terça-feira, 22 de setembro de 2026

Comércio Internacional de mercadorias Portugal-Canadá 2021-2025 e Janeiro-Julho 2025-2026

 

Comércio Internacional de mercadorias

Portugal-Canadá

2021-2025

  Janeiro-Julho 2025-2026  

   (disponível para download >> aqui)

1 – Introdução

Ao longo do último quinquénio as importações anuais portuguesas de mercadorias com origem no Canadá, sempre com um ritmo de ‘crescimento’ superior ao das expportações, após atingirem em 2022 um ‘crescimento’ de 265,4% face ao nível que detinham em 2021 (2021=100), desaceleraram até 2024 (com 160,9%), tendo-se situado em 196,3% em 2025.

Por sua vez o ritmo de ‘crescimento’ das exportações tem-se mantido numa faixa compreendida entre 110,2% (em 2022) e 123,7% (em 2025), face ao valor que detinham em 2021.

Faz-se neste trabalho uma análise da evolução do Comércio Internacional de Portugal com o Canadá de 2021 a 2025, com base em versões definitivas do ‘Instituto Nacional de Estatística de Portugal’ (INE), e período de Janeiro a Julho de 2026, em versão preliminar, dados com última actualização a 9 de Setembro de 2026.

2 – Balança Comercial

Ao longo dos últimos cinco anos a Balança Comercial da Portugal com o Canadá, à excepção do ano de 2022 (saldo de -47 milhões de Euros), foi favorável a Portugal, com saldos de +81 milhões de Euros em 2025 e +62 milhões no período de Janeiro a Julho de 2026.

Neste período de 2026 as importações terão decaído -16,2%, face ao período homólogo do ano anterior, e as exportações -6,5%, com o grau de cobertura das importações pelas exportações a situar-se em 131,6%, contra 118,0% no ano anterior.


3 – Importação

No período em análise de 2026 o Canadá ocupou a 17ª posição na importação portuguesa do conjunto dos Países Terceiros, com 1,1% do Total, a par da Líbia.


Nos primeiros sete meses de 2026, numa análise por Grupos de Produtos (ver Anexo), as principais importações portuguesas com origem no Canadá incidiram no grupo “Agro-alimentares” (71,2% e 79,4 % no mesmo período de 2026). A grande distância alinharam-se depois os grupos “Químicos” (9,8% e 9,2%, respectivamente), “Máquinas, aparelhos e partes” (7,2% e 5,1%), “Aeronaves, embarcações e partes” (4,5% e 0,9%), “Produtos acabados diversos” (3,4% e 2,5%), “Minérios e metais” (1,4% e 1,3%), “Madeira, cortiça e papel” (1,0% e 0,9%), “Calçado, peles e couros” (0,6% e 0,1%), “Têxteis e vestuário” (0,5%  e 0,4%) e “Material de transporte terrestre e partes” (0,3% e 0,2%), sendo pràticamente nulas nos dois anos as importações de produtos “Energéticos”.


Na figura seguinte encontram-se relacionados, por Grupos de Produtos, os principais produtos importados do Canadá no período em análise de 2026, e correspondentes valores em 2025, definidos a dois dígitos da Nomenclatura.



4 – Exportação

No período em análise de 2026 o Canadá ocupou a 12ª posição na exportação portuguesa para o conjunto dos Países Terceiros, com 1,9% do Total, a par do México.

Neste período as principais exportações para o Canadá couberam aos grupos de produtos “Têxteis e vestuário” (26,9% e 22,4% no ano anterior), “Agro-alimentares” (20,2% e 19,1%), e “Químicos” (15,8% e 14,7%).

Seguiram-se os grupos “Minérios e metais” (8,5% e 16,7%), “Produtos acabados diversos” (7,9% e 7,6%), “Máquinas, aparelhos e partes” (7,1% e 9,0%), “Madeira, cortiça e papel” (7,1% e 4,7%), “Calçado, peles e couros” (4,8% e 4,0%), “Material de transporte terrestre e partes” (1,1% e 1,6%), “Aeronaves, embarcações e partes” (0,6% e 0,2%), tendo sido praticamente nulas e mesmo nulas no ano anterior as exportações do grupo “Energéticos”.

