quarta-feira, 18 de março de 2026

Comércio Internacional de mercadorias - Série mensal -Janeiro de 2026

 

Comércio Internacional

de mercadorias
- Série mensal -
(Janeiro de 2026)

                                           ( disponível para download  >> aqui )

 1 - Balança comercial

De acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) para Janeiro de 2026 e 2025, em versões preliminares, com última actualização em 12 de Março de 2026, as exportações de mercadorias em 2026 decresceram, em termos homólogos, -14,1% (-995 milhões de Euros), a par de um decréscimo das importações de -2,5% (-217 milhões). 



O défice comercial externo (Fob-Cif), +44,9% face a 2025, situou-se em -2510 milhões de Euros (superior em 778 milhões ao do ano anterior), a que corresponderam agravamentos de 679 milhões no comércio intracomunitário e de 99 milhões no extracomunitário. Em termos globais, o grau de cobertura (Fob/Cif) das importações pelas exportações desceu de 80,3% em 2025, para 70,7% em 2026.

A variação do preço de importação do petróleo repercute-se no valor das exportações de produtos energéticos, com reflexo na Balança Comercial. Em Janeiro de 2026 o preço de importação do petróleo bruto desceu de 544 Euros/Ton em 2024, para 407 Euros/Ton. 


Para além da variação da cotação internacional do barril de petróleo, medida em dólares, a variação da cotação do dólar face ao Euro é também um dos factores determinantes da evolução do seu preço em Euros (o gráfico inclui já a cotação média do mês de Fevereiro).

Se excluirmos do total das importações e das exportações o conjunto dos produtos “Energéticos” (Capº 27 da NC), que pesou 8,7% no total das importações em 2026 e 4,8% nas exportações, o grau de cobertura (Fob/Cif) das importações pelas exportações sobe, em 2026, de 70,7% no comércio global, para 73,8%.

2 – Evolução mensal

3 – Mercados de destino e de origem

3.1 - Exportações

Em Janeiro de 2026 as exportações para a UE (expedições), que representaram 74,2% do Total, decresceram -14,9%, contribuindo com -11,2 pontos percentuais (p.p.) para uma taxa em termos globais de -14,1%.

As exportações para o espaço extracomunitário, 25,8% do Total, decresceram -11,7%, contribuindo com uma taxa de -2,9% para a evolução global.

Os dez principais destinos das exportações foram a Espanha (26,3%), a França (13,2%), a Alemanha (12,7%), os EUA e a Itália (4,7% cada), o Reino Unido incl. Irlanda NT e Países Baixos (3,7% cada), a Bélgica (2,3%), a China  (1,7%) e a  Polónia (1,6%), países que representaram 74,6% do Total.

Angola, que no ano de 2025 ocupou a 3ª posição no conjunto dos Países Terceiros, depois dos EUA e do Reino Unido, registou em Janeiro um decréscimo de -12,2% nas nossas exportações (-10,5 milhões de Euros).

Ocorreram acréscimos nos grupos de produtos “Aeronaves, embarcações e partes” (+3,4 milhões de Euros), “Calçado, peles e couros) (+172 mil Euros) e Químicos (+66 mil Euros). 

Os maiores decréscimos incidiram nos grupos “Máquinas, aparelhos e partes” (-5,3 milhões de Euros), “Produtos acabados diversos (-2,7 milhões), “Agro-alimentares” (-2,7 milhões) e “Minérios e metais” (-2,5 milhões).

Entre os principais destinos, os maiores contributos positivos para a evolução das exportações neste período (-14,1%) pertenceram à China (+0,7 p.p.), seguida de Marrocos e Cabo Verde (+0,2 p.p.), Brasil e Hungria (+o,1p.p.).

Os maiores contributos negativos couberam à Alemanha (-8,7 p.p.), seguida da Espanha (-1,8 p.p.), do Reino Unido/Irlanda NT (-1,1 p.p.), da Bélgica (-0,8 p.p.), de Gibrantar (-0,7 p.p.) e dos EUA (-0,6 p.p.).

Os maiores acréscimos nas exportações para o espaço comunitário (expedições) incidiram na Finlândia (+26 milhões de Euros) e na Hungria (+10 milhões).

Os principais decréscimos couberam à Alemanha (-614 milhões de Euros), seguida da Espanha (-127 milhões), da Bélgica (-53 milhões), dos Países Baixos (-15 milhões) e da Irlanda (-10 milhões).


No conjunto dos Países Terceiros, entre os maiores acréscimos nas exportações destacaram-se a China (+52 milhões de Euros), Marrocos (+16 milhões), Cabo Verde (+11 milhões), o Brasil (+10 milhões) e Trinidade/Tobago (+8 milhões).

Entre os maiores decréscimos evidenciaram-se o Reino Unido/Irlanda NT (-301 milhões de Euros), Gibraltar (-48 milhões) e as Provisões de Bordo (-26 milhões).

3.2 – Importações

Em Janeiro de 2026 as chegadas de mercadorias com origem na UE, que representaram 77,1% do total, registaram um decréscimo de -1,6% e contribuíram com -1,2 p.p. para uma taxa de variação homóloga global de -2,5%.

As importações com origem no espaço extracomunitário registaram no mesmo período um decréscimo de -5,3%, representando 22,9% do total, com um contributo para o resultado global de -1,2 p.p..

