sexta-feira, 10 de março de 2023

Comércio Externo de São Tomé e Príncipe e Portugal-S.Tomé e Príncipe (2018-2022)

 

Comércio Externo de São Tomé e Príncipe
2017-2021
e
Portugal - São Tomé e Príncipe
2018-2022

                                                        (disponível para download  >> aqui )


1 - Introdução

Analisa-se neste trabalho a evolução do comércio externo de mercadorias de São Tomé e Príncipe face ao mundo, entre 2017 e 2021, com base em dados divulgados no “Boletim de Estatísticas do Comércio Externo” do “Instituto Nacional de Estatística de São Tomé e Príncipe”, desagregados por produtos do “Sistema Harmonizado” (SH), em US$, convertidos a Euros, complementados por dados de fonte “International Trade Centre (ITC)”.

Analisa-se em seguida a evolução do comércio internacional de Portugal com São Tomé e Príncipe ao longo do período 2018-2022, com base em dados de fonte “Instituto Nacional de Estatística de Portugal” (INE), em versão definitiva até 2021 e preliminar para 2022, com última actualização em 9 de Fevereiro de 2023.

São Tomé e Príncipe foi, em 1996, um dos fundadores da “Comunidade dos Países de Língua Portuguesa” (CPLP).

Esta Comunidade tem entre os seus objectivos, no âmbito da cooperação em todos os domínios, o desenvolvimento de parcerias estratégicas e o levantamento de obstáculos ao desenvolvimento do comércio internacional de bens e serviços entre os seus membros, designadamente o Brasil, Cabo Verde, a Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe, desde a sua fundação, tendo em 2002 sido admitido Timor-Leste e mais recentemente, em 2014, a Guiné-Equatorial.

À parte as trocas comerciais com Portugal, Angola e Brasil, nas importações, e com Portugal, Angola, Guiné-Equatorial e Brasil, nas exportações, o comércio de São Tomé e Príncipe com os restantes membros da CPLP é muito reduzido, ou mesmo nulo nalguns casos.


2 – Comércio externo de São Tomé e Príncipe

O ritmo de ‘crescimento’ em valor das importações santomenses manteve-se praticamente ao nível de 2013, tendo aumentado nos dois últimos anos.

Por sua vez, o ritmo das exportações foi tendencialmente crescente entre 2013 e 2022 (2013=100), tendo atingido um pico em 2021. 

2.1 – Balança Comercial (2017-2021)

De fonte INE de São Tomé e Príncipe apenas se dispõe de valores (Fob) tanto para a importação como para a exportação, desconhecendo-se um possível factor aproximado de conversão (Fob-Cif) que permita o cálculo dos valores da importação habitualmente tratados em (Cif) na Balança Comercial. 

Para o cálculo da Balança Comercial, dada a proximidade entre as duas fontes do lado da exportação, sendo de admitir que o mesmo acontecerá relativamente à importação, foram utilizados dados de base do “International Trade Centre” (ITC),.

A Balança Comercial de mercadorias (Fob-Cif) foi deficitária ao longo dos últimos cinco anos, com saldos negativos superiores a 120 milhões de Euros excepto em 2020 (-110,2 milhões), e graus de cobertura das importações pelas exportações muito baixos.

Em 2021 as importações cresceram +16,0% face ao ano anterior e as exportações +48,4%, o que conduziu a um aumento do défice de +12,4% face ao ano anterior, com o grau de cobertura das importações pelas exportações a situar-se em apenas 11,5%.

2.2 – Importações por Grupos de Produtos e quotas de Portugal                    em 2021

Para a análise da evolução das importações e das exportações por Grupos de Produtos, com base no ‘Sistema Harmonizado’ (SH), foi utilizada a base de dados do “International Trade Centre” (ITC), com cálculos efectuados por este organismo a partir de estatísticas do INE de São Tomé e Príncipe (ver em ANEXO o conteúdo dos Grupos considerado, definido com base nos Capítulos-SH).

Em 2021 o grupo se produtos dominante nas importações foi “Agro-alimentares” (34,8% do Total em 2021 e 33,7% em 2020), seguido dos grupos “Energéticos” (19,6% e 18,4%, respectivamente) e “Máquinas, aparelhos e partes” (12,3% e 12,8%).Com pesos inferiores alinharam-se depois os grupos “Químicos” (9,4% e 9,5%), “Minérios e metais” (7,6% e 10,3%), “Material de transporte terrestre e partes” (6,2% e 5,9%), “Produtos acabados diversos” (4,1% e 4,4%), “Têxteis e vestuário” (3,6% e 2,8%), “Madeira, cortiça e papel” (1,5% e 1,2%), “Calçado, peles e couros” (0,8% e 0,7%) e “Aeromaves, embarcações e partes” (0,02% em 2021 e 0,2% no ano anterior).