Na figura seguinte, definidos a dois dígitos da Nomenclatura, encontram-se relacionados, por Grupos de Produtos, os principais produtos exportados para o Canadá no período em análise de 2026, e correspondentes valores em 2025.



Alcochete, 22 de Setembro de 2026.

 

ANEXO



sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Comércio Internacional de mercadorias Portugal-Índia 2021-2025 e Janeiro-Julho 2025-2026

 

Comércio Internacional de mercadorias

Portugal-Índia

2021-2025

  Janeiro-Julho 2025-2026  

   (disponível para download >> aqui)

1 – Introdução

A Índia, com uma população superior a 1,4 mil milhões de habitantes, idêntica à da China, compreende 28 “Estados” e 8 “Territórios da União”.

Os antigos territórios coloniais portugueses de Goa, Damão e Diu, e enclaves de Dadra e Nagar Aveli, que constituíam o então chamado “Estado Português da Índia”, estão agora integrados no “Conselho Zonal do Oeste” da Índia, órgão consultivo criado para promover a cooperação e a coordenação entre os Estados e Territórios da região ocidental do país, que compreende os Estados de Goa, Guzerate, Maarastra e os Territórios da União de Dadra e Nagar Aveli, Damão e Diu.

Ao longo do último quinquénio as importações anuais portuguesas de mercadorias com origem na Índia, após atingirem em 2022 um ‘crescimento’ de 131,0% face ao nível que detinham em 2021=100, desaceleraram até 2024, com 117,9%, tendo-se situado em 118,4% em 2025.

Por sua vez o ritmo de ‘crescimento’ das exportações, que aumentou até 2024, ano em que ultrapassou o ritmo das importações (126,0% contra 117,8%), desacelerou ligeiramente em 2025 (123,6%).

Faz-se neste trabalho uma análise da evolução do Comércio Internacional de Portugal com este país de 2021 a 2025, com base em versões definitivas do ‘Instituto Nacional de Estatística de Portugal’ (INE), e período de Janeiro a Julho de 2026, em versão preliminar, dados com última actualização a 9 de Setembro de 2026.

2 – Balança Comercial

Ao longo dos últimos cinco anos a Balança Comercial da Portugal com a Índia foi deficitária, com saldos da ordem dos -900 milhões de Euros nos últimos três anos, tendo-se o saldo situado em -449 millhões de Euros no período de Janeiro a Julho de 2026.

Nesse período, as importações terão decaído -4,0% face ao ano anterior e as exportações aumentado +8,5%, com o grau de cobertura das importações pelas exportações a situar-se em 20,7%.

3 – Importação

No período em análise de 2026 a Índia ocupou a 7ª posição na importação portuguesa do conjunto dos Países Terceiros, com 3,3% do Total.



Nos primeiros sete meses de 2026, numa análise por Grupos de Produtos (ver Anexo), as principais importações com origem na Índia incidiram nos grupos “Têxteis e vestuário” (24,6% do Total em 2026 e 23,1% em 2025), “Químicos” (19,2% e 15,9%) “Máquinas, aparelhos e partes” (15,8% e 17,9%), “Agro-alimentares” (14,3% e 11,9%) e “Minérios e metais” (10,3% e 13,2%).

Seguiram-se os grupos “Calçado, peles e couros” (6,9% e 7,3%), “Material de transporte terrestre e partes” (3,9% e 2,4%), “Produtos acabados diversos” (2,9% e 2,8%), “Madeira, cortiça e papel” (2,0% e 1,3%), “Energéticos” (0,1% e 4,0%) e “Aeronaves, embarcações e partes” (praticamente sem movimento em 2026 e 0,1% em 2025).

