sexta-feira, 1 de maio de 2026

Quotas de Portugal nas exportações para principais países de destino Extra-UE (2021-2025)

 

Quotas de Portugal nas exportações

    para os principais países de destino
Extra-UE em 2025
Quotas em cada Grupo de Produtos
(2021-2025)

disponível para download  aqui )


1 - Introdução

Analisa-se neste trabalho a evolução das quotas de mercado das exportações portuguesas de mercadorias para os dez principais Países Terceiros de destino em 2025, no período de 2021 a 2025, com base em estatísticas do “International Trade Centre” (ITC) para as importações globais nesses mercados e, visando uma maior aproximação à realidade, dados de base do “Instituto Nacional de Estatística de Portugal” (INE) para as exportações portuguesas, com o seu valor (Fob) convertido a (Cif) por aplicação de um factor fixo (Fob=Cif x 0,9533).

Os dados do INE de 2021 a 2024 correspondem a versões já definitivas e os de 2025 a uma versão preliminar, com última actualização em 12 de Março de 2026.

Segue-se uma análise dessa evolução, no âmbito de cada um dos onze Grupos de Produtos considerados (definição do conteúdo em ANEXO), para os dez principais mercados de destino em cada Grupo.  Em alguns casos não se encontra ainda disponível informação do (ITC) para 2025, figurando nos quadros a série 2021-2024.

Entre 2021 e 2023 o peso da exportação portuguesa de mercadorias para os países do espaço Extra-UE(27) subiu de 28,5% para 29,8%, tendo descido sucessivamente para 29,0% e 27,7% em 2024 e 2025.

Entre os dez principais países que serviram de base para a análise das exportações globais, que cobriram cerca de 2/3 da exportação portuguesa em cada um dos anos, destacaram-se os Estados Unidos da América e o Reino Unido incluindo a Irlanda do Norte, seguidos a grande distância por Angola, Brasil, Marrocos, Turquia, Suíça, China, Canadá e Gibraltar.

2 – Evolução das Quotas de Portugal nas exportações para                        os dez principais países de destino Extra-UE(27)                         em 2025




3 – Evolução das Quotas de Portugal nas exportações para                        os 10 principais países de destino Extra-UE(27) em 2025,                    em cada Grupo de Produtos (2021-2025)

Nos quadros das páginas seguintes seguintes apresenta-se, para cada um dos onze Grupos de Produtos, o valor das exportações portuguesas (Fob) para os seus dez principais destinos Extra-UE(27) em 2025, o valor das importações do Grupo com origem mundial nesses países, e a correspondente Quota de Portugal, calculada a partir da conversão a valores (Cif) dos valores nacionais através de um factor fixo (Fob=Cif x 0,9533).

Não foi encontrada na base de dados do (ITC) informação para a importação de produtos “Energéticos” no Panamá e em Ceuta, e de “Produtos acabdos diversos” em Hong-Kong. Também em nunerosos casos não se encontra ainda disponível informação para 2025, figurando nos quadros a série 2021-2024.


























Alcochete, 1 de Maio de 2026.

 




sábado, 25 de abril de 2026

Evolução das exportações e importações de Produtos Industriais Transformados (2021-2025)

 

Evolução das exportações e importações
de Produtos Industriais Transformados
por níveis de intensidade tecnológica
(2021-2025)

                                        (disponível para download  >> aqui )                                         

1 - Introdução

A evolução do nível de intensidade tecnológica das exportações e importações de Produtos Industriais Transformados (PIT), com maior valor acrescentado do que os restantes, tem um reflexo directo na balança comercial de mercadorias, sendo na exportação um importante indicador de desenvolvimento industrial.

Pretende-se neste trabalho analisar a evolução do comércio internacional português destes produtos a partir de dados de base de fonte “Instituto Nacional de Estatística” (INE) para os anos de 2021 a 2024 em versões definitivas e de 2025 em versão preliminar, com última actualização em 9 de Abril de 2026.

