sábado, 23 de março de 2019

Séries anuais 2008-2018-Parte II


Comércio Internacional de mercadorias
Séries anuais
2008-2018
Parte II
( disponível para download  >> aqui )



5 – Origens das importações

5.1 – Por continentes e regiões económicas




5.2 - Por principais mercados


5.3 – Origem Intra e Extra-EU por grupos de produtos










5.4 – Principais mercados de origem em 2018 por grupos de produtos - Média 2008-2013 e anos de 2014 a 2018












6 – Destinos das exportações

6.1 – Por continentes e regiões económicas



































6.2 - Por principais mercados


6.3 – Destino Intra e Extra-UE por grupos de produtos 





6.4 - Principais mercados de destino em 2018 por grupos de produtos - Média 2008-2013 e anos de 2014 a 2018













7 – Termos de Troca

Os índices de preço globais das importações e das exportações de mercadorias (bens) para o período de 2008 a 2013 foram calculados pelo INE no âmbito das Contas Nacionais.
 Desde que o INE passou a divulgar no seu portal as quantidades transaccionadas para as posições a oito dígitos da Nomenclatura Combinada (ainda que de momento apenas em Kg), foi-nos possível calcular, a partir desta fonte, os índices de preço de Paasche para os anos de 2014 a 2018, a partir de uma partição das mercadorias em Grupos e Subgrupos de produtos.

O universo dos bens utilizado nas Contas Nacionais não coincide exactamente com o universo das importações e das exportações de mercadorias constantes das estatísticas do Comércio Internacional, designadamente no que concerne à partição entre bens e serviços. 

8 – Indicadores de evolução em valor, volume e preço por grupos e subgrupos de produtos (2014 a 2018)

Os produtos que constituem o universo das importações e das exportações de mercadorias, definidos a oito dígitos da Nomenclatura Combinada (NC-8), foram agregados, em cada uma das vertentes comerciais, em 11 grupos de produtos, por sua vez divididos num total de 42 subgrupos, por forma a se garantir alguma homogeneidade entre o tipo de produtos que os constituem, o que se torna necessário para um cálculo consistente  dos índices de preço que adiante se apresentam.
O método de cálculo utilizado traduz-se na selecção de uma amostra representativa do comportamento dos índices de preço dos produtos no contexto de cada subgrupo, face ao ano anterior, com elevada representatividade, obtendo-se depois, por ponderação, o índice de preço do subgrupo.
Por sua vez os índices dos subgrupos são depois ponderados pela sua estrutura em valor dentro de cada grupo, obtendo-se assim o índice de preço do respectivo grupo, seguindo-se a ponderação dos índices dos grupos para obtenção do índice global.
Os índices de preço de cada subgrupo são obtidos a partir de uma amostra automática construída com base nos produtos com movimento nos dois períodos em análise, com utilização de métodos estatísticos.
Segue-se uma análise crítica, que pode incluir, entre outros, o recurso à evolução do preço das matérias-primas que entram na manufactura de um dado produto, como indicador de consistência do índice encontrado.
Mais frequentemente procede-se à desagregação por mercados de origem e de destino de posições pautais com peso relevante que se encontram fora do intervalo, incluindo-se na amostra do subgrupo aquelas que apresentam um comportamento coerente na proximidade do intervalo previamente encontrado.
Também produtos dominantes incluídos no intervalo e decisivos para o índice do subgrupo podem ser desgregados e considerados por mercados se, através de uma análise crítica, forem encontrados desvios sensíveis face aos restantes.
Os índices de preço elementares, ao nível da Nomenclatura Combinada a oito dígitos, foram calculados a partir de versões ainda não definitivas de cada um dos anos.
Mostra a experiência que as correcções introduzidas posteriormente não são de molde a afectar sensivelmente o cálculo dos correspondentes índices de preço do subgrupo, que são obtidos a partir de amostras com elevada representatividade, reflectindo-se principalmente ao nível dos índices de valor e de volume.
Assim, para as sucessivas ponderações dos índices de preço, ao nível dos subgrupos e dos grupos de produtos, apresentados neste trabalho, foram utilizadas as estruturas correspondentes às últimas versões disponíveis para cada ano, por forma a se obter indicadores mais consentâneos com a realidade, aqui apresentados sob a forma de taxas de variação.

