sábado, 11 de maio de 2024

Comércio Internacional no âmbito da CPLP (2019-2023)

 

Comércio Internacional de mercadorias
de Portugal no âmbito da CPLP

(2019-2023)

(disponível para download >> aqui )

1 - Introdução

A “Comunidade dos Países de Língua Portuguesa” (CPLP) foi criada em 1996, sendo seus países fundadores Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe.

Em 2002 foi admitido Timor-Leste e mais recentemente, em 2014, a Guiné-Equatorial, observador associado que foi desde 2006.

Entre os seus objectivos, no âmbito da cooperação em todos os domínios, situa-se o desenvolvimento de parcerias estratégicas e o levantamento de obstáculos ao desenvolvimento do comércio internacional de bens e serviços, tornando-a assim numa importante alavanca para o desenvolvimento do espaço económico lusófono e consequente melhoria das condições de vida das suas populações.

Pretende-se neste trabalho analisar, através de quadros e gráficos, a evolução das importações e exportações efectuadas por Portugal com cada um dos seus parceiros na CPLP no período de 2019 a 2023, a partir de dados de base do Instituto Nacional de Estatística (INE), em versão definitiva.

Para o cálculo do peso de Portugal nas importações e nas exportações de cada um dos seus parceiros comunitários foram utilizados, para Portugal, dados de base do (INE), considerados mais correctos para o fim em vista, e para os parceiros na CPLP estatísticas do International Trade Centre (ITC) calculadas a partir de diversas fontes, e pontualmente, para 2023, da Administração-Geral Tributária se Angola, do Banco de Moçambique e do FMI no caso de São Tomé e Príncipe.

2 – Peso de Portugal no Comércio Externo                                                    dos seus parceiros na CPLP

3 – Importações e exportações portuguesas no âmbito da CPLP


3.1 – Balança Comercial de Portugal                                                                 com o conjunto dos parceiros na CPLP

3.2 – Peso relativo de cada Estado-membro nas importações e                     exportações portuguesas no âmbito da CPLP

3.3 – Balança Comercial de Portugal                                                                 com cada parceiro na CPLP (2018-2022)

3.4 – Síntese estatística de cada país

Segue-se uma síntese estatística da evolução do comércio internacional de mercadorias de Portugal cada um dos seus parceiros na CPLP.

 





















































































ANEXO




quarta-feira, 1 de maio de 2024

Comércio Internacional de Portugal com a Alemanha (2019-2023)

 

Comércio Internacional
de mercadorias
de Portugal com a Alemanha
(2019-2023)

( disponível para download  >> aqui )

 1 - Introdução

A Alemanha encontra-se entre os três principais parceiros comerciais de Portugal, tendo sido em 2023 o 2º maior mercado de origem das importações (11,5% do Total), precedida da Espanha (33,8%), e o 3º principal mercado de destino das exportações (10,8%), depois da Espanha (25,8%) e da França (13,0%).

Em 1985, ano anterior à adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia (CEE), o peso da Alemanha nas importações e nas exportações globais era respectivamente de 11,5% e 13,7%.

Ao longo da última década, em termos de ritmo de ‘crescimento’ em valor, após uma quebra simultânea em 2020, ambas as vertentes se comportaram de um modo tendencialmente crescente.

Em 2023 Portugal Terá representado 0,5% do Total das importações alemãs e 0,8% das exportações, de acordo com dados de base do Eurostat.

No quadro seguinte podem observar-se, por Grupos de Produtos (conteúdo em NC2 definido no Anexo 1), as importações e exportações de mercadorias na Alemanha em 2023 e as correspondentes quotas de Portugal em cada uma das vertentes.

2 – Comércio de Portugal com a Alemanha

2.1 – Evolução do peso da Alemanha nas importações                                   e nas exportações globais portuguesas

Na última década, de acordo com dados definitivos divulgados pelo INE, o peso da Alemanha no Total das Importações cresceu de 12,3% para 13,8%, entre 2014 e 2018, tendo decrescido tendencialmente a partir de então, situando-se em 11,5% em 2023.

Por sua vez o peso das Exportações, tendo-se mantido numa faixa próxima dos 12% entre 2014 e 2020, decresceu nos anos seguintes, situando-se em 10,8% nos dois últimos anos. 

2.2 – Balança Comercial

No último quinquénio a Balança Comercial de mercadorias de Portugal com a Alemanha foi deficitária, com défices sucessivamente crescentes de 2020 (-2,7 mil milhões de Euros) a 2023 (-3,7 mil milhões).

