sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Comércio Internacional de mercadorias - Série mensal -Janeiro a Dezembro de 2025

 

Comércio Internacional

de mercadorias
- Série mensal -
(Janeiro a Novembro de 2025)

                                           ( disponível para download  >> aqui )

 1 - Balança comercial

De acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) para o período de Janeiro a Dezembro de 2025 (versão preliminar com última actualização em 9 de Fevereiro de 2026) e de 2024 (versão definitiva), as exportações de mercadorias em 2025 cresceram, em termos homólogos, +0,5% (+417 milhões de Euros), a par de um acréscimo das importações de +3,9% (+4169 milhões).

A partir de Janeiro de 2021, nas estatísticas de base do INE foram acrescentados, na sequência do “Brexit”, dois códigos de países, “XI-Reino Unido (Irlanda do Norte)” e “XU-Reino Unido (não incluindo a Irlanda do Norte)”, apresentando-se a zeros a posição pautal com o código “GB-Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte”. Nos quadros desta série mensal manteremos, para já, este código “GB”, correspondente ao somatório dos valores dos dois novos códigos.

As exportações para o espaço comunitário (expedições), cujo total corresponde aqui aos actuais 27 membros, registaram no período em análise um acréscimo de +2,4% (+1341 milhões de Euros), tendo as exportações para os Países Terceiros decrescido -4,0% (-924 milhões). Por sua vez, as importações com origem na UE (chegadas) aumentaram +6,7% (+5330 milhões) e as originárias dos Países Terceiros decresceram -4,2 % (-1161 milhões de Euros). 


O défice comercial externo (Fob-Cif), +13,2% face a 2024, situou-se em -32100 milhões de Euros (superior em 3752 milhões ao do ano anterior), a que correspondeu um agravamento de 3989 milhões no comércio intracomunitário e um desagravamento de 48 milhões no extrecomunitário. Em termos globais, o grau de cobertura (Fob/Cif) das importações pelas exportações desceu de 73,6% em 2024, para 71,2% em 2025.

A variação do preço de importação do petróleo repercute-se no valor das exportações de produtos energéticos, com reflexo na Balança Comercial. No período acumulado de Janeiro a Dezembro o valor médio de importação do petróleo bruto desceu de 571 Euros/Ton, em 2024, para 485 Euros/Ton, em 2025. 


Para além da variação da cotação internacional do barril de petróleo, medida em dólares, a variação da cotação do dólar face ao Euro é também um dos factores determinantes da evolução do seu preço em Euros.


Se excluirmos do total das importações e das exportações o conjunto dos produtos “Energéticos” (Capº 27 da NC), que pesou 8,7% no total das importações em 2025 e 5,1% nas exportações, o grau de cobertura (Fob/Cif) das importações pelas exportações sobe, em 2025, de 71,2% no comércio global, para 73,8%.

2 – Evolução mensal

3 – Mercados de destino e de origem

3.1 - Exportações

Em 2025, no período em análise, as exportações para a UE (expedições), que representaram 72,3% do Total, cresceram +2,4%, contribuindo com +1,7 pontos percentuais (p.p.) para uma taxa de ‘crescimento’ global de +0,5%.

As exportações para o espaço extracomunitário, 27,7% do Total, decresceram em valor -4,0%, com um contributo negativo de -1,2 p.p. para o crescimento global.


Os dez principais destinos das exportações foram a Espanha (26,0%), a Alemanha (13,9%), a França (12,0%), os EUA (5,8%), o Reino Unido/Irlanda NT e  Itália (4,5% cada), os Países Baixos (3,3%), a Bélgica (2,6%), a Polónia (1,5%) e a Angola (1,4%), destinos que representaram 75,5% do Total.

Angola ocupou a 3ª posição no conjunto dos Países Terceiros, depois dos EUA e do  Reino Unido,  tendo registado um acréscimo de +6,1% nas nossas exportações com este destino (+62,6 milhões de Euros).

