sábado, 23 de maio de 2026

Comércio Internacional português de "Têxteis" e de "Vestuáriuo e Acessórios" (2021-2025)

 

Comércio Internacional português

de "Têxteis" e de "Vestuário e Acessórios"

(2021-2025)

( disponível para download  >> aqui )

1 – Introdução

As exportações do conjunto de produtos “Têxteis” e de “Vestuário e Acessórios” (acessórios como chapéus, guarda-chuvas, sombrinhas e guarda-sois, penas e penugem, flores artificiais e obras de cabelo, entre outros), continuam a ocupar uma importante posição no contexto das exportações, com interligação com as importações ao nível de matérias-primas necessárias para a indústria exportadora.

Analisa-se neste trabalho, com base em quadros e gráficos, a evolução das importações e exportações destes produtos ao longo do último quinquénio, a partir de dados de base divulgados pelo “Instituto Nacional de Estatística de Portugal” (INE) em versões definitivas para o período 2021-2024 e preliminar para 2025.

No período em análise assistiu-se a um aumento sustentado das importações de “Vestuário e Acessórios”, 155,6% em 2025, com 2021=100, a par de uma subida das importações de “Têxteis” em 2022 (117,3%), seguida de descidas sucessivas até 2025 (95,1%).

Por sua vez as Exportações dos dois conjuntos de produtos, após uma subida conjunta em 2022 (respectivamente 112,8% e 113,4%, com 2021=100), viram ambos inverter-se o comportamento, descendo a 98,4% os “Têxteis” e a 103,5% o “Vestuário e Acessórios”.

Numa óptica de localização das importações e exportações destes produtos por espaço Intra ou Extra-comunitário, verifica-se que predominou o primeiro nas duas vertentes comerciais.

Assim, em 2025 a “UE-27” foi a origem de 55,5% das importações de “Têxteis” e de 82,4% das de “Vestuário e Acessórios”.

Na vertente das exportações foi ainda a “UE-27” o destino de 62,3% de “Têxteis” e de 78,9% de “Vestuário e Acessórios”.


2 – Comércio Internacional do conjunto de produtos                                   “Têxteis, Vestuário e Acessórios”

No período de 2021 a 2025 a Balança Comercial deste conjunto de produtos foi favorável a Portugal, com Saldos (Fob-Cif) compreendidos entre +1,8 mil milhões de Euros, em 2023, e +1,2 mil milhões, em 2025.

Neste último ano as importações aumentaram +1,9% em valor face ao ano anterior, tendo as exportações registado um decréscimo de -3,0%. Em relação ao comércio global, as importações representaram 5,6% do Total e as exportações 9,7%.

No trabalho que se segue os produtos “Têxteis” vão ser divididos em quatro componentes: “Fibras e Fios”, “Tecidos”, “Têxteis-Lar” e “Outros Têxteis”. Por sua vez no “Vestuário e Acessórios” vão ser consideradas três componentes: “Vestuário de Malha”, “Vestuário excepto de malha” e “Acessórios” (ver Anexo).

3 – Comércio internacional de “Têxteis”

3.1 – Balança Comercial

Em 2025, face a 2024, as importações e as exportações de “Têxteis” registaram taxas de variação homóloga negativas, respectivamente -1,6% e -1,9%. A balança comercial registou um saldo positivo de +806 milhões de Euros, com um grau de cobertura das importações pelas exportações de 137,6%.


3.2 – Importação de “Têxteis” por componentes


No quadro seguinte relacionam-se, por componentes, os principais produtos importados em 2025, definidos a quatro dígitos da Nomenclatura (NC/SH-4).

3.3 – Mercados de origem das importações de “Têxteis”

Em 2025 os principais mercados de origem das importações de “Têxteis” foram a Espanha (18,0% do Total), a Itália (13,4%), a China (10,6%) e a Turquia (10,5%). Seguiram-se a Alemanha (8,5%), a Índia (7,7%), o Paquistão (6,0%), a França (4,7%), os Países Baixos (3,3%) e a Bélgica (2,5%), conjunto de países que representou 85,2% do Total.

À excepção da Espanha, Turquia, Alemanha e Países Baixos, registaram-se descidas nos restantes seis países face ao ano anterior.

3.4 – Exportação de “Têxteis” por componentes


No quadro seguinte relacionam-se, por componentes, os principais produtos exportados em 2025, definidos a quatro dígitos da Nomenclatura (NC/SH-4).

3.5 – Mercados de destino das exportações de “Têxteis”

Em 2025 os principais mercados de destino das exportações de “Têxteis” foram a Espanha (18,4% do Total), a França (11,8%) e os EUA (10,0%).