Em 2021 Portugal terá sido a origem de cerca de 50% das importações de São Tomé e Príncipe, com peso significativo na generalidade dos grupos de produtos, à excepção de “Energéticos”.

Da figura seguinte constam, por Grupos de Produtos, os principais produtos importados em 2020 e 2021, desagregados a dois dígitos da Nomenclatura.

2.3 – Exportações por Grupos de Produtos e quotas de Portugal                    em 2021

Muito pouco diversificadas, as principais exportações de São Tomé e Príncipe incidiram principalmente também no grupo de produtos ”Agro-alimentares” (94,8% do Total em 2021 e 88,8% no ano anterior).

Seguiram-se, a grande distância, os grupos “Aeronaves, embarcações e partes” (2,4% e 6,2%), “Máquinas, aparelhos e partes” (1,1% e 3,7%) e “Minérios e metais” (0,7% e 0,3%).

Em 2021 Portugal terá sido o destino de 13,1% das exportações globais de São Tomé e Príncipe.

Da figura seguinte constam, por Grupos de Produtos, os principais produtos exportados em 2020 e 2021, desagregados a dois dígitos da Nomenclatura.

2.4 – Principais mercados do Comércio Externo                                               de São Tomé e Príncipe

Na figura seguinte relacionam-se os quinze principais mercados de origem e de destino das importações e exportações santomenses em 2020 e 2021, segundo estatísticas do “International Trade Centre” (ITC).

Portugal foi a principal origem das importações do país, tendo representado 49,3% do Total em 2021.

Entre as restantes origens destacaram-se Angola (12,0%), o Togo (9,4%), a China (7,2%), o Japão (3,1%), a Turquia (2,1%), a Bélgica (1,9%), os EUA (1,8%) e o Brasil (1,7%).

Nas exportações predominaram os Países Baixos (45,1%), seguidos da Bélgica (21,3%), de Portugal (13,1%) e da Alemanha (9,1%).

Com menor expressão alinharam-se depois, entre outros, os Camarões (4,2%), o Senegal (2,5%) e a França (1,2%).

3 – Comércio de Portugal com São Tomé e Príncipe (2018-2022)

3.1 – Balança Comercial

Com baixos níveis de importação, é muito elevado o grau de cobertura das importações pelas exportações (Fob/Cif).

Em 2022, as importações portuguesas com origem em S.Tomé e Príncipe, num valor de 2,2 milhões de Euros, registaram uma quebra de -13,4% face ao ano anterior e as exportações um acréscimo de +16,4%, situando-se em 66 milhões de Euros.

3.2 – Importações por Grupos de Produtos

As principais importações com origem em S.Tomé e Príncipe centraram-se, em 2022, no grupo “Agro-alimentares” (82,9% e 93,4% em 2021), seguidas a grande distância dos grupos “Minérios e metais” (11,9% e 4,7%), “Químicos” (2,7%, sendo nulas em 2021), “Máquinas, aparelhos e partes” (1,9% e 1,4%) e “Produtos acabados diversos” (0,5%e 0,1%).

Da figura seguinte constam os principais produtos desagregados a dois dígitos da Nomenclatura Combinada (NC2), coincidente a este nível com o Sistema Harmonizado.

3.3 – Exportações por Grupos de Produtos

Em 2022 as principais exportações centraram-se também no grupo “Agro-alimentares”  (45,1% em 2022 e 47,0% em 2021), seguidas dos grupos “Máquinas, aparelhos e partes” (15,6% e 14,5%) e “Químicos” (14,1% e 15,2%).

Alinharam-se depois os grupos “Minérios e metais” (6,7% nos dois anos), “Produtos acabados diversos” (6,1% e 5,5%), “Têxteis e vestuário” (3,8% e 3,1%), “Material de transporte terrestre e partes” (3,5% e 3,6%), “Madeira, cortiça e papel” (2,5% e 2,6%), “Energéticos” (2,1% e 1,1%) e “Calçado, peles e couros” (0,4% e 0,6%), tendo sido praticamente nulas as exportações de “Aeronaves, embarcações e partes”.

Da figura seguinte constam os principais produtos desagregados a dois dígitos da Nomenclatura Combinada (NC2).




ANEXO




Alcochete, 9 de Março de 2023.



















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quarta-feira, 8 de março de 2023

Comércio Externo da Guiné-Bissau e Portugal - Guiné-Bissau 2018-2022

 

Comércio Externo da Guiné-Bissau
2017-2021
e
Portugal - Guiné-Bissau
2018-2022

                                                        (disponível para download  >> aqui )


1 - Introdução

Não se dispondo de dados estatísticos relativos ao passado recente do comércio externo de mercadorias da Guiné-Bissau com origem em fontes  nacionais, foram neste trabalho utilizados dados de base disponíveis no “International Trade Centre” (ITC) por produtos do ‘Sistema Harmonizado’ (SH), para 2017 e 2018 calculados a partir de dados divulgados pelo INE da Guiné-Bissau e para 2019 a 2021 a parir de dados divulgados pelos seus parceiros comerciais (mirror data).