Na figura seguinte encontram-se relacionados, por Grupos de Produtos, os principais produtos importados no período em análise de 2026, e correspondentes valores em 2025, definidos a dois dígitos da Nomenclatura.

4 – Exportação

No período em análise de 2026 a Índia ocupou a 20ª posição na exportação portuguesa para o conjunto dos Países Terceiros, com 0,9% do Total, a par da Argélia.


Neste período as principais exportações para a Índia couberam aos grupos de produtos “Madeira, cortiça e papel” (27,7% e 38,5% no período homólogo de 2025), “Minérios e metais” (25,1% e 16,6%) “Máquinas, aparelhos e partes” (21,3% e 18,4%), e “Químicos” (13,3% e 15,4%).

Seguiram-se os grupos “Têxteis e vestuário” (3,7% e 3,0%), “Produtos acabados diversos” (3,2% e 3,9%), “Calçado, peles e couros” (2,8% e 2,5%), “Agro-alimentares” (1,8% e 1,4%), “Aeronaves, embarcações e partes” (1,0% e 0,1%), “Material de transporte terrestre e partes” (0,2% nos dois anos) e tendo sido nulas e praticamente nulas no ano anterior as exportações do grupo “Energéticos”.


Na figura seguinte encontram-se relacionados, por Grupos de Produtos, os principais produtos exportados no períoso em análise de 2026, e correspondentes valores em 2025, definidos a dois dígitos da Nomenclatura.


Alcochete, 18 de Setembro de 2026.

 

ANEXO


domingo, 13 de setembro de 2026

Comércio Internacional de mercadorias - Série mensal - Janeiro-Julho 2026

 

Comércio Internacional

de mercadorias
- Série mensal -
(Janeiro a Julho de 2026)

                                           ( disponível para download  >> aqui )

 1 - Balança comercial

De acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) para o período de Janeiro a Julho de 2026, em versão preliminar com última actualização em 9 de Setembro de 2026, e de 2025, em versão definitiva, as exportações de mercadorias cresceram, em termos homólogos, +2,5% (+1,2 mil milhões de Euros), a par de um acréscimo das importações de +5,5% (+3,7 mil milhões). 

A partir de Janeiro de 2021, nas estatísticas de base do INE foram acrescentados, na sequência do “Brexit”, dois códigos de países, “XI-Reino Unido (Irlanda do Norte)” e “XU-Reino Unido (não incluindo a Irlanda do Norte)”, apresentando-se a zeros a posição pautal com o código “GB-Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte”. Nos quadros desta série mensal manteremos, para já, este código GB, correspondente ao somatório dos valores dos dois novos códigos.

As exportações para o espaço comunitário (expedições), cujo total corresponde aos actuais 27 membros, registaram no período em análise um acréscimo de +2,2%       (+771 milhões de Euros), tendo as exportações para os Países Terceiros registado um acréscimo de +3,3% (+432 milhões). Por sua vez, as importações com origem na UE (chegadas) cresceram +4,3% (+2,2 mil milhões) e as originárias dos Países Terceiros aumentaram +9,3% (+1,5 mil milhões de Euros). 

O défice comercial externo (Fob-Cif), +13,1% face a 2025, situou-se em -21,3 mil milhões de Euros (superior em 2,5 mil milhões ao do ano anterior), a que corresponderam agravamentos de 1,4 mil milhões no comércio intracomunitário e de 1,1 mil milhões no extracomunitário. Em termos globais, o grau de cobertura (Fob/Cif) das importações pelas exportações desceu de 71,6% em 2025, para 69,6% em 2026.

A variação do preço de importação do petróleo repercute-se no valor das exportações de produtos energéticos, com reflexo na Balança Comercial. No período de Janeiro a Julho o valor médio de importação do petróleo bruto subiu de 511 Euros/Ton, em 2025, para 603 Euros/Ton, em 2026, sendo de assinalar uma acentuada subida do preço no mês de Abril face ao mês anterior (de 474 para 818 Euros/Ton).


