Comércio Internacional
português de mercadorias
do Grupo de Produtos
“Agro-alimentares”
(2024-2025)
1 – Introdução
Os produtos
do Grupo “Agro-alimentares” encontram-se repartidos por um elevado
número de tipos de produtos no contexto da agricultura, de produtos alimentares
e de indústrias transformadoras afins.
Neste
trabalho vamos analisar em 2025, face ao ano anterior, a evolução das
importações e das exportações dos produtos que integram os Capítulos 01 a 24 das
nomenclaturas de mercadorias NC
(Nomenclatura Combinada) e SH (Sistema Harmonizado), coincidentes até 6
dígitos, que aqui vamos designar por Grupo “Agro-alimentares”, desagregados
em sete Subgrupos (ver descritivo do conteúdo em Anexo), a partir de
dados estatísticos de base do “Instituto Nacional de Estatística de Portugal” (INE),
em versão definitiva para 2024 e preliminar para 2025, com última actualização
em 12 de Março de 2026.
No período
de 2021 a 2023, o ‘ritmo de crescimento’ das importações de
produtos “Agro-alimentares, face ao valor que detinham em 2020, manteve-se
acima do ‘ritmo’ das exportações, tendo em 2024 coincidido com este, para
novamente o ultrapassar em 2025.
A Balança Comercial do Grupo “Agro-alimentares”
foi deficitária ao longo dos últimos seis anos, com saldos negativos crescendo de -3,3 mil milhões de Euros, em 2020,
para -6,5 mil milhões, em 2025.
2 – Comércio Internacional do Grupo “Agro-alimentares” 2024-2025
2.1 – Taxas de variação anual em Valor, Volume e Preço
Por cálculos efectuados com base em métodos estatísticos foram encontrados para o
Grupo, nas importações e exportações, a partir dos cálculos relativos a cada um
dos sete Subgrupos considerados, índices
de preço do tipo Paasche, utilizados
como deflatores dos índices de valor para o cálculo dos correspondentes índices
de volume. Para o cálculo dos índices foram utilizadas as posições pautais a
oito dígitos da Nomenclatura com movimento nos dois anos.
2.2 – Peso do Grupo “Agro-alimentares” no Total do Comércio Internacional em 2025
2.3 – Importações por Subgrupos (2024-2025)
Entre os
sete Subgrupos destacaram-se em 2025, pelo seu peso, as importações de “Outros
agro-alimentares” (26,6% do Total, com 25,8% em 2024). Seguiram-se as “Conservas
e preparações alimentares” (17,8% e 17,9%, respectivamente), as “Carnes
e lacticínios” (17,4% e 16,2%), os “Produtos da pesca” (14,1% e 13,9%),
as “Frutas e hortícolas” (12,2% e 11,8%), as “Oleaginosas, gorduras e
óleos” (9,6% e 11,8%) e as “Bebidas alcoólicas” (2,3% e 2,6%).
Verificaram-se
decréscimos face ao período homólogo do ano anterior nas importações de “Oleaginosas,
gorduras e óleos” (-235 milhões de Euros) e de “Bebidas alcoólicas”
(-9 milhões). Os maiores acréscimos, para um aumento global de cerca de +1,4
mil milhões de Euros, ocorreram nas importações de “Outros agro-alimentares”
(+489 milhões) e “Carnes e lacticínios” (+439 milhões).
Na figura
seguinte relacionam-se, por Subgrupos, a 4 dígitos da Nomenclatura, os
principais produtos importados em 2025 e correspondente valor em 2024, com uma
representatividade superior a 90% nos dois anos.
2.4 – Exportações por Subgrupos (2024-2025)
Em 2025
as principais exportações, à semelhança das Importações, incidiram no Subgrupo “Outros
agro-alimentares” (25,1% do Total, com 23,2% em 2024). Seguiram-se “Conservas
e preparações alimentares” (18,6% e 17,9%), “Frutas e hortícolas” (15,2%
e 14,1%), “Oleaginosas, gorduras e óleos” (13,9% e 18,4%), “Bebidas
alcoólicas” (10,0% e 10,3%), “Produtos da pesca” (9,2% e 8,9%) e “Carnes
e lacticínios” (8,0% e 7,2%).
Verificaram-se
decréscimos, face ao ano anterior, nas exportações de
“Oleaginosas, gorduras e óleos” (-512 milhões de Euros) e de “Bebidas
alcoólicas” (-28 milhões). Os maiores acréscimos, para um aumento
global de +71 milhões de Euros, ocorreram nas exportações de “Outros
agro-alimentares” (+240 milhões) e “Frutas e hotícolas” (+135
milhões).
Na figura
seguinte relacionam-se, por Subgrupos, a 4 dígitos da Nomenclatura, os
principais produtos exportados em 2025 e o correspondente valor em 2024, com uma
representatividade superior a 90% nos dois anos.
2.5 – Mercados de origem das
importações










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