terça-feira, 3 de novembro de 2026

Comércio Internacional de mercadorias de Portugal com a Fed- Russa (2021-2025 e Jan-Agosto 2025-2026)

 

Comércio Internacional

de mercadorias de Portugal

com a Federação Russa

2021-2025 e Janeiro-Agosto 2025-2026


 ( disponível para download  >> aqui )

1 – Nota introdutória

Nos primeiros oito meses de 2026 a Federação Russa representou 0,4% das importações portuguesas com origem Extra-UE (0,7% no mesmo período de 2025) e 0,3% das exportações (0,4% no período homólogo de 2025). Analisa-se neste trabalho a evolução do comércio internacional de mercadorias de Portugal com este país no período de 2021-2025 e Janeiro-Agosto de 2025-2026, com base em dados estatísticos divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística de Portugal (INE), definitivos até 2025 e preliminares para 2026, com última actualização em 9 de Outubro de 2026.

2 – Ritmo de evolução do valor das importações e exportações                  anuais de Portugal com a Fed. Russa (2021-2025)

Ao longo dos últimos cinco anos as importações com origem na Federação Russa decresceram sucessivamente, atingindo em 2025 apenas 15,1% do valor que detinham em 2021. Por sua vez as exportações, após uma quebra de 40,8% entre 2021 a 2023, inverteram nos dois anos seguintes a tendência de descida, situando-se em 2025 em 47,0% do valor de 2021.

3 – Balança Comercial

A Balança Comercial de Portugal com a Federação Russa é desfavorável, tendo o défice decrescido sustentadamente entre 2021 e 2025, de -890 milhões para -77 milhões de Euros.

Nos primeiros oito meses de 2026, face ao período homólogo do ano anterior, o défice caiu de -63 para -33 milhões de Euros.

4 – Importações por grupos de produtos 

Ao longo dos últimos cinco anos e primeiros oito meses de 2026, as principais importações incidiram no grupo “Energéticos”, que representou 77,0% do Total no período em análise de 2026 (62,8% em 2025), seguido dos grupos “Químicos” (17,8% e 8,3% respectivamente) e “Agro-alimentares” (5,0% e 28,6%).

Em 2021 e 2022, no âmbito do grupo “Energéticos”, as principais importações incidiram em ‘Fuelóleos’, que se deixaram de importar a partir de então.

Seguiram-se as importações de ‘Gás natural liquefeito’ que, aparte uma importação de “Coque e betume de petróleo” em 2023, foi o único produto importado até 2025 e no período em análise de 2026.

No quadro seguinte constam os principais produtos transaccionados no âmbito de cada grupo de produtos no período de Janeiro-Agosto de 2025-2026, desagregados a quatro dígitos da Nomenclatura.


5 – Exportações por grupos de produtos

Em 2026, no período em análise, as exportações incidiram em sua grande parte no grupo de produtos “Ago-alimentares” (61,0% do Total, com 64,3% em 2025), principalmente constituídas por vinhos e café.

Seguiram-se a grande distância, entre os principais, os grupos “Calçado, peles e couros” (13,4% e 15,7% respectivamente), “Madeira, cortiça e papel” (9,1% e 6,5%), “Produtos acabados diversos” (7,7% e 6,3%), “Têxteis e vestuário” (6,5% e 4,8%), “Químicos” (0,7% e 3,1%) e “Minérios e metais” (0,9% e 0,7%).


No quadro seguinte constam os principais produtos transaccionados no âmbito de cada grupo de produtos no período de Janeiro-Agosto de 2025-2026, desagregados a quatro dígitos da Nomenclatura.



Alcochete, 3 de Novembro de 2026.

ANEXO