Para além da variação da cotação internacional do barril de petróleo, medida em dólares, a variação da cotação do dólar face ao Euro é também um dos factores determinantes da evolução do seu preço em Euros (o gráfico inclui já a cotação média no mês de Agosto).


Se excluirmos do total das importações e das exportações o conjunto dos produtos “Energéticos” (Capº 27 da NC), que pesou 10,3% no total das importações em 2026 e 6,7% nas exportações, o grau de cobertura (Fob/Cif) das importações pelas exportações sobe, em 2026, de 69,6% no comércio global, para 72,4%.


2 – Evolução mensal


3 – Mercados de destino e de origem

3.1 - Exportações

No período Janeiro-Julho de 2026 as exportações para a UE (expedições), que representaram 71,9% do Total, cresceram +2,2%, contribuindo com +1,6 pontos percentuais (p.p.) para uma taxa em termos globais de +2,5%. As exportações para o espaço extracomunitário, 28,1% do Total, cresceram +3,3%, contribuindo com   +0,9 p.p. para a taxa de evolução global.

Os dez principais destinos das exportações foram a Espanha (26,3%), a Alemanha (12,1%), a França (12,0%), os EUA (5,3%), a Itália (4,5%), o Reino Unido/Irl NT (4,2%), os Países Baixos (3,4%), a Bélgica (2,7%), e as Provisões de Bordo para Terceiros e Polónia (1,7% cada), países que representaram 73,9% do Total.

Angola, que no ano de 2025 ocupou a 3ª posição no conjunto dos Países Terceiros, depois dos EUA e do Reino Unido, registou no período em análise um acréscimo de +9,9% nas nossas exportações (+61.3 milhões de Euros). Ocorreram acréscimos nos grupos de produtos “Agro-alimentares” (+24,3 milhões de Euros), “Químicos” (+19,7 milhões), “Minérios e metais” (+7,3 milhões), “Aeronaves, embarcações e partes” (+7,1 milhões), “Produtos acabados diversos” (+6,0 milhões, “Têxteis e vestuário” (+1 milhão), “Calçado, peles e couros” (+954 mil Euros), “Energéticos” (+859 mil Euros) e “Máquinas, aparelhos e partes” (+590 mil Euros). 

Os decréscimos incidiram nos grupos “Madeira, cortiça e papel” (-5,7 milhões) e “Material de transporte terrestre e partes” (-889 mil Euros. 


Entre os principais destinos, os maiores contributos positivos para a evolução das exportações neste período (+2,5%) pertenceram à Espanha (+1,1 p.p.), seguida das Provisões de Bordo Extra-EU (-0,5 p.p.), da França (+0,4 p.p.), da China e Turquia (+0,3 p.p. cada) e do Brasil, Provisões de Bordo Intra-UE, Suécia e Marrocos (+0,2 p.p. cada).

Os maiores contributos negativos couberam à Alemanha (-1,5 p.p.), seguida dos EUA (-0,8 p.p.) e do Reino Unido/ Irl.NT (-0,3 p.p.).



Os maiores acréscimos nas exportações para o espaço comunitário (expedições) incidiram em Espanha (+531 milhões de Euros), França (+172 milhões), Provisões de bordo (+103 milhões), Finlândia (+100 milhões), Suécia (+88 milhões), Polónia (+75 milhões), Itália (+65 milhões), Irlanda (+63 milhões), Bélgica (+52 milhões) e Áustria (+45 milhões de Euros).     

O principai decréscimo coube à Alemanha (-707 milhões de Euros), seguida da Roménia (-14 milhões) e da Estónia (-13 milhões).



No conjunto dos Países Terceiros, entre os maiores acréscimos nas exportações destacaram-se as Provisões de Bordo (+220 milhões), a China (+166 milhões), a Turquia (+147 milhões), o Brasil (+103 milhões), Marrocos (+84 milhões), a Nigéria (+80 milhões), Cabo Verde (+63 milhões), Angola (+61 milhões), Togo (+54 milhões), Ilhas Virgens EUA (+53 milhões) e Suíça (+47 milhões). Entre os maiores decréscimos evidenciaram-se os EUA (-380 milhões de Euros), seguidos do Reino Unido/Irl.NT (-143 milhões), Ucrânia (-64 milhões), Austrália (-47 milhões), Panamá (-46 milhões), Taiwan (-45 milhões), Arábia Saudita (-41 milhões) e Argélia (-35 milhões de Euros).

