Comércio Internacional de mercadorias
Portugal-Índia
2021-2025
Janeiro-Julho 2025-2026
(disponível para download >> aqui)
1 – Introdução
A Índia, com uma população superior a 1,4 mil milhões de
habitantes, idêntica à da China, compreende 28 “Estados” e 8 “Territórios da
União”.
Os antigos territórios coloniais portugueses de Goa, Damão
e Diu, e enclaves de Dadra e Nagar Aveli, que constituíam o então chamado “Estado
Português da Índia”, estão agora integrados no “Conselho Zonal do Oeste”
da Índia, órgão consultivo criado para promover a cooperação e a
coordenação entre os Estados e Territórios da região ocidental do país, que
compreende os Estados de Goa, Guzerate, Maarastra e os Territórios da União de
Dadra e Nagar Aveli, Damão e Diu.
Ao longo
do último quinquénio as importações anuais portuguesas de mercadorias com
origem na Índia, após atingirem em 2022 um ‘crescimento’ de 131,0% face ao
nível que detinham em 2021=100, desaceleraram até 2024, com 117,9%, tendo-se
situado em 118,4% em 2025.
Por sua
vez o ritmo de ‘crescimento’ das exportações, que aumentou até 2024, ano em que
ultrapassou o ritmo das importações (126,0% contra 117,8%), desacelerou
ligeiramente em 2025 (123,6%).
Faz-se neste trabalho uma análise da evolução do Comércio
Internacional de Portugal com este país de 2021 a 2025, com base em versões
definitivas do ‘Instituto Nacional de Estatística de Portugal’ (INE),
e período de Janeiro a Julho de 2026, em versão preliminar, dados com
última actualização a 9 de Setembro de 2026.
2 – Balança Comercial
Ao longo dos últimos cinco anos a Balança Comercial da Portugal com a Índia
foi deficitária, com saldos da ordem dos -900 milhões de Euros nos últimos três
anos, tendo-se o saldo situado em -449 millhões de Euros no período de Janeiro
a Julho de 2026.
Nesse período, as importações terão decaído -4,0% face ao ano anterior e
as exportações aumentado +8,5%, com o grau de cobertura das importações pelas
exportações a situar-se em 20,7%.
3 – Importação
No período em análise de 2026 a Índia ocupou a
7ª posição na importação portuguesa do conjunto dos Países Terceiros, com 3,3% do Total.
Nos primeiros sete meses de 2026, numa análise
por Grupos de Produtos (ver Anexo), as principais importações com origem
na Índia incidiram nos grupos “Têxteis e vestuário” (24,6% do Total em
2026 e 23,1% em 2025), “Químicos” (19,2% e 15,9%) “Máquinas,
aparelhos e partes” (15,8% e 17,9%), “Agro-alimentares” (14,3% e
11,9%) e “Minérios e metais” (10,3% e 13,2%).
Seguiram-se os grupos “Calçado, peles e
couros” (6,9% e 7,3%), “Material de transporte terrestre e partes”
(3,9% e 2,4%), “Produtos acabados diversos” (2,9% e 2,8%), “Madeira,
cortiça e papel” (2,0% e 1,3%), “Energéticos” (0,1% e 4,0%) e “Aeronaves,
embarcações e partes” (praticamente sem movimento em 2026 e 0,1% em 2025).
Na figura seguinte encontram-se relacionados, por Grupos de Produtos, os
principais produtos importados no período em análise de 2026, e correspondentes
valores em 2025, definidos a dois dígitos da Nomenclatura.
4 – Exportação
No período em análise de 2026 a Índia ocupou a
20ª posição na exportação portuguesa para o conjunto dos Países Terceiros, com
0,9% do Total, a par da Argélia.
Neste período as principais exportações para a Índia couberam aos grupos
de produtos “Madeira, cortiça e papel” (27,7% e 38,5% no período
homólogo de 2025), “Minérios e metais” (25,1% e 16,6%) “Máquinas,
aparelhos e partes” (21,3% e 18,4%), e “Químicos” (13,3% e 15,4%).
Seguiram-se os grupos “Têxteis e vestuário” (3,7% e 3,0%), “Produtos
acabados diversos” (3,2% e 3,9%), “Calçado, peles e couros” (2,8% e
2,5%), “Agro-alimentares” (1,8% e 1,4%), “Aeronaves, embarcações e
partes” (1,0% e 0,1%), “Material de transporte terrestre e partes”
(0,2% nos dois anos) e tendo sido nulas e praticamente nulas no ano anterior as
exportações do grupo “Energéticos”.
Na figura seguinte encontram-se relacionados, por Grupos de Produtos, os
principais produtos exportados no períoso em análise de 2026, e correspondentes
valores em 2025, definidos a dois dígitos da Nomenclatura.
Alcochete, 18 de Setembro de 2026.









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