacional de Estatística de Portugal’ (INE) em versão definitiva para 2024 e preliminar para 2025, com última actualização em 09-02-2026.

2 – Importações e Exportações portuguesas por países do                    Médio-Oriente desagregadas por Grupos de Produtos                      (2024-2025)


3 – Peso relativo das Importações (%) com origem em países            do Médio-Oriente, por Grupos de Produtos (2024-2025)

4 – Peso relativo das Exportações (%) com destino a países                do Médio-Oriente, por Grupos de Produtos (2024-2025)

5 – Importação de produtos “Energéticos” do Médio-Oriente                Principais países fornecedores em 2024 e2025

Em 2025 os principais fornecedores de produtos “Energéticos” entre o conjunto de países considerado foram o Kuwait, com 59,7% do total (18,2% em 2024) e a Arábia Saudita, com 37,4% (81,7% em 2024).

Com pesos muito reduzidos alinharam-se depois, em 2025, o Iraque (2,1%), Israel (0,7%) e os Emiratos Árabes Unidos (0,2%), com fornecimentos nulos ou praticamente nulos no ano anterior.

Por tipos de produtos, a importação com origem no Kuwait consistiu em “Jet-fuel” para carboreatores, que em 2025 totalizou 251 milhões de Euros (89,5 milhões em 2024).

Em 2025 as importações provenientes da Arábia Saudita, mais diversificadas, incidiram em “Fuelóleos”, com 378,5 milhões de Euros (111,7 milhões em 2024) e “Gasóleos”, 39,5 milhões, sem importação em 2024..

Em 2024 realizou-se ainda uma importação de “Jet-Fuel” no valor de 89,5 milhões de Euros, sem correspondência em 2025.


Alcochete, 7 de Março de 2026.



ANEXO






























sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Comércio Internacional de mercadorias - Índices de Valor, Volume e Preço - Janeiro-Dezembro 2025/2024

 

Comércio Internacional
de mercadorias
Índices de Valor, Volume e Preço
por grupos e subgrupos de produtos
(Janeiro-Dezembro 2025/2024)

                                                
                                           (disponível para download  >> aqui )

 1 - Introdução

Apresentam-se neste trabalho indicadores de evolução em Valor, Volume e Preço das importações e das exportações portuguesas de mercadorias por grupos e subgrupos de produtos, à excepção do grupo em que se inserem “Aeronaves, embarcações e partes”, calculados para o período acumulado de Janeiro a Dezembro de 2025, a preços do período homólogo de 2024.

Para o cálculo dos índices de preço, as posições pautais a oito dígitos da Nomenclatura Combinada (NC-8), relativas às importações e exportações de mercadorias com movimento nos dois anos, foram agregadas em 11 grupos e 38 subgrupos de produtos (ver Anexo).

Os índices de preço, do tipo Paasche, utilizados como deflatores dos índices de valor para o cálculo dos correspondentes índices de volume, foram calculados a partir de dados de base elementares constantes do Portal do 'Instituto Nacional de Estatística' (INE), em versão definitiva para 2024 e preliminar para 2025, com última actualização em 9 de Fevereiro de 2026.

2 – Nota metodológica

O método utilizado para o cálculo dos índices de preço de Paasche aqui apresentados assenta na selecção de uma amostra representativa do comportamento dos preços de cada subgrupo de produtos, índices posteriormente ponderados para o cálculo dos índices dos respectivos grupos de produtos, e estes por sua vez ponderados para o cálculo do índice do total, em cada uma das vertentes comerciais.

Os índices de preço de cada subgrupo são obtidos a partir de uma primeira amostra automática, construída com base nos produtos com movimento nos dois períodos em análise e respeitando as alterações pautais anualmente introduzidas na Nomenclatura Combinada, dentro de um intervalo calculado por métodos estatísticos.

Segue-se uma análise crítica, que pode incluir, entre outros, o recurso à evolução do preço das matérias-primas que entram na manufactura de um dado produto, como indicador de consistência de um determinado índice que, apesar de um comportamento aparentemente anormal, pode vir a ser incluído na amostra.

Mais frequentemente procede-se à desagregação por mercados de origem e de destino de posições pautais com peso relevante que se encontram fora do intervalo calculado, incluindo-se na amostra do subgrupo a informação do conjunto dos países que apresentam um comportamento coerente na proximidade do intervalo previamente encontrado.

No caso presente foram desagregados por países e analisados os respectivos índices 71 produtos da Nomenclatura Combinada a oito dígitos, nas importações, e 50 nas exportações.

Também produtos dominantes incluídos no intervalo e decisivos para o índice do subgrupo podem ser desagregados e considerados por mercados se, através de uma análise crítica, forem encontrados desvios sensíveis face aos restantes produtos do subgrupo.

Na figura seguinte pode observar-se, por grupos de produtos, a representatividade das amostras globais em cada uma das vertentes comerciais, que serviram de base ao cálculo dos índices de preço de Paasche, envolvendo mais de 18000 posições pautais a oito dígitos da Nomenclatura Combinada, na base de dados do INE. 

3 – Balança Comercial

De acordo com os dados disponíveis, o défice da balança comercial de mercadorias no período de Janeiro a Dezembro de 2025 aumentou +13,2% face ao período homólogo do ano anterior, com o grau de cobertura das importações pelas exportações a descer de 73,6% para 71,2%.

As importações (somatório das ‘chegadas’ de mercadorias provenientes do espaço comunitário com as ‘importações‘ originárias dos países terceiros), com um aumento em valor de +3,9%, terão registado um acréscimo em volume de +6,5% e um decréscimo em preço de -2,5%. O aumento em valor de +0,5% verificado nas exportações terá resultado de um acréscimo em volume de +2,3%, com o preço a decrescer -1,7%.