Os níveis de intensidade tecnológica considerados são os propostos pela OCDE, definidos com base na Revisão-3 da International Standard Industrial Classification(ISIC Rev.3: Alta tecnologia - 2423, 30, 32 33, 353; Média-alta tecnologia - 24 excl.2423, 29, 31, 34, 352, 359; Média-baixa tecnologia - 23, 25 a 28, 351 e Baixa tecnologia - 15 a 22, 36 e 37).

A partir da tabela correspondente ao ano de 2007, com recurso à “Classificação Tipo do Comércio Internacional” da ONU (CTCI/SITC Rev.3) e à “Nomenclatura Combinada” a oito dígitos em uso na União Europeia (NC8), tomando-se em consideração as sucessivas alterações pautais anuais, foi construída uma tabela em NC8 abrangendo o período de 2007 a 2025.

2 – Balança comercial dos Produtos Industriais Transformados             por níveis de intensidade tecnológica (2021-2025)

Ao longo do período de 2021 a 2025, o saldo (Fob-Cif) da balança comercial anual portuguesa de “Produtos Industriais Transformados” foi negativo, tendo-se verificado um acréscimo sustentado do défice de -11,7 mil milhões de Euros em 2021, para -28,7 mil milhões em 2025.


No período em análise foram negativos os saldos da Balança Comercial dos produtos de Alta e de Média-alta tecnologia, não suficientemente compensados pelos saldos positivos, a níveis muito inferiores, verificados entre 2021 e 2024 nos produtos de Média-baixa tecnologia, com saldo também negativo em 2025, e de Baixa tecnologia, com saldos negativos em 2024 e 2025.

3 – Exportação de Produtos Industriais Transformados                                por níveis de intensidade tecnológica (2021-2025)

O peso dos Produtos Industriais Transformados na exportação global ao longo do período em análise manteve-se numa faixa compreendida entre 93,3%, em 2021, e 95,9%, em 2024.

Em 2025 o maior peso entre os níveis de intensidade tecnológica incidiu na Baixa tecnologia (33,2%, com 34,7% em 2024), seguida da Média-alta tecnologia (29,4% e 29,3% respectivamente), da Média-baixa tecnologia (21,8% e 23,5%) e da Alta tecnologia (15,6% e 13,5% em 2024).

O peso dos produtos de Alta tecnologia no total das exportações de Produtos Industriais Transformados, que decaíra de 11,5%, em 2020, para 9,9 em 2021, recuperou sustentadamente nos anos seguintes, atingindo 15,6% em 2025.

Aqui se enquadram, por ordem decrescente do seu peso em 2025, os “Produtos farmacêuticos” (43,2% do total deste nível), o “Equipamento de rádio, TV e comunicações” (26,1%), os “Instrumentos médicos, ópticos e de precisão” (22,5%), a “Aeronáutica e aeroespacial” (4,8%) e o “Equipamento de escritório e computação” (3,4%).

O peso dos produtos de Média-alta tecnologia, que em 2021 havia atingido 31,9% do total dos Produtos Industriais Transformados, decresceu tendencialmente a partir de então, situando-se em 29,4% em 2025.

Aqui se englobam, por ordem decrescente do seu valor em 2025, os “Veículos a motor, reboques e semi-reboques” (42,8% do total deste nível), as “Máquinas e equipamentos n.e., principalmente não eléctricos” (21,9%), os “Produtos químicos excepto farmacêuticos” (16,0%), as “Máquinas e aparelhos eléctricos n.e.” (15,6%) e o “Equipamento ferroviário e de transporte n.e.” (3,7%).