Por Grupos de Produtos ocorreram acréscimos em “Produtos acabados diversos” (+,3milhões de Euros), “Máquinas, aparelhos e partes” (+26,0 milhões), Químicos (+6,8 milhões), “Agro-alimentares” (+4,7 milhões) e “Madeira, cortiça e papel” (+3,9 milhões). Os decréscimos incidiram em “Material de transporte terrestre e partes” (-8,5 milhões), “Energéticos” (-5,2 milhões), “Aeronaves, embarcações e partes”      (-5,0 milhões), “Têxteis e vestuário” (-4,1 milhões), e “Minérios e metais” (-2,4 milhões) e “Calçado, peles e couros” (-751 mil Euros).


Entre os principais destinos, o maior contributo positivo para o ‘crescimento’ das exportações neste período (+0,5%) pertenceu à Alemanha (+1,8 p.p.), seguida da da Turquia (+0,3 p.p.) e da Espanha (+0,2 p.p.). Alinharam-se depois Angola, a Irlanda, a Hungria e o Canadá  (+0,1 p.p. cada).

Os maiores contributos negativos couberam aos EUA (-0,9 p.p.), aos Países Baixos e Finlândia (-0,2 p.p.), seguidos de Marrocos, Gibraltar, Brasil e e Provisões de Bordo para Países Terceiros (-0,1 p.p cada).


Os maiores acréscimos nas exportações para o espaço comunitário (expedições) incidiram na Alemanha, seguida a grande distância pela Espanha, Irlanda, Hungria, Áustria, Polónia, Roménia e Repúbica Checa.

Os principais decréscimos couberam aos Países Baixos, à Finlândia, às Provisões de Bordo, à Itália, à Bulgária e à Grécia.


No conjunto dos Países Terceiros, entre os maiores acréscimos nas exportações destacou-se a Turquia, seguida da Ucrânia, Angola, Taiwan, Emiratos, Egipto,  Canadá e Noruega.

Entre os decréscimos evidenciaram-se os EUA, seguidos da Argélia, Marrocos, Gibraltar, Brasil, Austrália, Moçambique, Coreia do Sul e Reino Unido.

3.2 – Importações


No período de Janeiro a Dezembro de 2025 as chegadas de mercadorias com origem na UE, que representaram 76,5% do total, registaram um acréscimo de +6,7% e contribuíram com +5,0 p.p. para uma taxa de variação homóloga global de +3,9%.

As importações com origem no espaço extracomunitário registaram no mesmo período um decréscimo de -4,2% representando 23,5% do total, com um contributo negativo para o ‘crescimento’ global de -1,1 p.p..

O principal mercado de origem das importações foi a Espanha (32,9% do Total) seguida da Alemanha (11,9%), da França (7,3%), dos Países Baixos (5,9%), da China (5,3%), da Itália (5,0%), da Bélgica (3,3%), da Irlanda (2,9%), do Brasil (2,4%) e dos EUA (2,1%).

Estes países representaram, no seu conjunto, 79,0% do total das importações.

Entre os contributos positivos para a taxa de variação homóloga das importações  (+3,9%), destacaram-se a Espanha (+1,3 p.p.), a Irlanda (+1,2 p.p.), a Alemanha (+1,0 p.p.), a China (+0,7 p.p.), os Países Baixos (+0,5 p.p), a França (0,4 p.p.), a a Bélgica (+0,3%).

Os principais contributos negativos incidiram no Brasil (-1,0 p.p.), Azerbaijão e Argélia (-0,3 p.p. cada), Arábia Saudita e Nigéria (-0,2 p.p. cada), Áustria e Japão  (-0,1 p.p. cada).

Nas duas figuras seguintes relacionam-se os maiores acréscimos e decréscimos do valor nas importações com origem Intracomunitária (chegadas) e nos Países Terceiros, entre o período em análise de 2025 e 2024.



4 – Saldos da Balança Comercial       

No em 2025, os maiores saldos positivos da balança (Fob-Cif) couberam ao Reino Unido (+2400 milhões de Euros), aos EUA (+2209 milhões), à França (+1436 milhões), a Angola (+857 milhões) e a Marrocos (+524 milhôes).