Segue-se uma análise da evolução do comércio de Portugal com a Guiné-Bissau entre 2018 e 2022, a partir de dados estatísticos do ‘Instituto Nacional de Estatística de Portugal’ (INE), em versão definitiva até 2021 e preliminar para 2022, com última actualização em 9 de Fevereiro de 2023.

A Guiné-Bissau foi, em 1996, um dos fundadores da “Comunidade dos Países de Língua Portuguesa” (CPLP). Esta Comunidade tem entre os seus objectivos, no âmbito da cooperação em todos os domínios, o desenvolvimento de parcerias estratégicas e o levantamento de obstáculos ao desenvolvimento do comércio internacional de bens e serviços entre os seus membros, designadamente o Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe, desde a sua fundação, tendo em 2002 sido admitido Timor-Leste e mais recentemente, em 2014, a Guiné-Equatorial.

À parte as trocas comerciais com Portugal, nas importações, o comércio da Guiné-Bissau com os restantes parceiros da CPLP é muito reduzido ou mesmo nulo, em ambas as vertentes.

A Guiné-Bissau pertence também à “União Económica e Monetária do Oeste Africano” (UEMOA), uma organização criada em 1994 por tratado assinado em Dacar, no Senegal, de que são membros fundadores o BenimBurkina FasoCosta do MarfimMaliNígerSenegal e Togo, tendo a Guiné-Bissau aderido em 1997, sendo o único membro não francófono desta organização.

A UEMOA é uma união aduaneira e monetária criada no contexto da “Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental” (CEDEAO), esta criada em 1975 por tratado assinado em Lagos, na Nigéria, visando promover a integração económica dos Estados-membros em todas as áreas de actividade.

Além dos membros da UEMOA, integram a CEDEAO os países Cabo Verde, Gâmbia, Gana, Guiné, Libéria, Nigéria e Serra Leoa.

2 – Comércio externo da Guiné-Bissau

No período de 2017 a 2021 o ritmo de evolução anual em valor das importações foi tendencialmente crescente a partir de 2018, a par de uma desaceleração das exportações após 2019. 

2.1 – Balança Comercial da Guiné-Bissau (2017-2021)

A Balança Comercial de mercadorias (Fob-Cif) da Guiné-Bissau, que em 2017 e 2018 registara saldos positivos, tornou-se deficitária a partir de 2019. Em 2021 registou um saldo negativo de -191 milhões de Euros e um grau de cobertura das importações pelas exportações de apenas 44,7%, na sequência de crescimentos de +18,4% nas importações e de +5,6% nas exportações. 

2.2 – Importações por Grupos de Produtos

Para a análise da evolução das importações e das exportações por Grupos de Produtos, com base no ‘Sistema Harmonizado’ (SH), foi utilizada a base de dados do “International Trade Centre” (ITC).

Em 2021 o grupo se produtos dominante nas importações foi “Agro-alimentares” (35,7% do Total em 2021 e 43,2% em 2020), seguido dos grupos “Químicos” (14,4% e 12,0%, respectivamente) e “Energéticos” (13,2% e 10,7%).

Com pesos inferiores alinharam-se os grupos “Máquinas, aparelhos e partes” (8,3% e 1,0%), “Minérios e metais” (6,0% e 8,1%), “Produtos acabados diversos” (5,3% e 7,4%), “Material de transporte terrestre e partes” (3,3% e 3,9%), “Têxteis e vestuário” (2,2% e 2,5%), “Madeira, cortiça e papel” (1,5% e 1,3%) e “Calçado, peles e couros” (0,7% nos dois anos).

Da figura seguinte constam, por Grupos de Produtos, os principais produtos importados em 2020 e 2021, desagregados a dois dígitos da Nomenclatura.

2.3 – Exportações por Grupos de Produtos

Muito pouco diversificadas, as principais exportações da Guiné-Bissau incidiram principalmente também no grupo de produtos ”Agro-alimentares” ( 85,5% to Total em 2021 e 97,6% no ano anterior), na sua quase totalidade constituídas por castanha de cajú.

Seguiram-se, a grande distância, os grupos “Energéticos” (12,2% e 1,0%) e “Aeronaves, embarcações e partes”.

2.4 – Principais mercados de origem e destino em 2018

O último ano disponível na base de dados do ITC sobre mercados de origem e destino das trocas comerciais da Guiné-Bissau é 2018.

