segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Comércio Internacional de mercadorias de Portugal com a Suíça - 2020-2024 e Janeiro-Novembro 2024-2025


Comércio internacional de mercadorias

de Portugal com a Suíça

(2020-2024 e Janeiro-Novembro 2024-2025)

                                          (disponível para download >> aqui )


1 – Nota introdutória                              

No período de Janeiro a Novembro de 2025 a Suíça pesou 0,5% nas importações totais de mercadorias de Portugal e 2,2% nas originárias dos países terceiros. Na vertente das exportações pesou respectivamente 1,0% e 3,7%.

Nas páginas seguintes é feita uma breve análise da evolução recente do comércio externo de Suíça, com referência às respectivas quotas de Portugal, com base em cálculos efectuados pelo “International Trade Centre” (ITC) a partir de dados da "Administration Fédérale des Douanes" (DFD) da Suíça. Segue-se uma abordagem da evolução das nossas importações e exportações de 2020 a 2024 e período de Janeiro a Novembro de 2024-2025, com base em dados estatísticos divulgados pelo “Instituto Nacional de Estatística de Portugal” (INE), definitivos para os anos de 2020 a 2024 e preliminares para o período em análise de 2025, com última actualização em 9 de Janeiro de 2026.

Os produtos transaccionados, foram agregados em 11 grupos de produtos, cujo conteúdo, em capítulos da Nomenclatura (NC2/SH2), se encontra definido no quadro em Anexo.

2 – Alguns dados sobre o comércio externo da Suíça

2.1 – Balança Comercial


De acordo com os dados disponíveis, entre 2020 e 2024 a Balança Comercial de mercadorias da Suíça foi ‘superavitária’, com saldos compreendidos entre +24,5 milhões de Euros em 2020 e +71,3 milhões em 2024.

As quotas de Portugal nas importações suíças mantiveram-se, ao longo destes cinco anos, na ordem dos 0,4% do total, tendo as quotas das exportações rondado os 0,3%.

2.2 – Importações na Suíça por grupos de produtos

Em 2024, face ao ano anterior, as importações suíças cresceram +0,9%. As principais incidiram nos grupos “Minérios e metais” (37,4% e 37,7% no ano anterior), “Químicos” (25,1% e 23,1%, respectivamente), “Máquinas, aparelhos e partes” (10,7% e 11,3%) e “Produtos acabados diversos” (7,1% e 7,2%).

As maiores quotas de Portugal ocorreram nos grupos “Calçado, peles e couros” (2,8% do total do grupo), “Têxteis e vestuário” (1,7%), “Agro-alimentares” (1,0%), “Madeira, cortiça e papel” (0,9%), “Material de transporte terrestre e partes” e “Produtos acabados diversos” (0,7% cada).

2.3 – Exportações da Suíça por grupos de produtos

Por sua vez, em 2024, face ao ano anterior, as exportações terão crescido +6,2%, tendo Portugal contribuído com uma quota de 0,3%.

As principais exportações couberam aos grupos de produtos “Químicos” (38,9% do Total e 37,0% no ano anterior), “Minérios e metais” (33,0% e 32,9%, respectivamente), “Produtos acabados diversos” (12,2% e 13,0%) e “Máquinas, aparelhos e partes” (9,0% e 9,7%).

As maiores quotas de Portugal incidiram nos grupos de produtos “Agro-alimentares” (0,9% do total do Grupo), “Aeronaves, embarcações e partes” (0,7%), “Madeira, cortiça e papel” e “Material de transporte terrestre e partes” (0,6% cada), e “Máquinas, aparelhos e partes” (0,5%).


2.4 – Mercados das importações e das exportações da Suíça

Em 2024 os principais países fornecedores da Suíça foram a Alemanha (18,4%), a Itália (8,2%), os EUA (7,9%), a França (5,7%), a Eslovénia e a China (5,5% cada).