Seguiram-se a Alemanha (7,3%), o Reino Unido/Irl NT (5,1%), a Itália (4, 3%), os Países Baixos e Marrocos (3,5% cada), a Polónia (2,6%) e a Roménia (2,4%).

Este conjunto de países representou 68,9% do Total das exportações.


4 – Comércio internacional de “Vestuário e Acessórios”

4.1 – Balança Comercial

O Saldo da Balança comercial de “Vestuário e Acessórios” tem vindo a decrescer sucessivamente desde 2021, tendo-se tornado negativo em 2025. 

Em 2025, as importações de “Vestuário e Acessórios” cresceram +5,3% face ao ano anterior tendo as exportações mantido praticamente o nível do ano anterior (+0,1%), resultando este comportamento num défice de -11 milhões de Euros.

4.2 – Importação de “Vestuário e Acessórios” por componentes


No quadro seguinte relacionam-se, por componentes, os principais produtos importados em 2025, definidos a quatro dígitos da Nomenclatura (NC/SH-4).

4.3 – Mercados de origem das importações                                                       de “Vestuário e Acessórios”

Em 2025 o principal mercado de origem das importações de “Vestuário e Acessórios” foi a Espanha (52,7% do Total).

Seguiram-se, entre os principais mercados, a China (7,6%), a Itália (7,5%), a França (7,2%) e a Alemanha (6,3%).

Com pesos inferiores alinharam-se depois o Bangladeche (3,1%), os Países Baixos (3,0%), a Bélgica (1,9%), a Polónia (1,6%) e a Índia (1,4%).

Estes dez países representaram 92,3% do Total destas importações. Registaram-se quebras, face ao ano anterior, nas importações com origem em França, no Bangladeche, nos Países Baixos e na Índia.

4.4 – Exportação de “Vestuário e Acessórios” por componentes

Em 2025 predominou a componente “Vestuário de malha” (65,9% do Total) seguida do “Vestuário excepto de malha” (30%) e da componente “Acessórios” (4,1%).

No quadro seguinte encontram-se alinhados por componentes, por ordem decrescente de valor, os principais produtos exportados definidos a quatro dígitos da Nomenclatura (NC/SH-4).

4.5 – Mercados de destino das exportações de                                                “Vestuário e acessórios”


Entre os dez principais destinos das exportações de “Vestuário e acessórios”, que cobriram 88,6% do Total, destacaram-se, em 2025, a Espanha (27,7%) e a França (17,7%)

Seguiram-se a Alemanha (9,0%), o Reino Unido, incluindo a Irlanda do Norte (7,0%), os Países Baixos (6,9%), os EUA (6,8%), a Itália (6,6%), a Bélgica (2,9%), a Suécia (2,2%) e a Dinamarca (1,7%).

Alcochete, 23 de Maio de 2026.

ANEXO


sexta-feira, 15 de maio de 2026

Comércio Internacional de mercadorias - Série mensal - Janeiro a Abril de 2026

 

Comércio Internacional

de mercadorias
- Série mensal -
(Janeiro a Abril de 2026)

                                           ( disponível para download  >> aqui )

 1 - Balança comercial

De acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) para o período de Janeiro a Março de 2025 e 2026, em versões preliminares, com última actualização em 8 de Maio de 2026, as exportações de mercadorias em 2026 decresceram -6,5% em termos homólogos (-1,4 mil milhões de Euros), a par de um acréscimo das importações de +2,7% (+750 milhões).



quarta-feira, 6 de maio de 2026

Comércio Internacional de mercadorias de Portugal com os países do Mercosul e Estados Associados 2021-2025

 

Comércio Internacional

de mercadorias de Portugal

com os países do Mercosul

e Estados Associados

(2021-2025)

           ( disponível para download  aqui )


1 – Nota introdutória

São doze os países da América do Sul. A Guiana Francesa, junto do Suriname, é um território ultramarino da França.

Seis destes países estão integrados no “Mercado Comum do Sul - Mercosul”, um espaço de integração regional criado em 1991 pelo Tratado de Assunção, de que foram signatários a Argentina, o Brasil, o Paraguai e o Uruguai. A Venezuela aderiu em 2006 mas está suspensa desde 2016 por incumprimento do protocolo de adesão, tendo a Bolívia aderido em 2015. Os restantes países constituem  “Estados Associados”, com os quais o Mercosul tem acordos de livre comércio.

