segunda-feira, 15 de junho de 2026

 

Comércio Internacional
de mercadorias
Índices de Valor, Volume e Preço
por grupos e subgrupos de produtos
(Janeiro-Março 2026/2025)

                                                
                                           (disponível para download  >> aqui )


1 - Introdução

Apresentam-se neste trabalho indicadores de evolução em Valor, Volume e Preço das importações e das exportações portuguesas de mercadorias por grupos e subgrupos de produtos, à excepção do grupo em que se inserem “Aeronaves, embarcações e partes”, calculados para o período acumulado de Janeiro a Março de 2026, a preços do período homólogo de 2025.

Para o cálculo dos índices de preço, as posições pautais a oito dígitos da Nomenclatura Combinada (NC-8), relativas às importações e exportações de mercadorias com movimento nos dois anos, foram agregadas em 11 grupos e 38 subgrupos de produtos (ver Anexo).

Os índices de preço, do tipo Paasche, utilizados como deflatores dos índices de valor para o cálculo dos correspondentes índices de volume, foram calculados a partir de dados de base elementares constantes do Portal do Instituto Nacional de Estatística (INE), em versões preliminares, com última actualização em 8 de Maio de 2026.

2 – Nota metodológica

O método utilizado para o cálculo dos índices de preço de Paasche aqui apresentados assenta na selecção de uma amostra representativa do comportamento dos preços de cada subgrupo de produtos, índices posteriormente ponderados para o cálculo dos índices dos respectivos grupos de produtos, e estes por sua vez ponderados para o cálculo do índice do total, em cada uma das vertentes comerciais.

Os índices de preço de cada subgrupo são obtidos a partir de uma primeira amostra automática, construída com base nos produtos com movimento nos dois períodos em análise e respeitando as alterações pautais anualmente introduzidas na Nomenclatura Combinada, dentro de um intervalo calculado por métodos estatísticos.

Segue-se uma análise crítica, que pode incluir, entre outros, o recurso à evolução do preço das matérias-primas que entram na manufactura de um dado produto, como indicador de consistência de um determinado índice que, apesar de um comportamento aparentemente anormal, pode vir a ser incluído na amostra.

Mais frequentemente procede-se à desagregação por mercados de origem e de destino de posições pautais com peso relevante que se encontram fora do intervalo calculado, incluindo-se na amostra do subgrupo a informação do conjunto dos países que apresentam um comportamento coerente na proximidade do intervalo previamente encontrado.

No caso presente foram desagregados por países e analisados os respectivos índices 122 produtos da Nomenclatura Combinada a oito dígitos nas importações e 67 nas exportações.

Também produtos dominantes incluídos no intervalo e decisivos para o índice do subgrupo podem ser desagregados e considerados por mercados se, através de uma análise crítica, forem encontrados desvios sensíveis face aos restantes produtos do subgrupo.

Na figura seguinte pode observar-se, por grupos de produtos, a representatividade das amostras globais em cada uma das vertentes comerciais, que serviram de base ao cálculo dos índices de preço de Paasche, envolvendo mais de 18000 posições pautais a oito dígitos da Nomenclatura Combinada na base de dados do INE. 


3 – Balança Comercial

De acordo com os dados disponíveis, o défice da balança comercial de mercadorias no primeiro trimestre de 2026 aumentou +33,7% face ao trimestre homólogo do ano anterior, com o grau de cobertura das importações pelas exportações a descer de 77,0% para 70,1%.

As importações (somatório das ‘chegadas’ de mercadorias provenientes do espaço comunitário com as ‘importações‘ originárias dos países terceiros), com um aumento em valor de +2,7%, terão registado um acréscimo em volume de +7,0% e um decréscimo em preço de -4,0%.

A quebra em valor de -6,5% verificada nas exportações terá resultado de descidas em volume de -4,2% e de -2,4% em preço.

Excluindo os produtos “Energéticos” do Total das importações e das exportações, o défice da balança comercial em 2026 situa-se em -7,1 mil milhões de Euros, contra -8,4 mil milhões em termos globais.

Por sua vez o grau de cobertura das importações pelas exportações sobe de 70,1%, em termos globais, para 72,6%.

