quarta-feira, 15 de maio de 2019

Ficha anual Portugal-PALOP (2014-2018)


Comércio Internacional de Mercadorias
Ficha anual Portugal-PALOP
(2014-2018)

( disponível para Download >>> aqui )
                                                 
1 - Nota introdutória


Os cinco Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), ocupam uma superfície de mais de 2 milhões de quilómetros quadrados no continente, com uma população superior a 62 milhões de habitantes.
Sendo o comércio internacional um importante vector para o desenvolvimento económico recíproco, pretende-se com estas fichas estatísticas, anuais e também por meses acumulados, acompanhar de perto a evolução das importações e das exportações portuguesas com estes cinco países irmãos, com o objectivo último de facilitar a identificação de possíveis vias de intensificação das trocas comerciais nos dois sentidos.   
2 – Quotas de mercado de Portugal 
no comércio externo dos PALOP
Para o cálculo das quotas de mercado foi utilizada, para o total das importações e das exportações nos PALOP, a base de dados do “International Trade Centre” (ITC).
Relativamente a Portugal, porque nalguns casos foram encontradas divergências consideráveis na base ITC face aos dados divulgados pelo INE, visando uma maior aproximação à realidade optou-se por utilizar estes últimos, com as necessárias conversões entre valores Cif e Fob, obtidas a partir da aplicação de um factor fixo (Fob=Cif x 0,9533).


3 – Peso dos PALOP no comércio internacional de Portugal




4 – Balança Comercial



5 – Importações portuguesas por Grupos de Produtos 
(ver Anexo)
5.1 – Origem PALOP


5.2 – Origem Angola


5.3 – Origem Cabo Verde


5.4 – Origem Guiné-Bissau


5.5 – Origem Moçambique


5.6 – Origem São Tomé e Príncipe


6 – Exportações portuguesas por Grupos de Produtos 
(ver Anexo)
6.1 – Destino PALOP



6.2 – Destino Angola



6.3 – Destino Cabo Verde



6.4 – Destino Guiné-Bissau





6.5 – Destino Moçambique



6.6 – Destino São Tomé e Príncipe




ANEXO



Alcochete, 13 de Maio de 2019.




















































































domingo, 12 de maio de 2019

Série mensal - Jan-Mar 2019 - Comércio Internacional


Comércio Internacional de mercadorias
- Série mensal -
Janeiro a Março de 2019 

                                                  ( disponível para download  >> aqui )

1 - Balança comercial

De acordo com dados preliminares divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), com última actualização em 10 de Maio de 2019, no período de Janeiro a Março de 2019 as exportações de mercadorias cresceram em valor +4,0% face a 2018 (+570 milhões de Euros), a par de um acréscimo das importações de +13,4% (+2398 milhões de Euros).
As exportações para o espaço comunitário (expedições) registaram um aumento de +5,2% (+576 milhões de Euros), ao mesmo tempo que as exportações para os países terceiros decresceram -0,2% (-6 milhões de Euros). Por sua vez, as importações de mercadorias provenientes dos parceiros comunitários (chegadas) aumentaram +12,7% (+1739 milhões de Euros), com as importações originárias dos países terceiros a crescerem +16,0% (+658 milhões de Euros).

Na sequência deste comportamento, o défice comercial externo (Fob-Cif) aumentou +51,9%, ao situar-se em -5350 milhões de Euros (um acréscimo de 1827 milhões de Euros face ao mesmo período do ano anterior, com um aumento de 1163 milhões no comércio intracomunitário e de 664 milhões no extracomunitário). Em termos globais, o grau de cobertura (Fob/Cif) das importações pelas exportações desceu de 80,3%, em 2018, para 73,6%, em 2019.


A variação do preço de importação do petróleo repercute-se, naturalmente, no valor das exportações de produtos energéticos, com reflexo sensível na Balança Comercial. O valor médio unitário de importação do petróleo bruto, que nos primeiros três meses de 2018 se situou em 413 Euros/Ton, desceu para 404 Euros/Ton em 2019.

