domingo, 9 de fevereiro de 2020

Série mensal - Jan-Dez 2019 - Comércio Internacional


Comércio Internacional de mercadorias
- Série mensal -
Janeiro a Dezembro de 2019 

                                                  ( disponível para download  >> aqui )



1 - Balança comercial
De acordo com dados preliminares divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), com última actualização em 7 de Fevereiro de 2020, no período de Janeiro a Dezembro de 2019 as exportações de mercadorias cresceram em valor +3,6%, face ao período homólogo de 2018 (+2100 milhões de Euros), a par de um acréscimo das importações de +6,6% (+4942 milhões).
As exportações para o espaço comunitário (expedições) registaram um aumento de +4,5% (+2001 milhões de Euros), tendo as exportações para os países terceiros crescido +0,7% (+99 milhões de Euros). Por sua vez, as importações de mercadorias provenientes dos parceiros comunitários (chegadas) aumentaram +7,5% (+4278 milhões de Euros), com as importações originárias dos países terceiros a crescerem +3,6% (+664 milhões).
Na sequência deste comportamento, o défice comercial externo (Fob-Cif) aumentou +16,2% ao situar-se em -20 399 milhões de Euros (um acréscimo de 2842 milhões de Euros face ao mesmo período do ano anterior, com aumentos de 2277 milhões no comércio intracomunitário e de 6565 milhões no extracomunitário). Em termos globais, neste período o grau de cobertura (Fob/Cif) das importações pelas exportações desceu de 76,7%, em 2018, para 74,6%, em 2019.


A variação do preço de importação do petróleo repercute-se no valor das exportações de produtos energéticos, com reflexo na Balança Comercial. Em 2019, o valor médio unitário de importação do petróleo desceu, face a 2018, de 452 para 433 Euros/Ton.

Para além da variação da cotação internacional do barril de petróleo, medida em dólares, a variação da cotação do dólar face ao Euro é também um dos factores determinantes da evolução do seu preço em Euros.

Se excluirmos do total das importações e das exportações o conjunto dos produtos “Energéticos”, Capº 27 da NC (12,0% e 11,3% do total das importações respectivamente em 2018 e 2019, e 6,8% e 6,1% na vertente das exportações), o grau de cobertura (Fob/Cif) das importações pelas exportações sobe, em 2019, de 74,6% para 79,0%.

2 – Evolução mensal

3 – Mercados de destino e de origem
3.1 - Exportações
Em 2019, as exportações nacionais para a UE (expedições), que representaram 76,8% do total (76,1% no ano anterior), cresceram em valor +4,5%, contribuindo com +3,5 pontos percentuais (p.p.) para uma taxa de crescimento global de +3,6%.
As exportações para o espaço extracomunitário, que representaram 23,2% do total em 2019 (23,9% em 2018), cresceram +0,7%, contribuindo com +0,2 p.p. para o crescimento global.

Os principais mercados de destino foram a Espanha (24,9%), a França (13,0%), a Alemanha (12,0%), o Reino Unido (6,1%), os EUA (5,0%), a Itália (4,5%), os Países Baixos (3,9%), a Bélgica (2,3%), Angola (2,1%) e a Polónia (1,3%), países que representaram 75,1% do total das exportações em 2019.
Angola, o segundo mercado entre os países terceiros depois dos EUA, registou uma quebra em valor nas exportações de –18,1% em 2019 (-274 milhões de Euros), envolvendo a totalidade dos grupos de produtos.
As maiores descidas incidiram nos grupos “Agro-alimentares” (‑87,8 milhões de Euros), “Químicos” (‑61,6 milhões), “Máquinas, aparelhos e partes” (-48,1 milhões), “Produtos acabados diversos” (‑32,6 milhões) e “Minérios e metais” (-18,0 milhões de Euros). 

Entre os trinta principais destinos, os maiores contributos positivos para o ‘crescimento’ das exportações no período em análise (+3,6%), couberam à Alemanha (+0,9 p.p.), à França (+0,8 p.p.) e ao Canadá, Espanha e Itália e (+0,4 p.p. cada). Seguiram-se os EUA (0,3 p.p.), os Países Baixos e a Turquia (0,2 p.p. cada) e a Bélgica e a Irlanda (0,1 p.p. cada).
O maior contributo negativo coube a Angola (-0,5 p.p.), seguida do Brasil e da China (‑0,1 p.p. cada). 

Os maiores acréscimos, em Euros, nas expedições para o espaço comunitário no período de Janeiro a Dezembro de 2019, em termos homólogos, verificaram-se na Alemanha, em França, na Espanha e na Itália, seguidos dos Países Baixos, da Bélgica, da Irlanda, da Grécia, da República Checa, da Roménia, da Finlândia, da Eslovénia, da Eslováquia, da Hungria e da Polónia. Os maiores decréscimos couberam à Lituânia e ao Reino Unido.

Entre os Países Terceiros, os maiores acréscimos nas exportações ocorreram com o Canadá, os EUA, a Turquia e o Egipto. Seguiram-se as Provisões de Bordo e a Suíça.
Os maiores decréscimos couberam a Angola e à Tunísia, seguidos da Argentina, da Argélia, do Brasil, da China, de Gibraltar e da Austrália. 

3.2 - Importações
Em 2019 as chegadas de mercadorias com origem na UE, que representaram 76,4% do total (75,8% em 2018), registaram um acréscimo de +7,5% e contribuíram com +5,7 p.p. para uma taxa de crescimento global de +6,6%.

