sábado, 9 de novembro de 2019

Série mensal - Jan-Set 2019 - Comércio Internacional


Comércio Internacional de mercadorias
- Série mensal -
Janeiro a Setembro de 2019 

                                                  ( disponível para download  >> aqui )

1 - Balança comercial
De acordo com dados preliminares divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), com última actualização em 8 de Novembro de 2019, no período de Janeiro a Setembro de 2019 as exportações de mercadorias cresceram em valor +2,5%, face ao período homólogo de 2018 (+1084 milhões de Euros), a par de um acréscimo das importações de +7,9% (+4422 milhões).
As exportações para o espaço comunitário (expedições) registaram um aumento de +3,7% (+1215 milhões de Euros), tendo as exportações para os países terceiros decrescido -1,3% (-132 milhões de Euros). Por sua vez, as importações de mercadorias provenientes dos parceiros comunitários (chegadas) aumentaram +9,2% (+3866 milhões de Euros), com as importações originárias dos países terceiros a crescerem +4,0% (+556 milhões).
Na sequência deste comportamento, o défice comercial externo (Fob-Cif) aumentou +27,2%, ao situar-se em -15603 milhões de Euros (um acréscimo de 3339 milhões de Euros face ao mesmo período do ano anterior, com aumentos de 2651 milhões no comércio intracomunitário e de 687 milhões no extracomunitário). Em termos globais, neste período o grau de cobertura (Fob/Cif) das importações pelas exportações desceu de 78,0%, em 2018, para 74,1%, em 2019.


A variação do preço de importação do petróleo repercute-se, naturalmente, no valor das exportações de produtos energéticos, com reflexo sensível na Balança Comercial. No período em análise, o valor médio unitário de importação do petróleo em 2019 desceu, face ao mesmo período em 2018, de 445 Euros/Ton e 433 Euros/Ton.

Para além da variação da cotação internacional do barril de petróleo, medida em dólares, a variação da cotação do dólar face ao Euro é também um dos factores determinantes da evolução do seu preço em Euros.

Se excluirmos do total das importações e das exportações o conjunto dos produtos “Energéticos”, Capº 27 da NC (12,4% e 11,6% do total das importações respectivamente em 2018 e 2019, e 7,4% e 5,8% na vertente das exportações), o grau de cobertura (Fob/Cif) das importações pelas exportações sobe, em 2019, de 74,1% para 78,9%.

2 – Evolução mensal


3 – Mercados de destino e de origem
3.1 - Exportações
No período de Janeiro-Setembro de 2019, as exportações nacionais para a UE (expedições), que representaram 77,0% do total (76,1% no ano anterior), cresceram em valor +3,7%, contribuindo com +2,8 pontos percentuais (p.p.) para uma taxa de crescimento global de +2,5%. As exportações para o espaço extracomunitário, que representaram 23,0% do total em 2019 (23,9% em 2018), decresceram -1,3%, contribuindo negativamente para o crescimento (-0,3 p.p.).

Os principais mercados de destino foram a Espanha (24,7%), França (13,1%), Alemanha (12,1%), o Reino Unido (6,1%), os EUA (5,0%), a Itália (4,5%), os Países Baixos (4,0%), a Bélgica (2,3%), Angola (2,0%), a Polónia (1,4%), o Brasil e as Provisões de Bordo Extra-EU (1,2% cada), Marrocos e Suíça (1,1% cada), destinos que representaram 79,8% do total.
Angola, o segundo mercado entre os países terceiros depois dos EUA, registou uma quebra em valor nas exportações de –19,3% em 2019 no período em análise (-215,4 milhões de Euros), envolvendo a totalidade dos grupos de produtos.
As maiores descidas incidiram nos grupos “Agro-alimentares” (‑80,4 milhões de Euros), “Químicos” (‑49,4 milhões), “Máquinas, aparelhos e partes” (-36,1 milhões) e “Produtos acabados diversos” (‑23,4 milhões de Euros). 

Entre os trinta principais destinos, os maiores contributos positivos para o ‘crescimento’ das exportações no período em análise (+2,5%), couberam à Alemanha e à França (+0,7 p.p. cada), seguidos da Itália e do Canadá (+0,5 p.p. cada).
O maior contributo negativo coube a Angola (-0,5 p.p.).

Os maiores acréscimos, em Euros, nas expedições para o espaço comunitário no período de Janeiro a Setembro de 2019, em termos homólogos, verificaram-se na Alemanha, em França e em Itália, seguidos dos Países Baixos, Finlândia, Grécia, Irlanda, Polónia, Eslovénia, Roménia, Bélgica, República Checa e Provisões de Bordo. Os maiores decréscimos couberam à Suécia, Reino Unido e Espanha.


