Comércio Internacional
De acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) para o período de Janeiro a Dezembro de 2025 (versão preliminar com última actualização em 9 de Fevereiro de 2026) e de 2024 (versão definitiva), as exportações de mercadorias em 2025 cresceram, em termos homólogos, +0,5% (+417 milhões de Euros), a par de um acréscimo das importações de +3,9% (+4169 milhões).
A partir de Janeiro de 2021, nas estatísticas de base do INE foram
acrescentados, na sequência do “Brexit”, dois códigos de países, “XI-Reino
Unido (Irlanda do Norte)” e “XU-Reino Unido (não incluindo a Irlanda do
Norte)”, apresentando-se a zeros a posição pautal com o código “GB-Reino
Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte”. Nos quadros desta série mensal manteremos,
para já, este código “GB”, correspondente ao somatório dos valores dos dois
novos códigos.
As exportações para o espaço comunitário (expedições), cujo total
corresponde aqui aos actuais 27 membros, registaram no período em análise um acréscimo
de +2,4% (+1341 milhões de Euros), tendo as exportações para os Países Terceiros
decrescido -4,0% (-924 milhões). Por sua vez, as importações com origem na UE
(chegadas) aumentaram +6,7% (+5330 milhões) e as originárias dos Países
Terceiros decresceram -4,2 % (-1161 milhões de Euros).
O défice
comercial externo (Fob-Cif), +13,2% face a 2024, situou-se em -32100 milhões de
Euros (superior em 3752 milhões ao do ano anterior), a que correspondeu um agravamento
de 3989 milhões no comércio intracomunitário e um desagravamento de 48 milhões
no extrecomunitário. Em termos globais, o grau de cobertura (Fob/Cif) das
importações pelas exportações desceu de 73,6% em 2024, para 71,2% em 2025.
A
variação do preço de importação do petróleo repercute-se no valor das
exportações de produtos energéticos, com reflexo na Balança Comercial. No
período acumulado de Janeiro a Dezembro o valor médio de importação do petróleo bruto desceu de 571 Euros/Ton,
em 2024, para 485 Euros/Ton, em 2025.
Para além da variação da cotação
internacional do barril de petróleo, medida em dólares, a variação da cotação
do dólar face ao Euro é também um dos factores determinantes da evolução do seu
preço em Euros.
Se
excluirmos do total das importações e das exportações o conjunto dos produtos “Energéticos” (Capº 27 da NC), que pesou
8,7% no total das importações em 2025 e 5,1% nas exportações, o grau de
cobertura (Fob/Cif) das importações pelas exportações sobe, em 2025, de 71,2% no
comércio global, para 73,8%.
2 – Evolução mensal
3 – Mercados de destino e de origem
3.1 - Exportações
Em 2025, no período em análise, as exportações para
a UE (expedições), que representaram 72,3% do Total, cresceram +2,4%, contribuindo
com +1,7 pontos percentuais (p.p.) para uma taxa de ‘crescimento’ global
de +0,5%.
As exportações para o espaço extracomunitário, 27,7%
do Total, decresceram em valor -4,0%, com um contributo negativo de -1,2 p.p. para
o crescimento global.
Os dez principais
destinos das exportações foram a Espanha (26,0%), a Alemanha (13,9%), a França
(12,0%), os EUA (5,8%), o Reino Unido/Irlanda NT e Itália (4,5% cada), os Países Baixos (3,3%), a
Bélgica (2,6%), a Polónia (1,5%) e a Angola (1,4%), destinos que representaram 75,5%
do Total.
Angola ocupou a 3ª
posição no conjunto dos Países Terceiros, depois dos EUA e do Reino Unido, tendo registado um acréscimo de +6,1% nas nossas
exportações com este destino (+62,6 milhões de Euros).
