sexta-feira, 24 de outubro de 2025

Comércio Internacional de mercadorias de Portugal com a África do Sul - 2020-24 e Jan-Agosto 2024-25

 

Comércio Internacional

de mercadorias de Portugal

com a África do Sul

2020-2024 e Janeiro-Agosto 2024-2025


 ( disponível para download  >> aqui )

1 – Nota introdutória

Vai-se analisar neste trabalho a evolução do comércio externo de mercadorias da África do Sul face ao Mundo ao longo do último quinquénio, por Grupos de Produtos (com as correspondentes quotas de mercado de Portugal em 2024) e principais mercados de origem das importações e de destino das exportações, a partir de dados de base do “International Trade Centre” (ITC) calculados a partir de estatísticas "South African Revenue Services" (SARS).

Analisa-se em seguida a evolução das trocas comerciais de Portugal com a África do Sul entre 2020 e 2024 e no período acumulado de Janeiro a Agosto de 2024 e 2025, a partir de dados de base do “Instituto Nacional de Estatística de Portugal” (INE), em versão definitiva até 2024 e preliminar para 2025, com última actualização em 10 de Outubro de 2025.

2 – Comércio Externo da África do Sul

2.1 – Balança Comercial

Ao longo dos últimos cinco anos a Balança Comercial de mercadorias da África do Sul foi superavitária, com saldos a oscilarem entre um máximo de 25,5 mil milhões de Euros, em 2021, e um mínimo de 3,1 mil milhões, em 2023.

2.2 – Importações na África do Sul por grupos de produtos 

Os produtos constantes da Nomenclatura (NC/SH), a dois dígitos (Capítulos), foram aqui agregados, tanto nas importações como nas exportações, em onze Grupos de Produtos  (definição do conteúdo em Anexo).

De acordo com as estatísticas disponíveis Portugal terá pesado 0,3% nas importações da África do Sul em 2024, tendo as maiores quotas incidido em “Produtos acabados diversos” (0,7% do total do grupo), “Material de transporte terrestre e partes” (0,5%), “Máquinas, aparelhos e partes”, “Têxteis e vestuário” e “Calçado, peles e couros” (0,4% cada).

2.3 – Exportações da África do Sul por grupos de produtos 

De acordo com os dados do ITC Portugal terá pesado 0,2% nas exportações da África do Sul em 2024, tendo as maiores quotas por grupos de produtos incidido em “Agro-alimentares” (0,9% do total) e “Químicos” (0,3%).

2.4 – Principais mercados

Em 2024 os principais mercados de origem das importações da África do Sul couberam à China (21,5%), Índia (7,2%), Alemanha (7,0%) e EUA (6,9%).

Por sua vez os principais destinos das exportações couberam ainda à China (11,2%), seguida dos EUA (7,5%), Alemanha (6,6%), Moçambique (6,0%), Reino Unido (4,8%), Japão (4,4%) e Índia (4,3%).

3 – Comércio de Portugal com a África do Sul

Ao longo do último quinquénio, face ao nível que detinham em 2020 (2020=100), o ritmo de crescimento anual das exportações manteve-se acima do ritmo das importações.

3.1 - Balança Comercial

Em termos anuais, nos últimos cinco anos a Balança Comercial de Portugal com a África do Sul foi favorável em 2021 (+51,6 milhões de Euros), 2022 (+53,6 milhões) e 2024 (+24,7 milhões). No período de Janeiro a Agosto de 2025 as importações cresceram em valor +43,2% e as exportações +10,9%, tendo-se o saldo tornado negativo (-10,2 milhões de Euros), com o grau de cobertura das importações pelas exportações a descer de 121,8%, no período homólogo de 2024, para 94,3%.

