Comércio Internacional
De acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE)
para o período de Janeiro a Junho de 2026 e 2025, em versões preliminares, com
última actualização em 7 de Agosto de 2026, as exportações de mercadorias cresceram,
em termos homólogos, +1,7% (+706 milhões de Euros), a par de um acréscimo das
importações de +6,3% (+3551 milhões).
A partir de Janeiro de 2021, nas estatísticas de base do INE foram
acrescentados, na sequência do “Brexit”, dois códigos de países, “XI-Reino
Unido (Irlanda do Norte)” e “XU-Reino Unido (não incluindo a Irlanda do
Norte)”, apresentando-se a zeros a posição pautal com o código “GB-Reino
Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte”. Nos quadros desta série mensal manteremos,
para já, este código GB, correspondente ao somatório dos valores dos dois
novos códigos.
As exportações para o espaço comunitário (expedições), cujo total
corresponde aos actuais 27 membros, registaram no período em análise um acréscimo
de +1,7% (+490 milhões de Euros), tendo as
exportações para os Países Terceiros registado um acréscimo de +1,9% (+217
milhões). Por sua vez, as importações com origem na UE (chegadas) cresceram +5,1%
(+2187 milhões) e as originárias dos Países Terceiros aumentaram +10,2% (+1364 milhões
de Euros).
O défice
comercial externo (Fob-Cif), +18,4% face a 2025, situou-se em -18268 milhões de Euros (superior em -2845 milhões
ao do ano anterior), a que corresponderam agravamentos de -1698 milhões no
comércio intracomunitário e de -1147 milhões no extracomunitário.
Em termos globais, o grau de cobertura (Fob/Cif) das importações pelas
exportações desceu de 72,5% em 2025, para 69,4% em 2026.
Para além da variação da cotação
internacional do barril de petróleo, medida em dólares, a variação da cotação
do dólar face ao Euro é também um dos factores determinantes da evolução do seu
preço em Euros (o gráfico inclui já a cotação média no mês de Julho).
Se
excluirmos do total das importações e das exportações o conjunto dos produtos “Energéticos” (Capº 27 da NC), que pesou
10,1% no total das importações em 2026 e 6,5% nas exportações, o grau de
cobertura (Fob/Cif) das importações pelas exportações sobe, em 2026, de 69,4% no
comércio global, para 72,2%.
2 – Evolução mensal
3.1 - Exportações
No
período Janeiro-Junho de 2026 as exportações para a UE (expedições), que
representaram 72,3% do Total, cresceram +1,7%, contribuindo com +1,2 pontos
percentuais (p.p.) para uma taxa em termos globais de +1,7%. As exportações para o espaço extracomunitário, 27,7% do Total, cresceram
+1,9%, contribuindo com +0,5 p.p. para a
taxa de evolução global.
Os dez principais
destinos das exportações foram a Espanha (26,2%), a Alemanha (12,2%), a França
(12,1%), os EUA (5,3%), a Itália (4,6%), o Reino Unido/Irl NT (4,2%), os Países
Baixos (3,5%), a Bélgica (2,8%), a Polónia (1,7%) e as Provisões de Bordo para Terceiros
(1,6%), países que representaram 74,2% do
Total.
Angola, que no ano de 2025 ocupou a 3ª
posição no conjunto dos Países Terceiros, depois dos EUA e do Reino Unido, registou
no período em análise um acréscimo de +10,7%
nas nossas exportações (+54,6 milhões de Euros). Ocorreram acréscimos
nos grupos de produtos “Agro-alimentares” (+16,8 milhões), “Químicos”
(+15,1 milhões), “Máquinas, aparelhos e partes” (+10,6 milhões), “Produtos
acabados diversos” (+9,4 milhões), “Aeronaves, embarcações e partes”
(+7,0 milhões), “Têxteis e vestuário” (+1,1 milhões), “Calçado, peles
e couros” (+885 mil Euros) e “Minérios e metais” (+696 mil Euros). Os decréscimos incidiram nos grupos “Madeira,
cortiça e papel” (-5,9 milhões), “Material de transporte terrestre e
partes” (-1,1 milhões) e “Energéticos” (-22 mil Euros).