O maior défice, a grande distância dos restantes, pertenceu a Espanha (-16029 milhões de Euros), seguida da China (-5241 milhões), dos Países Baixos (-3957 milhões), da Irlanda (-2732 milhões) e da Alemanha (-2157 milhões).


5 – Evolução por grupos de produtos

5.1 – Exportações

Os capítulos da Nomenclatura Combinada (NC-2 Ξ SH-2), foram aqui agregados em 11 grupos de produtos (ver ANEXO).

Em 2025 os grupos de produtos com maior peso foram “Químicos” (16,0% do Total e +1347 milhões de Euros face ao ano anterior), “Máquinas, aparelhos e partes” (15,6% e +691milhões), “Agro-alimentares” (14,7% e +70 milhões) e “Material de transporte terrestre e partes” (12,4% e +237 milhões).

Seguiram-se os grupos “Minérios e metais” (9,8% e -2 milhões), “Produtos acabados diversos” (9,1% e -292 milhões), “Têxteis e vestuário” (7,1% e -33 milhões), Madeira, cortiça e papel” (6,5% e -231 milhões), “Energéticos” (5,1% e -1482 milhões), “Calçado, peles e couros” (2,8% e diferença praticamente nula face ao ano anterior) e “Aeronaves, embarcações e partes” (0,8% e +111 milhões de Euros).


5.2 – Importações

Em 2025 os grupos de produtos com maior peso foram “Químicos” (19,0% do Total e +2403 milhões de Euros face ao ano anterior), “Máquinas, aparelhos e partes” (18,1% e +221 milhões), “Agro-alimentares” (16,3% e +1365 milhões) e “Material de transporte terrestre e partes” (12,7% e +1472 milhões). Seguiram-se os grupos “Energéticos” (8,5% e -2126 milhões), “Minérios e metais” (8,7% e +216 milhões), “Produtos acabados diversos” (6,4% e +469 milhões), “Têxteis e vestuário” (4,9% e +140 milhões), Madeira, cortiça e papel” (2,8% e +70 milhões), “Calçado, peles e couros” (1,8% e +93 milhões) e “Aeronaves, embarcações e partes” (0,7% e -278 milhões de Euros).


6 – Mercados por grupos de produtos

6.1 – Exportações

Entre os mercados de destino, a Espanha ocupou em 2025 a primeira posição em 6 dos 11 grupos de produtos com 26,0% do total, ocorrendo as excepções nos grupos “Energéticos” (2ª posição depois das Provisões de Bordo para Países Terceiros), “Químicos” (2ª posição depois da Alemanha), “Calçado, peles e couros” (3ª posição, depois da França e da Alemanha), “Máquinas, aparelhos e partes” (2ª posição, depois da Alemanha) e “Aeronaves, embarcações e partes” (4ª posição, precedida do Brasil, França e Ucrânia).

Seguiram-se no “ranking” a Alemanha (13,9%), a França (12,0%), os EUA (5,8%), o Reino Unido/Irl NT (4,5%), a Itália (4,5%), os Países Baixos (3,3%), a Bélgica (2,6%), a Polónia (1,5%) e Angola (1,4%).

Estes dez destinos representaram 75,5% da exportação total.

6.2 – Importações

Na vertente das importações, a Espanha ocupou o primeiro lugar em todos os onze grupos de produtos, com 32,9% do total.

Seguiram-se, no “ranking”, a Alemanha (11,9%), a França (7,3%), os Países Baixos (5,9%), a China (5,3%), a Itália (5,0%), a Bélgica (3,3%), a Irlanda (1,9%), o Brasil (2,4%) e os EUA (2,1%).

Estes dez países cobriram 79,0% da importação total.

 7 – Valor dos grupos de produtos das exportações em 2025                       face a 2024, por meses homólogos não acumulados


Alcochete, 13 de Fevereiro de 2026.

 

ANEXO


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