terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Comércio Internacional de mercadorias - Série Mensal - Janeiro-Novembro 2025

 

Comércio Internacional

de mercadorias
- Série mensal -
(Janeiro a Novembro de 2025)

                                           (disponível para download  >> aqui)

 1 - Balança comercial

De acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) para o período de Janeiro a Novembro de 2025 (versão preliminar com última actualização em 9 de Janeiro de 2025) e de 2024 (versão definitiva), as exportações de mercadorias em 2025 cresceram, em termos homólogos, +0,6% (+456 milhões de Euros), a par de um acréscimo das importações de +4,3% (+4248 milhões).

A partir de Janeiro de 2021, nas estatísticas de base do INE foram acrescentados, na sequência do “Brexit”, dois códigos de países, “XI-Reino Unido (Irlanda do Norte)” e “XU-Reino Unido (não incluindo a Irlanda do Norte)”, apresentando-se a zeros a posição pautal com o código “GB-Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte”. Nos quadros desta série mensal manteremos, para já, este código “GB”, correspondente ao somatório dos valores dos dois novos códigos.

As exportações para o espaço comunitário (expedições), cujo total corresponde aqui aos actuais 27 membros, registaram no período em análise um acréscimo de +2,5% (+1293 milhões de Euros), tendo as exportações para os Países Terceiros decrescido -4,0% (-837 milhões). Por sua vez, as importações com origem na UE (chegadas) aumentaram +6,9% (+5037 milhões) e as originárias dos Países Terceiros decresceram -3,1 % (-789 milhões de Euros). 


O défice comercial externo (Fob-Cif), +15,0% face a 2024, situou-se em -29079 milhões de Euros (superior em 3792 milhões ao do ano anterior), a que corresponderam agravamentos de 3744 milhões no comércio intracomunitário e 48 milhões no extrecomunitário. Em termos globais, o grau de cobertura (Fob/Cif) das importações pelas exportações desceu de 74,3% em 2024, para 71,7% em 2025.

A variação do preço de importação do petróleo repercute-se no valor das exportações de produtos energéticos, com reflexo na Balança Comercial. No período acumolado de Janeiro a Novembro o valor médio de importação do petróleo bruto desceu de 632 Euros/Ton, em 2024, para 536 Euros/Ton, em 2025.

Para além da variação da cotação internacional do barril de petróleo, medida em dólares, a variação da cotação do dólar face ao Euro é também um dos factores determinantes da evolução do seu preço em Euros (o gráfico inclui já a cotação média do mês de Dezembro).

Se excluirmos do total das importações e das exportações o conjunto dos produtos “Energéticos” (Capº 27 da NC), que pesou 8,7% no total das importações em 2025 e 5,1% nas exportações, o grau de cobertura (Fob/Cif) das importações pelas exportações sobe, em 2025, de 71,7% no comércio global, para 74,5%.

2 – Evolução mensal


3 – Mercados de destino e de origem

3.1 - Exportações

Em 2025, no período em análise, as exportações para a UE (expedições), que representaram 72,4% do Total, cresceram +2,5%, contribuindo com +1,8 pontos percentuais (p.p.) para uma taxa de ‘crescimento’ global de +0,6%.

As exportações para o espaço extracomunitário, 27,6% do Total, decresceram em valor -4,0%, com um contributo negativo de -1,1 p.p. para o crescimento global.


Os dez principais destinos das exportações foram a Espanha (25,8%), a Alemanha (14,2%), a França (12,0%), os EUA (5,9%), o Reino Unido incl. Irlanda NT (4,5%), a Itália (4,4% cada), os Países Baixos (3,3%), a Bélgica (2,6%), a Polónia (1,5%) e a Angola (1,4%), destinos que representaram 75,6% do Total.

Angola, que no ano de 2024 ocupou a 5ª posição no conjunto dos Países Terceiros, depois dos EUA, do Reino Unido, de Marrocos e do Brasil, registou no período em análise um acréscimo de +6,9% nas nossas exportações com este destino (+65,8 milhões de Euros).

