Comércio Internacional
de mercadorias
Índices de Valor, Volume e Preço
por grupos e subgrupos de produtos
(Janeiro-Junho 2026/2025)
1 - Introdução
Apresentam-se neste trabalho indicadores de
evolução em Valor, Volume e Preço das importações e das exportações portuguesas
de mercadorias, calculados por grupos e subgrupos de produtos, à excepção do
grupo em que se inserem “Aeronaves, embarcações e partes”, calculados
para o período acumulado de Janeiro a Junho de 2026, a preços do período
homólogo de 2025.
Para o cálculo dos índices de preço, as posições
pautais a oito dígitos da Nomenclatura Combinada (NC-8), relativas às
importações e exportações de mercadorias com movimento nos dois anos, foram
agregadas em 11 grupos e 38 subgrupos de produtos (ver Anexo).
Os índices de preço, do tipo Paasche, utilizados como deflatores dos índices de valor para o
cálculo dos correspondentes índices de volume, foram calculados a partir de
dados de base elementares constantes do Portal do Instituto Nacional de
Estatística (INE), em versões preliminares, com última actualização em 9 de
Junho de 2026.
2 – Nota metodológica
O método utilizado para o cálculo dos índices de
preço de Paasche aqui apresentados
assenta na selecção de uma amostra representativa do comportamento dos preços
de cada subgrupo de produtos, índices posteriormente ponderados para o cálculo
dos índices dos respectivos grupos de produtos, e estes por sua vez ponderados
para o cálculo do índice do total, em cada uma das vertentes comerciais.
Os índices de preço de cada subgrupo são obtidos a
partir de uma primeira amostra automática, construída com base nos produtos com
movimento nos dois períodos em análise e respeitando as alterações pautais
anualmente introduzidas na Nomenclatura Combinada, dentro de um intervalo calculado
por métodos estatísticos.
Segue-se uma análise crítica, que pode incluir,
entre outros, o recurso à evolução do preço das matérias-primas que entram na
manufactura de um dado produto, como indicador de consistência de um
determinado índice que, apesar de um comportamento aparentemente anormal, pode
vir a ser incluído na amostra.
Mais frequentemente procede-se à desagregação por
mercados de origem e de destino de posições pautais com peso relevante que se
encontram fora do intervalo calculado, incluindo-se na amostra do subgrupo a
informação do conjunto dos países que apresentam um comportamento coerente na
proximidade do intervalo previamente encontrado.
No caso presente foram desagregados por países e
analisados os respectivos índices 91 produtos da Nomenclatura Combinada a oito
dígitos nas importações e 31 nas exportações.
Também produtos dominantes incluídos no intervalo e
decisivos para o índice do subgrupo podem ser desagregados e considerados por
mercados se, através de uma análise crítica, forem encontrados desvios
sensíveis face aos restantes produtos do subgrupo.
3 – Balança Comercial
De acordo com os dados disponíveis, o défice da
balança comercial de mercadorias no primeiro semestre de 2026 aumentou +18,4%
face ao semestre homólogo do ano anterior, com o grau de cobertura das importações
pelas exportações a descer de 72,5% para 69,4%.
As importações
(somatório das ‘chegadas’ de mercadorias provenientes do espaço
comunitário com as ‘importações‘ originárias dos países terceiros), com um aumento
em valor de +6,3%, terão registado um acréscimo em volume de +6,6% e um decréscimo
em preço de -0,2%.
O aumento em valor de +1,7% verificado nas exportações terá resultado de um
acréscimo em volume de +2,9%, com o preço a decrescer -1,1%,.
Excluindo os produtos “Energéticos” do
Total das importações e das exportações, o défice da balança comercial em 2026
situa-se em -14,9 mil milhões de Euros, contra -18,3 mil milhões em termos
globais.
Por sua vez o grau de cobertura das importações
pelas exportações sobe, em 2026, de 69,4%,
em termos globais, para 72,2%.
Numa
análise por Grupos de Produtos, em 2026 o saldo da Balança Comercial de
mercadorias, no período em análise, foi positivo em três dos onze grupos de
produtos considerados, designadamente “Madeira, cortiça e papel” (+1096 milhões de Euros), “Têxteis e
vestuário” (+255
milhões) e “Calçado, peles e couros” (+110 milhões). Os grupos “Produtos
acabados diversos” e “Aeronaves, embarcações e partes”, que em 2025 apresentaram
saldos positivos (+182 e +54 milhões), registaram défices em 2026 (-45 e -179
milhões de Euros).
4 - Importações
Em
2026 os grupos de produtos com peso a dois dígitos nas importações de
mercadorias foram “Máquinas, aparelhos e partes” (19,4% do Total), “Químicos” (17,0%), “Agro-alimentares” (15,2%), “Material
de transporte terrestre e partes” (13,7%) e “Energéticos” (10,1%).