Por
Grupos de Produtos ocorreram acréscimos em “Produtos acabados
diversos” (+,3milhões de Euros), “Máquinas, aparelhos e partes”
(+26,0 milhões), Químicos (+6,8 milhões), “Agro-alimentares” (+4,7
milhões) e “Madeira, cortiça e papel” (+3,9 milhões). Os decréscimos
incidiram em “Material de transporte terrestre e partes” (-8,5 milhões),
“Energéticos” (-5,2 milhões), “Aeronaves, embarcações e partes” (-5,0 milhões), “Têxteis e vestuário” (-4,1
milhões), e “Minérios e metais” (-2,4 milhões) e “Calçado, peles e
couros” (-751 mil Euros).
Entre os
principais destinos, o maior contributo positivo para o ‘crescimento’ das exportações neste período
(+0,5%) pertenceu à Alemanha (+1,8 p.p.), seguida da da Turquia (+0,3 p.p.) e
da Espanha (+0,2 p.p.). Alinharam-se depois Angola, a Irlanda, a Hungria e o Canadá
(+0,1 p.p. cada).
Os maiores
contributos negativos couberam aos EUA (-0,9 p.p.), aos Países Baixos e
Finlândia (-0,2 p.p.), seguidos de Marrocos, Gibraltar, Brasil e e Provisões de
Bordo para Países Terceiros (-0,1 p.p cada).
Os maiores acréscimos nas exportações para o espaço comunitário
(expedições) incidiram na Alemanha, seguida a grande distância pela Espanha, Irlanda,
Hungria, Áustria, Polónia, Roménia e Repúbica Checa.
Os principais decréscimos couberam aos Países Baixos, à Finlândia, às
Provisões de Bordo, à Itália, à Bulgária e à Grécia.
No conjunto dos Países Terceiros,
entre os maiores acréscimos nas exportações destacou-se
a Turquia, seguida da Ucrânia, Angola, Taiwan, Emiratos, Egipto, Canadá e Noruega.
Entre os decréscimos evidenciaram-se
os EUA, seguidos da Argélia, Marrocos, Gibraltar, Brasil, Austrália, Moçambique,
Coreia do Sul e Reino Unido.
3.2 – Importações
No
período de Janeiro a Dezembro de 2025 as chegadas de mercadorias com origem na UE,
que representaram 76,5% do total, registaram um acréscimo de +6,7% e
contribuíram com +5,0 p.p. para uma taxa de variação homóloga global de +3,9%.
As
importações com origem no espaço extracomunitário registaram no mesmo período um
decréscimo de -4,2% representando 23,5% do total, com um contributo negativo para
o ‘crescimento’ global de -1,1 p.p..
O
principal mercado de origem das importações foi a Espanha (32,9% do Total)
seguida da Alemanha (11,9%), da França (7,3%), dos Países Baixos (5,9%), da China
(5,3%), da Itália (5,0%), da Bélgica (3,3%), da Irlanda (2,9%), do Brasil (2,4%)
e dos EUA (2,1%).
Estes
países representaram, no seu conjunto, 79,0% do total das importações.
Entre os contributos
positivos para a taxa de variação homóloga das importações (+3,9%), destacaram-se a Espanha (+1,3 p.p.),
a Irlanda (+1,2 p.p.), a Alemanha (+1,0 p.p.), a China (+0,7 p.p.), os Países
Baixos (+0,5 p.p), a França (0,4 p.p.), a a Bélgica (+0,3%).
Os principais contributos negativos incidiram
no Brasil (-1,0 p.p.), Azerbaijão e Argélia (-0,3 p.p. cada), Arábia Saudita e Nigéria
(-0,2 p.p. cada), Áustria e Japão (-0,1
p.p. cada).
Nas duas figuras seguintes
relacionam-se os maiores acréscimos e decréscimos do valor nas importações com origem
Intracomunitária (chegadas) e nos Países Terceiros, entre o período em análise
de 2025 e 2024.
4 – Saldos da Balança Comercial
No em 2025, os maiores saldos positivos da balança (Fob-Cif) couberam
ao Reino Unido (+2400 milhões de Euros), aos EUA (+2209 milhões), à França (+1436
milhões), a Angola (+857 milhões) e a Marrocos (+524 milhôes).