Em 2023, face ao ano anterior, as importações cresceram em valor +0,2%, tendo as exportações decrescido -1,5%.

2.3 – Importações por Grupos de Produtos

Em 2023 os Grupos de Produtos (definição do seu conteúdo no Anexo 1) dominantes nas importações foram “Máquinas, aparelhos e partes” (30,6% e 29,8% em 2022), “Químicos” (21,6% e 23,1%) e “Material de transporte terrestre e partes” (21,4% e 19,8%). 

Seguiram-se os grupos “Agro-alimentares” (6,8%e 6,6%), “Minérios e metais” (6,4% e 6,3%) e “Produtos acabados diversos” (5,7% e 5,6%).

Com pesos inferiores alinharam-se depois os grupos “Têxteis e vestuário” (2,9% e 3,2%), “Aeronaves, embarcações e partes” (1,8% e 2,4%), “Madeira, cortiça e papel” (1,5% e 1,8%), “Calçado, peles e couros” (1,1% e 1,2%) e “Energéticos” (0,2% nos dois anos).

No quadro seguinte podem observar-se as principais importações efectuadas em 2022 e 2023, por Grupos de Produtos desagregados por Capítulos da Nomenclatura Combinada, com uma representatividade por grupo superior a 80%.

2.4 – Exportações por grupos de produtos

Em 2023 predominaram nas exportações para a Alemanha os grupos “Máquinas, aparelhos e partes” (29,5% e 27,1%), “Material de transporte terrestre e partes” (18,7% e 18,5%), “Produtos acabados diversos” (13,7% e 12,9%) e “Químicos” (12,1% e 13,2%).

Seguiram-se os grupos “Minérios e metais” (6,7% e 7,2%), “Têxteis e vestuário”  (6,2% e 6,4%), “Calçado, peles e couros” (5,2% e 5,4%), “Agro-alimentares” (4,1% nos dois anos), “Madeira, cortiça e papel” (3,5% e 4,7%). Com pesos inferiores alinharam-se depois os grupos “Energéticos” (0,3% e 0,2%) e “Aeronaves, embarcações e partes” (0,2% em cada um dos anos).   

À semelhança das importações, no quadro seguinte podem observar-se as principais importações efectuadas em 2022 e 2023, por Grupos de Produtos, desagregadas por Capítulos da Nomenclatura, com uma representatividade por grupo superior a 80%.


ANEXO-1



Alcochete, 1 de Maio de 2024.


quinta-feira, 25 de abril de 2024

Comércio Internacional de Portugal com Angola (2019-2023)

 

Comércio Internacional
de mercadorias
de Portugal com Angola
(2019-2023)

( disponível para download  >> aqui )

 1 - Introdução

Analisa-se neste trabalho a evolução do comércio de mercadorias de Portugal com Angola ao longo do último quinquénio (2019-2023), com base em dados definitivos do “Instituto Nacional de Estatística de Portugal” (INE).

Em 2023 Angola ocupou a 3ª posição nas exportações portuguesas para o espaço Extra-comunitátrio (5,5%), precedida dos EUA (22,7%) e do Reino Unido/Irl. NT (15,8%), e a 21ª posição na vertente das importações (1,0%).

Ao longo da última década, tanto as importações como as exportações registaram uma evolução tendencialmente decrescente.


Mais de 80% das exportações angolanas incidem no petróleo, de que o principal destino é a China. As principais importações incidem em produtos “Energéticos”, como gás e produtos refinados do petróleo, “Máquinas”, “Químicos”, “Material de transporte” e “Minérios e metais”.

No quadro seguinte constam, por Grupos de Produtos (definição do conteúdo no Anexo 1), as quotas de Portugal nas importações angolanas em 2021 e 2022, importações com valores calculados pelo “International Trade Centre” (ITC) a partir de dados da “Direcção Nacional das Alfândegas de Angola”, sendo as originárias de Portugal calculadas a partir das suas exportações para Angola, de fonte “Instituto Nacional de Estatística de Portugal” (INE), com valores (Fob) convertidos a (Cif) por aplicação de um factor fixo (Fob=Cif x 0,9533).

2 – Balança Comercial de Portugal com Angola

Ao logo dos últimos cinco anos a Balança Comercial com Angola foi favorável a Portugal, com elevados graus de cobertura das importações pelas exportações e saldos sucessivamente crescentes, à excepção de uma pequena quebra em 2022, que subiram de 163 milhões de Euros em 2019, para 992 milhões em 2023.

