domingo, 10 de dezembro de 2023

Comércio Internacional de 'Madeira, suas obras e mobiliário´ - 2018-22 e Janeiro-Setembro 2022-23

 

Comércio Internacional de
'Madeira, suas obras e mobiliário'
2018-2022
Janeiro-Setembro 2022-2023

                                 ( disponível para download  >> aqui )

1 – Introdução

Analisa-se neste trabalho, a partir de dados de base do Instituto Nacional de Estatística (INE), a evolução da importação e da exportação de “Madeira, suas obras e mobiliário” entre 2018 e 2022 (versões definitivas) e de Janeiro a Setembro de 2022 e 2023 (versão preliminar para 2023), com última actualização em 09-11-2023).

2 – ‘Madeira, suas obras e mobiliário’

2.1 – Balança Comercial

A Balança Comercial destes produtos foi favorável a Portugal ao longo do período em análise, com o seu saldo a decrescer sucessivamente de 300 milhões de Euros, em 2018, para 98 milhões, em 2022.

Nos primeiros nove meses do ano, o saldo desceu de 87 milhões de Euros, em 2022, para 68 milhões em 2023 (-21,9%), com a importação a cair -3,1% e a exportação -4,4%, e o grau de cobertura das importações pelas exportações a descer de 107,1% para 105,7%.

O peso destes produtos na importação global subiu de 1,3%, em 2018, para 1,5% em 2022, tendo-se o seu peso na exportação mantido constante em 2,2% ao longo do mesmo período.

O ritmo de crescimento das importações, face ao valor que detinham em 2018, foi sempre superior ao das exportações. Em 2022, as importações atingiram 166,2% do valor de 2018, contra 135,0% nas exportações, tendo-se assistido em 2020, em ambas as vertentes, a uma descida abaixo do nível de 2018. 

Vão ser consideradas duas componentes: “Madeira e suas obras” e “Mobiliário de madeira”.

2.2 – Importação

No quadro seguinte relacionam-se os principais produtos importados em 2021 e 2022 e período de Janeiro a Setembro de 2022 e 2023.

No período em análise de 2023, entre os produtos da ‘Madeira e suas obras’ (excluindo o mobiliário), predominaram as importações de madeira em bruto. Seguiram-se as importações de estilhas, partículas e desperdícios de madeira, de painéis de fibras ou de partículas, de madeira serrada ou cortada, de obras de carpintaria para construções, de madeira contraplacada, compensada ou folheada, de folhas para folheados, de obras diversas de madeira (como cabides, bobinas, fósforos, arcas, entre outras), de carvão, de caixas, grades e paletes, de madeira perfilada ou aplainada e de artefactos para mesa ou cozinha.

As principais importações de ‘Móbiliário de madeira’ incidiram em móveis com finalidade não especificada, seguidos dos móveis para quarto de dormir, dos móveis para cozinha, de partes de móveis diversos, dos móveis para escritório e dos assentos de madeira.

O principal mercado de origem destes produtos no período em análise de 2023 foi a Espanha (46,6% do Total), seguida do Brasil (9,9%), Uruguai (7,0%), França (6,4%), Alemanha (4,9%), China (3,4%), Itália (2,6%), EUA (2,5%) e Polónia (1,5%), países que representaram no seu conjunto 84,8% do Total.

2.3 – Exportação

 Entre as principais exportações de “Madeira e suas obras” destacaram-se, no período de Janeiro a Setembro de 2023, as de obras de carpintaria para construções e de painéis de fibras ou de partículas de madeira.

Seguiram-se as exportações de estilhas, pellets e desperdícios de madeira, de folhas para folheados, de caixas, grades e paletes, de madeira serrada, de madeira em bruto, de obras de madeira como cabides, bobinas, fósforos, arcas e outras, de carvão vegetal, de barris e outras obras de tanoeiro e de madeira perfilada ou aplainada.

À semelhança das importações, as principais exportações de ‘Mobiliário de madeira’ incidiram incidiram em móveis com finalidade não especificada, seguidos dos móveis para quarto de dormir, dos móveis para cozinha, de partes de móveis diversos, dos móveis para escritório e dos assentos de madeira.

O principal mercado de destino destes produtos no período em análise de 2023 foi a Espanha (32,2% do Total), seguida da França (23,7%), Reino Unido (6,7%), EUA (6,2%), Alemanha (3,8%), Países Baixos (3,1%), Itália (2,9%) e Bélgica (2,7%), países que representaram no seu conjunto 81,3% do Total.