3.2 - Importações com origem na África do Sul

No período de Janeiro a Agosto de 2025, face ao período homólogo do ano anterior, as principais importações portuguesas incidiram no grupo de produtos “Agro-alimentares” (69,9% em 2025 e 62,2% no ano anterior), essencialmente constituídas por frutas e peixe. Seguiram -se os grupos “Minérios e metais” (9,5% e 4,7%, respectivamente), “Químicos” (9,4% e 13,3%), “Material de transporte terrestre e partes” (7,4% e 14,5%) e “Máquinas, aparelhos e partes” (1,5% e 6,2%).

No quadro seguinte constam os principais produtos transaccionados no âmbito de cada grupo de produtos no período de Janeiro-Agosto de 2025 e correspondentes montantes no ano anterior, desagregados a quatro dígitos da Nomenclatura.

3.3 – Exportações com destino à África do Sul

Nos primeiros 8 meses de 2025 os dois grupos de produtos dominantes nas exportações portuguesas para a África do Sul foram “Máquinas, aparelhos e partes” (34,8% e 32,5% no ano anterior) e “Material de transporte terrestre e partes” (31,2% e 29,8%).

Seguiram-se os grupos “Químicos” (11,5% e 10,7%), “Madeira, cortiça e papel” (7,7% e 8,4%), “Minérios e metais” (4,9% e 5,9%), “Têxteis e vestuário” (3,1% e 2,8%), “Agro-alimentares” (3,1% e 5,8%), “Produtos acabados diversos” (2,8% e 3,2%) e “Calçado, peles e couros” (0,9% e 1,2%), sendo praticamente nulas as exportações de “Aeronaves, embarcações e partes” e de “Energéticos”.

No quadro seguinte constam os principais produtos transaccionados no âmbito de cada grupo de produtos no período de Janeiro-Agosto de 2025 e correspondentes montantes no ano anterior, desagregados a quatro dígitos da Nomenclatura.



ANEXO



Alcochete, 23 de Outubro de 2025.



sexta-feira, 17 de outubro de 2025

Comércio Internacional de mercadorias de Portugal com a Federação Russa -2020-24 e Janeiro-Agosto 2024-25

 

Comércio Internacional

de mercadorias de Portugal

com a Federação Russa

2020-2024 e Janeiro-Agosto 2024-2025


 ( disponível para download  >> aqui )

1 – Nota introdutória

A Federação Russa ocupou em 2024 a 22ª posição entre os mercados de origem das importações portuguesas de mercadorias com origem Extra-UE, com 0,8% do Total (18ª posição em 2023, com 1,2%), e a 32ª posição entre os mercados de destino das exportações, com 0,4% do Total (31ª em 2023, com 0,3%).

Analisa-se neste trabalho a evolução do comércio internacional de mercadorias de Portugal com este país no período de 2020-2024 e Janeiro-Agosto de 2024-2025, com base em dados estatísticos divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística de Portugal (INE), definitivos até 2024 e preliminares para 2025, com última actualização em 10 de Outubro de 2025.

2 – Ritmo de evolução anual do valor das                                                      importações e exportações globais (2020-2024)

Em 2001, as importações portuguesas com origem na Federação Russa, após duplicarem face ao valor que detinham no ano anterior (208,2%, com 2020=100), decresceram até se situarem em 40,1% em 2024. Por sua vez o ritmo das exportações, após se ter mantido em 2021 face a 2020, decresceu sucessivamente nos dois anos seguintes (40,9% em 2023), recuperando em 2024 para 57,4% do nível em 2020.

3 – Balança Comercial

A Balança Comercial de Portugal com a Federação Russa é desfavorável, tendo o défice decrescido sustentadamente de 2021 para 2024, de -890 milhões de Euros para -104 milhões.

Nos primeiros oito meses de 2025, face ao período homólogo do ano anterior, na sequência de um aumento das importações de +16,5% e de uma queda das exportações de -31,0%, o défice da Balança Comercial passou de -22,8 milhões de Euros para -63,2 milhões, com o grau de cobertura das importações pelas exportações a descer de 77,3% para 45,8%.