As importações com origem no espaço extracomunitário registaram um acréscimo de +3,6%, representando 23,6% do total em 2019 (24,2% em 2018), com um contributo para o crescimento global de +0,9 p.p.. Os principais mercados de origem das importações em 2019, foram a Espanha (30,4%), a Alemanha (13,3%) e a França (9,8%). Seguiram-se a Itália (5,1%), os Países Baixos (4,9%), a China (3,7%), a Bélgica (3,1%), o Reino Unido (2,6%), os EUA (1,9%) e a Rússia (1,4%), países que representaram no seu conjunto 76,2% das importações totais.

Entre os maiores contributos positivos para o crescimento das importações em 2019 (+6,6%) destacam-se a França (+2,8 p.p.), a Espanha (+1,0 p.p.), a China (+0,8 p.p.), a Nigéria (+0,6 p.p.), a Alemanha e a Bélgica (+0,4 p.p. cada), a Argélia, o Reino Unido e a Polónia (+0,3 p.p. cada), e a Índia (+0,2 p.p.). 

Por sua vez, os maiores contributos negativos couberam à Rússia (-0,3 p.p.) e ao Azerbaijão (-0,2 p.p.).
Nas duas figuras seguintes relacionam-se os maiores acréscimos e decréscimos das importações com origem intracomunitária e nos países terceiros.


4 – Saldos da Balança Comercial
Em 2019, os maiores saldos positivos da balança comercial (Fob-Cif) couberam ao Reino Unido (+1536 milhões de Euros) e aos EUA (+1518 milhões). Seguiram-se Marrocos (+514 milhões), o Canadá (+469 milhões) e a Suíça (+336 milhões). O maior défice, a grande distância dos restantes, pertenceu a Espanha (-9525 milhões de Euros), seguido dos da Alemanha (‑3535 milhões), da China (-2349 milhões), dos Países Baixos (-1591 milhões) e da Itália (‑1429 milhões de Euros).

5 – Evolução por grupos de produtos
5.1 – Exportações
Os capítulos da Nomenclatura Combinada (NC-2 Ξ SH-2), foram aqui agregados em 11 grupos de produtos (ver ANEXO). Os grupos com maior peso nas exportações de mercadorias em 2019, representando 81,7% do total, foram “Material de transporte terrestre e partes” (15,0% e TVH +14,8%), “Máquinas, aparelhos e partes” (14,0% do total e TVH +1,1%), “Químicos” (12,5% e TVH +5,1%), “Agro-alimentares” (12,2% e TVH +2,8%), “Produtos acabados diversos” (9,8% e TVH +7,5%), “Minérios e metais” (9,3% e TVH -1,3%) e “Têxteis e vestuário” (8,9% e TVH (‑0,8%). O maior contributo para o acréscimo global de +2100 milhões de Euros, face a 2018, coube ao grupo “Material de transporte terrestre e partes”, com +1158 milhões de Euros, seguido dos grupos “Produtos acabados diversos” (+411 milhões), “Químicos” (+361 milhões), “Aeronaves, embarcações e partes” (+336 milhões) e “Agro-alimentares” (+200 milhões). Ocorreram decréscimos em quatro dos grupos: “Energéticos”, “Minérios e metais” “Calçado, peles e couros” e “Têxteis e vestuário”, com destaque para o primeiro  (‑310 milhões de Euros).

5.2 – Importações
Em 2019, os grupos de produtos com maior peso nas importações, representando 71,5% do total, foram “Máquinas, aparelhos e partes” (17,9%, com uma taxa de variação homóloga em valor de +7,3%), “Químicos” (15,9% do total e TVH +47%), “Agro-alimentares” (14,1% e TVH +2,4%), “Material de transporte terrestre e partes” (12,3% e TVH +6,7%) e “Energéticos” (11,3% e TVH +0,4%).
À excepção do grupo “Minérios e metais”, em que se registou uma quebra de -42 milhões de Euros, em todos os restantes se verificaram acréscimos nas importações, tendo ocorrido os mais significativos, em Euros, nos grupos “Aeronaves, embarcações e partes” (+2035 milhões), “Máquinas, aparelhos e partes” (+978milhões), “Material de transporte terrestre e partes” (+619 milhões) e “Químicos” (+578 milhões de Euros). 

6 – Mercados por grupos de produtos
6.1 – Exportações
Entre os mercados de destino, a Espanha ocupou em 2019 a primeira posição em 7 dos 11 grupos de produtos com 24,9% do total, ocorrendo as excepções nos grupos “Energéticos” (2ª posição depois dos EUA), “Calçado, peles e couros” (3ª posição, depois da França e da Alemanha, “Máquinas, aparelhos e partes” (2ª posição, depois da Alemanha) e “Aeronaves, embarcações e partes” (7ª posição, antecedida pelo Canadá, Brasil, Reino Unido, França, EUA e Finlândia).

Seguiram-se no “ranking” a França (13,0%), a Alemanha (12,0%), o Reino Unido (6,1%), os EUA (5,0%), a Itália (4,5%), os Países Baixos (3,9%), a Bélgica (2,3%), Angola (2,1%) e a Polónia (1,3%). Estes dez países cobriram 75,1% das exportações totais.
6.2 – Importações


Nesta vertente do comércio internacional, a Espanha ocupou o primeiro lugar em dez dos onze grupos de produtos, com 30,4% do total, sendo a excepção o grupo “Aeronaves, embarcações e partes” (5ª posição, precedida da França, da Alemanha, dos EUA e da Irlanda).
Seguiram-se, no “ranking”, a Alemanha (13,3%), a França (9,8%), a Itália (5,1%), os Países Baixos (4,9%), a China (3,7%), a Bélgica (3,1%), o Reino Unido (2,6%), os EUA (1,9%) e a Rússia (1,4%).
Estes dez países cobriram 76,2% das importações totais.

Alcochete, 9 de Fevereiro de 2020.


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