terça-feira, 7 de agosto de 2018

Comércio Internacional Portugal-Macau (2014-2017 e Jan-Mai 2017-2018)


Comércio Internacional de Mercadorias 
de Portugal com Macau
2014-2017
e Janeiro a Maio de 2017-2018

(disponível para download > aqui )



1 – Nota introdutória

O presente trabalho incide sobre o comércio externo da Região Administrativa Especial chinesa de Macau, considerada autonomamente para fins estatísticos no âmbito do comércio internacional.
Neste trabalho encontra-se reunido um breve conjunto de dados sobre o comércio externo de Macau face ao mundo, para o que se utilizaram dados disponibilizados pelo International Trade Centre (ITC).
Analisa-se também aqui, com algum detalhe, a evolução das importações e das exportações de mercadorias entre Portugal e Macau ao longo dos últimos quatro anos (2014 a 2017) e no período acumulado de Janeiro a Maio de 2017 e 2018, com base em dados estatísticos divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística de Portugal (INE), com última actualização em 17 de Julho de 2018.
2 – Alguns dados sobre o comércio externo de Macau
De acordo com dados divulgados pelo International Trade Centre (ITC) para os anos de 2015 a 2017, a Balança Comercial de mercadorias (fob-cif) de Macau é fortemente deficitária. Após uma quebra das importações em 2016 face ao ano anterior de ‑15,6%, assistiu-se em 2017, em termos homólogos, a um acréscimo de +20,2%, recuperando-se o nível de 2015. Por sua vez, as exportações, que em 2016 haviam decrescido -5,9%, aumentaram +12,9% em 2017, com o grau de cobertura das importações pelas exportações a situar-se em 13,2%.

A base de dados ITC não dispõe presentemente de dados sobre mercados de origem e de destino das mercadorias para o ano de 2017. Segundo os dados disponíveis, em 2016 os principais mercados de origem das importações macaenses foram a China (35,1%), Hong-Kong (8,9%), a França (8,0%), a Itália (7,9%), a Suíça (7,9%), o Japão (6,3%) e os EUA (4,9%).
No mesmo ano, mais de metade das exportações de Macau são atribuídas, na base de dados ITC, a uma área não especificada (58,7%). Os principais mercados identificados são Hong-Kong (31,6%) e a China (6,8%)
Em 2016 Portugal pesou apenas 0,4% nas importações de Macau, sendo práticamente nulo o seu peso nas exportações.

Numa análise da evolução das importações por Grupos de Produtos (ver em tabela anexa o conteúdo com base nos capítulos da NC/SH – Anexo-3), verifica-se que o grupo com maior peso em 2017 foi “Agro-alimentares” (16,8% do Total), seguido dos grupos “Produtos acabados diversos” (16,7%), “Máquinas, aparelhos e partes” (14,5%), “Minérios e metais” (13,5%), “Químicos” (11,4%), “Calçado, peles e couros” (7,1%), “Energéticos” (6,7%) e “Têxteis e vestuário” (6,0%). As maiores quotas de Portugal ao nível de cada grupo em 2016 (não estão disponíveis dados ITC para 2017) incidiram em “Têxteis e vestuário” (1,2%), “Agro-alimentares” (0,9%) e “Máquinas, aparelhos e partes” (0,6%).


Nas Exportações destacou-se, em 2017, o grupo “Produtos acabados diversos” (27,6% do Total, contra 68,5% em 2016), seguido dos grupos “Minérios e metais” (24,8%), “Máquinas, aparelhos e partes” (11,8%), “Têxteis e vestuário” (8,7%), “Agro-alimentares” (8,5%), “Químicos” (8,4%) e “Calçado, peles e couros” (5,7%).
As quotas de Portugal ao nível de cada grupo de produtos foram praticamente nulas em 2016.

3 – Comércio de mercadorias de Portugal com Macau
As importações anuais de Portugal com origem em Macau registaram uma quebra acentuada entre 2000 e 2005, para se manterem em níveis muito baixos desde então.
Por sua vez, as exportações podem considerar-se tendencialmente crescentes a partir de 2005, tendo registado uma quebra significativa em 2017.

3.1 – Balança Comercial
A Balança Comercial de mercadorias de Portugal com Macau é favorável a Portugal, com muito elevados graus de cobertura anuais das importações pelas exportações.
Ao longo dos últimos quatro anos o maior saldo positivo ocorreu em 2016, com +36 milhões de Euros, tendo-se registado uma quebra de cerca de -30% em 2017, na sequência de descidas nas importações e nas exportações de respectivamente ‑63,7% e -30,8%. 

3.2 – Importações por grupos de produtos
Ao longo dos últimos quatro anos e primeiros cinco meses de 2018, foram muito irregulares e de pequena monta as importações portuguesas de mercadorias com origem em Macau.
Em 2017, as principais importações incidiram nos grupos de produtos “Máquinas, aparelhos e partes” (47,4%) e “Produtos acabados diversos” (29,6%).
No período de Janeiro a Maio de 2018, o grupo de produtos dominante foi “Químicos”, que representou 84,1% do total e registou um acréscimo de +972 mil Euros face ao período homólogo do ano anterior. Este aumento incidiu principalmente em compostos heterocíclicos (+429 mil Euros), derivados organofosforados (+302 mil) e ácidos nucleicos e seus sais (+79 mil Euros).
O único decréscimo registou-se no grupo “Máquinas, aparelhos e partes” (-92 mil Euros), com incidência em bobinas de reactância e auto-indução, conversores estáticos, quadros eléctricos e aparelhos de comando de memória programável.
Em quadro anexo (Anexo-1) pode observar-se a desagregação de cada Grupo de Produtos das importações de mercadorias em Subgrupos.

3.3 – Exportações por grupos de produtos
O  grupo  de produtos dominante , ao longo dos últimos quatro anos e primeiros cinco meses de 2018 nas exportações portuguesas de mercadorias para Macau, foi “Agro-alimentares”, que representou 52,3% do total no período em análise de 2018, contra e 65,2% em igual período do ano anterior, a que se seguiram os grupos “Químicos” (23,6%), e “Máquinas, aparelhos e partes” (18,9%).

Nos primeiros cinco meses de 2018 os principais acréscimos verificaram-se nos grupos “Químicos” (+1,3 milhões de Euros), designadamente nos produtos farmacêuticos (+1,4 milhões de Euros), “Máquinas, aparelhos e partes” (+1,1 milhões), principalmente transformadores, cabos e aparelhos para distribuição de energia eléctrica (+990 mil Euros), e “Agro-alimentares” (+456 mil), com destaque para as carnes e lacticínios (+229 mil Euros) e conservas e preparações alimentares (+224 mil Euros).
Os principais decréscimos ocorreram nos grupos “Calçado, peles e couros” (‑30 mil Euros), principalmente em calçado, e “Produtos acabados diversos” (-29 mil Euros), com descidas nas exportações de aparelhos científicos de precisão (-47 mil Euros) e de cerâmica, vidro e suas obras (-19 mil Euros).
Em quadro anexo (Anexo-2) pode observar-se a desagregação de cada Grupo de Produtos das exportações de mercadorias em Subgrupos.
Alcochete, 5 de Agosto de 2018.







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