Comércio Internacional
De acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE)
para o período de Janeiro a Julho de 2026, em versão preliminar com última
actualização em 9 de Setembro de 2026, e de 2025, em versão definitiva, as
exportações de mercadorias cresceram, em termos homólogos, +2,5% (+1,2 mil milhões
de Euros), a par de um acréscimo das importações de +5,5% (+3,7 mil milhões).
A partir de Janeiro de 2021, nas estatísticas de base do INE foram
acrescentados, na sequência do “Brexit”, dois códigos de países, “XI-Reino
Unido (Irlanda do Norte)” e “XU-Reino Unido (não incluindo a Irlanda do
Norte)”, apresentando-se a zeros a posição pautal com o código “GB-Reino
Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte”. Nos quadros desta série mensal manteremos,
para já, este código GB, correspondente ao somatório dos valores dos dois
novos códigos.
As exportações para o espaço comunitário (expedições), cujo total
corresponde aos actuais 27 membros, registaram no período em análise um acréscimo
de +2,2% (+771 milhões de Euros), tendo as
exportações para os Países Terceiros registado um acréscimo de +3,3% (+432
milhões). Por sua vez, as importações com origem na UE (chegadas) cresceram +4,3%
(+2,2 mil milhões) e as originárias dos Países Terceiros aumentaram +9,3% (+1,5
mil milhões de Euros).
O défice
comercial externo (Fob-Cif), +13,1% face a 2025, situou-se em -21,3 mil milhões de Euros (superior em 2,5 mil
milhões ao do ano anterior), a que corresponderam agravamentos de 1,4 mil milhões
no comércio intracomunitário e de 1,1 mil milhões no
extracomunitário. Em termos globais, o grau de cobertura (Fob/Cif) das
importações pelas exportações desceu de 71,6% em 2025, para 69,6% em 2026.
A
variação do preço de importação do petróleo repercute-se no valor das
exportações de produtos energéticos, com reflexo na Balança Comercial. No
período de Janeiro a Julho o valor médio de importação do petróleo bruto subiu de 511 Euros/Ton,
em 2025, para 603 Euros/Ton, em 2026, sendo de assinalar uma acentuada subida
do preço no mês de Abril face ao mês anterior (de 474 para 818 Euros/Ton).
Para além da variação da cotação
internacional do barril de petróleo, medida em dólares, a variação da cotação
do dólar face ao Euro é também um dos factores determinantes da evolução do seu
preço em Euros (o gráfico inclui já a cotação média no mês de Agosto).
Se
excluirmos do total das importações e das exportações o conjunto dos produtos “Energéticos” (Capº 27 da NC), que pesou
10,3% no total das importações em 2026 e 6,7% nas exportações, o grau de
cobertura (Fob/Cif) das importações pelas exportações sobe, em 2026, de 69,6% no
comércio global, para 72,4%.
2 – Evolução mensal
3 – Mercados de destino e de origem
3.1 - Exportações
No
período Janeiro-Julho de 2026 as exportações para a UE (expedições), que
representaram 71,9% do Total, cresceram +2,2%, contribuindo com +1,6 pontos
percentuais (p.p.) para uma taxa em termos globais de +2,5%. As exportações para o espaço extracomunitário, 28,1% do Total, cresceram
+3,3%, contribuindo com +0,9 p.p. para a
taxa de evolução global.
Os dez principais
destinos das exportações foram a Espanha (26,3%), a Alemanha (12,1%), a França
(12,0%), os EUA (5,3%), a Itália (4,5%), o Reino Unido/Irl NT (4,2%), os Países
Baixos (3,4%), a Bélgica (2,7%), e as Provisões de Bordo para Terceiros e
Polónia (1,7% cada), países que representaram 73,9% do Total.
Angola, que no ano de 2025 ocupou a 3ª
posição no conjunto dos Países Terceiros, depois dos EUA e do Reino Unido, registou
no período em análise um acréscimo de +9,9%
nas nossas exportações (+61.3 milhões de Euros). Ocorreram acréscimos
nos grupos de produtos “Agro-alimentares” (+24,3 milhões de Euros), “Químicos”
(+19,7 milhões), “Minérios e metais” (+7,3 milhões), “Aeronaves, embarcações
e partes” (+7,1 milhões), “Produtos acabados diversos” (+6,0
milhões, “Têxteis e vestuário” (+1 milhão), “Calçado, peles e couros”
(+954 mil Euros), “Energéticos” (+859 mil Euros) e “Máquinas,
aparelhos e partes” (+590 mil Euros).
