quinta-feira, 16 de abril de 2026

Comércio Internacional da Pesca, preparações, conservas e outros produtos do mar (2024-2025)

 

Comércio Internacional da Pesca,
preparações, conservas e outros
produtos do mar
(2024-2025)

(Disponível para download >>> aqui )


 1 - Introdução

Portugal, detentor de uma das maiores “Zonas Económicas Exclusivas” (ZEE) a nível europeu, mantém no âmbito da “Pesca, preparações, conservas e outros produtos do mar” uma balança comercial deficitária, com as importações (Fob) a representarem pouco menos do dobro do valor das exportações (Fob).

O peso destes produtos, no contexto do comércio global, foi tendencialmente crescente ao longo dos últimos cinco anos do lado das importações (de 2,5%, em 2021, para 2,7%, em 2025), e também tendencialmente crescente no âmbito das exportações (de 1,7% para 1,9%).

Neste trabalho vai-se analisar a evolução das importações e das exportações anuais destes produtos em 2025 (versão preliminar), face a 2024 (versão definitiva), a partir de dados de base divulgados no Portal do ‘Instituto Nacional de Estatística’ (INE), com última actualização em 12 de Março de 2026.

2 – Balança Comercial

Em 2024 e 2025 a Balança Comercial destes produtos do mar foi deficitária, com défices (Fob-Cif) respectivamente de -1296 milhões e -1476 milhões de Euros.

Em 2025 as importações cresceram em valor +10,0% e as exportações +6,4%, tendo a défice aumentado +13,9%. O grau de cobertura das importações pelas exportações desceu de 52,3%, em 2024, para 50,6%, em 2025.


Entre os agregados de produtos aqui considerados destacam-se o “Peixe”, os “Crustáceos, moluscos e outros invertebrados aquáticos” e as “Preparações e conservas de peixe, de crustáceos e moluscos”, que representaram 97,9% do total das importações e 98,8% do total das exportações em 2024.

Na figura seguinte pode observar-se a Balança Comercial das sete componentes em que foram agregados os produtos em análise.

Como se pode observar, “Preparações e conservas de peixe, crustáceos e moluscos” foi a única componente em que o saldo da Balança Comercial foi positivo em cada um dos anos em análise, +53,7 milhões de Euros em 2024 e +54,8 milhões em 2025.

Os maiores défices incidiram nas componentes “Peixe” (-1166,3 milhões de Euros em 2025 e -1021,3 milhões no ano anterior) e “Crustáceos, moluscos e outros invertebrados aquáticos” (respectivamente -322,6 milhões e -286,6 milhões de Euros).

Apresentam-se em Anexo quadros e gráficos com a Balança Comercial da desagregação de cada uma das componentes por produtos a 4 ou 6 dígitos da Nomenclatura Combinada, com indicação das quantidades transaccionadas.

3 – Importação

Em 2025 as importações deste conjunto de produtos cresceram +10,0% face ao ano anterior (+271,8 milhões de Euros) tendo o maior acréscimo cabido à componente “Peixe” (+11,1%, +186,8 milhões), seguida de “Preparações e conservas de peixe, de crustáceos e moluscos” (+13,8%, +44,3 milhões de Euros) e “Crustáceos, moluscos e outros invertebrados aquáticos” (+6,0%, +39,1 milhões). 

Nas importações de “Peixe” assumem relevância as de bacalhau, nos seus diversos estados, que serão mais adiante abordadas com algum pormenor.

3.1 – Mercados de Origem

Em 2025 o principal mercado de origem das importações destes produtos foi a Espanha (41,0% do Total), seguida dos Países Baixos (12,9%) e da Suécia (7,8%).

Alinharam-se depois a China (4,6%), o Equador (3,9%), a Dinamarca (3,0%), a Noruega (2,0%), a Índia e a Alemanha (1,8% cada), a França (1,6%), o Vietname (1,5%), a Fed. Russa (1,3%), a África do Sul (1,2%), a Mauritânia e Marrocos (1,0% cada), a Grécia e a Turquia (0,8% cada), Angola (0.7%), a Itália (0,8%), o Chile (0,7%) e a Namíbia (0,6%), a Itália, Chile e Namíbia (0,6% cada).  

Este conjunto de países representou 90,4% do Total das importações portuguesas dos produtos do mar em 2025 e 91,0% no ano anterior.