3.2 - Importações
De Janeiro a Setembro de 2019 as chegadas de mercadorias com origem na UE, que representaram 76,1% do total (75,2% em 2018), registaram um acréscimo de +9,2% e contribuíram com +6,9 p.p. para uma taxa de crescimento global de +7,9%.

As importações com origem no espaço extracomunitário registaram um acréscimo de +4,0%, representando 23,9% do total em 2019 (24,8% em 2018), com um contributo para o crescimento global de +1,0 p.p..
Os principais mercados de origem das importações no período em análise, em 2019, foram a Espanha (30,0%), a Alemanha (13,3%) e a França (10,0%). Seguiram-se a Itália (5,0%), os Países Baixos (4,9%), a China (3,7%), a Bélgica (3,1%), o Reino Unido (2,6%), os EUA (1,9%), a Rússia (1,7%) e a Angola (1,5%), países que representaram no seu conjunto 77,7% das importações totais.

Entre os maiores contributos positivos para o crescimento das importações nos primeiros nove meses de 2019 (+7,9%) destacam-se a França (+3,4 p.p.), a Espanha (+1,2 p.p.), a China (+0,9 p.p.), a Alemanha (+0,7 p.p.), a Bélgica, Reino Unido e Angola (+0,4 p.p. cada), os EUA (+0,3 p.p.), seguidos da Polónia, Índia, Arábia Saudita e Turquia (+0,3 p.p. cada). 

Por sua vez, os maiores contributos negativos couberam ao Cazaquistão (-0,9 p.p.), à Guiné Equatorial (-0,3 p.p.), ao Azerbaijão (-0,2 p.p.) e ao Brasil (-0,1 p.p.).
Nas duas figuras seguintes relacionam-se os maiores acréscimos e decréscimos das importações com origem intracomunitária e nos países terceiros.


4 – Saldos da Balança Comercial
Em 2019, no período em análise, os maiores saldos positivos da balança comercial (Fob-Cif) couberam ao Reino Unido (+1124 milhões de Euros) e aos EUA (+1098 milhões). Seguiram-se o Canadá (+373 milhões), Marrocos (+356 milhões) e a Suíça (+269 milhões). O maior défice, a grande distância dos restantes, pertenceu a Espanha (-7037 milhões de Euros), seguido dos da Alemanha (‑2613 milhões), da China (-1801 milhões), dos Países Baixos (-1179 milhões) e da Itália (‑987 milhões de Euros).

5 – Evolução por grupos de produtos
5.1 – Exportações
Os capítulos da Nomenclatura Combinada (NC-2 Ξ SH-2), foram aqui agregados em 11 grupos de produtos (ver ANEXO). Os grupos com maior peso nas exportações de mercadorias no período de Janeiro a Setembro de 2019, representando 81,8% do total, foram “Material de transporte terrestre e partes” (15,1% e TVH +13,4%), “Máquinas, aparelhos e partes” (13,8% do total e TVH -1,0%),  “Químicos” (12,7% e TVH +7,7%), “Agro-alimentares” (11,9% e TVH +2,4%), “Produtos acabados diversos” (9,8% e TVH +7,0%), “Minérios e metais” (9,5% e TVH -1,0%) e “Têxteis e vestuário” (9,0% e TVH (‑0,7%). O maior contributo para o acréscimo global de +1084 milhões de Euros, face ao ano anterior, coube ao grupo “Material de transporte terrestre e partes”, com +799 milhões de Euros, seguido dos grupos “Químicos” (+407 milhões), “Produtos acabados diversos” (+283 milhões) e “Aeronaves, embarcações e partes” (+248 milhões de Euros).
As exportações decresceram em cinco dos grupos, com destaque para os “Energéticos” (‑656 milhões de Euros).

5.2 – Importações
De Janeiro a Setembro de 2019, os grupos de produtos com maior peso nas importações, representando 71,6% do total, foram “Máquinas, aparelhos e partes” (17,6%, com uma taxa de variação homóloga em valor de +9,7%), “Químicos” (16,1% do total e TVH +6,9%), “Agro-alimentares” (14,1% e TVH +2,9%), “Material de transporte terrestre e partes” (12,2% e TVH +6,5%) e “Energéticos” (11,6% e TVH +0,5%).
À excepção do grupo “Calçado, peles e couros”, em que se registou uma quebra -12 milhões de Euros, em todos restantes se verificaram acréscimos nas importações, tendo ocorrido os mais significativos, em Euros, nos grupos “Aeronaves, embarcações e partes” (+1745 milhões), “Máquinas, aparelhos e partes” (+937 milhões), “Químicos” (+623 milhões) e “Material de transporte terrestre e partes” (+450 milhões de Euros). 