8.1 Importações






8.2 - Exportações









ANEXO




Alcochete, 25 de Março de 2019.





quarta-feira, 20 de março de 2019

Série mensal-Janeiro 2019-Comércio Internacional



Comércio Internacional de mercadorias
- Série mensal -
Janeiro de 2019 

                                                  ( disponível para download  >> aqui )


1 - Balança comercial

De acordo com dados preliminares divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), com última actualização em 12 de Março de 2019, em Janeiro de 2019 as exportações de mercadorias cresceram em valor +4,1% face ao ano anterior (+196 milhões de Euros), a par de um acréscimo das importações de +16,6% (+990 milhões de Euros).
As exportações para o espaço comunitário (expedições) registaram um aumento de +7,3% (+266 milhões de Euros), ao mesmo tempo que as exportações para os países terceiros decresceram -6,2% (-70 milhões de Euros). Por sua vez, as importações de mercadorias provenientes dos parceiros comunitários (chegadas) aumentaram +15,9% (+710 milhões de Euros), com as importações originárias dos países terceiros a crescerem +18,5% (+280 milhões de Euros).

Na sequência deste comportamento, o défice comercial externo (Fob-Cif) aumentou +66,1%, ao situar-se em -1996 milhões de Euros (um acréscimo de 794 milhões de Euros face a Janeiro ao ano anterior, com um aumento de 445 milhões no comércio intracomunitário e de 349 milhões no extracomunitário). Em termos globais, o grau de cobertura (Fob/Cif) das importações pelas exportações desceu de 79,9%, em 2019, para 71,4%, em 2018.





A variação do preço de importação do petróleo repercute-se, naturalmente, no valor das exportações de produtos energéticos, com reflexo sensível na Balança Comercial. O valor médio unitário de importação do petróleo, que em Janeiro de 2018 se situou em 425 Euros/Ton, desceu para 372 Euros/Ton em Janeiro de 2019.

Para além da variação da cotação internacional do barril de petróleo, medida em dólares, a variação da cotação do dólar face ao Euro é também um dos factores determinantes da evolução do seu preço em Euros.

Se excluirmos do total das importações e das exportações o conjunto dos produtos “Energéticos” (respectivamente 11,8% e 6,0% do total em Janeiro de 2019), o grau de cobertura (Fob/Cif) das importações pelas exportações sobe, em 2019, de 71,4% para 76,1%.

2 – Evolução mensal



3 – Mercados de destino e de origem
3.1 - Exportações
Em Janeiro de 2019, as exportações nacionais para a UE (expedições), que representaram 78,8% do total (76,5% em Janeiro de 2018), cresceram em valor +7,3%, contribuindo com +5,6 pontos percentuais (p.p.) para uma taxa de crescimento global de +4,1%. As exportações para o espaço extracomunitário, que representaram 21,2% do total em Janeiro de 2019 (23,5% em 2018), registaram um decréscimo em valor de -6,2%, contribuindo negativamente, com -1,5 p.p., para a taxa de crescimento global. 