3.2 – Importações

No período em análise de 2026 as chegadas de mercadorias com origem na UE, que representaram 75,2% do total, registaram um acréscimo de +4,3%, com um contributo para o resultado global de +3,3 p.p.. As importações com origem no espaço extracomunitário registaram no mesmo período um acréscimo de +9,3%, representando 24,8% do total, com um contributo de +2,2 p.p..

O principal mercado de origem das importações em 2026 foi a Espanha (32,3% do Total), seguida da Alemanha (12,1%), dos Países Baixos e da França (7,4% cada), da China (5,2%), da Itália (4,9%), do Brasil (3,8%), da Bélgica (3,1%), dos EUA (2,2%) e da Polónia (1,7%).

Estes países representaram, no seu conjunto, 80,2% do total das importações.

Em Janeiro-Julho de 2026, entre os contributos positivos para a taxa de variação homóloga das importações (+5,5%), destacaram-se a Espanha (+2,2 p.p.), os Países Baixos (+1,9 p.p.), o Brasil e a Alemanha (+1,2 p.p. cada), a China e a França (+0,7 p.p. cada), e os EUA (+0,2 p.p.).

Os principais contributos negativos incidiram na Irlanda (-2,7 p.p.), na Argélia (-0,4 p.p.), e na Turquia, Hungria e Bélgica (-0,2 p.p. cada).

Nas duas figuras seguintes relacionam-se os maiores acréscimos e decréscimos do valor das importações com origem intracomunitária (chegadas) e nos Países Terceiros.




4 – Saldos da Balança Comercial       

No período em análise os maiores saldos positivos da balança comercial (Fob-Cif) couberam ao Reino Unido/Irl.NT (+1379 milhões de Euros), aos EUA (+1026 milhões), à França (+666 milhões), a Angola (+562 milhões) e a Gibraltar (+308 milhões).

O maior défice, a grande distância dos restantes, pertenceu a Espanha (-9858 milhões de Euros), seguida dos Países Baixos (-3525 milhões), da China (-3137 milhões), da Alemanha (-2628 milhões) e do Brasil (-1972 milhões).


5 – Evolução por grupos de produtos

5.1 – Exportações

Os capítulos da Nomenclatura Combinada (NC-2 Ξ SH-2), foram aqui agregados em 11 grupos de produtos (ver ANEXO).

Em 2026, os grupos que detiveram maior peso na estrutura foram “Máquinas, aparelhos e partes” (16,5% e +710 milhões de Euros face ao ano anterior), “Agro-alimentares” (14,0% e +125milhões), “Químicos” (13,5% e -1089 milhões), “Material de transporte terrestre e partes” (12,1% e -34 milhões) e “Minérios e metais” (11,2% e +851 milhões).

Seguiram-se os grupos e “Produtos acabados diversos” (8,8% e -27 milhões), “Têxteis e vestuário” (7,2% e +115 milhões), “Energéticos” (6,7% e +555 milhões), “Madeira cortiça e papel” (6,3% e -47 milhões), “Calçado, peles e couros” (2,8% e +31 milhões) e “Aeronaves, embarcações e partes” (0,8% e +12 milhões de Euros).