4 – Importações por grupos de produtos

 

Ao longo dos últimos cinco anos e primeiros oito meses de 2025, as principais importações incidiram no grupo de produtos “Energéticos”, que representou 62,8% do Total no período em análise de 2025, seguido dos grupos “Agro-alimentares” (28,6%) e “Químicos” (8,3%).

Entre 2020 e 2022, no âmbito deste grupo de produtos, o principal produto importado incidiu em ‘Fuelóleos’, que se deixaram de importar a partir de então. Seguiram-se as importações de ‘Gás natural liquefeito’ que, aparte uma importação de “Coque e betume de petróleo” em 2023, foi o único produto importado em 2024 e no período em análise de 2025 (cerca de 10% do Mundo).

Os produtos “Agro-alimentares” (28,6% no período em análide de 2025 e 50,3% no ano anterior) foram nos dois anos constituídos por ´Peixe’ nas suas diversas formas e os “Químicos” (8,3% e 15,8% respectivamente), por ‘Hidróxidos e peróxidos de magnésio, estrôncio e bário’ e ’Adubos’.

No quadro seguinte constam os principais produtos transaccionados no âmbito de cada grupo de produtos no período de Janeiro-Agosto de 2025 e correspondentes montantes no ano anterior, desagregados a quatro dígitos da Nomenclatura.


5 – Exportações por grupos de produtos

Em 2025, no período em análise, as exportações incidiram em sua grande parte no grupo de produtos “Ago-alimentares” (64,3% do Total e 68,2% em 2024), principalmente constituídas por vinhos.

Seguiram-se, a grande distância, os grupos “Calçado, peles e couros” (15,7% e 10,4% respectivamente), “Madeira, cortiça e papel” (6,5% e 5,4%), “Produtos acabados diversos” (6,3% e 3,3%), “Têxteis e vestuário” (4,8% e 3,3%), “Minérios e metais” (1,7% e 2,5%) e “Químicos” (0,7% e 3,1%).

No quadro seguinte constam os principais produtos transaccionados no âmbito de cada grupo de produtos no período de Janeiro-Agosto de 2025 e correspondentes montantes no ano anterior, desagregados a quatro dígitos da Nomenclatura.



Alcochete, 16 de Outubro de 2025.


ANEXO



domingo, 12 de outubro de 2025

Comércio Internacional de mercadorias - Série mensal - Janeiro-Agosto 2025

 

Comércio Internacional

de mercadorias
- Série mensal -
(Janeiro a Agosto de 2025)

                                           (disponível para download  >> aqui )

 1 - Balança comercial

De acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) para o período de Janeiro a Agosto de 2025 (versão preliminar com última actualização em 10 de Outubro de 2025) e de 2024 (versão definitiva), as exportações de mercadorias em 2025 cresceram, em termos homólogos, +0,4% (+236 milhões de Euros), a par de um acréscimo das importações de +6,0% (+4182 milhões).

A partir de Janeiro de 2021, nas estatísticas de base do INE foram acrescentados, na sequência do “Brexit”, dois códigos de países, “XI-Reino Unido (Irlanda do Norte)” e “XU-Reino Unido (não incluindo a Irlanda do Norte)”, apresentando-se a zeros a posição pautal com o código “GB-Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte”. Nos quadros desta série mensal manteremos, para já, este código “GB”, correspondente ao somatório dos valores dos dois novos códigos.

As exportações para o espaço comunitário (expedições), cujo total corresponde aqui aos actuais 27 membros, registaram no período em análise um acréscimo de +1,9% (+710 milhões de Euros), tendo as exportações para os Países Terceiros decrescido -3,1% (-475 milhões). Por sua vez, as importações com origem na UE (chegadas) aumentaram +9,4% (+4842 milhões) e as originárias dos Países Terceiros decresceram -3,6 % (-660 milhões de Euros). 


O défice comercial externo (Fob-Cif), +22,8% face a 2024, situou-se em -21 239 milhões de Euros (superior em 3 947 milhões ao do ano anterior), a que correspondeu um agravamento de 4 132 milhões no comércio intracomunitário e um decréscimo de 185 milhões no extracomunitário. Em termos globais, o grau de cobertura (Fob/Cif) das importações pelas exportações desceu de 75,4% em 2024, para 71,4% em 2025.