Em Anexo pode observar-se as principais origens e destinos das importações (Anexos 1 e 2) e exportações (Anexos 3 e 4) de cada uma das duas componentes consideradas no período de Janeiro a Setembro de 2023, e pesos correspondentes nos anos de 2018 a 2022.

 

Alcochete, 10 de Dezembro de 2023.


ANEXO-1



ANEXO-2



ANEXO-3



ANEXO-4




domingo, 3 de dezembro de 2023

Comércio Internacional no 'Ramo Automóvel' - 2021-22 e Jan-Set 2022-23

 

Comércio Internacional
no 'Ramo automóvel'
2021-2022
Janeiro-Setembro 2022-2023

                                 ( disponível para download  >> aqui )

1 – Introdução

O comércio internacional português de veículos automóveis, suas partes, acessórios e componentes diversos, que designamos aqui por ‘Ramo automóvel’, tem um peso importante no comércio internacional português, tendo representado as suas importações, nos primeiros nove meses do ano, 9,9% do Total em 2022 e 13,1% em 2023, com respectivamente 15,1% e 17,1% nas exportações.

Neste trabalho, para além dos produtos que integram o Capítulo 87 da Nomenclatura Combinada, foram incluídos outros componentes desta indústria dispersos por variados capítulos, como motores, dispositivos eléctricos, assentos, pneus e muitos outros, que embora não sendo exaustivos, complementam o tipo de produtos em causa.

2 – Balança Comercial


De acordo com os dados de base divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), em versões definitivas para 2021 e 2022 e preliminar para 2023, a Balança Comercial deste conjunto de produtos foi favorável a Portugal em 2021 e 2022, tendo registado no período em análise de 2023 um saldo negativo de -235 milhões de Euros.

3 – Importações e exportações por tipos de produtos

No período de Janeiro a Setembro de 2023 predominaram, nas importações, os “Veículos ligeiros de passageiros e uso misto” (47,4% do Total, com um acréscimo de +1,6 mil milhões de Euros face ao mesmo período do ano anterior).

Nas exportações destacaram-se as “Partes, acessórios e componentes diversos” (58,5% do Total, com um acréscimo de +666 milhões de Euros).


3.1- Veículos ligeiros de passageiros e uso misto

Nos primeiros nove meses de 2023 os veículos novos pesaram 74,8% nas importações de automóveis ligeiros de passageiros e uso misto, predominando os veículos a gasolina, seguidos de perto pelos veículos com motor eléctrico. Por sua vez, no mesmo período, a importação de veículos usados representou 22,8% do Total, com destaque para os veículos com motor a diesel, seguidos dos veículos com motor a gasolina.

Na vertente da exportação, de Janeiro a Setembro de 2023 os automóveis ligeiros de passageiros novos representaram 99,5% do Total, em sua grande parte veículos com motor a gasolina. A exportação de veículos usados representou apenas 0,5% do Total.

No quadro em ANEXO pode observar-se os diversos conjuntos de produtos com uma maior desagregação, incluindo a cilindrada dos veículos.

3.2- Outros veículos

No período de Janeiro a Setembro de 2023, o conjunto dos restantes veículos, incluindo chassis com motor e carroçarias com cabine, representou 12,3% das importações do sector, englobando, para além dos ‘Veículos para transporte de mercadorias’ (44,7% do Total), ‘Outros veículos’ (42,2%), como tractores, carros blindados de combate, reboques, semi-reboques e veículos sem dispositivo de elevação de carga utilizados em fábricas, armazéns, portos e aeroportos, ‘Veículos para 10 ou mais pessoas’ (7,6%), ‘Veículos para usos especiais’ (3,2%), como por exemplo os de carros auto-socorro, carros de bombeiros ou carros-betoneira, ‘Chassis com motor’ (1,9%) e as ‘Carroçarias, incluindo as cabines’ (0,4%).

As exportações destes produtos representaram, no mesmo período, 11,1% das exportações do sector, com destaque para os ‘Veículos para transporte de mercadorias’ (76,6% do Total), seguidos dos ‘Outros veículos’ (9,6%), dos ‘Veículos para 10 ou mais pessoas’ (7,6%), dos ‘Veículos para usos especiais’ (3,6%), das ‘Carroçarias, incluindo as cabines’ (2,2%) e dos ‘Chassis com motor’ (0,3%).