O maior défice, a grande distância dos restantes, pertenceu a
Espanha (-16029 milhões de Euros), seguida da China (-5241 milhões), dos Países
Baixos (-3957 milhões), da Irlanda (-2732 milhões) e da Alemanha (-2157 milhões).
5 – Evolução por grupos de produtos
5.1 – Exportações
Os
capítulos da Nomenclatura Combinada (NC-2
Ξ SH-2), foram aqui agregados em 11 grupos de produtos (ver ANEXO).
Em 2025
os grupos de produtos com maior peso foram “Químicos”
(16,0% do Total e +1347 milhões de Euros face ao ano anterior), “Máquinas, aparelhos e partes” (15,6% e
+691milhões), “Agro-alimentares” (14,7%
e +70 milhões) e “Material de transporte
terrestre e partes” (12,4% e +237 milhões).
Seguiram-se
os grupos “Minérios e metais” (9,8% e -2 milhões),
“Produtos acabados diversos” (9,1% e -292 milhões),
“Têxteis e vestuário” (7,1% e -33 milhões),
Madeira, cortiça e papel” (6,5% e -231 milhões),
“Energéticos” (5,1% e -1482 milhões), “Calçado, peles e couros”
(2,8% e diferença praticamente
nula face ao ano anterior) e “Aeronaves, embarcações e partes”
(0,8% e +111 milhões de Euros).
5.2 – Importações
Em 2025
os grupos de produtos com maior peso foram “Químicos”
(19,0% do Total e +2403 milhões
de Euros face ao ano anterior),
“Máquinas, aparelhos e partes” (18,1% e +221 milhões), “Agro-alimentares” (16,3% e +1365 milhões) e “Material de transporte terrestre e partes” (12,7% e +1472 milhões).
Seguiram-se os grupos “Energéticos” (8,5%
e -2126 milhões), “Minérios e metais” (8,7%
e +216 milhões), “Produtos acabados diversos” (6,4% e +469 milhões), “Têxteis
e vestuário” (4,9% e +140 milhões), Madeira, cortiça e papel” (2,8%
e +70 milhões), “Calçado, peles e couros” (1,8% e +93 milhões) e “Aeronaves,
embarcações e partes” (0,7% e -278 milhões
de Euros).
6 – Mercados por grupos de produtos
6.1 – Exportações
Entre os
mercados de destino, a Espanha ocupou em 2025 a primeira posição em 6 dos 11
grupos de produtos com 26,0% do total, ocorrendo as excepções nos grupos “Energéticos”
(2ª posição depois das Provisões de Bordo para Países Terceiros), “Químicos”
(2ª posição depois da Alemanha), “Calçado,
peles e couros” (3ª posição, depois da França e da Alemanha), “Máquinas, aparelhos e partes” (2ª
posição, depois da Alemanha) e “Aeronaves,
embarcações e partes” (4ª posição, precedida do Brasil, França e Ucrânia).
Seguiram-se
no “ranking” a Alemanha (13,9%), a
França (12,0%), os EUA (5,8%), o Reino Unido/Irl NT (4,5%), a Itália (4,5%), os
Países Baixos (3,3%), a Bélgica (2,6%), a Polónia (1,5%) e Angola (1,4%).
Estes dez
destinos representaram 75,5% da exportação total.
6.2 – Importações
Na
vertente das importações, a Espanha ocupou o primeiro lugar em todos os onze
grupos de produtos, com 32,9% do total.
Seguiram-se,
no “ranking”, a Alemanha (11,9%), a
França (7,3%), os Países Baixos (5,9%), a China (5,3%), a Itália (5,0%), a
Bélgica (3,3%), a Irlanda (1,9%), o Brasil (2,4%) e os EUA (2,1%).
Estes dez países cobriram 79,0% da importação total.
7 – Valor dos grupos de produtos das exportações em 2025 face a 2024, por meses homólogos não acumulados
Alcochete, 13 de Fevereiro de 2026.


















