Os decréscimos
incidiram nos grupos “Madeira, cortiça e papel” (-5,7 milhões) e “Material
de transporte terrestre e partes” (-889 mil Euros.
Entre os
principais destinos, os maiores contributos
positivos para a evolução das exportações neste período (+2,5%) pertenceram
à Espanha (+1,1 p.p.), seguida das Provisões de Bordo Extra-EU (-0,5 p.p.), da França
(+0,4 p.p.), da China e Turquia (+0,3 p.p. cada) e do Brasil, Provisões de
Bordo Intra-UE, Suécia e Marrocos (+0,2 p.p. cada).
Os maiores contributos negativos couberam à Alemanha (-1,5 p.p.), seguida dos EUA (-0,8 p.p.) e do Reino Unido/ Irl.NT (-0,3 p.p.).
Os maiores acréscimos nas exportações
para o espaço comunitário (expedições)
incidiram em Espanha (+531 milhões de Euros), França (+172 milhões), Provisões
de bordo (+103 milhões), Finlândia (+100 milhões), Suécia (+88 milhões),
Polónia (+75 milhões), Itália (+65 milhões), Irlanda (+63 milhões), Bélgica
(+52 milhões) e Áustria (+45 milhões de Euros).
O principai decréscimo coube à Alemanha (-707 milhões de Euros),
seguida da Roménia (-14 milhões) e da Estónia (-13 milhões).
No conjunto dos Países Terceiros,
entre os maiores acréscimos nas exportações
destacaram-se as Provisões de Bordo (+220 milhões), a China (+166 milhões), a
Turquia (+147 milhões), o Brasil (+103 milhões), Marrocos (+84 milhões), a
Nigéria (+80 milhões), Cabo Verde (+63 milhões), Angola (+61 milhões), Togo
(+54 milhões), Ilhas Virgens EUA (+53 milhões) e Suíça (+47 milhões). Entre os maiores decréscimos evidenciaram-se os EUA (-380 milhões de Euros),
seguidos do Reino Unido/Irl.NT (-143 milhões), Ucrânia (-64 milhões), Austrália
(-47 milhões), Panamá (-46 milhões), Taiwan (-45 milhões), Arábia Saudita (-41
milhões) e Argélia (-35 milhões de Euros).
3.2 – Importações
No
período em análise de 2026 as chegadas de mercadorias com origem na UE, que
representaram 75,2% do total, registaram um acréscimo de +4,3%, com um
contributo para o resultado global de +3,3 p.p.. As importações com origem no
espaço extracomunitário registaram no mesmo período um acréscimo de +9,3%, representando
24,8% do total, com um contributo de +2,2 p.p..
O principal mercado de origem das importações em 2026
foi a Espanha (32,3% do Total), seguida da Alemanha (12,1%), dos Países Baixos e
da França (7,4% cada), da China (5,2%), da Itália (4,9%), do Brasil (3,8%), da
Bélgica (3,1%), dos EUA (2,2%) e da Polónia (1,7%).
Estes países representaram, no seu conjunto, 80,2% do
total das importações.
Em
Janeiro-Julho de 2026, entre os contributos positivos para a taxa de
variação homóloga das importações (+5,5%), destacaram-se a Espanha (+2,2 p.p.),
os Países Baixos (+1,9 p.p.), o Brasil e a Alemanha (+1,2 p.p. cada), a China e
a França (+0,7 p.p. cada), e os EUA (+0,2 p.p.).
Os
principais contributos negativos incidiram na Irlanda (-2,7 p.p.), na
Argélia (-0,4 p.p.), e na Turquia, Hungria
e Bélgica (-0,2 p.p. cada).
Nas duas figuras seguintes
relacionam-se os maiores acréscimos e decréscimos do valor das importações com origem
intracomunitária (chegadas) e nos Países Terceiros.
4 – Saldos da Balança Comercial
No período em análise os maiores saldos positivos da balança
comercial (Fob-Cif) couberam ao Reino Unido/Irl.NT (+1379 milhões de Euros), aos
EUA (+1026 milhões), à França (+666 milhões), a Angola (+562 milhões) e a Gibraltar
(+308 milhões).