O principal mercados de origem das importações em Janeiro de 2026 foi a Espanha (33,4% do Total), seguida da Alemanha (12,6%), os Países Baixos (8,0%), da França (7,7%), da China (5,0%), da Itália (4,7%), do Brasil (3,7%), da Bélgica (3,0%), da Polónia (1,8%) e dos EUA (1,6%).

Estes países representaram, no seu conjunto, 81,5% do total das importações.

Entre os contributos positivos para a taxa de variação homóloga das importações em Janeiro de 2026 (-2,5 p.p.), destacaram-se os Países Baixos (+2,2 p.p.), a Argélia e a Alemanha (+0,6 p.p. cada), o Brasil (+0,5 p.p.), a França (+0,4 p.p.), a Dinamarca e a Eslováquia (+0,3 p.p. cada), e a Espanha, a Índia e Marrocos (+0,2 p.p. cada).

Os principais contributos negativos incidiram na Irlanda (-4,3 p.p.), no Azerbaijão (-0,5 p.p.), na Nigéria (-0,4 p.p.), na Bélgica e na Itália (-0,3%) e no Vietname (-0,2 p.p.).

Nas duas figuras seguintes relacionam-se os maiores acréscimos e decréscimos do valor das importações com origem intracomunitária (chegadas) e nos Países Terceiros, entre Janeiro de 2026 e Janeiro de 2025.


4 – Saldos da Balança Comercial       

Em Janeiro de 2026, os maiores saldos positivos da balança comercial (Fob-Cif) couberam aos EUA (+149 milhões de Euros), ao Reino Unido/Irlanda NT (+145 milhões), à França (+141 milhões), a Angola (+72 milhões) e a Marrocos (+48 milhões).

O maior défice, a grande distância dos restantes, pertenceu a Espanha (-1270 milhões de Euros), seguida dos Países Baixos (-465 milhões), da China (-328 milhões), da Alemanha (-309 milhões) e do Brasil (-217 milhões).

5 – Evolução por grupos de produtos

5.1 – Exportações

Os capítulos da Nomenclatura Combinada (NC-2 Ξ SH-2), foram aqui agregados em 11 grupos de produtos (ver ANEXO).

Em 2026, os grupos que detiveram maior peso na estrutura foram “Máquinas, aparelhos e partes” (17,1% e +29 milhões de Euros face ao ano antterior), “Agro-alimentares” (14,0% e -107 milhões), “Químicos” (13,3% e -743 milhões), “Material de transporte terrestre e partes” (11,4% e -11 milhões), “Minérios e metais” (11,4% e +47 milhões) e “Produtos acabados diversos” (9,6% e -30 milhões). Seguiram-se os grupos “Têxteis e vestuário” (7,8% e -12 milhões de Euros), “Madeira cortiça e papel” (6,5% e -30 milhões), “Energéticos” (4,8% e -139 milhões), “Calçado, peles e couros” (3,2% e -11 milhões) e “Aeronaves, embarcações e partes” (0,9% e +12 milhões de Euros).


5.2 – Importações

Em Janeiro de 2026 os grupos de produtos com maior peso foram “Máquinas, aparelhos e partes” (18,9% do Total e +34 milhões de Euros face ao ano anterior), “Químicos” (18,3% do Total e -208 milhões, “Agro-alimentares” (15,7% e -18 milhões) e “Material de transporte terrestre e partes” (13,0% e +86 milhões).

Seguiram-se os grupos “Minérios e metais” (8,8% e -33 milhões), “Energéticos” (8,7% e ‑17 milhões), “Produtos acabados diversos” (6,3% e -6 milhões), “Têxteis e vestuário” (5,1% e -33 milhões), Madeira, cortiça e papel” (2,8% e -2 milhões), “Calçado, peles e couros” (2,0% e -3 milhões) e “Aeronaves, embarcações e partes” (0,3% e -17 milhões de Euros).

6 – Mercados por grupos de produtos

6.1 – Exportações

Entre os mercados de destino, a Espanha ocupou em Janeiro de 2026 a primeira posição em 7 dos 11 grupos de produtos com 26,3% do total, ocorrendo as excepções nos grupos “Energéticos” (2ª posição depois das Provisões de Bordo), “Calçado, peles e couros” (3ª posição, depois da França e da Alemanha), “Máquinas, aparelhos e partes” (2ª posição, depois da Alemanha) e “Aeronaves, embarcações e partes” (5ª posição, precedida do Brasil, França, Angola e Marrocos).

Seguiram-se no “ranking” a França (13,2%), a Alemanha (12,7%), os EUA e a Itália (4,7% cada), os Países Baixos (3,7%), a Bélgica (2,3%), a China (1,7%), a Polónia e o Brasil (1,6% cada).

Estes dez destinos representaram 72,5% da exportação total.

6.2 – Importações

Na vertente das importações, a Espanha ocupou o primeiro lugar em nove dos onze grupos de produtos, com 33,4% do total.

As excepções foram os grupos “Energéticos” (2º lugar depois do Brasil) e “Aeronaves, embarcações e partes” (2º lugar, depois da França).

Seguiram-se, no “ranking”, a Alemanha (12,6%), os Países Baixos (8,0%), a França (7,7%), a China (5,0%), a Itália (4,7%), o Brasil (3,7%), a Bélgica (3,7%), a Polónia (1,8%) e os EUA (1,6%)

Estes dez países cobriram 81,5% da importação total.

7 – Valor dos grupos de produtos das exportações em 2026                                              face a 2025, por meses homólogos não acumulados


Alcochete, 17 de Março de 2026.

 

ANEXO


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