Numa análise por Grupos de Produtos, em 2026 o saldo da Balança Comercial de mercadorias, no período em análise, foi positivo em quatro dos onze grupos de produtos considerados, designadamente “Madeira, cortiça e papel” (+549 milhões de Euros), “Têxteis e vestuário” (+183 milhões), “Calçado, peles e couros” (+92 milhões) e “Produtos acabados diversos” (+74 milhões). O grupo “Aeronaves, embarcações e partes”, que em 2025 apresentara um saldo positivo (+75 milhões), registou em 2026 um défice (-34 milhões de Euros).

4 - Importações

Em 2026 os grupos de produtos com peso a dois dígitos nas importações de mercadorias foram “Máquinas, aparelhos e partes” (21,0% do Total), “Químicos” (16,6%), “Agro-alimentares” (15,3%) e “Material de transporte terrestre e partes” (14,0%).

Seguiram-se os grupos “Minérios e metais” (8,6%), “Energéticos” (8,4%), “Produtos acabados diversos” (6,3%), “Têxteis e vestuário” (4,6%), “Madeira, cortiça e papel” (2,6%), “Calçado, peles e couros” (1,8%) e “Aeronaves, embarcações e partes” (0,7%).

A maior taxa de variação em Valor coube ao grupo “Máquinas, aparelhos e partes” (+20,0%), seguido de “Material de transporte terrestre e partes” (+7,6%), “Produtos acabados diversos” (+3,9%), “Agro-alimentares” (+3,1%) e “Minérios e metais” (+2,3%). Os maiores decréscimos incidiram nos grupos “Energéticos” (-10,8%) e “Químicos” (-9,3%), seguidos de “Madeira, cortiça e papel” (-4,3%), “Têxteis e vestuário” (-3,6%) e “Calçado, peles e couros” (-1,1%).

Em Volume, foram positivas as taxas de variação em todos os grupos de produtos à excepção de “Químicos” (-4,3%) e “Madeira, cortiça e papel” (-0,3%), tendo-se destacado o grupo “Máquinas, aparelhos e partes” (+22,7%), seguido de “Energéticos” (+9,2%), “Material de transporte terrestre e partes” (+9,0%), “Calçado, peles e couros” (+8,2%), “Produtos acabados diversos” (+7,2%), “Têxteis e vestuário” (+4,9%), “Minérios e metais” (+2,8%), e “Agro-alimentares” (+1,8%),

Em Preço, foram negativas as taxas de variação em todos os grupos de produtos â excepção do grupo “Agro-alimentares” (+1,3%), com detaque para o grupo “Energéticos” (-18,4%), seguido de “Calçado, peles e couros” (-8,6%), “Têxteis e Vestuário” (-8,2%), Químicos” (-5,2%), “Madeira, cortiça e papel” (-4,0%), “Produtos acabados diversos” (-3,1%), “Máquinas, aparelhos e partes” (-2,2%), “Material de transporte terrestre e partes” (-1,3%) e “Minérios e metais” (-0,5%).

5 – Exportações

Em 2026, no período em análise, os grupos de produtos com peso a dois dígitos nas exportações de mercadorias foram “Máquinas aparelhos e partes” (16,8%), “Agro-alimentares” (14,0%), “Químicos” (13,2%), “Material de transporte terrestre e partes” (12,5%) e “Minérios e metais” (11,2%).

Seguiram-se os grupos “Produtos acabados diversos” (9,4%), “Têxteis e vestuário” (7,5%), “Madeira, cortiça e papel” (6,5%), “Energéticos” (5,1%), “Calçado, peles e couros” (3,0%) e “Aeronaves, embarcações e partes” (0,9%).

Os principais decréscimos em Valor, face ao período homólogo do ano anterior, verificaram-se nos Grupos de Produtos “Químicos” (-37,1%) e “Energéticos” (-17,2%). Seguiram-se os grupos “Madeira, cortiça e papel” (-3,5%), “Agro-alimentares” (-1,2%), “Produtos acabados diversos” (-0,6%) e “Calçado, peles e couros” (-0,1%).

O maior acréscimo verificou-se no grupo “Minérios e metais” (+10,9%), seguido de “Máquinas, aparelhos e partes” (+6,6%), “Material de transporte terrestre e partes” (+2,2%) e Têxteis e vestuário” (+0,5%).