O maior défice, a grande distância dos restantes, pertenceu a
Espanha (-9858 milhões de Euros), seguida dos Países Baixos (-3525 milhões), da
China (-3137 milhões), da Alemanha (-2628 milhões) e do Brasil (-1972 milhões).
5 – Evolução por grupos de produtos
5.1 – Exportações
Os
capítulos da Nomenclatura Combinada (NC-2
Ξ SH-2), foram aqui agregados em 11 grupos de produtos (ver ANEXO).
Em 2026, os grupos que detiveram maior peso na
estrutura foram “Máquinas, aparelhos e partes” (16,5% e +710 milhões de
Euros face ao ano anterior), “Agro-alimentares”
(14,0% e +125milhões), “Químicos” (13,5% e -1089 milhões), “Material de transporte terrestre e partes” (12,1%
e -34 milhões) e “Minérios e metais” (11,2% e +851 milhões).
Seguiram-se
os grupos e “Produtos acabados diversos” (8,8% e -27 milhões), “Têxteis e vestuário” (7,2% e +115 milhões), “Energéticos” (6,7% e +555 milhões),
“Madeira cortiça e papel” (6,3% e -47 milhões),
“Calçado, peles e couros” (2,8% e +31 milhões) e “Aeronaves,
embarcações e partes” (0,8% e +12 milhões
de Euros).
5.2 – Importações
Em Janeiro-Julho de 2026 os grupos de produtos com
maior peso foram “Máquinas, aparelhos e
partes” (19,2% do Total e +1734 milhões de Euros face ao ano anterior), “Químicos” (16,9% e -1218 milhões, “Agro-alimentares” (15,3% e +224 milhões), “Material de transporte terrestre e partes” (13,5% e +779 milhões)
e “Energéticos” (10,3% e +1321
milhões). Seguiram-se os grupos “Minérios e metais” (8,7% e +262
milhões), “Produtos acabados diversos” (6,3% e +265 milhões), “Têxteis
e vestuário” (4,5% e +20 milhões), Madeira, cortiça e papel” (2,6% e
-49 milhões), “Calçado,
peles e couros” (1,7% e +32 milhões) e “Aeronaves, embarcações e partes” (1,1% e +312 milhões de Euros).
6 – Mercados por grupos de produtos
6.1 – Exportações
No período em análise, entre os mercados de destino, a Espanha ocupou a primeira posição em 7 dos 11 grupos de produtos com 26,3% do total, ocorrendo as excepções nos grupos “Energéticos” (2ª posição depois das Provisões de Bordo para Países Terceiros), “Calçado, peles e couros” (3ª posição depois da Alemanha e da França), “Máquinas, aparelhos e partes” (2ª depois da Alemanha) e “Aeronaves, embarcações e partes” (3ª posição, precedida do Brasil e da França).
Seguiram-se
no “ranking” a Alemanha (12,1%), a
França (12,0%), os EUA (5,3%), a Itália (4,5%), o Reino Unido (4,2%), os Países
Baixos (3,4%), a Bélgica (2,7%), as Provisões de Bordo para Países Terceiros e a
Polónia (1,7% cada).
Estes dez
destinos representaram 73,9% da exportação total.
6.2 – Importações
Na
vertente das importações, a Espanha ocupou o primeiro lugar em nove dos onze
grupos de produtos, com 32,3% do total.
As excepções
foram os grupos “Energéticos” (2º lugar depois do Brasil) e “Aeronaves,
embarcações e partes” (4º lugar, depois da França, Brasil e Alemanha).
Seguiram-se,
no “ranking”, a Alemanha (12,1%), os
Países Baixos (7,4%), a França (7,4%), a China (5,2%), a Itália (4,9%), o
Brasil (3,8%), a Bélgica (2,2%), os EUA (2,2%) e a Polónia (1,7%),
Estes dez
países cobriram 80,2% da importação total.
7 – Valor dos grupos de produtos das exportações em 2026 face a 2025, por meses homólogos não acumulados
Alcochete, 14 de Setembro de 2026.


























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