3.3- Partes, acessórios e componentes diversos

No período em análise de 2023, o conjunto das “Partes, acessórios e componentes diversos”, muito diversificado, representou 40,3% das importações do ‘Ramo automóvel’ a que correspondeu um saldo positivo de +1,6 mil milhões de Euros.

Destacaram-se as aquisições do conjunto ‘Outras partes e acessórios’ (61,9% do Total), como caixas de velocidades, acessórios de carroçarias, travões e servo-freios, tubos de escape, “airbags”, volantes e caixas de direcção, rodas, suspensão e eixos. Seguiram-se ‘Outros componentes’ (15,0%), principalmente pneus, os ‘Motores’ (13,6%), tanto a diesel como de explosão, e os ‘Componentes eléctricos’ (9,5%), como cablagens, aparelhos de iluminação e sinalização, baterias e aparelhos de ar condicionado, entre outros.

No mesmo período, o conjunto destes produtos, também muito diversificado, representou 58,5% das exportações do ‘Ramo automóvel’ a que correspondeu um saldo positivo de +666 milhões de Euros.

Predominaram aqui as exportações de ‘Outras partes e acessórios’ (43,2%), como tubos de escape, “airbags”, caixas de velocidades, acessórios de carroçaria, travões e servo-freios, volantes e caixas de direcção. Seguiram-se os ‘Outros componentes’ (39,0%), como pneus, conta-quilómetros, fechaduras, obras de borracha vulcanizada, e os ‘Componentes eléctricos’ (17,8%), como rádios com gravador ou reprodutor de som, cablagens, distribuidores e bobinas de ignição, entre outros, e os “Motores” (apenas 0,1% do Total).

No quadro em ANEXO pode observar-se a grande diversidade dos restantes produtos.

4 – Principais mercados de origem e de destino

4.1 -Veículos automóveis, chassis com motor e carroçarias

- Importações

Os principais mercados de origem das importações portuguesas de ‘Veículos automóveis (ligeiros e outros), chassis com motor e carroçarias’ encontram-se na União Europeia (90,0% nos primeiros nove meses de 2023 (88,2% no período homólogo do ano anterior). O principal fornecedor neste período foi a Espanha (28,0% do Total em 2023 e 23,9% em 2022), seguida da Alemanha (21,3% e 23,4%) e da França (15,9% e 17,9%), cobrindo estes três países cerca de 2/3 das importações nos dois anos.

Entre os restantes fornecedores destacaram-se a Bélgica (8,0% e 9,0%), a Itália (5,0% e 2,2%), os Países Baixos (2,6% e 52%), a Coreia do Sul (2,4% e 3,1%), a Hungria (2,0% e 1,5%), a Turquia (1,9% e 1,7%) e a Eslováquia (1,7% e 1,9%).

- Exportações

Os principais mercados de destino das exportações encontram-se também na União Europeia (68,0% nos primeiros nove meses de 2023 e 78,9% no mesmo período de 2022). Destacaram-se aqui a França (18,6% em 2023 e 23,3% em 2022), a Alemanha (16,0% e 16,2%), a Itália (10,2% e 10,7%) e a Espanha (10,1% e 7,1%), países que representaram mais de 55% das exportações nos dois anos. Entre os países terceiros sobressaíram o Reino Unido (8,8% em 2023 e 10,0% no ano anterior) e o Japão (6,3% e 3,8%).


4.2 -Partes, acessórios e componentes diversos

- Importações

Os principais mercados de origem das importações encontram-se também situados na União Europeia (90,3% no período em análise de 2023 e 90,0% em 2022), com destaque para a Espanha (33,5% e 31,5%), Alemanha (24,2% e 26,4%) e França (10,9% e 10,2%).

Em termos globais alinharam-se depois, com pesos inferiores, a Polónia (4,5% do Total em ambos os anos), a Itália (3,5% e 3,7%), a República Checa (3,1% e 2,8%), o Japão (2,9% e 3,8%), a Hungria (2,6% e 3,4%), os Países Baixos (2,3% e 2,2%), a Bélgica (2,1% e 2,0%), a China (1,6% e 1,4%), a Turquia (1,3% e 1,5%) e Marrocos (1,1% e 0,8%).

- Exportações

Os principais mercados de destino das exportações encontram-se também na União Europeia (84,7% nos primeiros nove meses de 2023 e 82,5% no mesmo período de 2022), destacando-se aqui a Espanha (29,0% nos dois anos), a Alemanha (25,1 em 2023 e 23,7% em 2022%) e a França (10,7% e 10,6%).