A variação do preço de importação do petróleo repercute-se no valor das exportações de produtos energéticos, com reflexo na Balança Comercial. No período de Janeiro a Agosto o valor médio de importação do petróleo bruto desceu de 593 Euros/Ton, em 2024, para 505 Euros/Ton, em 2025.


Para além da variação da cotação internacional do barril de petróleo, medida em dólares, a variação da cotação do dólar face ao Euro é também um dos factores determinantes da evolução do seu preço em Euros (o gráfico inclui já a cotação média do mês de Setembro).

Se excluirmos do total das importações e das exportações o conjunto dos produtos “Energéticos” (Capº 27 da NC), que pesou 9,1% no total das importações em 2025 e 5,7% nas exportações, o grau de cobertura (Fob/Cif) das importações pelas exportações sobe, em 2025, de 71,4% no comércio global, para 74,1%.


2 – Evolução mensal


3 – Mercados de destino e de origem

3.1 - Exportações

Em 2025, no período em análise, as exportações para a UE (expedições), que representaram 71,8% do Total, cresceram +1.9%, contribuindo com +1,3 pontos percentuais (p.p.) para uma taxa de ‘crescimento’ global de +0,4%.

As exportações para o espaço extracomunitário, 28,2% do Total, decresceram em valor -3,1%, com um contributo negativo de -0,9 p.p. para o crescimento global.


Os dez principais destinos das exportações foram a Espanha (25,9%), a Alemanha (13,6%), a França (12,0%), os EUA (6,5%), o Reino Unido incl. Irlanda NT (4,5%), a Itália (4,4%), os Países Baixos (3,5%), a Bélgica (2,6%), a Polónia (1,5%) e a as Prov.Bordo para Países Terceiros (1,4%), destinos que representaram 75,9% do Total.

Angola, que no ano de 2024 ocupou a 5ª posição no conjunto dos Países Terceiros, depois dos EUA, do Reino Unido, de Marrocos e do Brasil, registou no período em análise um acréscimo de +5,8% nas nossas exportações com este destino (+38,7 milhões de Euros).

Por Grupos de Produtos ocorreram acréscimos em “Produtos acabados diversos” (+27,9 milhões de Euros), “Agro-alimentares” (+12,5 milhões), “Minérios e metais” (9,7 milhões de Euros), Químicos (+4,0 milhões), “Madeira, cortiça e papel” (+3,6 milhões) e “Calçado, peles e couros” (+67 mil Euros).

Os decréscimos incidiram em “Material de transporte terrestre e partes” (-5,2 milhões), “Aeronaves, embarcações e partes” (-5,1 milhões), “Têxteis e vestuário” (-3,9 milhões), “Máquinas, aparelhos e partes” (-2,8 milhões), e “Energéticos” (-2,0 milhões de Euros).


Entre os principais destinos, o maior contributo positivo para o ‘crescimento’ das exportações neste período (+0,4%) pertenceu à Alemanha (+1,2 p.p.), seguida da Espanha (+0,5 p.p.), da Turquia (+0,3 p.p.) e Irlanda, Hungria, Canadá, Angola, Roménia e Dinamarca (+0,1 p.p. cada).

Os maiores contributos negativos couberam aos EUA (-0,6 p.p.), à Finlândia e Argélia (-0,3 p.p. cada), à França e Brasil (-0,2 p.p. cada), e a Marrocos, Gibraltar, Provisões de Bordo Intra-UE e Provisões de Bordo para Países Terceiros (0,1 p.p. cada).


Os maiores acréscimos nas exportações para o espaço comunitário (expedições) incidiram na Alemanha, seguida a grande distância pela Espanha, Irlanda, Hungria, Roménia e Dinamarca. Os principais decréscimos couberam à Finlândia, França, Provisões de Bordo e Grécia.



