Comércio Internacional português
de "Têxteis" e de "Vestuário e Acessórios"
(2021-2025)
( disponível para download >> aqui )
1 – Introdução
As exportações do conjunto de produtos
“Têxteis” e de “Vestuário e Acessórios” (acessórios como chapéus,
guarda-chuvas, sombrinhas e guarda-sois, penas e penugem, flores artificiais e
obras de cabelo, entre outros), continuam a ocupar uma importante posição no contexto das
exportações, com interligação com as importações ao nível de matérias-primas
necessárias para a indústria exportadora.
Analisa-se neste trabalho, com
base em quadros e gráficos, a evolução das importações e exportações destes
produtos ao longo do último quinquénio, a partir de dados de base divulgados
pelo “Instituto Nacional de Estatística de Portugal” (INE) em
versões definitivas para o período 2021-2024 e preliminar para 2025.
No período em análise assistiu-se
a um aumento sustentado das importações de “Vestuário e Acessórios”,
155,6% em 2025, com 2021=100, a par de uma subida das importações
de “Têxteis” em 2022 (117,3%), seguida de descidas sucessivas até
2025 (95,1%).
Por sua vez as Exportações
dos dois conjuntos de produtos, após uma subida conjunta em 2022
(respectivamente 112,8% e 113,4%, com 2021=100), viram ambos inverter-se o
comportamento, descendo a 98,4% os “Têxteis” e a 103,5% o “Vestuário
e Acessórios”.
Numa óptica de localização das
importações e exportações destes produtos por espaço Intra ou
Extra-comunitário, verifica-se que predominou o primeiro nas duas
vertentes comerciais.
Assim, em 2025 a “UE-27”
foi a origem de 55,5% das importações de “Têxteis” e de 82,4% das de “Vestuário
e Acessórios”.
Na vertente das exportações foi
ainda a “UE-27” o destino de 62,3% de “Têxteis” e de 78,9% de “Vestuário
e Acessórios”.
2 – Comércio Internacional do conjunto de produtos “Têxteis, Vestuário e Acessórios”
No período de 2021 a 2025 a
Balança Comercial deste conjunto de produtos foi favorável a Portugal, com
Saldos (Fob-Cif) compreendidos entre +1,8 mil milhões de Euros, em 2023, e +1,2
mil milhões, em 2025.
Neste último ano as
importações aumentaram +1,9% em valor face ao ano anterior, tendo as
exportações registado um decréscimo de -3,0%. Em relação ao comércio global, as
importações representaram 5,6% do Total e as exportações 9,7%.
No
trabalho que se segue os produtos “Têxteis” vão ser divididos em quatro
componentes: “Fibras e Fios”, “Tecidos”, “Têxteis-Lar” e “Outros
Têxteis”. Por sua vez no “Vestuário e Acessórios” vão ser consideradas
três componentes: “Vestuário de Malha”, “Vestuário excepto de malha”
e “Acessórios” (ver Anexo).
3 – Comércio internacional de “Têxteis”
3.1 – Balança Comercial
Em 2025, face a 2024,
as importações e as exportações de “Têxteis” registaram taxas de
variação homóloga negativas, respectivamente -1,6% e -1,9%. A balança comercial
registou um saldo positivo de +806 milhões de Euros, com um grau de cobertura
das importações pelas exportações de 137,6%.
3.2 – Importação de “Têxteis”
por componentes
No
quadro seguinte relacionam-se, por componentes, os principais produtos
importados em 2025, definidos a quatro dígitos da Nomenclatura (NC/SH-4).
3.3 – Mercados de origem das importações de “Têxteis”
Em 2025
os principais mercados de origem das importações de “Têxteis” foram a
Espanha (18,0% do Total), a Itália (13,4%), a China (10,6%) e a Turquia
(10,5%). Seguiram-se a Alemanha (8,5%), a Índia (7,7%), o Paquistão (6,0%), a
França (4,7%), os Países Baixos (3,3%) e a Bélgica (2,5%), conjunto de países
que representou 85,2% do Total.
À excepção
da Espanha, Turquia, Alemanha e Países Baixos, registaram-se descidas nos restantes
seis países face ao ano anterior.
3.4 – Exportação de “Têxteis”
por componentes
No
quadro seguinte relacionam-se, por componentes, os principais produtos exportados em 2025, definidos a quatro dígitos da Nomenclatura (NC/SH-4).
3.5 – Mercados de destino das exportações de “Têxteis”
Em 2025
os principais mercados de destino das exportações de “Têxteis” foram a
Espanha (18,4% do Total), a França (11,8%) e os EUA (10,0%).
Seguiram-se a Alemanha (7,3%), o Reino Unido/Irl NT (5,1%), a Itália (4, 3%), os Países Baixos e Marrocos (3,5% cada), a Polónia (2,6%) e a Roménia (2,4%).
Este
conjunto de países representou 68,9% do Total das exportações.
4 – Comércio internacional de “Vestuário e Acessórios”
4.1 – Balança Comercial
O Saldo da Balança comercial de “Vestuário e Acessórios” tem vindo a decrescer sucessivamente desde
2021, tendo-se tornado negativo em 2025.
Em 2025, as importações de “Vestuário e Acessórios”
cresceram +5,3% face ao ano anterior tendo as exportações mantido praticamente
o nível do ano anterior (+0,1%), resultando este comportamento num défice de
-11 milhões de Euros.
4.2 – Importação de “Vestuário e Acessórios” por componentes
No
quadro seguinte relacionam-se, por componentes, os principais produtos
importados em 2025, definidos a quatro dígitos da Nomenclatura (NC/SH-4).
4.3 – Mercados de origem das importações de “Vestuário e Acessórios”
Em 2025
o principal mercado de origem das importações de “Vestuário e Acessórios”
foi a Espanha (52,7% do Total).
Seguiram-se,
entre os principais mercados, a China (7,6%), a Itália (7,5%), a França (7,2%)
e a Alemanha (6,3%).
Com
pesos inferiores alinharam-se depois o Bangladeche (3,1%), os Países Baixos
(3,0%), a Bélgica (1,9%), a Polónia (1,6%) e a Índia (1,4%).
Estes
dez países representaram 92,3% do Total destas importações. Registaram-se
quebras, face ao ano anterior, nas importações com origem em França, no
Bangladeche, nos Países Baixos e na Índia.
4.4 – Exportação de “Vestuário
e Acessórios” por componentes
Em 2025 predominou a
componente “Vestuário de malha” (65,9% do Total) seguida do “Vestuário
excepto de malha” (30%) e da componente “Acessórios” (4,1%).
No quadro seguinte
encontram-se alinhados por componentes, por ordem decrescente de valor, os
principais produtos exportados definidos a quatro dígitos da Nomenclatura (NC/SH-4).
4.5 – Mercados de destino das exportações de “Vestuário e acessórios”
Entre os dez principais destinos das exportações de “Vestuário
e acessórios”, que cobriram 88,6% do Total, destacaram-se, em 2025, a
Espanha (27,7%) e a França (17,7%)
Seguiram-se a Alemanha (9,0%), o Reino Unido, incluindo a
Irlanda do Norte (7,0%), os Países Baixos (6,9%), os EUA (6,8%), a Itália
(6,6%), a Bélgica (2,9%), a Suécia (2,2%) e a Dinamarca (1,7%).
Alcochete, 23 de Maio de 2026.
ANEXO























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