De acordo com esta fonte, neste ano Portugal terá ocupado a primeira posição nas importações da Guiné-Bissau, com 44,2% do Total, seguido do Senegal, país limítrofe e membro da UEMOA, com 29,1%, do Paquistão (17,8%), da China (6,1%), dos Países Baixos (1,7%), da Índia (0,6%) e da Gâmbia (0,4%), também país limítrofe e membro da UEMOA.

Os principais destinos indicados para as exportações guineenses foram a Índia (30,3%), a China (17,1%), Singapura (8,7%), o Vietname (5,6%), os Emiratos Árabes Unidos (5,3%), os Países Baixos (4,4%) e Hong-Kong (3,7%), países que representaram no seu conjunto 83,1% das exportações em 2018.

Para Portugal é indicado um valor nulo, embora as estatísticas portuguesas refiram uma pequena importação de 557 mil Euros com origem na Guiné-Bissau nesse ano.

3 – Comércio de Portugal com a Guiné-Bissau (2018-2022)

3.1 – Balança Comercial

A Balança Comercial de Portugal com a Guiné-Bissau é fortemente favorável a Portugal, com um elevadíssimo grau de cobertura das importações pelas exportações.



Em 2022 as importações, num montante de apenas 224 mil Euros, cresceram +44,8% face ao ano anterior em que se havia registado um acentuado decréscimo de -91,7%. As exportações, num valor de 129,9 milhões de Euros, aumentaram +41,1%, tendo o saldo da Balança Comercial atingido +129,7 milhões de Euros.

3.2 – Importações por grupos de produtos

O grupo de produtos com maior peso no total das importações ao longo do último quinquénio foi o de “Agro-alimentares”. Em 2022 este grupo registou o valor mais baixo destes cinco anos, tendo representado 35,7% do Total, após um peso de 87,7% no ano anterior. As importações de produtos agrícolas incidiram principalmente em frutos secos, designadamente castanha de cajú, seguida de sucos e extratos vegetais.

Seguiram-se os grupos “Madeira, cortiça e papel” (34,3% com importação nula em 2021), constituído por madeira serrada, mesmo aplainada, “Máquinas, aparelhos e partes” (16,2% e 8,8%), designadamente moldes para borracha ou plástico, e “Material de transporte terrestre e partes”, como veículos automóveis para até 10 passageiros.

3.3 – Exportações por grupos de produtos

Nas exportações, bem mais diversificadas, salientaram-se os grupos “Energéticos” (47,5% do Total e 36,0% em 2021), principalmente gasolinas e gasóleo, e “Agro-alimentares” (32,2% e 36,4%), com destaque para as bebidas alcoólicas.

A grande distância seguiram-se os grupos “Produtos acabados diversos” (4,4% e 6,0%), “Máquinas, aparelhos e partes” (4,4% e 5,6%), “Químicos” (41% e 6,5%), “Minérios e metais” (3,6% e 4,5%), “Material de transporte terrestre e partes” (1,7% e 2,4%), “Madeira, cortiça e papel” (1,0% e 1,3%), “Têxteis e vestiário” (0,9% e 1,2%) e “Calçado, peles e couros” (0,1% em ambos os anos), tendo sido praticamente nulas as exportações do grupo “Aeronaves, embarcações e partes”.

No quadro seguinte encontram-se desagregados, por Capítulos da Nomenclatura (NC2/SH2), os principais produtos exportados no âmbito de cada grupo de produtos.



ANEXO



Alcochete, 7 de Março de 2023.



domingo, 5 de março de 2023

Comércio Externo de Cabo Verde e Portugal-Cabo Verde (2018-2022)


Comércio Externo de Cabo Verde
2017-2021
e
Portugal-Cabo Verde
2018-2022

                                                        (disponível para download  >> aqui )


1 - Introdução

Analisa-se neste trabalho a evolução do comércio externo de mercadorias de Cabo Verde face ao mundo entre 2017 e 2021, com base em dados divulgados no “Boletim de Estatísticas do Comércio Externo do Instituto Nacional de Estatística de Cabo Verde”, complementados por dados de fonte “International Trade Centre (ITC)”, estes desagregados por produtos do “Sistema Harmonizado” (SH), coincidente até 6 dígitos com a "Nomenclatura Combinada" (NC).

Analisa-se em seguida a evolução do comércio internacional de Portugal com Cabo Verde ao longo do período 2018-2022, com base em dados de fonte “Instituto Nacional de Estatística de Portugal” (INE), em versão definitiva até 2021 e preliminar para 2022, com última actualização em 9 de Fevereiro de 2023.

Cabo Verde foi, em 1996, um dos fundadores da “Comunidade dos Países de Língua Portuguesa” (CPLP), que tem entre os seus objectivos, no âmbito da cooperação em todos os domínios, o desenvolvimento de parcerias estratégicas e o levantamento de obstáculos ao desenvolvimento do comércio internacional de bens e serviços entre os seus membros, designadamente o Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe, desde a sua fundação, tendo em 2002 sido admitido Timor-Leste e mais recentemente, em 2014, a Guiné-Equatorial.