Em Volume o principal decréscimo ocorreu no grupo “Químicos” (-34,5%), seguido a grande distância pelos grupos “Energéticos” (-5,5%), “Agro-alimentares” (-1,0%), “Madeira, cortiça e papel” (-0,5%) e “Produtos acabados diversos” (taxa praticamente nula).

O maior acréscimo coube ao grupo “Máquinas, aparelhos e partes” (+12,0%), a que se seguiram “Minérios e metais” (+6,7%), “Material de transporte terrestre e partes” (+4,9%), Calçado. peles e couros” (+3,8%), e “Têxteis e vestuário” (+1,2%).

No âmbito do Preço verificaram-se decréscimos em todos os grupos de produtos à excepção de “Minérios e metais” (+3,9%), cabendo o maior decréscimo ao grupo “Energéticos” (-12,4%), seguido de “Máquinas, aparelhos e partes” (-4,8%), “Químicos” (-3,9%), “Calçado, peles e couros” (-3,7%), “Madeira, cortiça e papel” (-3,1%), “Material de transporte terrestre e partes” (-2,6%), “Têxteis e vestuário” (-0,7%), “Produtos acabados diversos” (-0,6%) e “Agro-alimentares” (-0,2%).


Alcochete, 13 de Junho de 2026.


ANEXO


quinta-feira, 11 de junho de 2026

Comércio Internacional de mercadorias - Série mensal - Janeiro-Abril 2026

 

Comércio Internacional

de mercadorias
- Série mensal -
(Janeiro a Abril de 2026)

                                           ( disponível para download  >> aqui )

 1 - Balança comercial

De acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) para o período de Janeiro a Abril de 2026 e 2025, em versões preliminares, com última actualização em 9 de Junho de 2026, as exportações de mercadorias decresceram, em termos homólogos, -1,4% (-392 milhões de Euros), a par de um acréscimo das importações de +4,7% (+1712 milhões). 

A partir de Janeiro de 2021, nas estatísticas de base do INE foram acrescentados, na sequência do “Brexit”, dois códigos de países, “XI-Reino Unido (Irlanda do Norte)” e “XU-Reino Unido (não incluindo a Irlanda do Norte)”, apresentando-se a zeros a posição pautal com o código “GB-Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte”. Nos quadros desta série mensal manteremos, para já, este código GB, correspondente ao somatório dos valores dos dois novos códigos.

As exportações para o espaço comunitário (expedições), cujo total corresponde aos actuais 27 membros, registaram no período em análise um decréscimo de -2,1% (-423 milhões de Euros), tendo as exportações para os Países Terceiros registado um acréscimo de +0,4% (+31 milhões). Por sua vez, as importações com origem na UE (chegadas) cresceram +4,6% (+1295 milhões) e as originárias dos Países Terceiros aumentaram +4,7% (+418 milhões de Euros). 

O défice comercial externo (Fob-Cif), +22,6% face a 2025, situou-se em -11431 milhões de Euros (superior em 2104 milhões ao do ano anterior), a que corresponderam agravamentos de 1717 milhões no comércio intracomunitário e de 387 milhões no extracomunitário. Em termos globais, o grau de cobertura (Fob/Cif) das importações pelas exportações desceu de 74,7% em 2025, para 70,3% em 2026.

A variação do preço de importação do petróleo repercute-se no valor das exportações de produtos energéticos, com reflexo na Balança Comercial. No período de Janeiro a Abril o valor médio de importação do petróleo bruto desceu de 549 Euros/Ton, em 2025, para 533 Euros/Ton, em 2026, sendo de assinalar uma acentuada subida do preço no mês de Abril face ao mês anterior (de 474 para 808 Euros/Ton).

Para além da variação da cotação internacional do barril de petróleo, medida em dólares, a variação da cotação do dólar face ao Euro é também um dos factores determinantes da evolução do seu preço em Euros (o gráfico inclui já a cotação média no mês de Maio).

Se excluirmos do total das importações e das exportações o conjunto dos produtos “Energéticos” (Capº 27 da NC), que pesou 9,0% no total das importações em 2026 e 5,7% nas exportações, o grau de cobertura (Fob/Cif) das importações pelas exportações sobe, em 2026, de 70,3% no comércio global, para 72,9%.