Os principais mercados de destino das exportações foram a Espanha (25,2%), a Alemanha (13,1%), a França (12,9%), o Reino Unido (6,3%), a Itália (4,7%), os EUA (4,3%), os Países Baixos (3,9%), a Bélgica e Angola (2,0% cada), a Polónia (1,4%), o Brasil (1,3%), a Áustria, a Suíça e a Suécia (1,2% cada), países que representaram 80,7% do total.
Angola, o segundo mercado entre os países terceiros depois dos EUA, registou uma quebra em valor de –15,7% em Janeiro de 2019 (-18,3 milhões de Euros), envolvendo sete dos onze grupos de produtos. As maiores descidas incidiram nos grupos “Agro-alimentares” (‑15,1 milhões de Euros), “Madeira, cortiça e papel” (‑3,9 milhões), “Produtos acabados diversos” (-2,4 milhões) e “Aeronaves, embarcações e partes” (-1,2 milhões).
O maior acréscimo coube ao grupo “Minérios e metais” (+3,7 milhões de Euros), seguido de “Energéticos” (+968 mil Euros) e “Máquinas, aparelhos e partes” (+775 mil Euros). 

Entre os trinta principais destinos, os maiores contributos positivos para o ‘crescimento’ das exportações no período em análise (+4,1%), couberam à Alemanha (+2,0 p.p.) a Espanha (+1,8 p.p.), à Itália (+1,0 p.p.), aos Países Baixos, Turquia e Suíça (+0,3 p.p. cada), seguidos da Eslováquia, Áustria, Suécia e França (+0,2 p.p. cada). Os maiores contributos negativos couberam à Bélgica e ao Brasil (‑0,9 p.p. cada), a Angola (‑0,4 p.p.),  à China (-0,3 p.p.) e à Finlândia, Argélia, EUA e Hungria (-0,1 p.p. cada).

O maior acréscimo, em Euros, nas exportações (expedições) para o espaço comunitário em Janeiro de 2019, em termos homólogos, verificou-se na Alemanha, seguido dos da Espanha e da Itália. Com menor expressão alinharam-se depois a Eslovénia, os Países Baixos, a Eslováquia, a Áustria, a Suécia, a França, as Provisões de bordo, a Dinamarca e a Irlanda. Os maiores decréscimos couberam à Bélgica, seguida da Finlândia, da Bulgária e da Hungria.

Entre os Países Terceiros, os maiores acréscimos nas exportações ocorreram no Egipto, Turquia, Suíça, Noruega, Provisões de bordo, Canadá e Marrocos. Os maiores decréscimos couberam ao Brasil, Tunísia, Angola, China, Argélia e EUA.

3.2 - Importações
Em Janeiro de 2019 as importações com origem na UE (chegadas), que representaram 74,3% do total (74,7% em Janeiro de 2018), registaram um acréscimo de +15,9% e contribuíram com +11,9 p.p. para uma taxa de crescimento global de +16,6%.

As importações com origem no espaço extracomunitário registaram um acréscimo de +18,5%, representando 25,7% do total em Janeiro de 2019 (25,3% em igual mês de 2018), com um contributo para o crescimento global de +4,7 p.p..
Os principais mercados de origem das importações em Janeiro de 2019 foram a Espanha (29,2%), a Alemanha (13,4%) e a França (10,7%). Seguiram-se os Países Baixos (5,3%), a Itália (4,2%), a China (4,1%), a Bélgica (3,1%), o Reino Unido (2,2%), os EUA (1,9%) a Turquia e o Azerbaijão (1,3% cada), países que representaram no seu conjunto 76,6% das nossas importações totais.

Entre os maiores contributos positivos para o crescimento das importações (+16,6%) destacam-se a França (+5,1 p.p.), a Espanha (+2,2 p.p.), a Alemanha (+1,7 p.p.), a China (+1,5 p.p.), os Países Baixos (+1,1 p.p.), a Bélgica (+0,8 p.p.), a Turquia, Índia e EUA (+0,6 p.p. cada), e a Arábia Saudita e o Paquistão (+0,3% cada). 

Por sua vez, os maiores contributos negativos couberam à Rússia (-1,6 p.p.), ao Brasil (‑1,3 p.p.), à Argélia (-0,4 p.p.) e a Angola e Itália (-0,2 p.p. cada).
Nas duas figuras seguintes relacionam-se os maiores acréscimos e decréscimos das importações com origem intracomunitária e nos países terceiros.