No mesmo ano as principais exportações tiveram por destino ao EUA (16,5%), a Alemanha (11,5%), a China (9,5%), a Eslovénia (6,7%), a Itália (6,3%), a Índia (5,1%) e o Reino Unido (5,0%).


3 – Comércio de Portugal com a Suíça

3.1 – Balança Comercial

Ao longo do último quinquénio e período de Janeiro a Novembro de 2024 e 2025 a Balança Comercial de mercadorias de Portugal com a Suíça foi favorável a Portugal.

Nos primeiros onze meses de 2025 o saldo da Balança foi de 230,4 milhões Euros, com um elevado grau de cobertura das importações pelas exportações (143,7%).

Entre 2020 e 2024 e nos primeiros onze meses de 2025 o peso da Suíça nas importações portuguesas manteve-se entre 0,4% e 0,5%. Por sua vez o seu peso nas exportações desceu de 1,2% em 2020 para uma faixa em torno de 1,0% nos anos seguintes e período em análise de 2025.

O ritmo de crescimento anual do valor das importações entre 2020 e 2024 manteve-se acima do ritmo de crescimento das exportações.


3.2 – Importações por grupos de produtos

No período em análise, os grupos de produtos dominantes nas importações de mercadorias foram “Químicos” e “Máquinas, aparelhos e partes”. Nos primeiros onze meses de 2025 o primeiro destes grupos representou 57,4% do Total das importações e o segundo 23,5%.


Seguiram-se os grupos “Têxteis e vestuário” (8,5%), “Minérios e metais” (7,6%), “Madeira, cortiça e papel” (4,5%), “Aeronaves, embarcações e partes” (2,5%) e “Calçado, peles e couros” (1,8%), tendo sido praticamernte nulas as exportações do grupo “Energéticos”.

No quadro seguinte relacionam-se as principais exportações efectuadas no período de Janeiro a Novembro de 2025, face ao período homólogo do ano anterior, por grupos de produtos desagregadas a dois dígitos da Nomenclatura (NC/SH), com uma representatividade por grupo superior a 90%.


3.3 – Exportações por grupos de produtos

No período de Janeiro a Novembro de 2025 predominaram, com pesos a dois dígitos, as exportações de “Químicos” (18,9% do Total), “Agro-alimentares” (15,5%),“Máquinas, aparelhos e partes” (14,9%), “Produtos acabados diversos” (14,8%) e “Material de transporte terrestre e partes” (10,8%).

Seguiram-se os grupos “Têxteis e vestuário” (8,5%), “Minérios e metais” (7,6%), “Madeira, cortiça e papel” (4,5%), “Aeronaves, embarcações e partes” (2,5%) e “Calçado, peles e couros” (1,8%), tendo sido praticamernte nulas as exportações do grupo “Energéticos”.

No quadro seguinte relacionam-se as principais exportações efectuadas no período de Janeiro a Novembro de 2025, face ao período homólogo do ano anterior, por grupos de produtos desagregadas a dois dígitos da Nomenclatura (NC/SH), com uma representatividade por grupo superior a 90%.


Alcochete, 9 de Fevereiro de 2026.

ANEXO



domingo, 1 de fevereiro de 2026

Comércio Externo da SADC-2024 e Comércio Internacional de Portugal com a SADC-2023-24 e Jan-Nov 2024-25

 

Comércio Externo da SADC em 2024
e quotas de Portugal
 <>
Comércio Internacional de Portugal
com os países da SADC
(2023-2024 e Jan-Novembro 2024-25)


                                   (disponível para download >> aqui )

 

1 - Introdução

A SADC - “Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral”, foi criada em Agosto de 1992, na sequência do fim do apartheid na África do Sul, sucedendo à SADCC, esta criada em 1980 por nove dos actuais estados-membros. Da SADC, com sede em Gaborone, no Botswana, fazem parte actualmente dezasseis países: Àfrica do Sul, Angola, Botswana, Comores, Rep. Dem. do Congo, Essuatíni (antiga Suazilândia), Lesoto, Madagáscar, Malawi, Maurícia, Moçambique, Namíbia, Seicheles, Tanzâniia, Zâmbia e Zimbabwe.