Por sua vez, o peso do conjunto dos produtos de Média-baixa tecnologia, após uma subida de 23,7%, em 2021, para 25,8%, em 2022, reduziu-se sucessivamente nos anos seguintes, situando-se em 21,8% do Total em 2025. Incluem-se aqui, por ordem decrescente do seu peso em 2025, os “Produtos da borracha e do plástico” (26,7% deste nível), os “Refinados de petróleo, petroquímicos e combustíveis nucleares” (21,4%), o “Fabrico de produtos metálicos, excluindo máquinas e equipamentos” (20,3%), a “Metalurgia de base” (16,2%), os “Produtos minerais não metálicos” (14,6%) e a “Construção e reparação naval” (0,7%).

Nos produtos de Baixa tecnologia assistiu-se a uma descida do seu peso entre 2021 e 2023 de  34,4% para 33,0%, seguida de uma subida para 34,7% em 2024, tendo no ano seguinte regressado próximo do nível de 2023, com 33,2%. Incluem-se aqui os “Produtos alimentares, bebidas e tabaco” (35,5%), os “Têxteis, vestuário, couros e calçado” (34,4%), a “Pasta, papel, cartão e publicações” (12,7%), as “Manufacturas n.e. e reciclagem” (9,9%) e a “Madeira e produtos da madeira e cortiça” (7,5%).

Ao longo do período de 2021 a 2025 o ritmo de crescimento nominal das exportações de Produtos Industriais Transformados cresceu tendencialmente, com destaque para os produtos de Alta tecnologia.


3.1 –Partição das exportações entre espaço Intra e Extra UE-27                  em 2024 e 2025

As exportações de Produtos Industriais Transformados têm a União Europeia por principal destino (71,6% em 2026 e 70,2% em 2025).

No período em análise, o maior peso do espaço Intra-UE nas exportações de Produtos Industriais Transformados coube ao nível da Média-alta tecnologia (75,2% em 2025 e 75,4% em 2024).

Seguiu-se a Baixa tecnologia (72,2% e 71,3%, respectivamente), a Alta tecnologia (70,2% e 68,5%) e a Média-baixa tecnologia (66,9% e 63.1%).


4 – Importação de Produtos Industriais Transformados,                              por níveis de intensidade tecnológica (2021-2025)

O peso dos Produtos Industriais Transformados na importação global portuguesa, que em 2021 atingira 85,5%, decaiu para 81,3% em 2022, para crescer fortemente nos anos seguintes, atingindo 93,1% em 2025.

Em 2025, o maior peso entre os níveis de intensidade tecnológica da importação incidiu na Média-alta tecnologia (36,8% em 2025 e 2024), seguida da Baixa tecnologia (29,6% e 29,1%, respectivamente%), da Alta tecnologia (17,5% e 17,3%) e da Média-baixa tecnologia (16,2% e 16,8%). 



O peso dos produtos de Alta tecnologia no total das importações de Produtos Industriais Transformados, que em 2021 representava 17,7%, desceu para 17,1% no ano seguinte, para depois crescer sustentadamente até 2025, quando atingiu 17,5%. Aqui se enquadram em 2025, por ordem decrescente do seu peso, os “Produtos farmacêuticos” (40,1% do total deste nível), o “Equipamento de rádio, TV e comunicações” (25,7%), os “Instrumentos médicos, ópticos e de precisão” (18,2%), o “Equipamento de escritório e computação” (10,5%) e os produtos da área “Aeronáutica e aeroespacial” (5,5%).

O peso dos produtos de Média-alta tecnologia, que no período em análise teve o seu valor mais alto em 2022, com 20,6% do total dos Produtos Industriais Transformados, desceu para 36,8% nos dois anos seguintes. Aqui se englobam, por ordem decrescente do seu valor em 2025, os “Veículos a motor, reboques e semi-reboques” (37,7% do total deste nível), os “Produtos químicos excepto farmacêuticos” (28,4%), as “Máquinas e equipamentos n.e., principalmente não eléctricos” (21,1%), as “Máquinas e aparelhos eléctricos n.e.” (10,7%) e o “Equipamento ferroviário e de transporte n.e.” (2,0%).