Neste último ano as importações decresceram -56,6% face ao ano anterior e as exportações decairam -11,2%.


3 – Importações

As importações portuguesas provenientes de Angola encontram-se centradas no petróleo bruto, logo sujeitas à flutuação do seu preço no mercado internacional, tendo o grupo de produtos “Energéticos” representado 95,2% do Total em 2022 e 85,8% em 2023.

Na figura seguinte, para o cálculo da estrutura por Grupos de Produtos em 2022 e 2023, foi excluído o grupo “Energéticos”.

O grupo dominante em 2023 foi “Agro-alimentares” (61,8% do Total excluindo “Energéticos” e 62,6% em 2022), principalmente constituído por bananas e crustáceos.

Seguiram-se os grupos “Minérios e metais” (15,3% e 14,0%), principalmente granito e outras rochas, e ouro, “Máquinas, aparelhos e partes” (9,9% e 5,3%), principalmente máquinas e aparelhos mecânicos, como máquinas para trabalhar terras, pedra ou minérios, entre outas, “Madeira, cortiça e papel” (7,3% e 9,6%), designadamente madeira serrada, “Produtos acabados diversos” (4,2% e 4,9%), como pedra de cantaria ou construção e relógios, e “Material de transporte terrestre e partes” (0,7% e 1,1%), com destaque para os veículos automóveis e suas partes, e contentores. Os restantes grupos de produtos registaram pesos muito reduzidos no conjunto das importações.

Na figura seguinte relacionam-se as principais importações com origem em Angola efectuadas nos últimos dois anos, por Grupos de Produtos desagregados por Capítulos da Nomenclatura Combinada (NC-2 ≡ SH2). Em anexo (Anexo 2), podem observar-se estas importações com uma desagregação ainda mais fina (NC-4).

4 – Exportações

No período em análise as principais exportações portuguesas para Angola incidiram nos grupos de produtos “Máquinas, aparelhos e partes”, “Agro-alimentares”, “Químicos”, “Produtos acabados diversos” e “Minérios e metais”.

Em 2023 as exportações de “Máquinas, aparelhos e partes”, muito diversificadas, representaram 33,1% do Total (29,0% em 2022), com destaque para as partes de máquinas elevatórias, máquinas para trabalhar terras, pedra ou minérios, quadros eléctricos, aparelhos de telecomunicação por fios, centrifugadores, aparelhos de filtragem, fios e cabos eléctricos, máquinas automáticas de processamento de dados, interruptores, seccionadores e aparelhos eléctricos de protecção, refrigeradores e congeladores, transformadores e conversores eléctricos, bombas para líquidos, torneiras e válvulas, entre muitos outros. 

Entre os produtos “Agro-alimentares” (17,5% em 2023 e 20,8% em 2022) predominaram os vinhos, óleo de soja, queijo,, enchidos, extractos de malte e farinhas, leite, preparações para alimentação animal e azeite. No âmbito dos produtos “Químicos” (15,8% e 17,2%) sobressairam os produtos farmacêuticos, plástico e suas obras, reagentes de diagnóstico e laboratório, substâncias odoríficas, produtos de lavagem e limpeza, pneus novos e produtos de beleza, entre outros. Entre os “Produtos acabados diversos” (11,1% em cada um dos anos) destacaram-se as exportações de instrumentos de medicina, mobiliário, incluindo mobiliário médico, candeeiros e outros aparelhos de iluminação, assentos mesmo transformáveis em cama, ladrilhos e mosaicos de cerâmica e aparelhos para análises físicas ou químicas. Nos “Minérios e metais” (10,8% em 2023 e 9,7% no ano anterior), sobressaíram as construções e outras obras em ferro ou aço, seguidas dos cabos de cobre para uso não eléctrico, parafusos, porcas e semelhantes em ferro ou aço, ferragens, guarnições e fechos em metais comuns, construções, barras e perfis de alumínio, entre muitos outros produtos.

Na figura seguinte relacionam-se as principais exportações efectuadas nos últimos dois anos, por grupos de produtos, desagregados por Capítulos (NC-2 ≡ SH-2).

Em anexo (Anexo 3), podem observar-se estas exportações com uma desagregação ainda mais fina (NC-4).


ANEXO-1



ANEXO-2


ANEXO -3



Alcochete, 25 de Abril de 2024.