sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Comércio Internacional de mercadorias Portugal-Índia 2021-2025 e Janeiro-Julho 2025-2026

 

Comércio Internacional de mercadorias

Portugal-Índia

2021-2025

  Janeiro-Julho 2025-2026  

   (disponível para download >> aqui)

1 – Introdução

A Índia, com uma população superior a 1,4 mil milhões de habitantes, idêntica à da China, compreende 28 “Estados” e 8 “Territórios da União”.

Os antigos territórios coloniais portugueses de Goa, Damão e Diu, e enclaves de Dadra e Nagar Aveli, que constituíam o então chamado “Estado Português da Índia”, estão agora integrados no “Conselho Zonal do Oeste” da Índia, órgão consultivo criado para promover a cooperação e a coordenação entre os Estados e Territórios da região ocidental do país, que compreende os Estados de Goa, Guzerate, Maarastra e os Territórios da União de Dadra e Nagar Aveli, Damão e Diu.

Ao longo do último quinquénio as importações anuais portuguesas de mercadorias com origem na Índia, após atingirem em 2022 um ‘crescimento’ de 131,0% face ao nível que detinham em 2021=100, desaceleraram até 2024, com 117,9%, tendo-se situado em 118,4% em 2025.

Por sua vez o ritmo de ‘crescimento’ das exportações, que aumentou até 2024, ano em que ultrapassou o ritmo das importações (126,0% contra 117,8%), desacelerou ligeiramente em 2025 (123,6%).

Faz-se neste trabalho uma análise da evolução do Comércio Internacional de Portugal com este país de 2021 a 2025, com base em versões definitivas do ‘Instituto Nacional de Estatística de Portugal’ (INE), e período de Janeiro a Julho de 2026, em versão preliminar, dados com última actualização a 9 de Setembro de 2026.

2 – Balança Comercial

Ao longo dos últimos cinco anos a Balança Comercial da Portugal com a Índia foi deficitária, com saldos da ordem dos -900 milhões de Euros nos últimos três anos, tendo-se o saldo situado em -449 millhões de Euros no período de Janeiro a Julho de 2026.

Nesse período, as importações terão decaído -4,0% face ao ano anterior e as exportações aumentado +8,5%, com o grau de cobertura das importações pelas exportações a situar-se em 20,7%.

3 – Importação

No período em análise de 2026 a Índia ocupou a 7ª posição na importação portuguesa do conjunto dos Países Terceiros, com 3,3% do Total.



Nos primeiros sete meses de 2026, numa análise por Grupos de Produtos (ver Anexo), as principais importações com origem na Índia incidiram nos grupos “Têxteis e vestuário” (24,6% do Total em 2026 e 23,1% em 2025), “Químicos” (19,2% e 15,9%) “Máquinas, aparelhos e partes” (15,8% e 17,9%), “Agro-alimentares” (14,3% e 11,9%) e “Minérios e metais” (10,3% e 13,2%).

Seguiram-se os grupos “Calçado, peles e couros” (6,9% e 7,3%), “Material de transporte terrestre e partes” (3,9% e 2,4%), “Produtos acabados diversos” (2,9% e 2,8%), “Madeira, cortiça e papel” (2,0% e 1,3%), “Energéticos” (0,1% e 4,0%) e “Aeronaves, embarcações e partes” (praticamente sem movimento em 2026 e 0,1% em 2025).

Na figura seguinte encontram-se relacionados, por Grupos de Produtos, os principais produtos importados no período em análise de 2026, e correspondentes valores em 2025, definidos a dois dígitos da Nomenclatura.

4 – Exportação

No período em análise de 2026 a Índia ocupou a 20ª posição na exportação portuguesa para o conjunto dos Países Terceiros, com 0,9% do Total, a par da Argélia.


Neste período as principais exportações para a Índia couberam aos grupos de produtos “Madeira, cortiça e papel” (27,7% e 38,5% no período homólogo de 2025), “Minérios e metais” (25,1% e 16,6%) “Máquinas, aparelhos e partes” (21,3% e 18,4%), e “Químicos” (13,3% e 15,4%).

Seguiram-se os grupos “Têxteis e vestuário” (3,7% e 3,0%), “Produtos acabados diversos” (3,2% e 3,9%), “Calçado, peles e couros” (2,8% e 2,5%), “Agro-alimentares” (1,8% e 1,4%), “Aeronaves, embarcações e partes” (1,0% e 0,1%), “Material de transporte terrestre e partes” (0,2% nos dois anos) e tendo sido nulas e praticamente nulas no ano anterior as exportações do grupo “Energéticos”.


Na figura seguinte encontram-se relacionados, por Grupos de Produtos, os principais produtos exportados no períoso em análise de 2026, e correspondentes valores em 2025, definidos a dois dígitos da Nomenclatura.


Alcochete, 18 de Setembro de 2026.

 

ANEXO


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