Comércio Internacional
de Portugal
com Moçambique
2024-2025
Janeiro-Maio 2025-2026
( disponível para download >> aqui )
Analisa-se neste trabalho a
evolução do comércio externo de mercadorias de Portugal com
Moçambique ao longo do período 2024-2025 e Janeiro-Maio 2025-2026, com base em
dados de fonte “Instituto Nacional de Estatística de Portugal” (INE), em
versão definitiva até 2024 e preliminar para 2025 e 2026, com última
actualização em 10 de Julho de 2026.
Moçambique é um dos
estados-membros da “Southern Africa
Development Community - SADC”, Comunidade
de Desenvolvimento da África Austral que integra dezasseis países: Africa do Sul, Angola, Botsuana,
Comores, Esuatini (a antiga Suazilândia), Lesoto, Madagáscar, Malaui,
Maurícias, Moçambique, Namíbia, Congo (RD), Seicheles, Tanzânia, Zâmbia e
Zimbabuè. Organização criada em 1992,
na sequência do fim do apartheid na África do Sul, sucedeu à SADCC,
esta criada em 1980 por nove dos actuais membros da SADC, tendo entre os
seus objectivos aprofundar a cooperação económica e estimular o comércio de
produtos e serviços entre os seus membros.
A África do Sul é o principal parceiro de Moçambique no âmbito desta organização, tendo em 2025, de acordo com dados da publicação “Estatísticas do Comércio Externo de Bens – Moçambique 2025” representado 90,6% do Total das suas importações e 70,5% das exportações. A África do Sul terá ocupado em 2025 a primeira posição nas importações moçambicanas, com 27,7% do Total, e o segundo lugar nas exportações, com 12,6%, depois da Índia (20,6%). Em 2025 Portugal terá pesado 2,2% nas importações moçambicanas e 0,5% nas exportações.
Após um comportamento algo irregular entre 2010 e 2013, ano em que atingiram
63 milhões de Euros, no período de 2014 a 2021 as importações portuguesas de
mercadorias com origem em Moçambique mantiveram-se numa faixa compreendida entre
35 e 41 milhões de Euros. Após uma subida acentuada em 2022, quando atingiram
59 milhões de Euros, decresceram sucessivamente nos anos seguintes, descendo em
2024 e 2025 a 26 milhões de Euros, abaixo do nível que detinham em 2010. Por sua vez as exportações, que entre 2010 e
2015, numa subida sustentada haviam crescido de 151 para 355 milhões de Euros, decresceram
acentuadamente a partir de então, mantendo-se nos anos seguintes num patamar entre
167 e 223 milhões de Euros.
2.1 – Balança Comercial 2024-2025 e Janeiro-Maio 2025-2026
A Balança Comercial de mercadorias de Portugal com
Moçambique foi favorável a Portugal nos dois últimos anos e primeiros cinco
meses de 2026, com elevados graus de cobertura das importações pelas
exportações.
O saldo anual da Balança Comercial desceu -25,6% de
2024 para 2025, situando-se em 141 milhões de Euros. No período de Janeiro a Maio
de 2026, face ao período homólogo do ano anterior, o saldo subiu de 50 para 60
milhões de Euros (+19,3%).
2.2 – Importações
Nos primeiros cinco meses
de 2026 as principais importações com origem em Moçambique centraram-se no
grupo “Agro-alimentares” (89,5% e 80,9% em 2025), em sua grande parte crustáceos, tabaco não manufcturado, moluscos
e semelhantes, cocos e cajú. Alinhou-se depois, com muito menor peso, o grupo “Minérios e
metais” (7,8% e 12,7%, respectivamente), com destaque
para os fios de alumínio.
No quadro seguinte encontram-se discriminados, por
grupos de produtos, desagregados a quatro dígitos da Nomenclatura (NC4/SH4), os
principais produtos importados nos primeiros cinco meses de 2026 e
correspondentes valores no ano anterior.
2.3 – Exportações
No período de Janeiro a Maio de 2026 os grupos de produtos com maior peso
no Total ds exportações foram “Químicos” (29,0% e 23,9%
no período homólogo de 2025), com destaque para os medicamentos e reagentes de
diagnóstico e de laboratório, “Agro-alimentares” (26,3% e 24,8%
em 2025), com destaque para as conservas de peixe, preparações alimentícias
diversas, azeite e vinhos, “Máquinas, aparelhos e partes” (24,4% e 27,3%),
muito diversificados, principalmente fios e cabos eléctricos, máquinas de
impressão, refrigeradores e congeladores, quadros eléctricos, torneiras e
válvulas.
Seguiram-se os grupos “Minérios e metais” (6,8% e 9,2%), “Produtos acabados diversos” (4,6% e 8,2%), “Madeira, cortiça e papel” (3,7% e 3,8%), “Têxteis e vestuário” (2,1% e 2,4%), “Energéticos” (1,6% e 1,9%), “Material de transporte terrestre e partes” (1,4% e 1,8%), “Calçado, peles e couros” (0,3% e 0,6%) e “Aeronaves, embarcações e partes” (exportação praticamente nula nos dois anos)-
No quadro seguinte encontram-se discriminados, por
grupos de produtos, os principais produtos exportados definidos a quatro
dígitos da Nomenclatura (NC4/SH4).
Alcochete, 16 de Agosto de 2026.
ANEXO








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