5.2 – Importações

Em Janeiro-Julho de 2026 os grupos de produtos com maior peso foram “Máquinas, aparelhos e partes” (19,2% do Total e +1734 milhões de Euros face ao ano anterior), “Químicos” (16,9% e -1218 milhões, “Agro-alimentares” (15,3% e +224 milhões), “Material de transporte terrestre e partes” (13,5% e +779 milhões) e “Energéticos” (10,3% e +1321 milhões). Seguiram-se os grupos “Minérios e metais” (8,7% e +262 milhões), “Produtos acabados diversos” (6,3% e +265 milhões), “Têxteis e vestuário” (4,5% e +20 milhões), Madeira, cortiça e papel” (2,6% e -49 milhões), “Calçado, peles e couros” (1,7% e +32 milhões) e “Aeronaves, embarcações e partes” (1,1% e +312 milhões de Euros).


6 – Mercados por grupos de produtos

6.1 – Exportações

No período em análise, entre os mercados de destino, a Espanha ocupou a primeira posição em 7 dos 11 grupos de produtos com 26,3% do total, ocorrendo as excepções nos grupos “Energéticos” (2ª posição depois das Provisões de Bordo para Países Terceiros), “Calçado, peles e couros” (3ª posição depois da Alemanha e da França), “Máquinas, aparelhos e partes” (2ª depois da Alemanha) e “Aeronaves, embarcações e partes” (3ª posição, precedida do Brasil e da França). 

Seguiram-se no “ranking” a Alemanha (12,1%), a França (12,0%), os EUA (5,3%), a Itália (4,5%), o Reino Unido (4,2%), os Países Baixos (3,4%), a Bélgica (2,7%), as Provisões de Bordo para Países Terceiros e a Polónia (1,7% cada).

Estes dez destinos representaram 73,9% da exportação total.

6.2 – Importações


Na vertente das importações, a Espanha ocupou o primeiro lugar em nove dos onze grupos de produtos, com 32,3% do total.

As excepções foram os grupos “Energéticos” (2º lugar depois do Brasil) e “Aeronaves, embarcações e partes” (4º lugar, depois da França, Brasil e Alemanha).

Seguiram-se, no “ranking”, a Alemanha (12,1%), os Países Baixos (7,4%), a França (7,4%), a China (5,2%), a Itália (4,9%), o Brasil (3,8%), a Bélgica (2,2%), os EUA (2,2%) e a Polónia (1,7%),

Estes dez países cobriram 80,2% da importação total.

 7 – Valor dos grupos de produtos das exportações em 2026                       face a 2025, por meses homólogos não acumulados


Alcochete, 14 de Setembro de 2026.

 

ANEXO




quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Comércio Internacional da Pesca, preparações, conservas e outros produtos do mar (1º Semestre 2025-2026)

 

Comércio Internacional da Pesca,
preparações, conservas e outros
produtos do mar
(1º Semestre 2025-2026)

(Disponível para download >>> aqui )


 1 - Introdução

Portugal, detentor de uma das maiores “Zonas Económicas Exclusivas” (ZEE) a nível europeu, mantém no âmbito da “Pesca, preparações, conservas e outros produtos do mar” uma balança comercial deficitária, com as importações (Fob) a representarem cerca do dobro do valor das exportações (Fob).

O peso destes produtos, no contexto do comércio global, foi tendencialmente crescente ao longo dos últimos cinco anos do lado das importações (de 2,5%, em 2021, para 2,7%, em 2025), e também tendencialmente crescente no âmbito das exportações (de 1,7% para 1,9%).

Neste trabalho vai-se analisar a evolução das importações e das exportações destes produtos no 1º Semestre de 2026 (versão preliminar), face a 2025 (versão definitiva), a partir de dados de base divulgados no Portal do ‘Instituto Nacional de Estatística’ (INE), com última actualização em 7 de Agosto de 2026.

2 – Balança Comercial

No 1º semestre de 2026, face ao semestre homólogo do ano anterior, a Balança Comercial destes produtos do mar foi deficitária, com défices (Fob-Cif) respectivamente de -778 milhões e -801 milhões de Euros (-1,6%).

Em 2026 as importações cresceram em valor +0,4% e as exportações +2,6%, com o grau de cobertura das importações pelas exportações a subir de 46,4% para 47,5%.

