Comércio Internacional
De acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE)
para o período de Janeiro a Fevereiro de 2026 e 2025, em versões preliminares, com
última actualização em 12 de Março de 2026, as exportações de mercadorias em
2026 decresceram -14,5% em termos homólogos (-2,1mil milhões de Euros).
A partir de Janeiro de 2021, nas estatísticas de base do INE foram
acrescentados, na sequência do “Brexit”, dois códigos de países, “XI-Reino
Unido (Irlanda do Norte)” e “XU-Reino Unido (não incluindo a Irlanda do
Norte)”, apresentando-se a zeros a posição pautal com o código “GB-Reino
Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte”. Nos quadros desta série mensal manteremos,
para já, este código GB, correspondente ao somatório dos valores dos dois
novos códigos.
As exportações para o espaço comunitário (expedições), cujo total
corresponde aos actuais 27 membros, registaram no período em análise um decréscimo
de -14,5% (-1,5 mil milhões de Euros),
tendo as exportações para os Países Terceiros registado um decréscimo também de
-14,5% (-539 milhões).
Por sua vez, as importações com origem na UE (chegadas) decresceram -2,8% (-379
milhões) e as originárias dos Países Terceiros decairam -9,2% (-408 milhões de
Euros).
O défice
comercial externo (Fob-Cif), +33,8% face a 2025, situou-se em -5071 milhões de
Euros (superior em 1282 milhões ao do ano anterior), a que corresponderam agravamentos
de 1151 milhões no comércio intracomunitário e de 131 milhões no
extracomunitário. Em termos globais, o grau de cobertura (Fob/Cif) das
importações pelas exportações desceu de 80,3% em 2025, para 70,7% em 2026.
A
variação do preço de importação do petróleo repercute-se no valor das
exportações de produtos energéticos, com reflexo na Balança Comercial. Em Fevereiro
de 2026 o preço de importação do petróleo bruto desceu de 591 Euros/Ton em 2025,
para 428 Euros/Ton.
Para além da variação da cotação
internacional do barril de petróleo, medida em dólares, a variação da cotação
do dólar face ao Euro é também um dos factores determinantes da evolução do seu
preço em Euros (o gráfico inclui já a cotação média do mês de Fevereiro).
Se
excluirmos do total das importações e das exportações o conjunto dos produtos “Energéticos” (Capº 27 da NC), que pesou
8,2% no total das importações em 2026 e 4,7% nas exportações, o grau de
cobertura (Fob/Cif) das importações pelas exportações sobe, em 2026, de 70,7% no
comércio global, para 73,4%.
3 – Mercados de destino e de origem
3.1 - Exportações
No
período Janeiro-Fevereiro de 2026 as exportações para a UE (expedições), que
representaram 74,1% do Total, decresceram -14,5%, contribuindo com -10,7 pontos
percentuais (p.p.) para uma taxa em termos globais de -14,5%.
As
exportações para o espaço extracomunitário, 25,9% do Total, decresceram-14,5%, contribuindo com -3,8 p.p. para a
evolução global.
Os dez principais
destinos das exportações foram a Espanha (26,4%), a França (13,0%), a Alemanha
(12,4%), a Itália (4,8%), os EUA (4,6%), o Reino Unido incl. Irlanda NT (4,0%),
os Países Baixos (3,6%), a Bélgica (2,7%), a Polónia (1,7%) e Marrocos (1,5%), países que representaram 74,7% do Total.
Angola, que no ano de 2025 ocupou a 3ª
posição no conjunto dos Países Terceiros, depois dos EUA e do Reino Unido, registou
no período em análise um decréscimo de -6,6% nas nossas exportações (-11,3 milhões
de Euros).
Ocorreram
acréscimos nos grupos de produtos “Aeronaves, embarcações e partes”
(+6,6 milhões de Euros), “Energéticos” (+802 mil Euros), “Produtos
acabados diversos” (+401 mil Euros)
e “Calçado, peles e couros”
(+219 mil Euros).
Os
maiores decréscimos incidiram nos grupos “Minérios e metais”
(-6,5 milhões), “Agro-alimentares”
(-4,6 milhões), “Máquinas, aparelhos e partes” (-3,9 milhões) e “Material
de transporte terrestre e partes” (-2,7 milhões).