Por Grupos de Produtos ocorreram acréscimos em “Produtos acabados diversos” (+45,3milhões de Euros), “Máquinas, aparelhos e partes” (+22,0 milhões), “Agro-alimentares” (+9,4 milhões), Químicos (+5,4 milhões), “Madeira, cortiça e papel” (+2,9 milhões de Euros), e “Minérios e metais” (+2,2 milhões). Os decréscimos incidiram em “Material de transporte terrestre e partes” (-7,9 milhões), “Aeronaves, embarcações e partes” (-4,9 milhões), “Energéticos” (-4,5milhões), “Têxteis e vestuário” (-3,6 milhões), e “Calçado, peles e couros” (-459 mil Euros).

Entre os principais destinos, o maior contributo positivo para o ‘crescimento’ das exportações neste período (+0,6 %) pertenceu à Alemanha (+1,9 p.p.), seguida da da Turquia (+0,3 p.p.). Alinharam-se depois a Espanha , a Irlanda, Angola, a Hungria e o Canadá  (+0,1 p.p. cada).

Os maiores contributos negativos couberam aos EUA (-0,8 p.p.), à Argélia (-0,3 p.p.), seguidos da Finlândia, Marrocos e Países Baixos (-0,2 p.p. cada), e da Brasil, da França, Brasil, Gibraltar, França, e Provisões de Bordo para Países Terceiros e  Itália (-0,1 p.p. cada).

Os maiores acréscimos nas exportações para o espaço comunitário (expedições) incidiram na Alemanha, seguida a grande distância pela Espanha, Irlanda, Hungria, Bélgica, Repúbica Checa, Áustria e Roménia. Os principais decréscimos couberam à Finlândia, Países Baixos, França, Itália, Suécia, Provisões de Bordo e Grécia.


No conjunto dos Países Terceiros, entre os maiores acréscimos nas exportações destacou-se a Turquia, seguida de Angola, Ucrânia, Taiwan, Egipto, Emiratos,  Noruega e Reino Unido.

Entre os decréscimos evidenciaram-se os EUA, seguidos da Argélia, Marrocos, Brasil, Gibraltar, Moçambique, Provisões de Bordo, Austrália e Argentina.

3.2 – Importações

No período de Janeiro a Novembro de 2025 as chegadas de mercadorias com origem na UE, que representaram 76,3% do total, registaram um acréscimo de +6,9% e contribuíram com +5,1 p.p. para uma taxa de variação homóloga global de +4,3%.

As importações com origem no espaço extracomunitário registaram no mesmo período um decréscimo de -3,1% representando 23,7% do total, com um contributo negativo para o ‘crescimento’ global de -0,8 p.p..

O principal mercado de origem das importações foi a Espanha (32,6% do Total) seguida da Alemanha (11,9%), da França (7,3%), dos Países Baixos (5,9%), da China (5,1%), da Itália (5,0%), da Bélgica (3,3%), da Irlanda (3,1%), do Brasil (2,6%) e dos EUA (2,1%).

Estes países representaram, no seu conjunto, 78,9% do total das importações.

Entre os contributos positivos para a taxa de variação homóloga das importações  (+4,3%), destacaram-se a Espanha (+1,4 p.p.), a Irlanda (+1,2 p.p.), a Alemanha (+1,0 p.p.), a China (+0,6 p.p.), os Países Baixos (+0,5 p.p), a França (+0,4 p.p.), a Bélgica (+0,3 p.p.), a Hungria (+0,2 p.p.) e a Turquia (+0,1 p.p.).

Os principais contributos negativos incidiram no Brasil (-0,7 p.p.), na Noruega (-0.4 p.p.), na Arábia Saudita e Azerbaijão (-0,3 p.p. cada), na Nigéria, Argélia, Japão e Áustria (-0,1 p.p. cada).

Nas duas figuras seguintes relacionam-se os maiores acréscimos e decréscimos do valor nas importações com origem Intracomunitária (chegadas) e nos Países Terceiros, entre o período em análise de 2025 e de 2024.



4 – Saldos da Balança Comercial       

No período em análise de 2025, os maiores saldos positivos da balança (Fob-Cif) couberam ao Reino Unido (+2239 milhões), aos EUA (+2128 milhões de Euros), à França (+1352 milhões), a Angola (+781 milhões) e a Marrocos (+467 milhôes).