À parte as trocas comerciais com Portugal, nas duas vertentes, e com o Brasil, do lado das importações, o comércio de Cabo Verde com os restantes membros da CPLP é muito reduzido, ou praticamente nulo nalguns casos.

Em 2021 Cabo Verde ocupou a 5ª posição nas importações de Portugal com origem no conjunto dos países da CPLP (0,3%), precedido do Brasil, Guiné Equatorial, Angola e Moçambique, e o 3º lugar nas exportações (13,0%), depois de Angola e do Brasil.

2 – Comércio externo de Cabo Verde

O ritmo de ‘crescimento’ em valor das importações e das exportações cabo-verdianas desde 2000, embora com alguma irregularidade é tendencialmente crescente, mais vivo do lado das pouco expressivas exportações, centradas em produtos do mar, vestuário e calçado.

Os dados de base do INE de Cabo Verde, em escudos caboverdianos, foram convertidos a Euros (1 Euro = 110,265 CVE).

No valor das importações, com esta fonte, não estão incluídas “reimportações”, assim como na exportação não estão consideradas “reexportações”, mas apenas a chamada “Exportação nacional”.

2.1 – Balança Comercial de Cabo Verde (2017-2021)

A Balança Comercial de mercadorias (Fob-Cif) foi deficitária ao longo dos últimos cinco anos, com saldos negativos compreendidos entre -586 milhões de Euros, em 2020, e -656 milhões, em 2017, situando-se em -647 milhões em 2021.

Em 2021 as importações cresceram +9,9% face ao ano anterior, com as exportações a aumentarem +1,3%%, o que conduziu a um aumento do défice de +10,5%, com o grau de cobertura das importações pelas exportações a situar-se em apenas 6,8%.

2.2 – Importações por Grupos de Produtos e quotas de Portugal                   em 2021

Para a análise da evolução das importações e das exportações por Grupos de Produtos foi utilizada a base de dados do “International Trade Centre” (ITC), com os produtos definidos no “Sistema Harmonizado” (SH), não disponíveis na publicação das estatísticas do INE de Cabo Verde para 2021, tendo os 99 Capítulos sido agregados em onze Grupos de Produtos (ver em ANEXO o conteúdo considerado, definido com base nos Capítulos da nomenclatura).

Em 2021 o grupo se produtos dominante nas importações foi “Agro-alimentares” (30,3% do Total em 2021 e 2020), seguido dos grupos “Máquinas, aparelhos e partes” (14,0% e 15,9%, respectivamente), “Energéticos” (12,5% e 9,7%), “Minérios e metais” (11,0% e 10,3%) e “Químicos” (10,4% e 11,9%).

Com pesos inferiores alinharam-se depois os grupos “Material de transporte terrestre e partes” (7,6% em 2021 e 5,7% em 2020), “Produtos acabados diversos” (7,6% e 8,1%), “Madeira, cortiça e papel” (3,3% e 3,7%), “Têxteis e vestuário” (2,7% e 2,4%), “Aeromaves, embarcações e partes” (0,4% e 1,7%) e “Calçado, peles e couros” (0,3% nos dois anos).

Portugal terá representado 49,2% das importações em 2021, com um peso significativo na generalidade os grupos de produtos.

Da figura seguinte constam, por Grupos de Produtos, os principais produtos desagregados a dois dígitos da Nomenclatura (NC2/SH2).

2.3 – Exportações por Grupos de Produtos e quotas de Portugal                   em 2021

As principais exportações de Cabo Verde incidem no grupo de produtos “Agro-alimentares” (83,3% do Total em 2021 e 85,2% no ano anterior), designadamente preparados e conservas de peixe.

Seguiram-se, a grande distância, os grupos “Têxteis e vestuário” (8,1% e 7,6%) e “Calçado, peles e couros” (6,1% e 5,0%), essencialmente partes de calçado.

Portugal terá pesado 14,4% nas exportações cabo-verdianas em 2021, cabendo-lhe a totalidade nos grupos “Têxteis e vestuário” e “Calçado, peles e couros”.


2.4 – Principais mercados do Comércio Externo de Cabo Verde

Na figura seguinte relacionam-se os principais mercados de origem e de destino das importações e exportações cabo-verdianas em 2020 e 2021, segundo estatísticas do país e do ITC, que se podem considerar consentâneas na maioria dos casos.

Portugal é desde há muito a principal origem das importações de Cabo Verde, tendo representado 49,2% do Total em 2021, segundo estatísticas do ITC, e 46,5% segundo o INE de Cabo Verde. Entre as restantes origens destacaram-se a Espanha, a China, os Países Baixos e a França.