Para além da variação da cotação internacional do barril de petróleo, medida em dólares, a variação da cotação do dólar face ao Euro é também um dos factores determinantes da evolução do seu preço em Euros.

Se excluirmos do total das importações e das exportações o conjunto dos produtos “Energéticos” (respectivamente 11,1% e 5,2% do total no período de Janeiro a Março de 2019), o grau de cobertura (Fob/Cif) das importações pelas exportações sobe, em 2019, de 73,6% para 79,2%.

2 – Evolução mensal

3 – Mercados de destino e de origem
3.1 - Exportações
No período de Janeiro-Março de 2019, as exportações nacionais para a UE (expedições), que representaram 78,1% do total (77,2% no ano anterior), cresceram em valor +5,2%, contribuindo com +4,0 pontos percentuais (p.p.) para uma taxa de crescimento global de +4,0%. As exportações para o espaço extracomunitário, que representaram 21,9% do total em 2019 (22,8% em 2018), registaram um decréscimo em valor de -0,2%, contribuindo com uma taxa praticamente nula para o crescimento global. 

Os principais mercados de destino foram a Espanha (24,9%), a França (13,1%), a Alemanha (12,4%), o Reino Unido (6,4%), a Itália e os  EUA (4,8% cada), os Países Baixos (3,7%), a Bélgica (2,4%), Angola (1,9%), a Polónia (1,4%), o Brasil (1,3%), a Suíça (1,2%), a Áustria e a Suécia (1,0% cada), países que representaram 80,3% do total.
Angola, o segundo mercado entre os países terceiros depois dos EUA, registou uma quebra em valor de –17,3% em 2019 no período em análise (-60,1 milhões de Euros), envolvendo sete dos onze grupos de produtos. As descidas incidiram nos grupos “Agro-alimentares” (‑40,1 milhões de Euros), “Químicos” (‑15,1 milhões), “Produtos acabados diversos” (-4,4 milhões) e “Máquinas, aparelhos e partes” (-3,3 milhões), “Calçado, peles e couros” (-1,9 milhões), “Madeira, cortiça e papel” (-1,4 milhões) e “Material de transporte terrestre e partes” (-1,3 milhões). Verificaram-se acréscimos nos grupos “Minérios e metais” (+6,2 milhões de Euros), seguido de “Aeronaves, embarcações e partes” (+593 mil Euros),  “Têxteis e vestuário” (+542 mil Euros) e “Energéticos” (+48 mil Euros).

Entre os trinta principais destinos, os maiores contributos positivos para o ‘crescimento’ das exportações no período em análise (+4,0%), couberam à Alemanha e à Itália (+1,0 p.p. cada), à Espanha (+0,7 p.p.), à Finlândia e à Turquia (+0,4 p.p. cada), à França (+0,3 p.p.), à Suíça e aos EUA (+0,2 p.p. cada) e à Eslováquia e Provisões de Bordo Extracomunitárias (+0,1 p.p. cada). Os maiores contributos negativos pertenceram a Angola (-0,4 p.p.), ao Brasil (-0,3 p.p.), à Bélgica (‑0,2 p.p.) e à Argélia e aos Países Baixos (-0,1 p.p. cada).

Os maiores acréscimos, em Euros, nas expedições para o espaço comunitário no período Janeiro-Março de 2019, em termos homólogos, verificaram-se na Alemanha e na Itália, seguidos dos da Espanha, da Finlândia e da França. Com menor expressão alinharam-se depois a Eslovénia, a Eslováquia, a Dinamarca, o Reino Unido, a Áustria, as Provisões de Bordo Intracomunitárias e a Polónia. Os maiores decréscimos couberam à Bélgica, seguida da Bulgária e dos Países Baixos.