2 – Evolução mensal

3 – Mercados de destino e de origem

3.1 - Exportações

No período Janeiro-Abril de 2026 as exportações para a UE (expedições), que representaram 72,1% do Total, decresceram -2,1%, contribuindo com -1,5 pontos percentuais (p.p.) para uma taxa em termos globais de -1,4%. As exportações para o espaço extracomunitário, 27,9% do Total, cresceram +0,4%, contribuindo com   +0,1 p.p. para a taxa de evolução global.

Os dez principais destinos das exportações foram a Espanha (25,9%), a França (12,4%), a Alemanha (12,0%), os EUA (5,1%), a Itália (4,8%), os Países Baixos (3,6%), a Bélgica (2,6%), a Turquia (1,7%), a Polónia (1,6%) e Marrocos (1,6%), países que representaram 71,2% do Total.

Angola, que no ano de 2025 ocupou a 3ª posição no conjunto dos Países Terceiros, depois dos EUA e do Reino Unido, registou no período em análise um acréscimo de +9,0% nas nossas exportações (+30,0 milhões de Euros). Ocorreram acréscimos nos grupos de produtos “Máquinas, aparelhos e partes” (+14,8 milhões de Euros), “Produtos acabados diversos” (+7,9 milhões), “Químicos” (+7,1 milhões), “Aeronaves, embarcações e partes” (+6,7 milhões), “Agro-alimentares” (+2,3 milhões), “Têxteis e vestuário” (+494 mil Euros) e “Calçado, peles e couros” (+289 mil Euros). Os decréscimos incidiram nos grupos “Madeira, cortiça e papel” (-3,9 milhões), “Minérios e metais” (-3,8 milhões), “Material de transporte terrestre e partes” (-1,5 milhões) e “Energéticos” (-284 mil Euros). 


Entre os principais destinos, os maiores contributos positivos para a evolução das exportações neste período (-1,4%) pertenceram à Turquia (+0,6 p.p.), seguida da França e da China (+0,4 p.p. cada), da Itália e Marrocos (+0,3 p.p. cada) e da Suíça, Suécia, Cabo Verde e Brasil (+0,2 p.p. cada). 

Os maiores contributos negativos couberam à Alemanha (-3,4 p.p.), seguida dos EUA (-1,3 p.p.) e de Gibraltar, Canadá e Israel (-0,1 p.p. cada).

Os maiores acréscimos nas exportações para o espaço comunitário (expedições) incidiram na França (+122 milhões de Euros), Finlândia (+93 milhões), Itália (+89 milhões), Suécia (+55 milhões), Países Baixos (+37 milhões), Provisões de bordo (+26 milhões), Letónia (+21 milhões) e Rep- Checa (+19 milhões). O principai decréscimo coube à Alemanha (-938 milhões de Euros), seguida da Eslováquia (-7 milhões).



No conjunto dos Países Terceiros, entre os maiores acréscimos nas exportações destacaram-se a Turquia (+160 milhões), a China (+113 milhões), Marrocos (+88 milhões), Suíça (+55 milhões), Cabo Verde (+54 milhões), Ilhas Virgens EUA (+53 milhões), Togo (+52 milhões), Brasil (+51 milhões) e Angola (+30 milhões).

Entre os maiores decréscimos evidenciaram-se os EUA (-362 milhões de Euros), seguidos da Ucrânia (-48 milhões), Panamá (-46 milhões), Reino Unido (-38 milhões), Arábia Saudita e Gibraltar (-37 milhões cada), e Austrália (-34 milhões).

3.2 – Importações

No período em análise de 2026 as chegadas de mercadorias com origem na UE, que representaram 76,0% do total, registaram um acréscimo de +4,6%, com um contributo para o resultado global de +3,5 p.p.. As importações com origem no espaço extracomunitário registaram no mesmo período um acréscimo de +4,7%, representando 24,0% do total, com um contributo de +1,1 p.p..

O principal mercado de origem das importações em 2026 foi a Espanha (32,1% do Total), seguida da Alemanha (12,3%), dos Países Baixos (8,1%), da França (7,6%), da China (5,2%), da Itália (4,8%), do Brasil (3,3%), da Bélgica (3,2%), dos EUA (2,3%) e da Polónia (1,7%).