O peso dos produtos de Média-baixa tecnologia, que aumentara de 19,6%, em 2021, para 20,6%, em 2022, decaiu sucessivamente a partir de então, até 16,2% em 2025. Inclui-se aqui a “Metalurgia de base” (32,5% do total deste nível), os “Produtos da borracha e do plástico” (20,7%), os “Refinados de petróleo, petroquímicos e combustíveis nucleares” (18,8%), o “Fabrico de produtos metálicos, excluindo máquinas e equipamentos” (18,4%), os “Produtos minerais não metálicos” (9,0%) e a “Construção e reparação naval” (0,6%).

Os produtos de Baixa tecnologia viram o seu peso aumentar sustentadamente de 24,9%, em 2021, até 29,6%, em 2025.  Incluem-se aqui os “Produtos alimentares, bebidas e tabaco” (41,1%), os “Têxteis, vestuário, couros e calçado” (40,5%), as “Manufacturas n.e. e reciclagem” (8,5%), a “Pasta, papel, cartão e publicações” (6,6%) e a “Madeira e produtos da madeira e cortiça” (3,3%).

Em 2025, face a 2021, cresceu significativamente o ritmo das importações nominais de Produtos Industriais Transformados.


4.1–Partição das importações entre espaço Intra e Extra UE-27                   em 2023 e 2024

As importações de Produtos Industriais Transformados têm a União Europeia por principal origem (81,0% em 2025 e 80,8% em 2024). Em 2025, o maior peso nas importações de Produtos Industriais Transformados por níveis de intensidade tecnológica, no âmbito do espaço Intra-UE, coube aos produtos de Baixa tecnologia (82,7% e 82,2% em 2024) e de Média-alta tecnologia (82,2% e 83,6%). Seguiu-se a Alta tecnologia (79,8% e 76,8%) e a  Média-baixa tecnologia (77,1% e 76,7%). 




Alcochete, 25 de Abril de 2026.


quinta-feira, 16 de abril de 2026

Comércio Internacional da Pesca, preparações, conservas e outros produtos do mar (2024-2025)

 

Comércio Internacional da Pesca,
preparações, conservas e outros
produtos do mar
(2024-2025)

(Disponível para download >>> aqui )


 1 - Introdução

Portugal, detentor de uma das maiores “Zonas Económicas Exclusivas” (ZEE) a nível europeu, mantém no âmbito da “Pesca, preparações, conservas e outros produtos do mar” uma balança comercial deficitária, com as importações (Fob) a representarem pouco menos do dobro do valor das exportações (Fob).

O peso destes produtos, no contexto do comércio global, foi tendencialmente crescente ao longo dos últimos cinco anos do lado das importações (de 2,5%, em 2021, para 2,7%, em 2025), e também tendencialmente crescente no âmbito das exportações (de 1,7% para 1,9%).

Neste trabalho vai-se analisar a evolução das importações e das exportações anuais destes produtos em 2025 (versão preliminar), face a 2024 (versão definitiva), a partir de dados de base divulgados no Portal do ‘Instituto Nacional de Estatística’ (INE), com última actualização em 12 de Março de 2026.

2 – Balança Comercial

Em 2024 e 2025 a Balança Comercial destes produtos do mar foi deficitária, com défices (Fob-Cif) respectivamente de -1296 milhões e -1476 milhões de Euros.

Em 2025 as importações cresceram em valor +10,0% e as exportações +6,4%, tendo a défice aumentado +13,9%. O grau de cobertura das importações pelas exportações desceu de 52,3%, em 2024, para 50,6%, em 2025.


Entre os agregados de produtos aqui considerados destacam-se o “Peixe”, os “Crustáceos, moluscos e outros invertebrados aquáticos” e as “Preparações e conservas de peixe, de crustáceos e moluscos”, que representaram 97,9% do total das importações e 98,8% do total das exportações em 2024.

Na figura seguinte pode observar-se a Balança Comercial das sete componentes em que foram agregados os produtos em análise.