Entre os Países Terceiros, os maiores acréscimos nas exportações ocorreram na Turquia, no Egipto, na Suíça, nos EUA e nas Provisões de Bordo Extracomunitárias, seguidos de Singapura, de Israel, da Índia, da Noruega, dos Emiratos e do México. Os maiores decréscimos couberam à Tunísia, a Angola e ao Brasil, seguidos da Argélia e de Gibraltar.

3.2 - Importações
De Janeiro a Março de 2019 as chegadas de mercadorias com origem na UE, que representaram 76,4% do total (77,0% em 2018), registaram um acréscimo de +12,7% e contribuíram com +9,7 p.p. para uma taxa de crescimento global de +13,4%.

As importações com origem no espaço extracomunitário registaram um acréscimo de +16,0%, representando 23,6% do total em Janeiro-Março de 2019 (23,0% em igual período de 2018), com um contributo para o crescimento global de +3,7 p.p..
Os principais mercados de origem das importações em Janeiro-Março de 2019 foram a Espanha (30,4%), a Alemanha (13,7%) e a França (10,2%). Seguiram-se os Países Baixos (4,9%), a Itália (4,7%), a China (3,7%), a Bélgica (3,0%), o Reino Unido (2,4%), os EUA (2,1%), a Turquia (1,3%) e a Polónia (1,2%), países que representaram no seu conjunto 77,5% das nossas importações totais.

Entre os maiores contributos positivos para o crescimento das importações (+13,4%) destacam-se a França (+3,5 p.p.), a Espanha (+2,7 p.p.), a Alemanha (+1,5 p.p.), a China (+1,3 p.p.), Angola e a Bélgica (+0,6 p.p. cada), os EUA (+0,5 p.p.), a Arábia Saudita (+0,4 p.p.), e a Índia, a Turquia, os Países Baixos e a Irlanda (+0,3 p.p. cada). 

Por sua vez, os maiores contributos negativos couberam ao Brasil (-0,6 p.p.), ao Cazaquistão (-0,4 p.p.), à Guiné Equatorial (-0,3 p.p.), ao Azerbaijão (-0,2 p.p.), à Suécia (-0,2 P.P.) e à Argélia (‑0,1 p.p.).
Nas duas figuras seguintes relacionam-se os maiores acréscimos e decréscimos das importações com origem intracomunitária e nos países terceiros.



4 – Saldos da Balança Comercial
No período em análise, os maiores saldos positivos da balança comercial (Fob-Cif) couberam ao Reino Unido (+472 milhões de Euros), aos EUA (+293 milhões), a Marrocos (+108 milhões), à Suíça (+98 milhões) e a Cabo Verde (+56 milhões de Euros).
O maior défice, a grande distância dos restantes, pertenceu a Espanha (-2442 milhões de Euros), seguido dos da Alemanha (‑931 milhões), da China (-600 milhões), dos Países Baixos (-437 milhões) e da Bélgica (‑254 milhões de Euros).

5 – Evolução por grupos de produtos
5.1 – Exportações
Os capítulos da Nomenclatura Combinada (NC-2 Ξ SH-2), foram aqui agregados em 11 grupos de produtos (ver ANEXO). Os grupos com maior peso nas exportações de mercadorias em Janeiro-Março de 2019, representando 82,9% do total, foram “Material de transporte terrestre e partes” (16,4% e TVH +21,6%), “Máquinas, aparelhos e partes” (13,8% do total e TVH -0,8%),  “Químicos” (12,5% e TVH +6,5%), “Agro-alimentares” (11,6% e TVH +3,6%), “Produtos acabados diversos” (9,8% e TVH +8,0%), “Minérios e metais” (9,6% e TVH +3,9%) e “Têxteis e vestuário” (9,2% e TVH -0,7%).
O maior contributo para o acréscimo global de +570 milhões de Euros, face ao ano anterior, coube ao grupo “Material de transporte terrestre e partes”, com +433 milhões de Euros.
As exportações registaram decréscimos em quatro dos onze grupos, com destaque para o grupo “Energéticos” (-191 milhões de Euros).