Entre os principais destinos, os maiores contributos positivos para a evolução das
exportações neste período (-14,5%) pertenceram a Marrocos, Cabo Verde e China
(+0,2 p.p. cada), e à China, Brasil e Hungria (+0,1 p.p. cada).
Os maiores contributos negativos couberam à
Alemanha (-8,1 p.p.), seguida da Espanha (-2,0 p.p.), dos EUA (-1,3 p.p.), do
Reino Unido/Irlanda NT (-1,0 p.p.), de Gibraltar (-0,5 p.p.)., da Bélgica,
Prov.Bordo p/Terceiros e Israel (-0,3 p.p. cada), e da Fraança e Países Baixos
(-0,2 p.p. cada).
Os maiores acréscimos nas exportações
para o espaço comunitário (expedições)
incidiram na Finlândia (+70 milhões de Euros) e na Hungria (+10 milhões).
Os principais decréscimos couberam Alemanha (-1165 milhões de
Euros), seguida da Espanha (-287 milhões), da Bélgica (-48 milhões), da França
(-33 milhõrs), dos Países Baixos (-29 milhões) e da Irlanda (-26 milhões).
No conjunto dos Países Terceiros,
entre os maiores acréscimos nas exportações
destacaram-se Marrocos (+29 milhões de Euros), Cabo Verde (+25 milhões), a
China (+23 milhões), as Ilhas Virgens e a Suíça (+17 milhões cada), Ceuta (+12
milhões) e Brasil (+11 milhões).
Entre os maiores decréscimos evidenciaram-se os EUA
(-188 milhões de Euros), o Reino Unido/Irlanda NT (-144 milhões), Gibraltar (-67
milhões), as Provisões de Bordo (-43 milhões), o Panamá e Israel (-37 milhões).
No
período em análise de 2026 as chegadas de mercadorias com origem na UE, que
representaram 76,7% do total, registaram um decréscimo de -2,8%.
As
importações com origem no espaço extracomunitário registaram no mesmo período um
decréscimo de -9,2%, representando 23,3% do total, com um contributo para o resultado
global de -2,3 p.p..
O principal mercados de origem das importações em 2026
foi a Espanha (33,2% do Total), seguida da Alemanha (12,7%), da França (7,7%),
dos Países Baixos (7,0%), da China (5,2%), da Itália (5,0%), do Brasil (3,8%),
da Bélgica (3,2%), dos EUA (1,8%) e da Polónia (1,7%).
Estes países representaram, no seu conjunto, 81,3% do
total das importações.
Entre os contributos
positivos para a taxa de variação homóloga das importações em Janeiro-Fevereiro
de 2026 (-4,4%), destacaram-se o Brasil (+1,3 p.p.), os Países Baixos (+1,1
p.p.), a Alemanha (+0,5 p.p.), a Dinamarca (+0,2 p.p.), e o conjunto da
Eslováquia, Azerbaijão, Áustria, Coreia SL e Marrocos (+0,1 p.p. cada). Os principais contributos
negativos incidiram na Irlanda (-3,0 p.p.), Argélia (-0,6 p.p.), EUA (-0,5
p.p.), Itália e Nigéria (-0,4 p.p. cada), R.Unido/Irl NT (-0,3 p.p.), Nigéria
(-0,4 p.p.), China e Turquia (-0,2 p.p. cada).
Nas duas figuras seguintes
relacionam-se os maiores acréscimos e decréscimos do valor das importações com origem
intracomunitária (chegadas) e nos Países Terceiros, entre Janeiro-Fevereiro de
2026 e de 2025.
4 – Saldos da Balança Comercial
Em Janeiro-Fevereiro de 2026, os maiores saldos positivos da balança
comercial (Fob-Cif) couberam ao Reino Unido/Irlanda NT (+322 milhões), à França
(+258 milhões), aos EUA (+257 milhões de Euros), a Angola (+152 milhões) e a
Marrocos (+100 milhões)
O maior défice, a grande distância dos restantes, pertenceu a
Espanha (-2513 milhões de Euros), seguida da China (-774 milhões), dos Países
Baixos (-771 milhões), da Alemanha (-690 milhões) e do Brasil (-475 milhões).