Entre os mercados de destino das exportações de Cabo Verde a primeira posição foi ocupada pela Espanha, com mais de 60% do Total em 2021.

De acordo com o INE-CV seguiu-se Portugal (15,6%), a Itália (13,0%) e os EUA (7,3%).

3 – Comércio de Portugal com Cabo Verde (2018-2022)

Face a 2018, o ritmo de evolução das importações portuguesas com origem em Cabo Verde, após uma descida acentuada até 2020, inverteu esse comportamento a partir de então, mantendo-se contudo em 2022 ainda abaixo do nível de 2018.

Por sua vez o ritmo de crescimento das exportações, que se manteve praticamente estacionário até 2021, registou em 2022 um significativo acréscimo.

3.1 – Balança Comercial

O saldo da Balança Comercial de Portugal com Cabo Verde é amplamente favorável a Portugal, em consequência do grande desfasamento existente entre os valores da importação e da exportação, tendo atingido em 2022, de acordo com os dados preliminares disponíveis, um saldo de +361,7 milhões de Euros.

Em 2021, face ao ano anterior, as importações registaram um acréscimo em valor de +22,9% e as exportações um aumento de +23,9%.

3.2 – Importações por grupos de produtos

Ao longo dos últimos cinco anos, as importações portuguesas de mercadorias provenientes de Cabo Verde incidiram principalmente nos grupos de produtos “Têxteis e vestuário”, “Calçado, peles e couros” e “Produtos acabados diversos”.

Em 2022 estes três grupos de produtos representaram, no seu conjunto, 85,5% do Total das importações (81,0% no ano anterior): “Têxteis e vestuário” (47,7% e 39,9% em 2021), “Calçado, peles e couros” (26,6% e 32,2%) e “Produtos acabados diversos” (11,2% e 8,9% em 2021).

Seguiram-se os grupos “Agro-alimentares” (4,3% e 2,4%), “Máquinas, aparelhos e partes” (3,7% e 2,8%), “Minérios e metais” (2,1% e 6,2%), “Material de transporte terrestre e partes” (1,7% e 3,3%), “Aeronaves, embarcações e partes” (1,6% e 1,9%), “Energéticos” (0,8% e 2,0%), “Químicos” (0,2% e 0,1%) e “Madeira, cortiça e papel” (0,1% e 0,2%).

No quadro seguinte encontram-se desagregados, por Capítulos da Nomenclatura (NC2/SH2), os principais produtos importados no âmbito de cada grupo de produtos.

3.3 – Exportações por grupos de produtos

Em 2022 as principais exportações para Cabo Verde incidiram no grupo de produtos “Agro-alimetares” (29,8% do Total e 29,9% no ano anterior).

Seguiram-se os grupos “Energéticos”, com um acentuado acréscimo face ao ano anterior (14,5% e 5,5%), “Minérios e metais” (13,9% e 17,1%), “Químicos” (13,8% e 14,5%) e “Máquinas, aparelhos e partes” (11,5% e 13,2%).

Com pesos inferiores alinharam-se depois os grupos “Produtos acabados diversos” (7,3% e 8,9% em 2021), “Madeira, cortiça e papel” (4,6% e 4,9%), “Têxteis e vestuário” (2,4% e 2,5%), “Material de transporte terrestre e partes” (1,5% e 2,8%), “Calçado, peles e couros” (0,6% e 0,7%) e “Aeronaves, embarcações e partes” (0,1% em cada um dos anos).

No quadro seguinte encontram-se desagregados, por Capítulos da nomenclatura, os principais produtos importados no âmbito de cada grupo de produtos.


ANEXO




Alcochete, 5 de Março de 2023.





quinta-feira, 2 de março de 2023

Comércio Externo de Moçambique e Portugal-Moçambique (2018-2022)

 

Comércio Externo de Moçambique
2020-2021
e
Portugal-Moçambique
2018-2022

                                                              (disponível para download  >> aqui )


1 - Introdução

Analisa-se neste trabalho a evolução do comércio externo de mercadorias de Moçambique  face ao mundo, entre 2020 e 2021, com base em dados divulgados na publicação da série anual “Estatísticas do Comércio Externo de Bens-Moçambique, 2021-Instituto Nacional de Estatística”.

Analisa-se em seguida a evolução do comércio internacional de Portugal com Moçambique ao longo do período 2018-2022, com base em dados de fonte “Instituto Nacional de Estatística de Portugal” (INE), em versão definitiva até 2021 e preliminar para 2022, com última actualização em 9 de Fevereiro de 2023.

Moçambique é um dos estados-membros da “Southern Africa Development Community – Comunidade de Desenvolvimento da África Austral” (SADC), que integra dezasseis países: Africa do Sul, Angola, Botswana, Comores, Eswatini (a antiga Suazilândia), Lesotho, Madagáscar, Malawi, Maurícias, Moçambique, Namíbia, Congo (RD), Seychelles, Tanzânia, Zâmbia e Zimbabwe.