As línguas oficiais na SADC são o inglês, o português e o francês, tendo esta organização por principais objectivos o desenvolvimento económico, a redução da pobreza das suas populações, a paz e a segurança.

A SADC tem uma das maiores taxas de crescimento populacional do mundo. De acordo com estimativas da ONU alcançará cerca de 400 milhões de habitantes em 2026, disseminada por uma área de cerca de 9 milhões de Km2. Os países mais populosos serão a República Democrática do Congo (110,0 milhões), a Tanzânia (68,0), a África do Sul (63,0), Angola (37,9), Moçambique (35,0), Madagáscar (31,0), Malawi (22,0), Zâmbia (21,0) e Zimbabwe (17,0 milhões de habitantes).

2 – Comércio Externo da SADC em 2024 e quotas de Portugal

No quadro seguinte constam as importações e exportações dos países da SADC em 2024 e as correspondentes quotas de Portugal. Foram utilizados, para a SADC, dados de base do ITC “International Trade Centre”, e para Portugal dados do “Institituto Nacional de Estatística de Portugal” (INE), com as necessárias conversões entre valores Cif e Fob por aplicação de uma taxa de conversão fixa (Fob=Cif x 0,9533), dados considerados mais correctos para o fim em vista, dada a existência de divergências sensíveis entre as duas versões.


3 – Comércio Internacional de Portugal com a SADC                                    2023-2024 e Janeiro-Novembro 2024-2025

3.1 – Balança Comercial


3.2 – Peso relativo dos países da SADC nas trocas com Portugal



3.3 – Importações por Grupos de Produtos (Jan-Nov 2025)

Os produtos constantes da Nomenclatura Combinada, utilizada nas estatísticas da Uniião Europeia, foram aqui agregados, a partir dos seus Capítulos (NC-2)/SH-2), tanto nas importações como nas exportações, em onze Grupos de Produtos (ver conteúdo em Anexo).


3.4 – Exportações por Grupos de Produtos (Ján-Nov 2025)

Na figura seguinte pode observar-se a distribuição das exportações, por Grupos de Produtos, pelos dezasseis países da SADC, no período de Janeiro a Novembro de 2025.


Alcochete, 1 de Fevereiro de 2026.


ANEXO



quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Comércio Internacional de mercadorias de Portugal com a Venezuela - 2022-2024 e Janeiro-Novembro 2024-2025

 

Comércio Internacional
de mercadorias
de Portugal com a Venezuela
2022-2024
Janeiro-Novembro 2024-2025

                                           (disponível para download >> aqui )

 

1 – Nota introdutória

Analisa-se neste trabalho a evolução do Comércio Internacional de mercadorias de Portugal com a Venezuela, a partir de dados de base divulgados no Portal do “Instituto Nacional de Estatística de Portugal” (INE) para os anos de 2022 a 2024, em versão definitiva, e de Janeiro a Novembro de 2025, em versão preliminar, com última actualização em 9 de Janeiro de 2026.

Ao longo dos últimos cinco anos as importações portuguesas com origem na Venezuela, que em 2023 haviam atingido 36 milhões de Euros, registaram uma acentuada quebra no ano seguinte, descendo para 10 milhões de Euros.

Por sua vez as exportações, que haviam aumentado sustentadamente entre 2020 e 2023, atingindo 36 milhões de Euros, viram o seu valor descer acentuadamente em 2024, ficando ao nível do valor das importações, 10 milhões de Euros.