5 – Evolução por grupos de produtos
5.1 – Exportações
Os
capítulos da Nomenclatura Combinada (NC-2
Ξ SH-2), foram aqui agregados em 11 grupos de produtos (ver ANEXO).
Em 2026, os grupos que detiveram maior peso na
estrutura foram “Máquinas, aparelhos e partes” (17,0% e +47 milhões de
Euros face ao ano antterior), “Agro-alimentares”
(14,2% e -109 milhões), “Químicos”
(13,4% e -1447 milhões), “Material de transporte terrestre e partes” (11,8% e -140 milhões), “Minérios e metais” (11,1% e +50
milhões) e “Produtos acabados diversos” (9,6% e -52 milhões). Seguiram-se os grupos “Têxteis e
vestuário” (7,7% e -42 milhões de Euros),
“Madeira cortiça e papel” (6,4% e -81 milhões),
“Energéticos” (4,7% e -283 milhões), “Calçado,
peles e couros” (3,2% e -14 milhões) e “Aeronaves,
embarcações e partes” (0,9% e diferença nula face ao ano anterior).
5.2 – Importações
Em Janeiro-Fevereiro
de 2026 os grupos de produtos com maior peso foram “Máquinas, aparelhos e partes” (19,4% do Total e +144 milhões de
Euros face ao ano anterior), “Químicos”
(17,4% do Total e -540 milhões, “Agro-alimentares” (15,8% e +57 milhões)
e “Material de transporte terrestre e
partes” (13,5% e +15
milhões. Seguiram-se os grupos “Minérios e metais” (8,9% e -35 milhões), “Energéticos”
(8,2% e ‑355 milhões), “Produtos acabados
diversos” (6,5% e +11 milhões),
“Têxteis e vestuário” (4,8% e -84 milhões),
Madeira, cortiça e papel” (2,7% e -59 milhões),
“Calçado, peles e couros” (1,8% e -18
milhões) e “Aeronaves, embarcações e partes” (1,0% e +77 milhões de Euros).
6 – Mercados por grupos de produtos
6.1 – Exportações
Entre os
mercados de destino, a Espanha ocupou em Janeiro-Fevereiro de 2026 a primeira
posição em 7 dos 11 grupos de produtos com 26,4% do total, ocorrendo as
excepções nos grupos “Energéticos” (3ª posição depois das Provisões de
Bordo e Países Baixos), “Calçado, peles e
couros” (3ª posição, depois da França e da Alemanha), “Máquinas, aparelhos e partes” (2ª posição, depois da Alemanha) e “Aeronaves, embarcações e partes” (3ª
posição, precedida do Brasil e da França).
Seguiram-se
no “ranking” a França (13,0%), a
Alemanha (12,4%), a Itália (4,8%) os EUA (4,6%), o R.Unido/Irl NT (4,0%), os Países
Baixos (3,6%), a Bélgica (2,7%), a Polónia (1,7%) e Marrocos (1,5%).
Estes dez
destinos representaram 74,7% da exportação total.
6.2 – Importações
Na
vertente das importações, a Espanha ocupou o primeiro lugar em nove dos onze
grupos de produtos, com 33,2% do total.
As excepções
foram os grupos “Energéticos” (2º lugar depois do Brasil) e “Aeronaves,
embarcações e partes” (3º lugar, depois do Brasil e da França).
Seguiram-se,
no “ranking”, a Alemanha (12,7%), a
França (7,7%), os Países Baixos (7,0%), a China (5,2%), a Itália (5,0%), o
Brasil (3,8%), a Bélgica (3,2%), os EUA (1,8%) e a Polónia (1,7%).
Estes dez países cobriram 81,3% da importação total.
7 – Valor dos grupos de produtos das exportações em 2026 face a 2025, por meses homólogos não acumulados
Alcochete, 13 de Abril de 2026.











































