5.2 – Importações
Em Janeiro-Março de 2019, os grupos de produtos com maior peso nas importações, representando 71,6% do total, foram “Máquinas, aparelhos e partes” (18,0%, com uma taxa de variação homóloga em valor de +18,6%), “Químicos” (16,5% do total e TVH +13,9%), “Agro-alimentares” (13,2% e TVH +7,4%), “Material de transporte terrestre e partes” (12,8% e TVH +9,3%) e “Energéticos” (11,1% e TVH +5,0%).
À excepção do grupo “Calçado, peles e couros”, em que se registou uma pequena quebra (-1 milhão de Euros), em todos restantes se verificaram acréscimos nas importações, tendo ocorrido os mais significativos, em Euros, nos grupos “Máquinas, aparelhos e partes” (+572 milhões de Euros), “Aeronaves, embarcações e partes” (+492 milhões), “Químicos” (+407 milhões) e “Material de transporte terrestre e partes” (+220 milhões). 

6 – Mercados por grupos de produtos
6.1 – Exportações
Entre os mercados de destino, a Espanha ocupou em Janeiro-Março de 2019 a primeira posição em 8 dos 11 grupos de produtos com 24,9% do total, ocorrendo as excepções nos grupos “Calçado, peles e couros” (3ª posição, depois da França e da Alemanha), “Máquinas, aparelhos e partes” (2ª posição, depois da Alemanha) e “Aeronaves, embarcações e partes” (5ª posição, antecedida da Finlândia, do Brasil, da França e dos Países Baixos).

Seguiram-se no “ranking” a França (13,1%), a Alemanha (12,4%), o Reino Unido (6,4%), a Itália (4,8%), os EUA (4,8%), os Países Baixos (3,7%), a Bélgica (2,4%), Angola (1,9%) e a Polónia (1,4%). Estes dez países cobriram 75,8% das exportações totais.
6.2 – Importações


Nesta vertente do comércio internacional, a Espanha ocupou o primeiro lugar em dez dos onze grupos de produtos, com 30,4% do total, sendo a excepção o grupo “Aeronaves, embarcações e partes” (5ª posição, precedida da França, da Irlanda, dos EUA e dos Países Baixos.
Seguiram-se, no “ranking”, a Alemanha (13,7%), a França (10,2%), os Países Baixos (4,9%), a Itália (4,7%), a China (3,7%), a Bélgica (3,0%), o Reino Unido (2,4%), os EUA (2,1%) e a Turquia (1,3%).
Estes dez países cobriram 76,3% das importações totais.

Alcochete, 11 de Maio de 2019.



sábado, 11 de maio de 2019

Comércio internacional Portugal-China (2014-2018)



Comércio Internacional de Mercadorias
Portugal-China
(2014-2018)

( disponível para download  >> aqui )

1 – Nota introdutória

Este trabalho incide sobre o comércio externo de mercadorias com a China continental, não incluindo portanto os contributos das Regiões Administrativas Especiais de Hong-Kong e de Macau, consideradas autonomamente para fins estatísticos no âmbito do comércio internacional. Encontra-se aqui reunido um breve conjunto de dados sobre o comércio externo da China face ao mundo, para o que se utilizou a base de dados do International Trade Centre (ITC), por sua vez assente em estatísticas COMTRADE, da ONU, para o período de 2014 a 2017 e em “General Customs Administration of China Statistics” para 2018.

Analisam-se também, com algum detalhe, as trocas de mercadorias entre Portugal e a China continental ao longo dos últimos cinco anos, com base em dados estatísticos divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística de Portugal (INE), com última actualização em 9 de Abril de 2019.

2 – Alguns dados sobre o comércio externo da China
De acordo com os dados disponíveis para os anos de 2014 a 2018, a Balança Comercial de mercadorias (fob-cif) da China é ‘superavitária’.