Entre os
principais destinos, os maiores contributos
positivos para a evolução das exportações neste período (+1,7%) pertenceram
à Espanha (+0,9 p.p.), seguida da França e da Turquia (+0,4 p.p. cada), das Provisões
de Bordo Extra-UE e da China (+0,3 p.p.
cada) e de Marrocos, Provisões de Bordo Intra-UE, Cabo Verde e Suécia (+0,2 p.p.
cada). Os maiores contributos negativos couberam à Alemanha (-1,8 p.p.),
seguida dos EUA (-1,0 p.p.), do Reino Unido/Irl.NT (-0,2 p.p.) e do Canadá (-0,1 p.p.).
Os maiores acréscimos nas exportações
para o espaço comunitário (expedições)
incidiram em Espanha (+369 milhões de Euros), França (+169 milhões), Finlândia
(+98 milhões), Provisões de bordo (+82 milhões), Suécia (+65 milhões), Itália
(+64 milhões), Polónia (+60 milhões) e Países Baixos (+54 milhões).
O principai decréscimo coube à Alemanha (-728 milhões de Euros),
seguida da Estónia (-8 milhões) e de Chipre (-6 milhões).
No conjunto dos Países Terceiros,
entre os maiores acréscimos nas exportações
destacaram-se a Turquia (+155 milhões), as Provisões de Bordo (+140 milhões), a
China (+126 milhões), Marrocos (+94 milhões), Cabo Verde (+68 milhões), Brasil
(+59 milhões), Angola (+55 milhões), Togo (+54 milhões), Ilhas Virgens EUA (+53
milhões) e Nigéria (+52 milhões). Entre os maiores decréscimos
evidenciaram-se os EUA (-388 milhões de Euros), seguidos do Reino Unido/Irl.NT
(-95 milhões), Ucrânia (-63 milhões), Arábia Saudita Panamá (-46 milhões),
Austrália (-45 milhões), Taiwan (-38 milhões) e Arábia Saudita (-37 milhões).
3.2 – Importações
No
período em análise de 2026 as chegadas de mercadorias com origem na UE, que
representaram 75,2% do total, registaram um acréscimo de +5,1%, com um
contributo para o resultado global de +3,9 p.p.. As importações com origem no
espaço extracomunitário registaram no mesmo período um acréscimo de +10,2%, representando
24,8% do total, com um contributo de +2,4 p.p..
O principal mercado de origem das importações em 2026
foi a Espanha (32,1% do Total), seguida da Alemanha (12,2%), dos Países Baixos
(7,8%), da França (7,2%), da China (5,2%), da Itália (4,9%), do Brasil (3,8%),
da Bélgica (3,1%), dos EUA (2,3%) e da Polónia (1,7%).
Estes países representaram, no seu conjunto, 80,3% do
total das importações.
Em
Janeiro-Junho de 2026, entre os contributos positivos para a taxa de
variação homóloga das importações (+6,3%), destacaram-se a Espanha (+2,4 p.p.),
os Países Baixos (+2,2 p.p.), o Brasil (+1,4 p.p.), a Alemanha (+1,3 p.p.), a
China (+0,7 p.p.), a França (+0,4 p.p.), os EUA e Taiwan (+0,2 p.p. cada),
Marrocos e Azerbaijão (+0,1 p.p. cada). Os principais contributos negativos
incidiram na Irlanda (-2,3 p.p.), na Argélia (-0,5 p.p.), na Turquia e Hungria
(-0,2 p.p. cada), e na Nigéria, Bélgica e Suíça (-0,1 p.p. cada).
Nas duas figuras seguintes
relacionam-se os maiores acréscimos e decréscimos do valor das importações com origem
intracomunitária (chegadas) e nos Países Terceiros.
4 – Saldos da Balança Comercial
No período em análise os maiores saldos positivos da balança
comercial (Fob-Cif) couberam ao Reino Unido/Irl.NT (+1155 milhões de Euros), aos
EUA (+821 milhões), à França (+697 milhões), a Angola (+449 milhões) e a Marrocos
(+271 milhões).