Como se pode observar, “Preparações e conservas de peixe, crustáceos e moluscos” foi a única componente em que o saldo da Balança Comercial foi positivo em cada um dos anos em análise, +53,7 milhões de Euros em 2024 e +54,8 milhões em 2025.

Os maiores défices incidiram nas componentes “Peixe” (-1166,3 milhões de Euros em 2025 e -1021,3 milhões no ano anterior) e “Crustáceos, moluscos e outros invertebrados aquáticos” (respectivamente -322,6 milhões e -286,6 milhões de Euros).

Apresentam-se em Anexo quadros e gráficos com a Balança Comercial da desagregação de cada uma das componentes por produtos a 4 ou 6 dígitos da Nomenclatura Combinada, com indicação das quantidades transaccionadas.

3 – Importação

Em 2025 as importações deste conjunto de produtos cresceram +10,0% face ao ano anterior (+271,8 milhões de Euros) tendo o maior acréscimo cabido à componente “Peixe” (+11,1%, +186,8 milhões), seguida de “Preparações e conservas de peixe, de crustáceos e moluscos” (+13,8%, +44,3 milhões de Euros) e “Crustáceos, moluscos e outros invertebrados aquáticos” (+6,0%, +39,1 milhões). 

Nas importações de “Peixe” assumem relevância as de bacalhau, nos seus diversos estados, que serão mais adiante abordadas com algum pormenor.

3.1 – Mercados de Origem

Em 2025 o principal mercado de origem das importações destes produtos foi a Espanha (41,0% do Total), seguida dos Países Baixos (12,9%) e da Suécia (7,8%).

Alinharam-se depois a China (4,6%), o Equador (3,9%), a Dinamarca (3,0%), a Noruega (2,0%), a Índia e a Alemanha (1,8% cada), a França (1,6%), o Vietname (1,5%), a Fed. Russa (1,3%), a África do Sul (1,2%), a Mauritânia e Marrocos (1,0% cada), a Grécia e a Turquia (0,8% cada), Angola (0.7%), a Itália (0,8%), o Chile (0,7%) e a Namíbia (0,6%), a Itália, Chile e Namíbia (0,6% cada).  

Este conjunto de países representou 90,4% do Total das importações portuguesas dos produtos do mar em 2025 e 91,0% no ano anterior.

4 – Exportação

Em 2025 as exportações cresceram em valor +6,4% face ao ano anterior (+91,5 milhões de Euros), tendo ocorrido acréscimos em todas as componentes à excepção de ”Sal, águas-mãe de salinas e algas” (-584 mil Euros): “Preparações e conservas de peixe, de crustáceos e moluscos” (+45,3 milhões de Euros), “Peixe” (+41,9 milhões),  “Crustáceos, moluscos e outros invertebrados aquáticos” (+3,1 milhões), “Farinhas e outros produtos da pesca” (+1,6 milhões), “Gorduras e óleos de peixe de mamíferos aquáticos” (+100 mil Euros) e “Extractos e sucos de carnes” (+69 mil Euros).

4.1 – Mercados de Destino

Cerca de 84% das exportações destes produtos em 2025 tiveram por destino a União Europeia, com destaque para a Espanha (55,8% do Total), França (10,7%) e Itália (9,5%).

Seguiram-se, entre os principais países de destino, o Brasil (4,6%), os EUA (2,4%), o Reino Unido/Irl NT (2,0%), os Países Baixos e a Alemanha (1,5% cada), a Suíça (1,3%), a Bélgica (1,1%), a China e o Canadá (0,9% cada), Angola (0,8%), a Áustria (0,7%) e o Luxemburgo (0,6%).

5 – Importação e exportação de sardinha

Face à acentuada redução da espécie ao longo dos últimos anos em zonas em que operam habitualmente os pescadores portugueses e espanhois, têm existido limitações anuais impostas à pesca da sardinha, importante para o sector português da exportação de conservas, tendo mesmo havido um parecer científico do “Conselho Internacional para a Exploração do Mar (ICES)” que aconselhava a sua proibição.