Entre os restantes mercados de destino, intra e extracomunitários, seguiram-se os EUA (4,8% e 6,6%), o Reino Unido/Irl NT, a Eslováquia (4,0% e 4,2%), a Itália (2,7% e 2,5%), a Bélgica (2,5% e 2,4%), a Roménia (2,2% e 2,1%), a Hungria (1,6% e 1,7%), a República Checa (1,5% nos dois anos), a Suécia (1,4% e 1,3%), a Polónia (1,3% e 1,1%), a Áustria (1,2% e 1,1%) e a Coreia do Sul (1,0% e 1,1%).



ANEXO





domingo, 26 de novembro de 2023

Contributo dos Grupos de Produtos e seus principais mercados para o 'crescimento' das Exportações - Janeiro-Setembro 2022-2023

 

Contributo dos Grupos de Produtos
e seus principais mercados
para o 'crescimento' das Exportações
(Janeiro-Setembro 2022-2023)

( disponível para download  >> aqui )

1 - Introdução

Apresentam-se neste trabalho, através de um conjunto de quadros e gráficos, os contributos dos Grupos de Produtos e dos principais mercados de destino para a evolução global das exportações portuguesas de mercadorias no período de Janeiro a Setembro de 2023 face ao período homologo do ano anterior, bem como, ao nível de cada Grupo de Produtos, os principais mercados e respectivos contributos (ver a definiçãp do conteúdo dos Grupos em Anexo).

Os dados de base, extraídos do portal do “Instituto Nacional de Estatística” (INE), correspondem a uma versão definitiva para 2022 e a uma versão preliminar para 2022, com última actualização em 9-11-2023.

2 – Estrutura e contributos dos Grupos de Produtos

Os Grupos de Produtos com maior peso no total das exportações em Janeiro-Setembro de 2023 foram “Máquinas, aparelhos e partes” (15,4%), “Químicos” (13,6%), “Agro-alimentares” (13,4%), “Material de transporte terrestre e partes” (12,5%) e “Minérios e metais” (10,2 %).

Seguiram-se os grupos “Produtos acabados diversos” (9,8%), “Têxteis e vestuário” (7,7%), “Madeira, cortiça e papel” (6,9%), “Energéticos” (6,8%) e, com menor peso, os grupos “Calçado, peles e couros” (3,2%) e “Aeronaves, embarcações e partes” (0,6%).

O maior contributo para a taxa de ‘crescimento’ negativa das exportações (-0,6%) coube, em pontos percentuais, ao grupo “Energéticos” (-2,1 p.p.).


Seguiram-se, por ordem decrescente, os grupos “Madeira, cortiça e papel” (-1,0 p.p.), “Químicos” (-0,7 p.p.), “Minérios e metais” (-0,6 p.p.), “Têxteis e vestuário” (-0,4 p.p.), “Calçado, peles e couros” e “Aeronaves, embarcações e partes” (-0,1 p.p. cada).

Os contributos positivos incidiram nos grupos “Máquinas, aparelhos e partes” (+1,6 p.p.), “Material de transporte terrestre e partes” (+1,3 p.p.), “Produtos acabados diversos” (+0,8 p.p.) e “Agro-alimentares” (+0,7 p.p.).

 3 – Contributos dos principais mercados                                                       para a exportação global



Dez mercados, sendo sete do espaço comunitário, foram o destino de 69,4% das exportações portuguesas de mercadorias em 2023, com destaque para a Espanha (25,6% do Total).

Alinharam-se depois a França (13,2%), a Alemanha (10,9%), o Reino Unido/Irl.NT (4,7%), a Itália (4,1%), os Países Baixos (3,6%), a Bélgica (2,6%), Angola (1,7%), as Provisões de Bordo para países terceiros e a Polónia (1,5% cada).

4 – Contributos dos 10 principais mercados de destino                                ao nível de cada Grupo de Produtos

4.1- Agro-alimentares


4.2- Energéticos


4.3- Químicos



4.4- Madeira, cortiça e papel



4.5- Têxteis e vestuário



4.6- Calçado, peles e couros


4.7- Minérios e metais



4.8- Máquinas, aparelhos e partes



4.9- Material de transporte terrestre e partes



4.10- Aeronaves, embarcações e partes



4.11- Produtos acabados diversos






Alcochete, 25 de Novembro de 2023.