No conjunto dos Países Terceiros, entre os maiores acréscimos nas exportações destacaram-se a Turquia, Ucrânia, Panamá, Taiwan, Canadá, Angola, Egipto, Noruega e China.

Entre os decréscimos evidenciaram-se os EUA, seguidos da Argélia, Brasil, Marrocos, Moçambique, Gibraltar, Austrália, Provisões de Bordo, Argentina e Rússia.

3.2 – Importações

No período de Janeiro a Agosto de 2025 as chegadas de mercadorias com origem na UE, que representaram 75,9% do total, registaram um acréscimo de +9,4% e contribuíram com +6,9 p.p. para uma taxa de variação homóloga global de +6,0%.

As importações com origem no espaço extracomunitário registaram no mesmo período um decréscimo de -3,6% representando 24,1% do total, com um contributo negativo para o ‘crescimento’ global de -0,9 p.p..

O principal mercado de origem das importações foi a Espanha (32,0% do Total) seguida da Alemanha (11,8%), da França (7,3%), dos Países Baixos (5,9%), da Itália (5,0%), da China (4,9%), da Irlanda (3,8%), da Bélgica (3,3%), do Brasil (2,8%) e dos EUA (2,1%).

Estes países representaram, no seu conjunto, 78,7% do total das importações.

Entre os contributos positivos para a taxa de variação homóloga das importações  (+6,0%), destacaram-se a Irlanda (+2,2 p.p.), a Espanha (+1,5 p.p.), a Alemanha (+1,1 p.p.), os Países Baixos (+1,0 p.p.), a França (+0,6 p.p.), a Bélgica (0,4%) a China (+0,3 p.p.) e a Hungria e Turquia (+0,2 p.p. cada).

Os principais contributos negativos incidiram no Brasil (-0,6 p.p.), na Noruega e Arábia Saudita (-0,4 p.p.cada), na Nigéria (-0,3 p.p.) e no Azerbaijão, Índia, Áustria e Japão (-0,2 p.p. cada).

Nas duas figuras seguintes relacionam-se os maiores acréscimos e decréscimos do valor nas importações com origem Intracomunitária (chegadas) e nos Países Terceiros, entre o período em análise de 2025 e de 2024.




4 – Saldos da Balança Comercial        

No período em análise de 2025, os maiores saldos positivos da balança (Fob-Cif) couberam aos EUA (+1894 milhões de Euros), ao Reino Unido (+1503 milhões), à França (+972 milhões), a Angola (+542 milhões) e a Marrocos (+324 milhôes).

O maior défice, a grande distância dos restantes, pertenceu a Espanha (-10071 milhões de Euros), seguida da China (-3223 milhões), dos Países Baixos (-2543 milhões), da Irlanda (-2426 milhões) e da Alemanha (-1514 milhões).


5 – Evolução por grupos de produtos

5.1 – Exportações

Os capítulos da Nomenclatura Combinada (NC-2 Ξ SH-2), foram aqui agregados em 11 grupos de produtos (ver ANEXO).

Em 2025, os grupos que detiveram maior peso na estrutura foram “Químicos” (16,1% do Total e +599 milhões de Euros face ao ano anterior), “Máquinas, aparelhos e partes” (15,3% e +465 milhões), “Agro-alimentares” (14,3% e +70 milhões), “Material de transporte terrestre e partes” (12,2% e +312 milhões), “Minérios e metais” (9,7% e -117 milhões) e “Produtos acabados diversos” (9,1% e -180 milhões). Seguiram-se os grupos “Têxteis e vestuário” (7,2% e -1,0 milhões), “Madeira cortiça e papel” (6,6% e -145 milhões), “Energéticos” (5,7% e -856 milhões), “Calçado, peles e couros” (2,9% e +14 milhões) e “Aeronaves, embarcações e partes” (0,8% e +72 milhões de Euros).