Após quebras das importações e das exportações em 2016 face ao ano anterior (‑5,2% e -7,5%), assistiu-se nos dois anos seguintes a uma recuperação em ambas as vertentes, com as importações a crescerem a um ritmo mais acelererado do que as exportações.
Segundo os dados disponíveis, em 2018 os principais mercados de origem das importações chinesas foram a Coreia do Sul (9,6%), o Japão (8,4%), Taiwan (8,3%), os EUA (7,3%) e a própria China (6,9%). Do lado das exportações a primeira posição coube aos EUA (19,2%), seguidos de Hong-Kong, uma das duas Regiões Administrativas Especiais da China (12,1%).
Conforme explica o ITC, as importações chinesas de produtos com origem na própria China explicam-se por operações de re-importação. Por razões geográficas e de logística, mais de 90% desses produtos são produzidos na China, exportados para Hong-Kong e depois re-importados. 

Os 25 países de cada uma das vertentes comerciais, constantes do quadro, representaram nos dois últimos anos mais de 80% das importações e das exportações chinesas.
Portugal, em 2018, pesou apenas 0,11% nas importações (0,08% em 2017) e 0,15% nas exportações (0,13% em 2017).
Os produtos transaccionados, definidos a dois dígitos do “Sistema Harmonizado de Designação e Codificação de Mercadorias” (HS/SH-2), foram agregados em onze grupos de produtos (ver conteúdo dos grupos na tabela em Anexo).
Numa análise da evolução das importações por Grupos de Produtos, verifica-se que o grupo com maior peso em 2018 foi “Máquinas, aparelhos e partes” (33,9% do Total, com 34,0% em 2017),
Seguiram-se os grupos “Energéticos” (respectivamente com 16,3% e 13,5%), “Minérios e metais” (14,6% e 15,9%) e “Químicos” (11,6% e 11,9%).
Com pesos inferiores a dois dígitos, alinharam-se depois os grupos “Produtos acabados diversos” (7,3% em cada um dos anos), “Agro-alimentares” (5,9% e 6,3%), “Material de transporte terrestre e partes” (3,9% e 4,3%), “Madeira, cortiça e papel” (2,7% e 2,8%), “Têxteis e vestuário” (1,6% e 1,7%), “Aeronaves, embarcações e partes” (1,5% em cada um dos anos) e “Calçado, peles e couros” (0,6% em 2018 e 0,7% do Total em 2017).

Nas Exportações destacou-se também, em 2018, o grupo “Máquinas, aparelhos e partes” (43,9% do Total, com 43,4% em 2017), a grande distância dos restantes, em que se evidenciaram os grupos “Produtos acabados diversos” (12,2% e 12,7%), “Têxteis e vestuário” (11,3% e 11,9%), “Químicos” (9,6% e 9,1%) e “Minérios e metais” (8,5% e 8,3%). Seguiram-se os grupos “Material de transporte terrestre e partes” (3,5% em cada um dos anos), “Calçado, peles e couros” (3,3% e 3,6%), “Agro-alimentares” (3,1% e 3,3%),  “Energéticos” (1,9% e 1,6%), “Madeira, cortiça e papel” (1,6% nos dois anos) e “Aeronaves, embarcações e partes” (1,2% em cada um dos anos).

3 – Comércio de mercadorias de Portugal com a China
As importações anuais de Portugal com origem na China, cresceram sustentadamente a partir de 2013, passando de 1370 milhões de Euros para 2350 milhões em 2018.
Por sua vez, as exportações, que haviam registado um crescimento significativo entre 2010 e 2012, de 233 para 788 milhões de Euros, têm mantido um comportamento algo irregular a partir de então, oscilando o seu valor numa faixa entre 650 e 840 milhões de Euros.