Seguiram-se os grupos “Minérios e metais” (8,6%), “Produtos acabados diversos” (6,3%),
“Têxteis e vestuário” (4,5%), “Madeira, cortiça e papel” (2,6%), “Calçado, peles e couros” (1,7%) e “Aeronaves,
embarcações e partes” (0,9%).
A maior taxa de variação em Valor coube ao grupo “Energéticos” (+19,6%), seguido de “Máquinas, aparelhos e partes” (+15,5%), “Material de transporte terrestre e partes” (+10,1%), “Produtos acabados diversos” (+6,9%), “Minérios e metais” (+6,2%). “Calçado, peles e couros” (+3,5%), “Agro-alimentares” (+2,9%) e “Têxteis e vestuário” (+0,9%). Incidiram decréscimos nos grupos “Químicos” (-7,1%) e “Madeira, cortiça e papel” (-3,3%).
Em
Volume, foram positivas as taxas de variação em todos os grupos de
produtos à excepção de “Químicos” (-6,7%) e “Madeira, cortiça e
papel” (-1,2%), tendo-se destacado nos acréscimos o grupo “Máquinas,
aparelhos e partes” (+16,5%), seguido de “Material de transporte
terrestre e partes” (+14,2%), “Produtos acabados diversos” (+9,4%), “Calçado,
peles e couros” (+8,9%), “Energéticos” (+8,3%), “Têxteis e
vestuário” (+6,3%), “Minérios e metais” (+4,5%) e “Agro-alimentares”
(+3,2%).
Em Preço, foram negativas as
taxas de variação em todos os grupos de produtos â excepção de “Energéticos”
(+10,5%) e “Minérios e metais” (+1,7%). Os decréscimos couberam, por
ordem decrescente, aos grupos “Têxteis e Vestuário” (-5,0%), “Calçado,
peles e couros” (-4,9%), “Material de transporte terrestre e partes”
(-3,6%), “Produtos acabados diversos” (-2,3%), “Madeira, cortiça e papel” (-2,1%),
“Máquinas, aparelhos e partes” (-0,9%) Químicos” (-0,5%) e “Agro-açlimentares”
(-0,3%).
5 – Exportações
Em 2026, no período em análise, os grupos de
produtos com peso a dois dígitos nas exportações de mercadorias foram “Máquinas aparelhos e partes” (16,5%), “Agro-alimentares” (14,0%), “Químicos” (13,5%), “Material de transporte terrestre e partes” (12,5%) e “Minérios
e metais” (11,2%).
Seguiram-se os grupos “Produtos acabados
diversos” (8,9%), “Têxteis e vestuário” (7,1%), “Energéticos”
(6,5%), “Madeira, cortiça e papel” (6,3%), “Calçado, peles e couros” (2,7%) e “Aeronaves, embarcações e partes” (0,9%).
Em 2026 verificaram-se decréscimos em Valor, face ao período homólogo do ano
anterior, nos grupos “Químicos” (-17,7%) e “Madeira, cortiça e papel”
(-1,2%). O maior acréscimo verificou-se no grupo “Minérios e metais” (+18,6%),
seguido dos grupos “Energéticos” (+15,8%), “Máquinas, aparelhos e
partes” (+9,2%), Têxteis e vestuário” (+3,4%), “Calçado, peles e
couros” (+2,3%), “Agro-alimentares” (+1,5%), “Material de
transporte terrestre e partes” (+1,0%) e “Produtos acabados diversos”
(+0,3%).
Em Volume
o principal decréscimo ocorreu no grupo “Químicos” (-15,2%), seguido a
grande distância pelos grupos “Energéticos” (-2,1%). O maior acréscimo
coube ao grupo “Material de transporte terrestre e partes” (+16,3%),
seguido dos grupos “Minérios e metais” (+10,2%), “Máquinas, aparelhos
e partes” (+9,1%), “Calçado. peles e couros” (+4,9%), “Têxteis e
vestuário” (+4,6%), “Agro-alimentares” (+2,4%), “Madeira, cortiça
e papel” (+1,9%) e “Produtos acabados
diversos” (+1,8%).
No âmbito do Preço
verificaram-se decréscimos em todos os grupos de produtos à excepção de “Energéticos”
(+18,3%), “Minérios e metais” (+7,7%) e “Máquinas, aparelhos e
partes” (+0,1%). O maior decréscimo coube ao grupo “Material de
transporte terrestre e partes” (-13,2%), seguido de “Madeira, cortiça e
papel” (-3,1%), “Químicos” (-2,9%), “Calçado, peles e
couros” (-2,5%), “Produtos acabados diversos” (-1,5%), “Têxteis e
vestuário” (-1,2%), e “Agro-alimentares” (-o,9%).
Alcochete,
1 de Setembro de 2026.
ANEXO











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