4 – Exportação

Em 2025 as exportações cresceram em valor +6,4% face ao ano anterior (+91,5 milhões de Euros), tendo ocorrido acréscimos em todas as componentes à excepção de ”Sal, águas-mãe de salinas e algas” (-584 mil Euros): “Preparações e conservas de peixe, de crustáceos e moluscos” (+45,3 milhões de Euros), “Peixe” (+41,9 milhões),  “Crustáceos, moluscos e outros invertebrados aquáticos” (+3,1 milhões), “Farinhas e outros produtos da pesca” (+1,6 milhões), “Gorduras e óleos de peixe de mamíferos aquáticos” (+100 mil Euros) e “Extractos e sucos de carnes” (+69 mil Euros).

4.1 – Mercados de Destino

Cerca de 84% das exportações destes produtos em 2025 tiveram por destino a União Europeia, com destaque para a Espanha (55,8% do Total), França (10,7%) e Itália (9,5%).

Seguiram-se, entre os principais países de destino, o Brasil (4,6%), os EUA (2,4%), o Reino Unido/Irl NT (2,0%), os Países Baixos e a Alemanha (1,5% cada), a Suíça (1,3%), a Bélgica (1,1%), a China e o Canadá (0,9% cada), Angola (0,8%), a Áustria (0,7%) e o Luxemburgo (0,6%).

5 – Importação e exportação de sardinha

Face à acentuada redução da espécie ao longo dos últimos anos em zonas em que operam habitualmente os pescadores portugueses e espanhois, têm existido limitações anuais impostas à pesca da sardinha, importante para o sector português da exportação de conservas, tendo mesmo havido um parecer científico do “Conselho Internacional para a Exploração do Mar (ICES)” que aconselhava a sua proibição.

Em 2025 aumentou a importação de “Sardinha fresca, refrigerada ou congelada” (+47,2% em valor e +35,1% em quantidade) e aumentou a sua exportação (+24,4% e               -5,6%, respectivamente). O valor médio por quilo subiu de 1,7 para 1,8 Euros na importação e de 1,4 para 1,8 Euros na exportação.

Os principais fornecedores foram a Espanha (76,7%), Marrocos (11,2%) e a França (7,4%). Os principais mercados de destino foram a Espanha (54,6%), a França (19,0%), a Alemanha (5,9%), o Canadá (5,4%) e os EUA (4,3%).

Em 2025 aumentou significativamente a importação de “Conservas de sardinha” (+109,5%), cifrando-se em 12,9 milhões de Euros, com o valor médio por quilo a subir de 6,8 para 6,9 Euros.

A exportação, num valor de 104,0 milhões de Euros, aumentou +25,0% face a 2024, com o valor médio por quilo a subir de 7,0 para 7,2 Euros.

Em 2025 os principais mercados de origem foram a Espanha (46,9%), Marrocos (22,3%). os Países Baixos (14,9%) e a França (12,3%), que no seu conjunto representaram 96,4% do Tot<l das importações.

Os principais destinos foram a França (37,7%), a Espanha (18,2%), o Reino Unido/Irl.NT (8,9%), os EUA (8,9%) e a Áustria (5,3%).

Seguiram-se, com mais de 1% do Total, o EUA (6,0%), a Bélgica (5,3%), a Austria (4,0%), os Países Baixos (3,2%), a Suíça (1,8%), a Austrália (1,7%), Hong-Kong (1,5%), a China e a Irlanda (1,1% cada).

6 – Importação e exportação de bacalhau

Em 2025 o bacalhau pesou 25,8% no total das importações dos produtos do mar (25,9% em 2024) e 12,1% no total das exportações (12,6% no ano anterior).

O bacalhau ocupa uma posição importante na alimentação dos portugueses, tendo nos últimos dois anos o peso das importações sido cerca de quatro vezes superior ao das exportações.

Em 2025, face ao ano anterior, a importação de bacalhau aumentou +10,0% em valor e a exportação +1,9%. O valor médio por quilo subiu, na importação, de 8,0 para 9,5 Euros e o da exportação de 9,5 para 10,0 Euros.

Entre os vários tipos de bacalhau destacam-se, nas importações, o “Seco, salgado, em salmoura ou fumado” (72,1% do Total em 2025) e o “Congelado excluindo filetes” (19,0%).

Nas exportações predominaram, em 2025, o bacalhau “Congelado excluindo filetes” (45,7%), os “Filetes em qualquer estado” (21,0%) e o “Seco, salgado, em salmoura ou fumado” (19,1%).