Entre os agregados de produtos aqui considerados destacam-se o “Peixe”, os “Crustáceos, moluscos e outros invertebrados aquáticos” e as “Preparações e conservas de peixe, de crustáceos e moluscos”, que representaram 97,7% do total das importações e 98,6% do total das exportações em 2026.

Na figura seguinte pode observar-se a Balança Comercial das sete componentes em que foram agregados os produtos em análise.

Como se pode observar, “Preparações e conservas de peixe, crustáceos e moluscos” foi a única componente em que o saldo da Balança Comercial foi positivo em cada um dos períodos em análise, +12,2 milhões de Euros em 2025 e +54,2 milhões em 2026. Os maiores défices incidiram nas componentes “Peixe” (-650,9 milhões de Euros em 2025 e -663,2 milhões em 2026) e “Crustáceos, moluscos e outros invertebrados aquáticos” (respectivamente -145,4 milhões e -155,7 milhões de Euros).

Apresentam-se em Anexo quadros e gráficos com a Balança Comercial da desagregação de cada uma das componentes por produtos a 4 ou 6 dígitos da Nomenclatura Combinada, com indicação das quantidades transaccionadas.

3 – Importação

No 1º Semestre de 2026 as importações deste conjunto de produtos cresceram +0,4% face ao semestre homólogo ano anterior (+5,8 milhões de Euros).  O maior acréscimo, em Euros, coube à componente “Peixe” (+13,7 milhões de Euros), seguida de “Sal, águas-mãe de salinas e algas ” (+7,0 milhões de Euros), “Farinhas, pós, ‘pellets’ e produtos ‘solúveis’ (+862 mil Euros) e “Gorduras e óleos de peixe e mamíferos aquáticos” (+88 mil Euros).

Nas importações de “Peixe” assumem relevância as de bacalhau, nos seus diversos estados, que serão mais adiante abordadas com algum pormenor.


3.1 – Mercados de Origem

Em 2026 o principal mercado de origem das importações destes produtos foi a Espanha (37,8% do Total), seguida dos Países Baixos (18,1%), da Suécia (6,0%) e da China (5,1%).

Alinharam-se depois, entre os principais, a China (5,1%), a Dinamarca (3,2%), o Equador (2,6%), a Índia (2,5%), a Alemanha (1,8%), a Grécia (1,7%), a Itália e Vietname (1,4% cada), a França (1,3%), a África do Sul (1,1%), a Coreia do Sul, Mauritânia e Noruega (1,0% cada), os EUA (0,9%), Marrocos, Namíbia, Senegal, Bélgica e Argentina (0,6% cada), o Chile e El Salvador (0,5% cada) e a Tanzânia (0,4%).

Este conjunto de países representou 92,6% do Total das importações portuguesas dos produtos do mar em 2026, contra 90,4% no ano anterior.

4 – Exportação

Em 2026 as exportações cresceram em valor +2,6% face ao ano anterior (+18,4 milhões de Euros), tendo ocorrido acréscimos em todas as componentes à excepção de “Crustáceos, moluscos e outros invertebrados aquáticos” (-19,8 milhões).

O Maior aumento coube à componente “Preparações e conservas de peixe, de crustáceos e moluscos” (+35,5 milhões de Euros), seguida de “Peixe” (+1,5 milhões), ”Sal, águas-mãe de salinas e algas” (+935 mil Euros), “Farinhas e outros produtos da pesca” (+177 mil Euros), “Gorduras e óleos de peixe de mamíferos aquáticos” (+152 mil Euros) e “Extractos e sucos de carnes” (+1 milhar de Euros).


4.1 – Mercados de Destino

No 1º Semestre de 2026 tiveram por destino a União Europeia 82,5% das exportações destes produtos, com destaque para a Espanha (53,3% do Total), França (12,3%) e Itália (8,9%). Seguiram-se, entre os principais países, o Brasil (4,4%), os EUA (2,6%), o Reino Unido/ Irl NT (2,4%), a Suíça (1,5%), a Alemanha e China (1,4% cada), a Bélgica e Países Baixos (1,3% cada).