Estes países representaram, no seu conjunto, 80,6% do total das importações.


Entre os contributos positivos para a taxa de variação homóloga das importações em Janeiro-Abril de 2026 (+4,7%) destacaram-se os Países Baixos (+2,8 p.p.), a Espanha (+1,7 p.p.), a Alemanha (+1,0 p.p.), o Brasil (+0,7 p.p.), a China (+0,6 p.p.), a França (+0,4 p.p.), os EUA e Taiwan (+0,2 p.p. cada), Marrocos e a Eslováquia (+0,1 p.p. cada). Os principais contributos negativos incidiram na Irlanda (-2,6 p.p.), na Turquia, Itália, Argélia e Hungria (-0,2 p.p.), e na Suíça e Vietname (-0,1 p.p. cada).

Nas duas figuras seguintes relacionam-se os maiores acréscimos e decréscimos do valor das importações com origem intracomunitária (chegadas) e nos Países Terceiros, entre Janeiro-Abril de 2026 e de 2025.



4 – Saldos da Balança Comercial       

No período Janeiro-Abril de 2026 os maiores saldos positivos da balança comercial (Fob-Cif) couberam ao Reino Unido/Irlanda NT (+792 milhões de Euros), aos EUA (+517 milhões), à França (+447 milhões), a Angola (+347 milhões) e a Gibraltar (+191 milhões).

O maior défice, a grande distância dos restantes, pertenceu a Espanha (-5348 milhões de Euros), seguida dos Países Baixos (-2152 milhões), da China (-1684 milhões), da Alemanha (-1500 milhões) e do Brasil (-918 milhões).


5 – Evolução por grupos de produtos

5.1 – Exportações

Os capítulos da Nomenclatura Combinada (NC-2 Ξ SH-2), foram aqui agregados em 11 grupos de produtos (ver ANEXO).

Em 2026, os grupos que detiveram maior peso na estrutura foram “Máquinas, aparelhos e partes” (16,5% e +354 milhões de Euros face ao ano anterior), “Agro-alimentares” (14,0% e +73 milhões), “Químicos” (13,3% e -1391 milhões), “Material de transporte terrestre e partes” (12,6% e +156 milhões), “Minérios e metais” (11,2% e +415 milhões) e “Produtos acabados diversos” (9,2% e +34 milhões). Seguiram-se os grupos “Têxteis e vestuário” (7,4% e +72 milhões de Euros), “Madeira cortiça e papel” (6,4% e -51 milhões), “Energéticos” (5,7% e -74 milhões), “Calçado, peles e couros” (2,8% e +19 milhões) e “Aeronaves, embarcações e partes” (0,9% e   +1 milhão de Euros).


5.2 – Importações

Em Janeiro-Abril de 2026 os grupos de produtos com maior peso foram “Máquinas, aparelhos e partes” (20,3% do Total e +1325 milhões de Euros face ao ano anterior), “Químicos” (16,7% e -740 milhões, “Agro-alimentares” (15,4% e +284 milhões) e “Material de transporte terrestre e partes” (13,9% e +488 milhões). Seguiram-se os grupos “Energéticos” (9,0% e +12 milhões), “Minérios e metais” (8,6% e +70 milhões), “Produtos acabados diversos” (6,3% e +145 milhões), “Têxteis e vestuário” (4,5% e -71 milhões), Madeira, cortiça e papel” (2,6% e -30 milhões), “Calçado, peles e couros” (1,7% e +3 milhões) e “Aeronaves, embarcações e partes” (1,0% e +226 milhões de Euros).


6 – Mercados por grupos de produtos

6.1 – Exportações

Entre os mercados de destino, a Espanha ocupou em Janeiro-Abril de 2026 a primeira posição em 7 dos 11 grupos de produtos com 25,9% do total, ocorrendo as excepções nos grupos “Energéticos” (2ª posição depois do Brasil), “Calçado, peles e couros” (3ª posição depois da Alemanha e da França), “Máquinas, aparelhos e partes” (2ª depois da Alemanha) e “Aeronaves, embarcações e partes” (3ª posição, precedida do Brasil e da França). 

Seguiram-se no “ranking” a França (12,4%), a Alemanha (12,4%), os EUA (5,1%), a Itália (4,8%), o Reino Unido (4,3%), os Países Baixos (3,6%), a Bélgica (2,6%), a Turquia (1,7%) e a Polónia (1,6%).