Em 2025 os principais mercados de origem das importações de bacalhau foram os Países Baixos (41,8% do Total), a Suécia (24,9%), a Noruega (7,4%) e a China (6,7%). Seguiram-se, entre os principais, a Espanha (5,2%), a Fed. Russa (4,9%) e a Dinamarca (4,4%),

Os principais países de destino foram a Espanha (31,3%), o Brasil (30,2%) e a França (11,7%). Seguiram-se a Itália (4,9%), a Suíça (3,1%), Angola (2,3%), os EUA (2,6%),a Alemanha (2,3%), a Bélgica (2,2%) e o Luxemburgo (1,9%). Estes países representaram 98,5% do Total.


Segue-se nas páginas seguintes, nos Anexos 1 a 13, em quadros e gráficos, a Balança Comercial da desagregação de cada uma das componentes por produtos a 4 ou 6 dígitos da Nomenclatura Combinada, com indicação das quantidades transaccionadas.


ANEXOS




























Alcochete, 15 de Abril de 2026.

 

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Comércio Internacional de mercadorias - Série mensal - Janeiro a Fevereiro de 2026

 

Comércio Internacional

de mercadorias
- Série mensal -
(Janeiro a Fevereiro de 2026)

                                           ( disponível para download  >> aqui )

 1 - Balança comercial

De acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) para o período de Janeiro a Fevereiro de 2026 e 2025, em versões preliminares, com última actualização em 12 de Março de 2026, as exportações de mercadorias em 2026 decresceram -14,5% em termos homólogos (-2,1mil milhões de Euros). 

A partir de Janeiro de 2021, nas estatísticas de base do INE foram acrescentados, na sequência do “Brexit”, dois códigos de países, “XI-Reino Unido (Irlanda do Norte)” e “XU-Reino Unido (não incluindo a Irlanda do Norte)”, apresentando-se a zeros a posição pautal com o código “GB-Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte”. Nos quadros desta série mensal manteremos, para já, este código GB, correspondente ao somatório dos valores dos dois novos códigos.

As exportações para o espaço comunitário (expedições), cujo total corresponde aos actuais 27 membros, registaram no período em análise um decréscimo de -14,5%  (-1,5 mil milhões de Euros), tendo as exportações para os Países Terceiros registado um decréscimo também de -14,5% (-539 milhões).

Por sua vez, as importações com origem na UE (chegadas) decresceram -2,8% (-379 milhões) e as originárias dos Países Terceiros decairam -9,2% (-408 milhões de Euros). 

O défice comercial externo (Fob-Cif), +33,8% face a 2025, situou-se em -5071 milhões de Euros (superior em 1282 milhões ao do ano anterior), a que corresponderam agravamentos de 1151 milhões no comércio intracomunitário e de 131 milhões no extracomunitário. Em termos globais, o grau de cobertura (Fob/Cif) das importações pelas exportações desceu de 80,3% em 2025, para 70,7% em 2026.

A variação do preço de importação do petróleo repercute-se no valor das exportações de produtos energéticos, com reflexo na Balança Comercial. Em Fevereiro de 2026 o preço de importação do petróleo bruto desceu de 591 Euros/Ton em 2025, para 428 Euros/Ton. 

Para além da variação da cotação internacional do barril de petróleo, medida em dólares, a variação da cotação do dólar face ao Euro é também um dos factores determinantes da evolução do seu preço em Euros (o gráfico inclui já a cotação média do mês de Fevereiro).

Se excluirmos do total das importações e das exportações o conjunto dos produtos “Energéticos” (Capº 27 da NC), que pesou 8,2% no total das importações em 2026 e 4,7% nas exportações, o grau de cobertura (Fob/Cif) das importações pelas exportações sobe, em 2026, de 70,7% no comércio global, para 73,4%.


2 – Evolução mensal


3 – Mercados de destino e de origem

3.1 - Exportações

No período Janeiro-Fevereiro de 2026 as exportações para a UE (expedições), que representaram 74,1% do Total, decresceram -14,5%, contribuindo com -10,7 pontos percentuais (p.p.) para uma taxa em termos globais de -14,5%.

As exportações para o espaço extracomunitário, 25,9% do Total, decresceram-14,5%, contribuindo com -3,8 p.p. para a evolução global.

Os dez principais destinos das exportações foram a Espanha (26,4%), a França (13,0%), a Alemanha (12,4%), a Itália (4,8%), os EUA (4,6%), o Reino Unido incl. Irlanda NT (4,0%), os Países Baixos (3,6%), a Bélgica (2,7%), a Polónia (1,7%) e Marrocos (1,5%), países que representaram 74,7% do Total.