5 – Importação e exportação de sardinha



Face à acentuada redução da espécie ao longo dos últimos anos em zonas em que operam habitualmente os pescadores portugueses e espanhois, têm existido limitações anuais impostas à pesca da sardinha, importante para o sector português da exportação de conservas, tendo mesmo havido um parecer científico do “Conselho Internacional para a Exploração do Mar (ICES)” que aconselhava a sua proibição.

No 1º Semestre de 2026, em relação ao semestre homólogo de 2025, aumentou, com pouca expressão, a importação de “Sardinha fresca, refrigerada ou congelada” (+1,9%, +254 mil Euros)) bem como  a sua exportação (+9,7%, +898 mil Euros. Os principais fornecedores foram a Espanha (81,5%), a França (8,5%) e a Croácia (3,7%), tendo sido os principais mercados de destino a Espanha (54,0%), o Canadá (13,2%) e a França (9,3%).

Em 2026, no período em análise, aumentou significativamente a importação de “Conservas de sardinha” (+39,4%), cifrando-se em 7,8 milhões de Euros, com o valor médio por quilo a descer de 6,8 para 3,5 Euros. A exportação, num valor de 65,6 milhões de Euros, aumentou +38,3% face a 2025, com o valor médio por quilo a subir de 7,0 para 7,8 Euros.

Os principais mercados de origem foram a Espanha (38,5%), Marrocos (35,4%), os Países Baixos (20,8%) e a França (3,6%), que no seu conjunto representaram 96,4% do Total das importações (92,3% no ano anterior).

Os principais destinos foram a França (32,5%), a Espanha (18,0%), o Reino Unido/Irl.NT (11,2%), os EUA (6,3%), a Áustria (5,0%), a Bélgica (4,9%) e os Países Baixos (4,0%). Seguiram-se, com mais de 1% do Total, a Alemanha (1,8%), a Austrália (1,7%), Hong-Kong (1,5%), a Suíça (1,4%), a Roménia (1,3%) e a China (1,2%).


6 – Importação e exportação de bacalhau

No 1º Semestre de 2026 o bacalhau pesou 27,6% no total das importações dos produtos do mar (28,0% em 2025) e 12,9% no total das exportações (11,4% em 2025).

O bacalhau ocupa uma posição importante na alimentação dos portugueses, tendo no período em análise de 2025 e 2026 o peso das importações mais de quatro vezes superior ao das exportações.

No 1º Semestre de 2026, face ao homólogo de 2025, a importação de bacalhau registou um decréscimo em valor de -1,1%, tendo a exportação aumentado +16,3%. O valor médio por quilo subiu de 9,3 para 11,3 Euros na importação e de 8,5 para 9,8 Euros na exportação.

Em 2026, no período em análise, destacam-se nas importações, entre os vários tipos de bacalhau, o “Seco, salgado, em salmoura ou fumado”, 74,9% (73,0% em 2025) e o “Congelado excluindo filetes”, 14,0% (17,9% em 2025).

Nas exportações predominaram o bacalhau “Congelado excluindo filetes” (45,7% e 42,9%, respectivamente), os “Filetes em qualquer estado” (21,0% e 22,4%) e o “Seco, salgado, em salmoura ou fumado” (19,1% e 21,0%).

Em 2026 os principais mercados de origem das importações de bacalhau foram os Países Baixos (57,1% do Total), a Suécia (16,0%), a China (7,6%), a Espanha (5,4%), a Dinamarca (5,1%) e a Noruega (3,0%).

Os principais países de destino foram a Espanha (34,3%), o Brasil (27,8%), a França (13,0%), a China (3,8%), a Itália (3,7%) e a Suíça (3,0%).



Nas páginas seguintes (Anexos 1 a 13), encontram-se quadros e gráficos com a Balança Comercial da desagregação de cada uma das componentes por produtos a 4 ou 6 dígitos da Nomenclatura Combinada, com indicação das quantidades transaccionadas.


ANEXOS