Organização criada em 1992, na sequência do fim do apartheid na África do Sul, sucedendo à SADCC, esta criada em 1980 por nove dos actuais membros da SADC, tem entre os seus principais objectivos aprofundar a cooperação económica e estimular o comércio de produtos e serviços entre os seus membros. As línguas oficiais são o inglês, o português e o francês.

Moçambique foi também, em 1996, um dos fundadores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa” (CPLP), a par de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Portugal e São Tomé e Príncipe. Em 2002 foi admitido Timor-Leste e mais recentemente, em 2014, a Guiné-Equatorial, que foi observador associado desde 2006. 

2 – Comércio Externo de Moçambique

2.1 – Balança Comercial

A Balança Comercial de Moçambique tem-se mantido deficitária desde 2010, em níveis superiores ao desse ano, à excepção do ano de 2017.

Em 2021 aumentaram em Moçambique, face ao ano anterior, a importação (+28,6%), a exportação (+50,2%) e o défice da Balança Comercial (+1,7%), com o grau de cobertura da importação pela exportação a crescer de 55,5% para 64,8%. 


2.2 – Importações em Moçambique por grupos de produtos
         (2020-202) e quotas de Portugal em 2021                               

Para o cálculo das quotas de Portugal foram utilizados, tanto nas importações como nas exportações, dados de base do INE de Portugal, com as necessárias conversões Cif/Fob e Fob/Cif, numa tentativa de se obter dados o mais próximos possível da realidade. À parte os dados do INE de Moçambique, em US$ (desconhecendo-se o câmbio do dólar ali considerado), relativos a Portugal, terem sido convertidos em Euros, há desfasamentos acentuados entre as duas fontes ao nível de produtos, como acontece, por exemplo, do lado das importações, em produtos como o trigo, as partes e acessórios de armas, os aparelhos de distribuição de energia e os medicamentos, e nas exportações nos crustáceos e moluscos, na madeira em bruto, no tabaco e no alumínio.

Em termos globais, em 2021 o peso de Portugal nas importações moçambicanas terá sido de 3,4%, segundo o INE de Moçambique e de 2,8%, de acordo com os dados do INE de Portugal.

Em 2021, por grupos de produtos (ver em ANEXO o conteúdo considerado, definido por Capítulos da Nomenclatura-NC2), as principais importações em Moçambique incidiram nos grupos de produtos “Agro-alimentares” (20,5%), “Químicos” (18,2%), “Energéticos” (17,4%), “Máquinas, aparelhos e partes” (15,1%) e “Minérios e metais” (10,9%). Seguiram-se os grupos “Material de transporte terrestre e partes” (7,6%), “Produtos acabados diversos” (4,4%), “Têxteis e vestuário” (2,8%), “Madeira cortiça e papel” (1,9%), “Aeronaves, embarcações e partes” (0,8%) e “Calçado, peles e couros” (0,5%). As maiores quotas de Portugal, por grupos de produtos, incidiram em “Calçado, peles e couros” (8,3%), “Madeira, cortiça e papel” (7,0%), “Produtos acabados diversos” (6,5%) e “Máquinas, aparelhos e partes” (5,2%).

Na figura seguinte apresentam-se, por grupos de produtos, os principais produtos importados por Moçambique em 2020 e 2021, desagregados a dois dígitos da Nomenclatura.

2.3 – Exportações de Moçambique por grupos de produtos

         (2020-2021) e quotas de Portugal em 2021                                        

As principais exportações de Moçambique em 2021 incidiram nos grupos de produtos “Energéticos” (42,0% e 38,2% em 2020), “Minérios e metais” (39,2% e 38,1%) e “Agro-alimentares” (13,8% e 17,8%).

Com pesos muito inferiores alinharam-se depois os grupos “Químicos” (1,4% e 1,2%), Têxteis e vestuário” (1,4% e 1,9%), “Madeira, cortiça e papel” (1,1% e 1,7%), “Máquinas, aparelhos e partes” (0,6% nos dois anos), “Material de transporte terrestre e partes” (0,3% e 0,2%) e “Produtos acabados diversos” (0,2% e 0,1%). Com exportações praticamente nulas nos dois anos seguiram-se os grupos “Aeronaves, embarcações e partes” e “Calçado, peles e couros”.

Em 2021 Portugal, que terá pesado 0,9% no Total das exportações moçambicanas, registtou as maiores quotas nos grupos de produtos “Madeira, cortiça e papel” (12,1%), “Agro-alimentares” (5,1%), “Calçado, peles e couros” (3,9%), “Máquinas, aparelhos e partes” (2,4%) e “Produtos acabados diversos” (2,0%).