Estes dez destinos representaram 74,0% da exportação total.

6.2 – Importações

Na vertente das importações, a Espanha ocupou o primeiro lugar em nove dos onze grupos de produtos, com 32,1% do total.

As excepções foram os grupos “Energéticos” (2º lugar depois do Brasil) e “Aeronaves, embarcações e partes” (3º lugar, depois da França e do Brasil).

Seguiram-se, no “ranking”, a Alemanha (12,3%), os Países Baixos (8,1%), a França (7,6%), a China (5,2%), a Itália (4,8%), o Brasil (3,3%), a Bélgica (3,2%), os EUA (2,3%) e a Polónia (1,7%),

Estes dez países cobriram 80,6% da importação total.

 7 – Valor dos grupos de produtos das exportações em 2026 face                a 2025, por meses homólogos não acumulados


Alcochete, 11 de Junho de 2026.

ANEXO


sábado, 23 de maio de 2026

Comércio Internacional português de "Têxteis" e de "Vestuáriuo e Acessórios" (2021-2025)

 

Comércio Internacional português

de "Têxteis" e de "Vestuário e Acessórios"

(2021-2025)

( disponível para download  >> aqui )

1 – Introdução

As exportações do conjunto de produtos “Têxteis” e de “Vestuário e Acessórios” (acessórios como chapéus, guarda-chuvas, sombrinhas e guarda-sois, penas e penugem, flores artificiais e obras de cabelo, entre outros), continuam a ocupar uma importante posição no contexto das exportações, com interligação com as importações ao nível de matérias-primas necessárias para a indústria exportadora.

Analisa-se neste trabalho, com base em quadros e gráficos, a evolução das importações e exportações destes produtos ao longo do último quinquénio, a partir de dados de base divulgados pelo “Instituto Nacional de Estatística de Portugal” (INE) em versões definitivas para o período 2021-2024 e preliminar para 2025.

No período em análise assistiu-se a um aumento sustentado das importações de “Vestuário e Acessórios”, 155,6% em 2025, com 2021=100, a par de uma subida das importações de “Têxteis” em 2022 (117,3%), seguida de descidas sucessivas até 2025 (95,1%).

Por sua vez as Exportações dos dois conjuntos de produtos, após uma subida conjunta em 2022 (respectivamente 112,8% e 113,4%, com 2021=100), viram ambos inverter-se o comportamento, descendo a 98,4% os “Têxteis” e a 103,5% o “Vestuário e Acessórios”.

Numa óptica de localização das importações e exportações destes produtos por espaço Intra ou Extra-comunitário, verifica-se que predominou o primeiro nas duas vertentes comerciais.

Assim, em 2025 a “UE-27” foi a origem de 55,5% das importações de “Têxteis” e de 82,4% das de “Vestuário e Acessórios”.

Na vertente das exportações foi ainda a “UE-27” o destino de 62,3% de “Têxteis” e de 78,9% de “Vestuário e Acessórios”.


2 – Comércio Internacional do conjunto de produtos                                   “Têxteis, Vestuário e Acessórios”

No período de 2021 a 2025 a Balança Comercial deste conjunto de produtos foi favorável a Portugal, com Saldos (Fob-Cif) compreendidos entre +1,8 mil milhões de Euros, em 2023, e +1,2 mil milhões, em 2025.

Neste último ano as importações aumentaram +1,9% em valor face ao ano anterior, tendo as exportações registado um decréscimo de -3,0%. Em relação ao comércio global, as importações representaram 5,6% do Total e as exportações 9,7%.

No trabalho que se segue os produtos “Têxteis” vão ser divididos em quatro componentes: “Fibras e Fios”, “Tecidos”, “Têxteis-Lar” e “Outros Têxteis”. Por sua vez no “Vestuário e Acessórios” vão ser consideradas três componentes: “Vestuário de Malha”, “Vestuário excepto de malha” e “Acessórios” (ver Anexo).

3 – Comércio internacional de “Têxteis”

3.1 – Balança Comercial

Em 2025, face a 2024, as importações e as exportações de “Têxteis” registaram taxas de variação homóloga negativas, respectivamente -1,6% e -1,9%. A balança comercial registou um saldo positivo de +806 milhões de Euros, com um grau de cobertura das importações pelas exportações de 137,6%.