4 – Saldos da Balança Comercial
No período em análise, os maiores saldos positivos da balança comercial (Fob-Cif) couberam ao Reino Unido (+163 milhões de Euros), aos EUA (+81 milhões), a Angola (+47 milhões), a Marrocos (+38 milhões) e à Suíça (+32 milhões de Euros).
O maior défice, a grande distância dos restantes, pertenceu a Espanha (-778 milhões de Euros), seguido dos da Alemanha (‑283 milhões), da China (-241 milhões), dos Países Baixos (-176 milhões) e da Bélgica (‑113 milhões de Euros).

5 – Evolução por grupos de produtos
5.1 – Exportações
Os capítulos da Nomenclatura Combinada (NC-2 Ξ SH-2), foram aqui agregados em 11 grupos de produtos (ver Anexo). Os grupos com maior peso nas exportações de mercadorias em Janeiro de 2019, representando 81,9% do total, foram “Material de transporte terrestre e partes” (16,7% e TVH +19,8%), “Máquinas, aparelhos e partes” (13,6% do total e TVH -2,0%),  “Químicos” (12,1% e TVH +4,3%), “Agro-alimentares” (11,4% e TVH +0,8%) “Minérios e metais” (9,5% e TVH +4,6%), “Produtos acabados diversos” (9,5% e TVH +10,8%) e “Têxteis e vestuário” (9,1% e TVH + 1,9%).
Mais de 70% do acréscimo global de +196 milhões de Euros, face ao ano anterior, coube ao grupo “Material de transporte terrestre e partes”.
As exportações registaram decréscimos em quatro dos onze grupos: “Aeronaves, embarcações e partes” (-36 milhões de Euros), “Energéticos” (-23 milhões), “Calçado, peles e couros” (-19 milhões) e “Máquinas, aparelhos e partes” (-13 milhões).

5.2 – Importações
Em Janeiro de 2019, os grupos de produtos com maior peso nas importações, representando 70,4% do total, foram “Máquinas, aparelhos e partes” (17,8%, com uma taxa de variação homóloga em valor de +20,4%), “Químicos” (16,5% do total e TVH de +19,8%), “Agro-alimentares” (12,9% e TVH +7,9%), “Energéticos” (11,8% e TVH de +0,6%) e “Material de transporte terrestre e partes” (11,4% e TVH +2,7%).
Em todos os grupos de produtos se verificaram acréscimos nas importações, tendo ocorrido os mais significativos, em Euros, nos grupos “Aeronaves, embarcações e partes” (+271 milhões de Euros), “Máquinas, aparelhos e partes” (+210 milhões de Euros) e “Químicos” (+190 milhões). 

6 – Mercados por grupos de produtos
6.1 – Exportações
Entre os mercados de destino, a Espanha ocupou em Janeiro de 2019 a primeira posição em 8 dos 11 grupos de produtos com 25,2% do total, ocorrendo as excepções nos grupos “Calçado, peles e couros” (4ª posição, depois da França, da Alemanha e dos Países Baixos), “Máquinas, aparelhos e partes” (2ª posição, depois da Alemanha) e “Aeronaves, embarcações e partes” (3ª posição, antecedida do Brasil e da França).

Seguiram-se no “ranking” a Alemanha (13,1%), a França (12,9%), o Reino Unido (6,3%), a Itália (4,7%), os EUA (4,3%), os Países Baixos (3,9%), a Bélgica (2,0%), Angola (2,0%), e a Polónia (1,4%). Estes dez países cobriram 75,8% das exportações totais.
6.2 – Importações

Nesta vertente do comércio internacional, a Espanha ocupou o primeiro lugar em nove dos onze grupos de produtos, com 29,2% do total, sendo a excepção os grupos “Máquinas, aparelhos e partes” (2º lugar, antecedida da Alemanha) e “Aeronaves, embarcações e partes” (5ª posição, precedida da França, Países Baixos, EUA e Canadá).
Seguiram-se, no “ranking”, a Alemanha (13,4%), a França (10,7%), os Países Baixos (5,3%), a Itália (4,2%), a China (4,1%), a Bélgica (3,1%), o Reino Unido (2,2%), os EUA (1,9%) e o Iraque (1,4%).
Estes dez países cobriram 75,3% das importações totais.