O maior défice, a grande distância dos restantes, pertenceu a
Espanha (-8311 milhões de Euros), seguida dos Países Baixos (-3188 milhões), da
China (-2687 milhões), da Alemanha (-2240 milhões) e do Brasil (-1710 milhões).
5 – Evolução por grupos de produtos
5.1 – Exportações
Os
capítulos da Nomenclatura Combinada (NC-2
Ξ SH-2), foram aqui agregados em 11 grupos de produtos (ver ANEXO).
Em 2026, os grupos que detiveram maior peso na
estrutura foram “Máquinas, aparelhos e partes” (16,5% e +576 milhões de
Euros face ao ano anterior), “Agro-alimentares”
(14,0% e +83 milhões), “Químicos” (13,5% e -1197 milhões), “Material de transporte terrestre e partes” (12,5%
e +50 milhões) e “Minérios
e metais” (11,2% e +725 milhões).
Seguiram-se os grupos e “Produtos acabados diversos” (8,9% e +12 milhões), “Têxteis e vestuário” (7,1% e +96 milhões de Euros), “Energéticos” (6,5% e +364 milhões), “Madeira cortiça e papel” (6,3% e -32 milhões), “Calçado, peles e couros” (2,7% e +25 milhões) e “Aeronaves, embarcações e partes” (0,9% e +5 milhões de Euros).
5.2 – Importações
Em Janeiro-Junho de 2026 os grupos de produtos com
maior peso foram “Máquinas, aparelhos e
partes” (19,4% do Total e +1547 milhões de Euros face ao ano anterior), “Químicos” (17,0% e -780 milhões, “Agro-alimentares” (15,2% e +256 milhões), “Material de transporte terrestre e partes” (13,7% e +752 milhões)
e “Energéticos” (10,1% e +987
milhões). Seguiram-se os grupos “Minérios e metais” (8,6% e +303
milhões), “Produtos acabados diversos” (6,3% e +240 milhões), “Têxteis
e vestuário” (4,5% e +26 milhões), Madeira, cortiça e papel” (2,6% e
-51 milhões), “Calçado,
peles e couros” (1,7% e +34 milhões) e “Aeronaves, embarcações e partes” (0,9% e +238 milhões de Euros).
6 – Mercados por grupos de produtos
6.1 – Exportações
No período em análise, entre os mercados de destino, a Espanha ocupou a primeira posição em 7 dos 11 grupos de produtos com 26,2% do total, ocorrendo as excepções nos grupos “Energéticos” (2ª posição depois das Provisões de Bordo para Países Terceiros), “Calçado, peles e couros” (3ª posição depois da Alemanha e da França), “Máquinas, aparelhos e partes” (2ª depois da Alemanha) e “Aeronaves, embarcações e partes” (3ª posição, precedida do Brasil e da França).
Seguiram-se
no “ranking” a Alemanha (12,2%), a
França (12,1%), os EUA (5,3%), a Itália (4,6%), o Reino Unido (4,2%), os Países
Baixos (3,5%), a Bélgica (2,8%), a Polónia (1,7%) e as Provisões de Bordo para
Países Terceiros (1,6%).
Estes dez
destinos representaram 74,2% da exportação total.
6.2 – Importações
Na
vertente das importações, a Espanha ocupou o primeiro lugar em nove dos onze
grupos de produtos, com 32,1% do total.
As excepções
foram os grupos “Energéticos” (2º lugar depois do Brasil) e “Aeronaves,
embarcações e partes” (4º lugar, depois da França, Brasil e Alemanha).
Seguiram-se,
no “ranking”, a Alemanha (12,2%), os
Países Baixos (7,8%), a França (7,2%), a China (5,2%), a Itália (4,9%), o
Brasil (3,8%), a Bélgica (3,1%), os EUA (2,3%) e a Polónia (1,7%),
Estes dez
países cobriram 80,3% da importação total.
7 – Valor dos grupos de produtos das exportações em 2026 face a 2025, por meses homólogos não acumulados
Alcochete, 10 de Agosto de 2026.


























Sem comentários:
Enviar um comentário