Em 2025 aumentou a importação de “Sardinha fresca, refrigerada ou congelada” (+47,2% em valor e +35,1% em quantidade) e aumentou a sua exportação (+24,4% e               -5,6%, respectivamente). O valor médio por quilo subiu de 1,7 para 1,8 Euros na importação e de 1,4 para 1,8 Euros na exportação.

Os principais fornecedores foram a Espanha (76,7%), Marrocos (11,2%) e a França (7,4%). Os principais mercados de destino foram a Espanha (54,6%), a França (19,0%), a Alemanha (5,9%), o Canadá (5,4%) e os EUA (4,3%).

Em 2025 aumentou significativamente a importação de “Conservas de sardinha” (+109,5%), cifrando-se em 12,9 milhões de Euros, com o valor médio por quilo a subir de 6,8 para 6,9 Euros.

A exportação, num valor de 104,0 milhões de Euros, aumentou +25,0% face a 2024, com o valor médio por quilo a subir de 7,0 para 7,2 Euros.

Em 2025 os principais mercados de origem foram a Espanha (46,9%), Marrocos (22,3%). os Países Baixos (14,9%) e a França (12,3%), que no seu conjunto representaram 96,4% do Tot<l das importações.

Os principais destinos foram a França (37,7%), a Espanha (18,2%), o Reino Unido/Irl.NT (8,9%), os EUA (8,9%) e a Áustria (5,3%).

Seguiram-se, com mais de 1% do Total, o EUA (6,0%), a Bélgica (5,3%), a Austria (4,0%), os Países Baixos (3,2%), a Suíça (1,8%), a Austrália (1,7%), Hong-Kong (1,5%), a China e a Irlanda (1,1% cada).

6 – Importação e exportação de bacalhau

Em 2025 o bacalhau pesou 25,8% no total das importações dos produtos do mar (25,9% em 2024) e 12,1% no total das exportações (12,6% no ano anterior).

O bacalhau ocupa uma posição importante na alimentação dos portugueses, tendo nos últimos dois anos o peso das importações sido cerca de quatro vezes superior ao das exportações.

Em 2025, face ao ano anterior, a importação de bacalhau aumentou +10,0% em valor e a exportação +1,9%. O valor médio por quilo subiu, na importação, de 8,0 para 9,5 Euros e o da exportação de 9,5 para 10,0 Euros.

Entre os vários tipos de bacalhau destacam-se, nas importações, o “Seco, salgado, em salmoura ou fumado” (72,1% do Total em 2025) e o “Congelado excluindo filetes” (19,0%).

Nas exportações predominaram, em 2025, o bacalhau “Congelado excluindo filetes” (45,7%), os “Filetes em qualquer estado” (21,0%) e o “Seco, salgado, em salmoura ou fumado” (19,1%).

Em 2025 os principais mercados de origem das importações de bacalhau foram os Países Baixos (41,8% do Total), a Suécia (24,9%), a Noruega (7,4%) e a China (6,7%). Seguiram-se, entre os principais, a Espanha (5,2%), a Fed. Russa (4,9%) e a Dinamarca (4,4%),

Os principais países de destino foram a Espanha (31,3%), o Brasil (30,2%) e a França (11,7%). Seguiram-se a Itália (4,9%), a Suíça (3,1%), Angola (2,3%), os EUA (2,6%),a Alemanha (2,3%), a Bélgica (2,2%) e o Luxemburgo (1,9%). Estes países representaram 98,5% do Total.


Segue-se nas páginas seguintes, nos Anexos 1 a 13, em quadros e gráficos, a Balança Comercial da desagregação de cada uma das componentes por produtos a 4 ou 6 dígitos da Nomenclatura Combinada, com indicação das quantidades transaccionadas.


ANEXOS




























Alcochete, 15 de Abril de 2026.