5.2 – Importações

Em 2025 os grupos de produtos com maior peso foram “Químicos” (19,9% do Total e +2621 milhões de Euros face ao ano anterior), “Máquinas, aparelhos e partes” (17,3% e +109 milhões), “Agro-alimentares” (16,1% e +932 milhões) e“Material de transporte terrestre e partes” (12,8% e +1117 milhões). Seguiram-se os grupos “Energéticos” (9,1% e -1119 milhões), “Minérios e metais” (8,6% e +107 milhões), “Produtos acabados diversos” (6,1% e +351 milhões), “Têxteis e vestuário” (4,9% e +198 milhões), Madeira, cortiça e papel” (2,8% e +41 milhões), “Calçado, peles e couros” (1,8% e +51 milhões) e “Aeronaves, embarcações e partes” (0,7% e -226 milhões de Euros).


6 – Mercados por grupos de produtos

6.1 – Exportações

Entre os mercados de destino, a Espanha ocupou em 2025 a primeira posição em 6 dos 11 grupos de produtos com 25,9% do total, ocorrendo as excepções nos grupos “Energéticos” (2ª posição depois das Provisões de Bordo para Países Terceiros), “Químicos” (2ª posição depois da Alemanha), “Calçado, peles e couros” (3ª posição, depois da França e da Alemanha), “Máquinas, aparelhos e partes” (2ª posição, depois da Alemanha) e “Aeronaves, embarcações e partes” (4ª posição, precedida do Brasil, França e Ucrânia).


Seguiram-se no “ranking” a Alemanha (13,6%), a França (12,0%), os EUA (6,5%), o Reino Unido/Irl NT (4,5%), a Itália (4,4%), os Países Baixos (3,5%), a Bélgica (2,6%), a Polónia (1,5%) e a Suécia (1,4%).

Estes dez destinos representaram 75,9% da exportação total.

6.2 – Importações


Na vertente das importações, a Espanha ocupou o primeiro lugar em dez dos onze grupos de produtos, com 32,0% do total.

A excepção foi o grupo “Aeronaves, embarcações e partes” (4º lugar, depois do Brasil, Alemanha e EUA).

Seguiram-se, no “ranking”, a Alemanha (11,8%), a França (7,3%), os Países Baixos (5,9%), a Itália (5,0%), a China (4,9%), a Irlanda (3,8%), a Bélgica (3,3%), o Brasil (2,8%) e os EUA (2,1%).

Estes dez países cobriram 78,7% da importação total.

 7 – Valor dos grupos de produtos das exportações em 2025                       face a 2024, por meses homólogos não acumulados



Alcochete, 12 de Outubro de 2025.


ANEXO


sábado, 4 de outubro de 2025

Comércio Internacional português de mercadorias no sector "Agro-alimentar" (1º Semestre 2024-2025)

 

Comércio Internacional

 português de mercadorias

no sector “Agro-alimentar”

 (1º Semestre 2024-2025)


( disponível para download  >> aqui )

                                                                          

1 – Nota introdutória

Os produtos do sector “Agro-alimentar” encontram-se repartidos por um elevado número de tipos de produtos no contexto da agricultura, de outros produtos alimentares e de indústrias transformadoras alimentares.

Neste trabalho vamos analisar no 1º Semestre de 2025, face ao semestre homólogo do ano anterior, a evolução das importações e das exportações dos produtos que integram os Capítulos 01 a 24 das nomenclaturas de mercadorias NC (Nomenclatura Combinada) e SH (Sistema Harmonizado), coincidentes até 6 dígitos, que designamos por “Grupo de Produtos Agro-alimentares”, desagregados em sete subgrupos (ver descritivo do conteúdo em Anexo), a partir de dados estatísticos do “Instituto Nacional de Estatística de Portugal” (INE), em versão definitiva para 2024 e preliminar para 2025.

Para este período foram calculados, para o Grupo e para cada um dos seus Subgrupos, índices de preço do tipo 'Paasche', utilizados como deflatores dos índices de valor para o cálculo dos correspondentes índices de volume.