2 – Balança Comercial

A Balança Comercial de Portugal com a Venezuela foi deficitária em 2022 e 2023, com saldos da ordem dos -6 milhões de Euros, e favorável a Portugal em 2024, com + 231 milhares de Euros, bem como nos primeiros onze meses de 2025, com um saldo de +1,8 milhões de Euros. 


3 - Importações por grupos de produtos

Ao longo dos últimos três anos e período de Janeiro a Novembro de 2025, as importações portuguesas de mercadorias com origem na Venezuela incidiram principalmente no grupo de produtos “Minérios e metais”, principalmente desperdícios e resíduos de ferro ou aço e produtos ferrosos, sempre com mais de 80% do Total (definição do conteúdo dos Grupos de Produtos em Anexo).

Nos primeiros onze meses de 2025 seguiram-se os grupos “Madeira, cortiça e papel”, com 11,8% do Total em 2025 e 0,7% em 2024, constituído por estilhas, partículas e desperdícios de madeira, e carvão vegetal, e “Agro-alimentares” com 5,8% do Total nos dois anos, com destaque para moluscos e semelhantes, seguidos de gorduras e óleos e de produtos hortícolas.

As importações dos restantes grupos de produtos foram nulas, como no grupo “Energéticos”, onde se insere o petróleo, de que a Venezuela é um dos maiores exportadores, ou com menor significado.

No quadro seguinte relacionam-se, a dois dígitos da Nomenclatura (NC/SH), por grupos de produtos, os principais produtos importados no período de Janeiro a Novembro de 2025, e correspondente valor no mesmo período de 2024.


4 – Exportações por grupos de produtos

As exportações para a Venezuela nos últimos três anos e período de Janeiro a Novembro de 2025 foram bem mais diversificadas.

No período em análise de 2025 destacaram-se as exportações de produtos “Agro-alimentares” (28,4% do Total e 34,0% no mesmo período de 2024), seguidos dos grupos “Máquinas, aparelhos e partes” (18,2% e 9,3%, respectivamente), “Minérios e metais” (17,9% e 4,9%), “Produtos acabados diversos” (15,0% e 21,2%), “Químicos” (9,4% e 17,5%) e “Madeira, cortiça e papel” (6,4% e 7,9%).


Com pesos inferiores alinharam-se depois os grupos “Têxteis e vestuário” (1,8% e 1,9%), ”Calçado, peles e couros” (1,7% e 1,3%), “Material de transporte terrestre e partes” (1,2% e 0,7%), “Energéticos” e “Aeronaves, embarcações e partes”, com exportações nulas em 2025 e respectivamente 1,2% e 0,2% em 2024.

De salientar que em 2023 Portugal havia realizado uma exportação de produros “Energéticos”  para a Venezuela no valor de 20,6 milhões de Euros, cerca de 70% do Total  (0,6% em 2022 e 0,1% em 2024), constituída principalmente por óleos leves e preparações de petróleo, e também óleos para motores, para engrenagens e lubrificantes, e líquidos para transmissões hidráulicas.                 

No quadro seguinte relacionam-se, a dois dígitos da Nomenclatura (NC/SH), por grupos de produtos, os principais produtos exportados no período de Janeiro a Novembro de 2025, e correspondente valor no mesmo período de 2024.


Alcochete, 14 de Janeiro de 2026.

ANEXO




terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Comércio Internacional de mercadorias - Série Mensal - Janeiro-Novembro 2025

 

Comércio Internacional

de mercadorias
- Série mensal -
(Janeiro a Novembro de 2025)

                                           (disponível para download  >> aqui)

 1 - Balança comercial

De acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) para o período de Janeiro a Novembro de 2025 (versão preliminar com última actualização em 9 de Janeiro de 2025) e de 2024 (versão definitiva), as exportações de mercadorias em 2025 cresceram, em termos homólogos, +0,6% (+456 milhões de Euros), a par de um acréscimo das importações de +4,3% (+4248 milhões).