3.2 – Importação de “Têxteis” por componentes


No quadro seguinte relacionam-se, por componentes, os principais produtos importados em 2025, definidos a quatro dígitos da Nomenclatura (NC/SH-4).

3.3 – Mercados de origem das importações de “Têxteis”

Em 2025 os principais mercados de origem das importações de “Têxteis” foram a Espanha (18,0% do Total), a Itália (13,4%), a China (10,6%) e a Turquia (10,5%). Seguiram-se a Alemanha (8,5%), a Índia (7,7%), o Paquistão (6,0%), a França (4,7%), os Países Baixos (3,3%) e a Bélgica (2,5%), conjunto de países que representou 85,2% do Total.

À excepção da Espanha, Turquia, Alemanha e Países Baixos, registaram-se descidas nos restantes seis países face ao ano anterior.

3.4 – Exportação de “Têxteis” por componentes


No quadro seguinte relacionam-se, por componentes, os principais produtos exportados em 2025, definidos a quatro dígitos da Nomenclatura (NC/SH-4).

3.5 – Mercados de destino das exportações de “Têxteis”

Em 2025 os principais mercados de destino das exportações de “Têxteis” foram a Espanha (18,4% do Total), a França (11,8%) e os EUA (10,0%).

Seguiram-se a Alemanha (7,3%), o Reino Unido/Irl NT (5,1%), a Itália (4, 3%), os Países Baixos e Marrocos (3,5% cada), a Polónia (2,6%) e a Roménia (2,4%).

Este conjunto de países representou 68,9% do Total das exportações.


4 – Comércio internacional de “Vestuário e Acessórios”

4.1 – Balança Comercial

O Saldo da Balança comercial de “Vestuário e Acessórios” tem vindo a decrescer sucessivamente desde 2021, tendo-se tornado negativo em 2025. 

Em 2025, as importações de “Vestuário e Acessórios” cresceram +5,3% face ao ano anterior tendo as exportações mantido praticamente o nível do ano anterior (+0,1%), resultando este comportamento num défice de -11 milhões de Euros.

4.2 – Importação de “Vestuário e Acessórios” por componentes


No quadro seguinte relacionam-se, por componentes, os principais produtos importados em 2025, definidos a quatro dígitos da Nomenclatura (NC/SH-4).

4.3 – Mercados de origem das importações                                                       de “Vestuário e Acessórios”

Em 2025 o principal mercado de origem das importações de “Vestuário e Acessórios” foi a Espanha (52,7% do Total).

Seguiram-se, entre os principais mercados, a China (7,6%), a Itália (7,5%), a França (7,2%) e a Alemanha (6,3%).

Com pesos inferiores alinharam-se depois o Bangladeche (3,1%), os Países Baixos (3,0%), a Bélgica (1,9%), a Polónia (1,6%) e a Índia (1,4%).

Estes dez países representaram 92,3% do Total destas importações. Registaram-se quebras, face ao ano anterior, nas importações com origem em França, no Bangladeche, nos Países Baixos e na Índia.

4.4 – Exportação de “Vestuário e Acessórios” por componentes

Em 2025 predominou a componente “Vestuário de malha” (65,9% do Total) seguida do “Vestuário excepto de malha” (30%) e da componente “Acessórios” (4,1%).

No quadro seguinte encontram-se alinhados por componentes, por ordem decrescente de valor, os principais produtos exportados definidos a quatro dígitos da Nomenclatura (NC/SH-4).

4.5 – Mercados de destino das exportações de                                                “Vestuário e acessórios”


Entre os dez principais destinos das exportações de “Vestuário e acessórios”, que cobriram 88,6% do Total, destacaram-se, em 2025, a Espanha (27,7%) e a França (17,7%)

Seguiram-se a Alemanha (9,0%), o Reino Unido, incluindo a Irlanda do Norte (7,0%), os Países Baixos (6,9%), os EUA (6,8%), a Itália (6,6%), a Bélgica (2,9%), a Suécia (2,2%) e a Dinamarca (1,7%).

Alcochete, 23 de Maio de 2026.

ANEXO