6 – Mercados por grupos de produtos
6.1 – Exportações
Entre os mercados de destino, a Espanha ocupou em 2019 a primeira posição em 7 dos 11 grupos de produtos com 24,7% do total, ocorrendo as excepções nos grupos “Energéticos” (3ª posição depois dos EUA e Provisões de Bordo Extra-UE), “Calçado, peles e couros” (4ª posição, depois da França, da Alemanha e dos Países Baixos), “Máquinas, aparelhos e partes” (2ª posição, depois da Alemanha) e “Aeronaves, embarcações e partes” (6ª posição, antecedida pelo Canadá, Brasil, França, Reino Unido e Finlândia).

Seguiram-se no “ranking” a França (13,1%), a Alemanha (12,1%), o Reino Unido (6,1%), os EUA (5,0%), a Itália (4,5%), os Países Baixos (4,0%), a Bélgica (2,3%), Angola (2,0%) e a Polónia (1,4%). Estes dez países cobriram 75,2% das exportações totais.
6.2 – Importações

Nesta vertente do comércio internacional, a Espanha ocupou o primeiro lugar em dez dos onze grupos de produtos, com 30,0% do total, sendo a excepção o grupo “Aeronaves, embarcações e partes” (5ª posição, precedida da França, da Alemanha, dos EUA e da Irlanda).
Seguiram-se, no “ranking”, a Alemanha (13,3%), a França (10,0%), a Itália (5,0%), os Países Baixos (4,9%), a China (3,7%), a Bélgica (3,1%), o Reino Unido (2,6%), os EUA (1,9%) e a Rússia (1,7%).
Estes dez países cobriram 76,3% das importações totais.

Alcochete, 9 de Novembro de 2019.






domingo, 3 de novembro de 2019

Ficha Portugal-PALOP - Jan-Ago 2019


Comércio Internacional de mercadorias
Ficha Portugal-PALOP
(2017-2018 e Janeiro-Agosto 2018-2019)

                                                  " Disponível para download > aqui "

1 - Nota introdutória
Pretende-se com estas fichas estatísticas acompanhar de perto a evolução das trocas comerciais de mercadorias de Portugal com os “Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa” (PALOP), visando a identificação de possíveis vias de intensificação das trocas comerciais recíprocas.
Começa-se por abordar a evolução destas trocas comerciais ao longo dos últimos cinco anos, incidindo uma análise mais aprofundada nos anos de 2017 e 2018 e período acumulado de Janeiro a Agosto de 2018 e 2019.
São aqui utilizados dados estatísticos de base divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a partir da Nomenclatura Combinada (NC), definitivos até 2017, provisórios para 2018 e preliminares para 2019, com última actualizaão em 10 de Outubro de 2019.
  2 – Quotas anuais de Portugal 
       no comércio externo dos PALOP
Para o cálculo das quotas de Portugal no comércio externo dos PALOP foi utilizada a base de dados do “International Trade Centre” (ITC).

Contudo, porque nalguns casos, relativamente aos totais de Portugal de fonte INE, foram detectadas divergências consideráveis entre as duas fontes, no quadro seguinte foram também utilizados os dados de base nacionais, com as necessárias conversões entre valores Cif e Fob efectuadas a partir da aplicação de um factor fixo (Fob=Cif x 0,9533).

3 – Ritmo de evolução das importações e exportações
      portuguesas com os PALOP (2014=100)


4 – Peso dos PALOP no comércio internacional português



5 – Balança Comercial de Portugal com os PALOP



6 – Importações portuguesas com origem nos PALOP
      por grupos de produtos e principais produtos (NC-4)
6.1 – Origem PALOP


6.2 – Origem Angola



6.3 – Origem Cabo Verde



6.4 – Origem Guiné-Bissau



6.5 – Origem Moçambique



6.6 – Origem São Tomé e Príncipe



7 – Exportações portuguesas com destino aos PALOP
      por grupos de produtos e principais produtos (NC-4)
7.1 – Destino PALOP



7.2 – Destino Angola



7.3 – Destino Cabo Verde



7.4 – Destino Guiné-Bissau



7.5 – Destino Moçambique



7.6 – Destino São Tomé e Príncipe





ANEXO



Alcochete, 1 de Novembro de 2019.