A partir de Janeiro de 2021, nas estatísticas de base do INE foram acrescentados, na sequência do “Brexit”, dois códigos de países, “XI-Reino Unido (Irlanda do Norte)” e “XU-Reino Unido (não incluindo a Irlanda do Norte)”, apresentando-se a zeros a posição pautal com o código “GB-Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte”. Nos quadros desta série mensal manteremos, para já, este código “GB”, correspondente ao somatório dos valores dos dois novos códigos.

As exportações para o espaço comunitário (expedições), cujo total corresponde aqui aos actuais 27 membros, registaram no período em análise um acréscimo de +2,5% (+1293 milhões de Euros), tendo as exportações para os Países Terceiros decrescido -4,0% (-837 milhões). Por sua vez, as importações com origem na UE (chegadas) aumentaram +6,9% (+5037 milhões) e as originárias dos Países Terceiros decresceram -3,1 % (-789 milhões de Euros). 


O défice comercial externo (Fob-Cif), +15,0% face a 2024, situou-se em -29079 milhões de Euros (superior em 3792 milhões ao do ano anterior), a que corresponderam agravamentos de 3744 milhões no comércio intracomunitário e 48 milhões no extrecomunitário. Em termos globais, o grau de cobertura (Fob/Cif) das importações pelas exportações desceu de 74,3% em 2024, para 71,7% em 2025.

A variação do preço de importação do petróleo repercute-se no valor das exportações de produtos energéticos, com reflexo na Balança Comercial. No período acumolado de Janeiro a Novembro o valor médio de importação do petróleo bruto desceu de 632 Euros/Ton, em 2024, para 536 Euros/Ton, em 2025.

Para além da variação da cotação internacional do barril de petróleo, medida em dólares, a variação da cotação do dólar face ao Euro é também um dos factores determinantes da evolução do seu preço em Euros (o gráfico inclui já a cotação média do mês de Dezembro).

Se excluirmos do total das importações e das exportações o conjunto dos produtos “Energéticos” (Capº 27 da NC), que pesou 8,7% no total das importações em 2025 e 5,1% nas exportações, o grau de cobertura (Fob/Cif) das importações pelas exportações sobe, em 2025, de 71,7% no comércio global, para 74,5%.

2 – Evolução mensal


3 – Mercados de destino e de origem

3.1 - Exportações

Em 2025, no período em análise, as exportações para a UE (expedições), que representaram 72,4% do Total, cresceram +2,5%, contribuindo com +1,8 pontos percentuais (p.p.) para uma taxa de ‘crescimento’ global de +0,6%.

As exportações para o espaço extracomunitário, 27,6% do Total, decresceram em valor -4,0%, com um contributo negativo de -1,1 p.p. para o crescimento global.


Os dez principais destinos das exportações foram a Espanha (25,8%), a Alemanha (14,2%), a França (12,0%), os EUA (5,9%), o Reino Unido incl. Irlanda NT (4,5%), a Itália (4,4% cada), os Países Baixos (3,3%), a Bélgica (2,6%), a Polónia (1,5%) e a Angola (1,4%), destinos que representaram 75,6% do Total.

Angola, que no ano de 2024 ocupou a 5ª posição no conjunto dos Países Terceiros, depois dos EUA, do Reino Unido, de Marrocos e do Brasil, registou no período em análise um acréscimo de +6,9% nas nossas exportações com este destino (+65,8 milhões de Euros).

Por Grupos de Produtos ocorreram acréscimos em “Produtos acabados diversos” (+45,3milhões de Euros), “Máquinas, aparelhos e partes” (+22,0 milhões), “Agro-alimentares” (+9,4 milhões), Químicos (+5,4 milhões), “Madeira, cortiça e papel” (+2,9 milhões de Euros), e “Minérios e metais” (+2,2 milhões). Os decréscimos incidiram em “Material de transporte terrestre e partes” (-7,9 milhões), “Aeronaves, embarcações e partes” (-4,9 milhões), “Energéticos” (-4,5milhões), “Têxteis e vestuário” (-3,6 milhões), e “Calçado, peles e couros” (-459 mil Euros).