No último quinquénio, o ritmo de ‘crescimento’ das importações de produtos “Agro-alimentares”, face ao valor que detinham em 2020, manteve-se acima do das exportações em 2022 e 2023, para coincidirem em 2024.



2 – Balança Comercial (1º Semestre 2024-2025)

A Balança Comercial dos produtos “Agro-alimentares” foi deficitária ao longo dos últimos cinco anos, com saldos crescendo de -3,3 mil milhões de Euros em 2020 a -5,7 mil milhões em 2023, caindo para -5,2 mil milhões em 2024.

No 1º Semestre de 2025, face ao semestre homólogo do ano anterior, as importações cresceram em valor +8,6% e as exportações +1,7%, com um défice de  -3,1 mil milhões de Euros.

Em volume, a taxa de variação anual homóloga das importações terá sido de +10,2% e de +8,3% a das exportações, com o preço das importações a descer     -1,4% e o das exportações -6,1%.

No 1º Semestre de 2025 o grupo de produtos “Agro-alimentares” ocupou a 3ª posição no “ranking” dos onze grupos considerados, em ambas as vertentes comerciais, com um peso de 15,8% do Total nas importações e de 14,0% nas exportações.


3 – Importações por Subgrupos de produtos

Entre os sete subgrupos destacaram-se em 2025, pelo seu peso, as importações de “Outros agro-alimentares” (26,7% do Total e 25,3% no 1º Semestre do ano anterior). Seguiram-se as “Conservas e preparações alimentares” (17,8% e 17,9%, respectivamente), as “Carnes e lacticínios” (16,8% e 15,6%), os “Produtos da pesca” (14,6% e 14,0%), as “Frutas e hortícolas” (12,1% e 11,6%), as “Oleaginosas, gorduras e óleos” (10,0% e 13,2%) e as “Bebidas alcoólicas” (2,1% e 2,5%).

Verificaram-se decréscimos face ao período homólogo do ano anterior nas importações de “Oleaginosas, gorduras e óleos” (-191 milhões de Euros) e de “Bebidas alcoólicas” (-13 milhões). Os maiores acréscimos ocorreram nos grupos “Outros agro-alimentares” (+296 milhões de Euros) e “Carnes e lacticínios” (+212 milhões), seguidos de “Produtos da pesca” (+149 milhões), “Frutas e hortícolas” (+131 milhões) e “Conservas e preparações alimentares” (+116 milhões).


3.1 – Principais produtos importados



3.2 – Mercados de origem das importações


4 – Exportações por Subgrupos de produtos

Entre os sete subgrupos destacaram-se, no 1º Semestre de 2025, pelo seu peso, as exportações de “Outros agro-alimentares” (26,0% do Total e 24,8% no ano anterior). Seguiram-se as “Conservas e preparações alimentares” (18,6% e 18,1%, respectivamente), “Frutas e hortícolas” (14,7% e 13,0%), “Oleaginosas, gorduras e óleos” (13,8% e 18,7%), “Bebidas alcoólicas” (9,8% e 10,3%), “Produtos da pesca” (9,2% e 8,1%) e “Carnes e lacticínios” (7,9% e 7,0%).

Ocorreram decréscimos, entre os dois anos, nas exportações de “Oleaginosas, gorduras e óleos” (-262 milhões de Euros), essencialmente azeite, e “Bebidas alcoólicas” (-16 milhões).

Os maiores acréscimos verificaram-se nas exportações de “Frutas e hortícolas” (+110 milhões de Euros face ao ano anterior) e de “Outros agro-alimentares” (+95 milhões), com grande incidência no tabaco e seus sucedâneos (+97 milhões). Seguiram-se as exportações de “Produtos da pesca” (+66 milhões), “Carnes e lacticínios” (+60 milhões) e “Conservas e preparações alimentares” (+42 milhões).

4.1 – Principais produtos exportados


4.2 – Mercados de destino das exportações




ANEXO



Alcochete, 3 de Outubro de 2025.