Angola, que no ano de 2025 ocupou a 3ª posição no conjunto dos Países Terceiros, depois dos EUA e do Reino Unido, registou no período em análise um decréscimo de -6,6% nas nossas exportações (-11,3 milhões de Euros).

Ocorreram acréscimos nos grupos de produtos “Aeronaves, embarcações e partes” (+6,6 milhões de Euros), “Energéticos” (+802 mil Euros), “Produtos acabados diversos” (+401 mil Euros)  e  “Calçado, peles e couros” (+219 mil Euros). 

Os maiores decréscimos incidiram nos grupos “Minérios e metais” (-6,5 milhões),  “Agro-alimentares” (-4,6 milhões), “Máquinas, aparelhos e partes” (-3,9 milhões) e “Material de transporte terrestre e partes” (-2,7 milhões). 

Entre os principais destinos, os maiores contributos positivos para a evolução das exportações neste período (-14,5%) pertenceram a Marrocos, Cabo Verde e China (+0,2 p.p. cada), e à China, Brasil e Hungria (+0,1 p.p. cada).

Os maiores contributos negativos couberam à Alemanha (-8,1 p.p.), seguida da Espanha (-2,0 p.p.), dos EUA (-1,3 p.p.), do Reino Unido/Irlanda NT (-1,0 p.p.), de Gibraltar (-0,5 p.p.)., da Bélgica, Prov.Bordo p/Terceiros e Israel (-0,3 p.p. cada), e da Fraança e Países Baixos (-0,2 p.p. cada).

Os maiores acréscimos nas exportações para o espaço comunitário (expedições) incidiram na Finlândia (+70 milhões de Euros) e na Hungria (+10 milhões).

Os principais decréscimos couberam Alemanha (-1165 milhões de Euros), seguida da Espanha (-287 milhões), da Bélgica (-48 milhões), da França (-33 milhõrs), dos Países Baixos (-29 milhões) e da Irlanda (-26 milhões).



No conjunto dos Países Terceiros, entre os maiores acréscimos nas exportações destacaram-se Marrocos (+29 milhões de Euros), Cabo Verde (+25 milhões), a China (+23 milhões), as Ilhas Virgens e a Suíça (+17 milhões cada), Ceuta (+12 milhões) e Brasil (+11 milhões).

Entre os maiores decréscimos evidenciaram-se os EUA (-188 milhões de Euros), o Reino Unido/Irlanda NT (-144 milhões), Gibraltar (-67 milhões), as Provisões de Bordo (-43 milhões), o Panamá e Israel (-37 milhões).

3.2 – Importações

No período em análise de 2026 as chegadas de mercadorias com origem na UE, que representaram 76,7% do total, registaram um decréscimo de -2,8%.

As importações com origem no espaço extracomunitário registaram no mesmo período um decréscimo de -9,2%, representando 23,3% do total, com um contributo para o resultado global de -2,3 p.p..

O principal mercados de origem das importações em 2026 foi a Espanha (33,2% do Total), seguida da Alemanha (12,7%), da França (7,7%), dos Países Baixos (7,0%), da China (5,2%), da Itália (5,0%), do Brasil (3,8%), da Bélgica (3,2%), dos EUA (1,8%) e da Polónia (1,7%).

Estes países representaram, no seu conjunto, 81,3% do total das importações.

Entre os contributos positivos para a taxa de variação homóloga das importações em Janeiro-Fevereiro de 2026 (-4,4%), destacaram-se o Brasil (+1,3 p.p.), os Países Baixos (+1,1 p.p.), a Alemanha (+0,5 p.p.), a Dinamarca (+0,2 p.p.), e o conjunto da Eslováquia, Azerbaijão, Áustria, Coreia SL e Marrocos  (+0,1 p.p. cada). Os principais contributos negativos incidiram na Irlanda (-3,0 p.p.), Argélia (-0,6 p.p.), EUA (-0,5 p.p.), Itália e Nigéria (-0,4 p.p. cada), R.Unido/Irl NT (-0,3 p.p.), Nigéria (-0,4 p.p.), China e Turquia (-0,2 p.p. cada).

Nas duas figuras seguintes relacionam-se os maiores acréscimos e decréscimos do valor das importações com origem intracomunitária (chegadas) e nos Países Terceiros, entre Janeiro-Fevereiro de 2026 e de 2025.