Na figura seguinte apresentam-se, por grupos de produtos, os principais produtos exportados por Moçambique em 2020 e 2021, desagregados a dois dígitos da Nomenclatura.


2.4 – Principais mercados de origem e de destino em 2021

De acordo com os dados de base divulgados pelo INE de Moçambique, em 2021 o principal mercado de origem das importações moçambicanas foi a África do Sul (26,6% e 30,8% em 2020), seguida da China (10,8% e 10,7%, respectivamente), da Índia (8,6% e 9,0%), dos Emiratos Árabes Unidos (8,4% e 6,6%), de Singapura (6,9% e 5,6%), de Portugal (3,4% e 3,6%), da Malásia (2,8% e 2,1%), dos EUA (2,7% e 2,4%), do Japão (2,5% nos dois anos) e da França (2,4% e 0,6%).

O conjunto dos países da SADC representou 30,0% do Total das importações em 2021 e 33,7% no ano anterior. Por sua vez a UE-27 foi a origem de 10,5% das importações em 2021, com 10,6% em 2020. Segundo a fonte moçambicana, Portugal terá representado 3,4% do Total em 2021 e 3,6% em 2020 (2,8% e 3,7%, respectivamente, segundo o INE de Portugal).

Em 2021 o principal mercado de destino das exportações de Moçambique foi ainda a África do Sul (17,0% e 23,1% em 2020), seguida da Índia (14,1% e 11,8%), do Reino Unido (10,5% e 10,2%), da China (8,8% e 7,3%), dos Países Baixos (8,2% e 5,7%), de Singapura (6,9% e 3,1%), do Zimbabwe (3,9% e 3,2%), da Coreia do Sul (3,7% e 2,2%), da Itália (3,2% e 6,6%) e da Espanha (2,1% e 2,9%).

A SADC, no seu conjunto, pesou 24,0% (29,3% no ano anterior), cabendo 19,8% à UE-27 (24,0% em 2020). Segundo a fonte moçambicana, Portugal terá representado 0,5% do Total em 2021 e 0,6% em 2020 (0,9% e 1,2% segundo a fonte portuguesa).

3 – Comércio Internacional de Portugal com Moçambique

No período de 2008 a 2022, o ritmo das importações portuguesas de mercadorias com origem em Moçambique, à excepção dos anos de 2010 e 2012, manteve-se até 2021 ligeiramente acima do nível de 2008, tendo registado uma subida significativa em 2022.

Por sua vez o ritmo das exportações, que entre 2008 e 2015 havia quase quadruplicado, decresceu a partir de então, mantendo-se nos anos seguintes num patamar em torno de cerca do dobro de 2008.

3.1 – Balança Comercial

A Balança Comercial de mercadorias de Portugal com Moçambique foi favorável a Portugal ao longo dos últimos cinco anos, com elevados graus de cobertura das importações pelas exportações.

O saldo da Balança oscilou entre um mínimo de 145,7 milhões de Euros em 2018 e um máximo de 164,1 milhões em 2002. 

3.2 – Importações por grupos de produtos

Pouco diversificadas, nos dois últimos anos as importações portuguesas com origem em Moçambique centraram-se nos grupos de produtos “Agro-alimentares” (67,3% em 2022 e 78,3% em 2021) e “Madeira, cortiça e papel” (21,8% e 15,1%, respectivamente). Seguiram-se os grupos “Têxteis e vestuário” (4,2% e 1,5%), “Minérios e metais” (3,2% e 2,9%) e “Máquinas, aparelhos e partes” (2,9% e 1,5%).

No quadro seguinte encontram-se discriminados, por grupos de produtos, os principais produtos importados, definidos por Capítulos da Nomenclatura Combinada (NC2).

3.3 – Exportações por grupos de produtos

Em 2022, face a 2021, após quebras verificadas nos dois anos anteriores, as exportações para Moçambique cresceram +14,4%. Os grupos de produtos com maior peso no Total foram “Máquinas, aparelhos e partes” (26,9% em 2022 e 28,3% em 2021), “Químicos” (22,5% e 23,6%), “Agro-alimentares” (16,3% e 15,5%), “Minérios e metais” (11,3% e 11,4%) e “Produtos acabados diversos” (9,7% e 10,1%).

Seguiram-se os grupos “Madeira, cortiça e papel” (5,4% em 2022 e 4,7% ), “Energéticos” (2,6% e 1,3%), “Têxteis e vestuário” (1,8% e 2,2%), “Material de transporte terrestre e partes” (1,7% e 1,4%), “Calçado, peles e couros” (0,7% e 1,4%) e “Aeronaves, embarcações e partes” (apenas 0,1% em 2021).

No quadro seguinte encontram-se discriminados, por grupos de produtos, os principais produtos importados, definidos por Capítulos da Nomenclatura Combinada (NC2).


ANEXO