3.1 – Balança Comercial


A Balança Comercial de mercadorias de Portugal com a China é fortemente deficitária. Ao longo dos últimos cinco anos o maior défice ocorreu em 2018, com ‑1,7 mil milhões de Euros, na sequência de uma quebra das exportações de ‑21,8%, com as importações a crescerem +14,6%.  
3.2 – Importações por grupos de produtos 

Ao longo dos últimos cinco anos, as principais importações portuguesas de mercadorias com origem na China incidiram no grupo “Máquinas, aparelhos e partes”, que representou 35,5% do total em 2018 (36,2% em 2017).
Seguiram-se os grupos “Têxteis e vestuário (14,2% em 2018 e 12,2% em 2017), “Químicos” (11,0% e 11,1%), “Produtos acabados diversos” (11,0% e 10,8%), “Minérios e metais” (9,8% e 9,9%), “Calçado, peles e couros” (7,4% e 7,0%), “Agro-alimentares” (5,8% e 7,2%), “Material de transporte terrestre e partes” (3,9% e 4,1%) e “Madeira, cortiça e papel” (1,3% em cada um dos anos).
Muito pouco expressivas as importações dos grupos “Energéticos” e “Aeronaves, embarcações e partes”.
Em 2018, face ao ano anterior, as importações com origem na China cresceram em nove dos onze grupos de produtos.
Os maiores aumentos verificaram-se nos grupos “Máquinas, aparelhos e partes” (+91,6 milhões de Euros), “Têxteis e vestuário” (+82,3 milhões), “Produtos acabados diversos” (+37,0 milhões), “Químicos” (+30,3 milhões) e “Minérios e metais” (+26,6 milhões de Euros).
Os decréscimos centraram-se no grupo “Agro-alimentares” (-11,0 milhões de Euros).
Nos gráficos seguintes pode observar-se o ritmo de evolução das importações em cada grupo de produtos no período de 2014 a 2018, face ao valor que detinham em 2014 (2014=100).

No quadro seguinte relacionam-se, por grupos de produtos, os principais produtos importados em 2018, definidos a 4 dígitos da Nomenclatura Combinada (coincidente com o Sistema Harmonizado a este nível), e o seu montante nos quatro anos anteriores.

3.3 – Exportações por grupos de produtos
O grupo de produtos dominante nas exportações portuguesas de mercadorias para a China ao longo dos últimos cinco anos foi “Material de transporte terrestre e partes”, que representou 23,1% do total em 2018, contra 34,2% no ano anterior. A redução do seu peso no total foi consequência de uma quebra de -47,2% verificada nas exportações de veículos automóveis.

Seguiram-se os grupos “Madeira, cortiça e papel” (17,0% em 2018 e 15,0% em 2017), “Minérios e metais” (14,4% e 15,1%), “Agro-alimentares” (11,2% e 12,1%), “Máquinas, aparelhos e partes” (10,6% e 8,7%), “Têxteis e vestuário” (8,8% e 4,3%), “Químicos” (6,7% e 4,6%), “Produtos acabados diversos” (4,1% em cada um dos anos) e “Calçado, peles e couros” (3,9% e 1,9%).
À semelhança das importações, foram muito pouco expressivas as exportações dos grupos “Energéticos” e “Aeronaves, embarcações e partes”.
Para a quebra das exportações de -183,9 milhões de Euros verificada em 2018 face ao ano anterior, contribuíram decisivamente os grupos de produtos “Material de transporte terrestre e partes” (-136,0 milhões de Euros), “Minérios e metais” (‑32,6 milhões), “Agro-alimentares” (-28,3 milhões) e “Madeira, cortiça e papel” (‑14,0 milhões de Euros).
Ocorreram acréscimos nas exportações de “Têxteis e vestuário” (+21,9 milhões de Euros), de “Calçado, peles e couros” (+10,3 milhões) e de “Químicos” (+5,7 milhões de Euros).
Nos gráficos seguintes pode observar-se o ritmo de evolução das exportações em cada grupo de produtos no período de 2014 a 2018, face ao valor que detinham em 2014 (2014=100).

No quadro seguinte relacionam-se, por grupos de produtos, os principais produtos exportados em 2018, definidos a 4 dígitos da Nomenclatura Combinada (NC/SH-4), e o seu montante nos quatro anos anteriores.


Alcochete, 1 de Maio de 2019.