4 – Saldos da Balança Comercial       

Em Janeiro-Fevereiro de 2026, os maiores saldos positivos da balança comercial (Fob-Cif) couberam ao Reino Unido/Irlanda NT (+322 milhões), à França (+258 milhões), aos EUA (+257 milhões de Euros), a Angola (+152 milhões) e a Marrocos (+100 milhões)

O maior défice, a grande distância dos restantes, pertenceu a Espanha (-2513 milhões de Euros), seguida da China (-774 milhões), dos Países Baixos (-771 milhões), da Alemanha (-690 milhões) e do Brasil (-475 milhões).


5 – Evolução por grupos de produtos

5.1 – Exportações

Os capítulos da Nomenclatura Combinada (NC-2 Ξ SH-2), foram aqui agregados em 11 grupos de produtos (ver ANEXO).

Em 2026, os grupos que detiveram maior peso na estrutura foram “Máquinas, aparelhos e partes” (17,0% e +47 milhões de Euros face ao ano antterior), “Agro-alimentares” (14,2% e -109 milhões), “Químicos” (13,4% e -1447 milhões), “Material de transporte terrestre e partes” (11,8% e -140 milhões), “Minérios e metais” (11,1% e +50 milhões) e “Produtos acabados diversos” (9,6% e -52 milhões). Seguiram-se os grupos “Têxteis e vestuário” (7,7% e -42 milhões de Euros), “Madeira cortiça e papel” (6,4% e -81 milhões), “Energéticos” (4,7% e -283 milhões), “Calçado, peles e couros” (3,2% e -14 milhões) e “Aeronaves, embarcações e partes” (0,9% e diferença nula face ao ano anterior).


5.2 – Importações

Em Janeiro-Fevereiro de 2026 os grupos de produtos com maior peso foram “Máquinas, aparelhos e partes” (19,4% do Total e +144 milhões de Euros face ao ano anterior), “Químicos” (17,4% do Total e -540 milhões, “Agro-alimentares” (15,8% e +57 milhões) e “Material de transporte terrestre e partes” (13,5% e +15 milhões. Seguiram-se os grupos “Minérios e metais” (8,9% e -35 milhões), “Energéticos” (8,2% e ‑355 milhões), “Produtos acabados diversos” (6,5% e +11 milhões), “Têxteis e vestuário” (4,8% e -84 milhões), Madeira, cortiça e papel” (2,7% e -59 milhões), “Calçado, peles e couros” (1,8% e -18 milhões) e “Aeronaves, embarcações e partes” (1,0% e +77 milhões de Euros).


6 – Mercados por grupos de produtos

6.1 – Exportações

Entre os mercados de destino, a Espanha ocupou em Janeiro-Fevereiro de 2026 a primeira posição em 7 dos 11 grupos de produtos com 26,4% do total, ocorrendo as excepções nos grupos “Energéticos” (3ª posição depois das Provisões de Bordo e Países Baixos), “Calçado, peles e couros” (3ª posição, depois da França e da Alemanha), “Máquinas, aparelhos e partes” (2ª posição, depois da Alemanha) e “Aeronaves, embarcações e partes” (3ª posição, precedida do Brasil e da França).

Seguiram-se no “ranking” a França (13,0%), a Alemanha (12,4%), a Itália (4,8%) os EUA (4,6%), o R.Unido/Irl NT (4,0%), os Países Baixos (3,6%), a Bélgica (2,7%), a Polónia (1,7%) e Marrocos (1,5%).

Estes dez destinos representaram 74,7% da exportação total.

6.2 – Importações

Na vertente das importações, a Espanha ocupou o primeiro lugar em nove dos onze grupos de produtos, com 33,2% do total.

As excepções foram os grupos “Energéticos” (2º lugar depois do Brasil) e “Aeronaves, embarcações e partes” (3º lugar, depois do Brasil e da França).

Seguiram-se, no “ranking”, a Alemanha (12,7%), a França (7,7%), os Países Baixos (7,0%), a China (5,2%), a Itália (5,0%), o Brasil (3,8%), a Bélgica (3,2%), os EUA (1,8%) e a Polónia (1,7%).

Estes dez países cobriram 81,3% da importação total.

 7 – Valor dos grupos de produtos das exportações em 2026                       face a 2025, por meses homólogos não acumulados


Alcochete, 13 de Abril de 2026.

 

ANEXO