Excluindo os produtos “Energéticos” do Total das importações e das exportações, o défice da balança comercial em 2025 situa-se em -26,7 mil milhões de Euros, contra -32,1 mil milhões em termos globais. Por sua vez, em 2025 o grau de cobertura das importações pelas exportações sobe de 71,2%, em termos globais, para 73,8%.

Numa análise por Grupos de Produtos, em 2025 o saldo da Balança Comercial de mercadorias no período em análise foi positivo em quatro dos onze grupos de produtos considerados, designadamente “Madeira, cortiça e papel” (+2041 milhões de Euros), “Calçado, peles e couros” (+222milhões), “Têxteis e vestuário” (+165 milhões) e “Produtos acabados diversos” (+52 milhões de Euros).



4 - Importações

Em 2025 os grupos de produtos com peso a dois dígitos nas importações de mercadorias foram “Químicos” (19,0% do Total), “Máquinas, aparelhos e partes” (18,0%), “Agro-alimentares” (16,3%) e “Material de transporte terrestre e partes” (12,7%).

Seguiram-se os grupos “Minérios e metais” (8,7%), “Energéticos” (8,5%), “Produtos acabados diversos” (6,4%), “Têxteis e vestuário” (4,9%), “Madeira, cortiça e papel” (2,8%), “Calçado, peles e couros” (1,8%) e “Aeronaves, embarcações e partes” (0,7%).

Foram positivas as taxas de variação em Valor de todos os Grupos de Produtos à excepção de “Energéticos” (-18,4%), tendo incidido os maiores acréscimos nos grupos “Químicos” (+12,8%) e “Material de transporte terrestre e partes” (+11,6%). Seguiram-se os grupos “Agro-alimentares” (+8,1%), “Produtos acabados diversos” (+7,0%), “Calçado, peles e couros” (+4,7%), “Minérios e metais” (+3,6%), “Têxteis e vestuário” (+2,5%), “Madeira, cortiça e papel” (+2,3%) e “Máquinas, aparelhos e partes” (+1,1%).

Em Volume, foram positivas as taxas de variação em todos os grupos de produtos à excepção de “Energéticos” (-10,1%), com destaque para “Químicos” (+15,7%) e “Material de transporte terrestre e partes” (+11,9%). Seguiram-se os grupos “Agro-alimentares” (+8,3%), “Produtos acabados diversos” (+8,0%), “Têxteis e vestuário” (+7,4 %), “Calçado, peles e couros” (+7,0%), “Minérios e metais” (+6,4%), “Máquinas, aparelhos e partes” (+5,1%) e “Madeira, cortiça e papel” (+3,0%).

Em Preço, foram negativas as taxas de variação em todos os grupos de produtos: “Energéticos” (-9,2%), “Têxteis e Vestuário” (-4,6%), “Máquinas, aparelhos e partes” (-3,8%), “Minérios e metais” (-2,6%), Químicos” (-2,5%), “Calçado, peles e couros” (-2,1%), “Produtos acabados diversos” (-0,9%), “Madeira, cortiça e papel” (-0,8%), “Material de transporte terrestre e partes” (-0,3%) e “Agro-alimentares” (-0,2%).

5 – Exportações

No período em análise de 2025 os grupos de produtos com peso a dois dígitos nas exportações de mercadorias foram “Químicos” (16,0%), “Máquinas aparelhos e partes” (15,6%), “Agro-alimentares” (14,7%) e “Material de transporte terrestre e partes” (12,4%).

Seguiram-se os grupos “Minérios e metais” (9,8%), “Produtos acabados diversos” (9,1%), “Têxteis e vestuário” (7,1%), “Madeira, cortiça e papel” (6,5%), “Energéticos” (5,1%), “Calçado, peles e couros” (2,8%) e “Aeronaves, embarcações e partes” (0,8%).

Verificaram-se decréscimos em Valor, face ao ano anterior, nos Grupos de Produtos “Energéticos” (-26,9%), “Madeira, cortiça e papel” (-4,3%), “Produtos acabados diversos” (-3,9%), Têxteis e vestuário” (-0,6%), “Minérios e metais” e “Calçado, peles e couros” (praticamente -0,0%).“O maior acréscimo em valor verificou-se no grupo “Químicos” (+11,9%), seguido dos grupos “Máquinas, aparelhos e partes” (+5,9%), “Material de transporte terrestre e partes” (+2,5%), “Agro-alimentares” (+0,6%).

Em Volume registaram-se decréscimos nos grupos “Energéticos” (-19,0%), “Produtos acabados diversos” (-1,5%), “Minérios e metais” (-0,8%) e “Material de transporte terrestre e partes” (-0,1%),

Os maiores acréscimos ocorreram nos grupos “Máquinas, aparelhos e partes” (+10,2%) e “Químicos” (+10,0%), seguidos de “Agro-alimentares” (+4,0%) “Calçado. peles e couros” (+2,1%), “Madeira, cortiça e papel” (+1,1%) e “Têxteis e vestuário” (+0,3%).

No âmbito do Preço verificaram-se decréscimos nas exportações dos grupos de produtos “Energéticos” (-9,8%), “Madeira, cortiça e papel” (-5,4%), “Máquinas, aparelhos e partes” (-3,9%), “Agro-alimentares” (-3,3%), “Produtos acabados diversos” (-2,4%), “Calçado, peles e couros” (-2,0%), e “Têxteis e vestuário” (-0,9%).

 Os acréscimos incidiram nos grupos “Material de transporte terrestre e partes” (+2,6%), “Químicos” (+1,7%) e “Minérios e metais” (+0,8%). 


Alcochete, 27 de Fevereiro de 2025.


ANEXO