O maior défice, a grande distância dos restantes, pertenceu a Espanha (-14494 milhões de Euros), seguida da China (-4716 milhões), dos Países Baixos (-3584 milhões), da Irlanda (-2681 milhões) e da Itália (-1801 milhões).


5 – Evolução por grupos de produtos

5.1 – Exportações

Os capítulos da Nomenclatura Combinada (NC-2 Ξ SH-2), foram aqui agregados em 11 grupos de produtos (ver ANEXO).

Em 2025 os grupos de produtos com maior peso foram “Químicos” (16,3% do Total e +1348 milhões de Euros face ao ano anterior), “Máquinas, aparelhos e partes” (15,5% e +638milhões), “Agro-alimentares” (14,6% e +41 milhões) e “Material de transporte terrestre e partes” (12,5% e +333 milhões),

Seguiram-se os grupos “Minérios e metais” (9,8% e -107 milhões), “Produtos acabados diversos” (9,1% e -300 milhões), “Têxteis e vestuário” (7,1% e -24 milhões), Madeira, cortiça e papel” (6,5% e -207 milhões), “Energéticos” (5,1% e -1372 milhões), “Calçado, peles e couros” (2,8% e +6 milhões) e “Aeronaves, embarcações e partes” (0,8% e +101 milhões de Euros).


5.2 – Importações

Em 2025 os grupos de produtos com maior peso foram “Químicos” (19,2% do Total e +2257 milhões de Euros face ao ano anterior), “Máquinas, aparelhos e partes” (17,8% e +86 milhões), “Agro-alimentares” (16,2% e +1277 milhões) e “Material de transporte terrestre e partes” (128% e +1431 milhões). Seguiram-se os grupos “Energéticos” (8,7% e -1508 milhões), “Minérios e metais” (8,7% e +216 milhões), “Produtos acabados diversos” (6,4% e +451 milhões), “Têxteis e vestuário” (4,9% e +147 milhões), Madeira, cortiça e papel” (2,8% e +65 milhões), “Calçado, peles e couros” (1,8% e +84 milhões) e “Aeronaves, embarcações e partes” (0,7% e -258 milhões de Euros).


6 – Mercados por grupos de produtos

6.1 – Exportações

Entre os mercados de destino, a Espanha ocupou em 2025 a primeira posição em 6 dos 11 grupos de produtos com 25,8% do total, ocorrendo as excepções nos grupos “Energéticos” (2ª posição depois das Provisões de Bordo para Países Terceiros), “Químicos” (2ª posição depois da Alemanha), “Calçado, peles e couros” (3ª posição, depois da França e da Alemanha), “Máquinas, aparelhos e partes” (2ª posição, depois da Alemanha) e “Aeronaves, embarcações e partes” (4ª posição, precedida do Brasil, França e Ucrânia).

Seguiram-se no “ranking” a Alemanha (14,2%), a França (12,0%), os EUA (5,9%), o Reino Unido/Irl NT (4,5%), a Itália (4,4%), os Países Baixos (3,3%), a Bélgica (2,6%), a Polónia (1,5%) e Angola (1,4%).

Estes dez destinos representaram 75,6% da exportação total.

6.2 – Importações

Na vertente das importações, a Espanha ocupou o primeiro lugar em dez dos onze grupos de produtos, com 32,6% do total, ocorrendo a excepção no grupo “Aeronaves, embarcações e partes” (5ª posição depois dos EUA, França, Alemanha e Brasil.

Seguiram-se, no “ranking”, a Alemanha (11,9%), a França (7,3%), os Países Baixos (5,9%), a China (5,1%), a Itália (5,0%), a Bélgica (3,3%), a Irlanda (3,1%), o Brasil (2,6%) e os EUA (2,1%).

Estes dez países cobriram 78,9% da importação total.

7 – Valor dos grupos de produtos das exportações em 2025                                                face a 2024, por meses homólogos não acumulados


Alcochete, 12 de Janeiro de 2026.

ANEXO




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