O Mercosul tem entre os seus objectivos a livre circulação interna de bens, serviços e factores produtivos, o estabelecimento de uma tarifa externa comum no comércio com países terceiros e a adopção de uma política comercial comum. Estabeleceu até hoje diversos acordos com países e grupos de países, encontrando-se já em fase de assinatura um amplo tratado de livre comércio com a União Europeia.

Em 2025 as importações portuguesas com origem nos doze países da América do Sul  representaram 13,0% do nosso comércio Extra-comunitário e as exportações 6,2%.

No mesmo ano as importações provenientes dos países do Mercosul representaram 89,7% do conjunto de todos os países do espaço Sul-americano e as exportações 82,8%, cabendo ao Brasil respectivamente 79,1% e 78,0%.

Em Anexo, para se ter uma visão comparativa do comportamento dos doze países, pode observar-se a evolução do valor das importações, das exportações e do saldo comercial de cada um dos países ao longo do período de 2021 a 2025 (Anexo 1).

2 – Comércio Internacional de Portugal                                                        com os países do Mercosul (2021-2025)

2.1 – Balança Comercial

Ao longo do último quinquénio a Balança comercial de Portugal com o MERCOSUL foi deficitária, tendo-se o maior défice, -3,8 mil milhões de Euros em 2022, reduzido sucessivamente nos anos seguintes para se situar em -2,2 mil milhões em 2025. 

2.2 – Importações por Grupos de Produtos com origem no Mercosul

Nas importações e nas exportações as posições pautais da Nomenclatura de mercadorias foram agregadas em 11 Grupos de Produtos (definição do conteúdo no Anexo-2).

Em 2025 as principais importações incidiram no grupo de produtos “Energéticos” (63,1% do total em 2025 e 55,4% no ano anterior), seguido do grupo ”Agro-alimentares” (26,5% e 21,2%, respectivamente).

Com pesos inferiores alinharam-se depois os grupos “Madeira, cortiça e papel” (6,3% e 5,6%), “Aeronaves, embarcações e partes” (4,0% e 3,1%), “Químicos” (2,5% e 1,7%), “Minérios e metais” (1,3% e 2,5%), “Máquinas, aparelhos e partes” (1,2% e 1,0%), “Têxteis e vestuário” (1,0% e 0,7%) e, com pesos inferiores a 1,0% nos dois anos, os grupos “Produtos acabados diversos”, “Calçado, peles e couros” e “Material de transporte terrestre e partes”.

Na figura acima podem observar-se, por Grupos de Produtos, os acréscimos e decréscimos verificados no valor das importações em 2025 face ao ano anterior.

2.3 – Exportações por Grupos de Produtos com destino ao Mercosul

Nas exportações predominou o grupo “Máquinas aparelhos e partes” (28,5% em 2025 e 25,9% no ano anterior).

Seguiram-se os grupos “Químicos” (16,8% e 16,2%), “Agro-alimentares” (12,5% e 14,1%), “Minérios e metais” (12,0% e 11,0%), “Madeira, cortiça e papel” (9,8% e 9,6%), “Têxteis e vestuário” (8,8% e 7,8%), “Material de transporte terrestre e partes” (4,5% e 8,3%), “Produtos acabados diversos” (3,5% e 4,5%), “Calçado, peles e couros” (2,9% e 2,3%) e “Aeronaves, embarcações e partes” (0,8% e 0,2), tendo sido praticamente nulas as exportações de “Energéticos”.

2.4 – Importações e Exportações dos Estados-membros                                do Mercosul

Nas páginas seguintes seguem-se quadros com a Balança Comercial de cada um dos cinco países que integram presentemente o Mercosul e sua evolução por Grupos de Produtos em 2024-2025. Junta-se também a Venezuela, que está suspensa desde 2016 por incumprimento do protocolo de adesão.

2.4.1 – Argentina


2.4.2 – Bolívia


2.4.3 – Brasil


2.4.4 – Paraguai



2.4.5 – Uruguai


2.4.6 – Venezuela




3 – Comércio Internacional de Portugal com os Estados                               Associados do Mercosul

Em 2025 os seis Estados Associados, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Peru e Suriname, representaram 10,0% das importações portuguesas com origem na América do Sul e 16,4% das exportações com este destino.


3.1 – Importações e Exportações dos Estados Associados

Nas páginas seguintes seguem-se quadros com a Balança Comercial de cada um dos seis Estados Associados, de 2021 a 2025, e evolução das importações e exportações por Grupos de Produtos nos dois últimos anos.

3.1.1 – Chile


3.1.2 – Colômbia


3.1.3 – Equador


3.1.4 – Guiana


3.1.5 – Peru



3.1.6 – Suriname



Alcochete, 6 de Maio de 2026


ANEXO 1



ANEXO 2