Entre os principais destinos, o maior contributo positivo para o ‘crescimento’ das exportações neste período (+0,6 %) pertenceu à Alemanha (+1,9 p.p.), seguida da da Turquia (+0,3 p.p.). Alinharam-se depois a Espanha , a Irlanda, Angola, a Hungria e o Canadá  (+0,1 p.p. cada).

Os maiores contributos negativos couberam aos EUA (-0,8 p.p.), à Argélia (-0,3 p.p.), seguidos da Finlândia, Marrocos e Países Baixos (-0,2 p.p. cada), e da Brasil, da França, Brasil, Gibraltar, França, e Provisões de Bordo para Países Terceiros e  Itália (-0,1 p.p. cada).

Os maiores acréscimos nas exportações para o espaço comunitário (expedições) incidiram na Alemanha, seguida a grande distância pela Espanha, Irlanda, Hungria, Bélgica, Repúbica Checa, Áustria e Roménia. Os principais decréscimos couberam à Finlândia, Países Baixos, França, Itália, Suécia, Provisões de Bordo e Grécia.


No conjunto dos Países Terceiros, entre os maiores acréscimos nas exportações destacou-se a Turquia, seguida de Angola, Ucrânia, Taiwan, Egipto, Emiratos,  Noruega e Reino Unido.

Entre os decréscimos evidenciaram-se os EUA, seguidos da Argélia, Marrocos, Brasil, Gibraltar, Moçambique, Provisões de Bordo, Austrália e Argentina.

3.2 – Importações

No período de Janeiro a Novembro de 2025 as chegadas de mercadorias com origem na UE, que representaram 76,3% do total, registaram um acréscimo de +6,9% e contribuíram com +5,1 p.p. para uma taxa de variação homóloga global de +4,3%.

As importações com origem no espaço extracomunitário registaram no mesmo período um decréscimo de -3,1% representando 23,7% do total, com um contributo negativo para o ‘crescimento’ global de -0,8 p.p..

O principal mercado de origem das importações foi a Espanha (32,6% do Total) seguida da Alemanha (11,9%), da França (7,3%), dos Países Baixos (5,9%), da China (5,1%), da Itália (5,0%), da Bélgica (3,3%), da Irlanda (3,1%), do Brasil (2,6%) e dos EUA (2,1%).

Estes países representaram, no seu conjunto, 78,9% do total das importações.

Entre os contributos positivos para a taxa de variação homóloga das importações  (+4,3%), destacaram-se a Espanha (+1,4 p.p.), a Irlanda (+1,2 p.p.), a Alemanha (+1,0 p.p.), a China (+0,6 p.p.), os Países Baixos (+0,5 p.p), a França (+0,4 p.p.), a Bélgica (+0,3 p.p.), a Hungria (+0,2 p.p.) e a Turquia (+0,1 p.p.).

Os principais contributos negativos incidiram no Brasil (-0,7 p.p.), na Noruega (-0.4 p.p.), na Arábia Saudita e Azerbaijão (-0,3 p.p. cada), na Nigéria, Argélia, Japão e Áustria (-0,1 p.p. cada).

Nas duas figuras seguintes relacionam-se os maiores acréscimos e decréscimos do valor nas importações com origem Intracomunitária (chegadas) e nos Países Terceiros, entre o período em análise de 2025 e de 2024.



4 – Saldos da Balança Comercial       

No período em análise de 2025, os maiores saldos positivos da balança (Fob-Cif) couberam ao Reino Unido (+2239 milhões), aos EUA (+2128 milhões de Euros), à França (+1352 milhões), a Angola (+781 milhões) e a Marrocos (+467 milhôes).