Alcochete, 19 de Março de 2019.


quarta-feira, 6 de março de 2019

Comércio internacional no "Ramo automóvel" (2017-2018)



Evolução recente do comércio internacional no "Ramo Automóvel"
(2017-2018)

" Disponível para download > aqui"


1 – Nota introdutória
O comércio internacional português de veículos automóveis, suas partes, acessórios e componentes diversos, que designamos aqui por ‘Ramo automóvel’, tem um peso importante no comércio internacional português, tendo representado na estrutura das importações globais, em 2017 e 2018, respectivamente 13,6% e 14,2%, e % na estrutura das exportações 15,5% e 18,0%.
Neste trabalho, para além dos produtos que integram o Capítulo 87 da Nomenclatura Combinada foram incluídos outros componentes desta indústria dispersos por outros capítulos, como motores, dispositivos eléctricos, assentos, pneus e muitos outros, que não sendo exaustivos, por limitação imposta pelos descritivos da NC, complementam o tipo de produtos em causa.
2 – Balança Comercial


De acordo com os dados de base divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a Balança Comercial deste conjunto de produtos foi deficitária no período em análise. Entre os dois anos, as importações cresceram +12,6% e as exportações +22,8%, descendo o défice de -950 milhões de euros para -200 milhões, com o grau de cobertura das importações pelas exportações a subir de 90,0% para 98,1%. Os maiores défices incidiram nos “Veículos ligeiros de passageiros e uso misto” e nos “Outros veículos”, tendo as “Partes, acessórios e componentes diversos”, registado confortáveis saldos positivos.



3.1- Veículos ligeiros de passageiros e uso misto

Em 2018, o conjunto dos veículos automóveis ligeiros de passageiros e uso misto representou 44,5% das importações (47,1% em 2017) e 33,0% das exportações do ‘Ramo automóvel’ (25,4% em 2017). Em 2018, os veículos novos pesaram 80,4% nas importações e 99,5% nas exportações de automóveis ligeiros de passageiros, predominando nas primeiras os veículos a diesel e nas segundas os veículos a gasolina.
Entre os veículos usados, com pouca expressão nas exportações, sobressaem também, nas importações, os veículos com motor a diesel.

Começam a ter algum significado as importações de veículos com motor a gasolina/eléctrico, diesel/eléctrico ou apenas eléctrico.


No quadro em ANEXO pode observar-se os diversos conjuntos de produtos com uma maior desagregação, incluindo a cilindrada dos veículos.

3.2- Outros veículos
Em 2018, o conjunto dos restantes veículos representou 12,5% das importações (13,2% em 2017) e 9,8% das exportações (10,7% em 2017), englobando, para além dos ‘Veículos para transporte de mercadorias’ e dos ‘Veículos para 10 ou mais pessoas’, os ‘Veículos para usos especiais’, como por exemplo de auto-socorro, carros de bombeiros ou carros-betoneira, ‘Tractores e outros veículos’, como carros blindados de combate, reboques, semi-reboques e veículos sem dispositivo de elevação de carga utilizados em fábricas, armazéns, portos e aeroportos, e ainda os ‘Chassis com motor’ e as ‘Carroçarias, incluindo as cabines’. 