O maior défice, a grande distância dos restantes, pertenceu a Espanha (-14494 milhões de Euros), seguida da China (-4716 milhões), dos Países Baixos (-3584 milhões), da Irlanda (-2681 milhões) e da Itália (-1801 milhões).


5 – Evolução por grupos de produtos

5.1 – Exportações

Os capítulos da Nomenclatura Combinada (NC-2 Ξ SH-2), foram aqui agregados em 11 grupos de produtos (ver ANEXO).

Em 2025 os grupos de produtos com maior peso foram “Químicos” (16,3% do Total e +1348 milhões de Euros face ao ano anterior), “Máquinas, aparelhos e partes” (15,5% e +638milhões), “Agro-alimentares” (14,6% e +41 milhões) e “Material de transporte terrestre e partes” (12,5% e +333 milhões),

Seguiram-se os grupos “Minérios e metais” (9,8% e -107 milhões), “Produtos acabados diversos” (9,1% e -300 milhões), “Têxteis e vestuário” (7,1% e -24 milhões), Madeira, cortiça e papel” (6,5% e -207 milhões), “Energéticos” (5,1% e -1372 milhões), “Calçado, peles e couros” (2,8% e +6 milhões) e “Aeronaves, embarcações e partes” (0,8% e +101 milhões de Euros).


5.2 – Importações

Em 2025 os grupos de produtos com maior peso foram “Químicos” (19,2% do Total e +2257 milhões de Euros face ao ano anterior), “Máquinas, aparelhos e partes” (17,8% e +86 milhões), “Agro-alimentares” (16,2% e +1277 milhões) e “Material de transporte terrestre e partes” (128% e +1431 milhões). Seguiram-se os grupos “Energéticos” (8,7% e -1508 milhões), “Minérios e metais” (8,7% e +216 milhões), “Produtos acabados diversos” (6,4% e +451 milhões), “Têxteis e vestuário” (4,9% e +147 milhões), Madeira, cortiça e papel” (2,8% e +65 milhões), “Calçado, peles e couros” (1,8% e +84 milhões) e “Aeronaves, embarcações e partes” (0,7% e -258 milhões de Euros).


6 – Mercados por grupos de produtos

6.1 – Exportações

Entre os mercados de destino, a Espanha ocupou em 2025 a primeira posição em 6 dos 11 grupos de produtos com 25,8% do total, ocorrendo as excepções nos grupos “Energéticos” (2ª posição depois das Provisões de Bordo para Países Terceiros), “Químicos” (2ª posição depois da Alemanha), “Calçado, peles e couros” (3ª posição, depois da França e da Alemanha), “Máquinas, aparelhos e partes” (2ª posição, depois da Alemanha) e “Aeronaves, embarcações e partes” (4ª posição, precedida do Brasil, França e Ucrânia).

Seguiram-se no “ranking” a Alemanha (14,2%), a França (12,0%), os EUA (5,9%), o Reino Unido/Irl NT (4,5%), a Itália (4,4%), os Países Baixos (3,3%), a Bélgica (2,6%), a Polónia (1,5%) e Angola (1,4%).

Estes dez destinos representaram 75,6% da exportação total.

6.2 – Importações

Na vertente das importações, a Espanha ocupou o primeiro lugar em dez dos onze grupos de produtos, com 32,6% do total, ocorrendo a excepção no grupo “Aeronaves, embarcações e partes” (5ª posição depois dos EUA, França, Alemanha e Brasil.

Seguiram-se, no “ranking”, a Alemanha (11,9%), a França (7,3%), os Países Baixos (5,9%), a China (5,1%), a Itália (5,0%), a Bélgica (3,3%), a Irlanda (3,1%), o Brasil (2,6%) e os EUA (2,1%).

Estes dez países cobriram 78,9% da importação total.

7 – Valor dos grupos de produtos das exportações em 2025                                                face a 2024, por meses homólogos não acumulados


Alcochete, 12 de Janeiro de 2026.

ANEXO