Nas importações destaca-se o conjunto dos ‘Tractores e outros veículos’, principalmente tractores, reboques e semi-reboques, seguidos de perto pelos ‘Veículos para transporte de mercadorias’.
Nas exportações sobressaem os ‘Veículos para transporte de mercadorias’, seguidos dos ‘Veículos para 10 ou mais pessoas’.
3.3- Partes, acessórios e componentes diversos
Em 2018, o conjunto das “Partes, acessórios e componentes diversos”, muito diversificado, representou 43,0% das importações do ‘Ramo automóvel’ (39,7% em 2017) e 57,2% das exportações (63,9% em 2017), a que correspondeu um saldo positivo de +1,4 mil milhões de Euros (+1,7 mil milhões em 2017).
Na vertente das importações destacaram-se, em 2018, as aquisições do conjunto ‘Outras partes e acessórios’, como caixas de velocidades, acessórios de carroçarias, travões e servofreios, tubos de escape, “airbags”, volantes e caixas de direcção.
Seguiram-se os ‘Outros componentes’, principalmente pneus, os ‘Motores’, tanto a diesel como de explosão,  e os ‘Componentes eléctricos’, como cablagens, aparelhos de iluminação e sinalização, baterias e aparelhos de ar condicionado
Nas exportações predominaram as de ‘Outras partes e acessórios’, como tubos de escape, “airbags”, caixas de velocidades, acessórios de carroçaria, travões e servofreios, volantes e caixas de direcção.
Seguiram-se os ‘Outros componentes’, como pneus, conta-quilómetros, fechaduras e obras de borracha vulcanizada, e os ‘Componentes eléctricos’, como rádios com gravador ou reprodutor de som, cablagens, distribuidores e bobinas de ignição.

No quadro em ANEXO pode observar-se a grande diversidade dos restantes produtos.
4 – Principais mercados
4.1 - Importações
Os principais fornecedores das importações portuguesas de Veículos automóveis, chassis com motor e carroçarias encontram-se na União Europeia (93,1% em 2018 e 94,0% em 2017). Em 2018, o principal mercado de origem foi a Alemanha (29,5% do Total em 2018 e 33,4% em 2017), seguida da Espanha (21,7% e 21,3%) e da França (20,2% e 17,7%). Estes três países mais de 70% dos fornecimentos nos dois anos.
Entre os restantes formecedores destacaram-se a Bélgica (5,6% em 2018 e 4,8%em 2017), a Itália (4,4% e 3,9%), a Turquia (3,3% e 2,9%), o Reino Unido (2,4% e 3,7%) e os Países Baixos (2,3% e 2,5%).

Também os principais fornecedores de Partes, acessórios e componentes diversos se encontram no espaço comunitário (94,0% em 2018 e 92,8% em 2017), predominando também aqui os mesmos três países, embora por outra ordem: a Espanha (37,3% do Total em 2018 e 36,2% em 2017), a Alemanha (27,9% e 26,0%) e a França (9,4% e 10,0%), também com uma quota superior a 70% nos dois anos.


4.2 - Exportações

Os principais destinos das exportações portuguesas de Veículos automóveis, chassis com motor e carroçarias encontram-se também na União Europeia (90,4% em 2018 e 79,6% em 2017).
Em 2018, o principal mercado foi a Alemanha (24,0% do Total em 2018 e 28,0% em 2017), seguida da França (16,9% e 13,1%), da Itália (10,5% em 2018 e apenas 4,7% em 2017), do Reino Unido (9,8% e 11,1%) e da Espanha (9,2% e 11,1%), cobrindo estes cinco países 70,4% das exportações em 2018 e 68,0% em 2017.

Também os principais destinos das Partes, acessórios e componentes diversos se encontram no espaço comunitário (91,0% em 2018 e 90,5% em 2017), predominando aqui as exportações para Espanha (29,1% do Total em 2018 e 28,4% em 2017), Alemanha (21,8% e 22,4%), França (14,3% e 15,2%) e Reino Unido (8,2% e 8,8%), cobrindo estes quatro países 73,4% das exportações em 2018 e 74,8% em 2017.




       
Alcochete, 23 de Fevereiro de 2019.